Passados 2 meses em aula no colégio, chegou a semana das provas. Os alunos estavam nervosos pois seria a primeira prova. Alguns não estudaram e outros quase comeram os livros de tanto estudarem. Lupita, Mía, Miguel, Celina, Vick, Roberta, Diego e Tomás ficaram o dia anterior inteiro estudando, desde a hora que terminou a aula, até a hora de irem aos dormitórios.

A cada hora o nervosismo aumentava, pois a primeira prova seria de Literatura.

— Bom dia pessoal, como é a primeira prova, sentem-se com suas duplas, que está formada desde o início das aulas, e eu irei aplicar a prova.

Depois de ficarem a aula inteira de Literatura em prova, alguns iam terminando e outros sempre voltava na pergunta que tinha dúvida. Roberta, Diego, Lupita, Mia, Miguel, Vick e Celina foram os que terminaram mais depressa, pois já estavam com tudo na beira da língua. Tomás terminou uns 10 minutos depois.

No dia seguinte a professora Júlia já estava com as provas corrigidas. Estavam todos ansiosos para saber a nota da prova, pois se dedicaram muito para realizá-la.

— Bom, é melhor eu ir direto ao assunto. Os que conseguiram notas melhores foram nove alunos dessa sala, o resto ficou um pouco abaixo da média. E os que passaram foram Pardo, Bustamante, Fernández, Colucci, Arango, Paz, Ferrer, Goycolea e Ruiz Palacios. O resto está abaixo da média. Os nove estão liberados, o resto, prova de recuperação.

Então, depois de ouvirem o resultado da prova, os nove saíram da sala enquanto os outros ficaram para refazer a prova.

— Gente, conseguimos, valeu cada segundo de estudo! – disse Lupita.

— Com certeza, até que a prova estava fácil! – disse Diego.

— É mesmo, não estava difícil! – disse Roberta.

Enquanto comemoravam, o celular de Mia tocou. Ela atende.

— Alô!

— Oi Mia! – disse um voz estranha e abafada.

— Quem é?

— Não importa, o que importa é que eu sei o seu maior segredo!

E desligou.

— O que foi, Mia? Quem era? – perguntou Roberta.

— Gente, foi uma ligação anônima.

— E o que disseram? – Miguel perguntou assustado.

— Que sabe o meu maior segredo.

— Quê? Que segredo? – perguntou Diego.

— Ok, eu vou contar. Mas vamos para a sala de leitura que lá é mais calmo!

Na sala de leitura ...

— Então é esse o meu segredo, gente!

— Porque não contou, Mia? Somos seus amigos, se abre mais com a gente, ok? – disse Lupita.

— Então quer dizer, que sua mãe morreu naquele acidente há 15 anos atrás? Minha mãe já me falou dele, mas não entrou em detalhes. – disse Roberta.

— Sim, gente. Me desculpem por não ter contado a vocês, eu estava morrendo de medo disso! – chorou Mia.

— Ei, calma, estamos aqui e nada te fará mal, eu prometo! – disse Miguel, abraçando-a.

— Obrigada! – Mia disse, um pouco mais calma.

— Mía, somos seus amigos, então se quiser desabafar, chame a gente! – disse Vick.

Miguel abraçou Mia mais forte, pois assim ela se sentia protegida. Diego enlaçou Roberta em um abraço por trás. Celina abraçou Vick e Lupita. E assim a sala caiu em um silencio profundo.

Depois do susto do telefonema, Mia estava mais calma e mais confortável. Bom, nem tanto. Alguém sabia do seu segredo. Mas resolveu deixar esse assunto de lado e aproveitar o dia.

Roberta estava no pátio abraçada com Diego. Ambos tentando entender porque a pessoa ligaria para Mia e não ao pai dela.

— Meu amor, esse telefonema da Mia, foi estranho né? – disse ela.

— Não sei, mas porque ligaria para a Mia agora? – disse Diego.

— Então, é isso que eu não entendi. Meu amor? – disse ela.

— Que foi?

— Será que irão ligar pra ela de novo? – Roberta perguntou preocupada.

— Não sei, mas uma coisa eu sei.

— O que?

— Teremos que esperar.

— É verdade.

Os dois estavam carinhosamente abraçados quando surge Mía correndo e chorando.

— Gente, me ajuda!

— Mia, o que houve? O que aconteceu? – perguntou Roberta.

— Me ligaram outra vez.

— O que disseram? – perguntou Diego.

— Disseram ... que... a minha mãe ... não está ... morta! – soluçou Mia.

— Como? – disse Roberta.

— Eu não sei, mas eu já liguei pro meu pai e ele esta vindo me buscar! – Mia disse.

Pouco tempo depois, Franco Colucci, pai de Mia, aparece no colégio.

— Mía, o que houve? – perguntou ele assustado.

— Papai, me tira daqui, por favor? Me leva para casa! – disse ela, chorando.

— Sim, mas me explique o que esta acontecendo!

— Sr. Colucci, leva ela para casa, será melhor conversarem a sós e por esse ser um assunto em particular e familiar. – disse Roberta.

— Ok, vamos!

Eles se foram.

— Ai, Diego. Estou ficando com medo!

— Porque, meu amor?

— Sei lá, por esses telefonemas estranhos!

— Ei, eu estou aqui. E irei te proteger, ok? – disse ele.

— De verdade? – disse ela sorrindo.

— 100%. – diz ele.

Eles se beijam carinhosamente.

— Ei, tenho um convite para a senhorita!

— Um convite? Pra mim? – perguntou ela.

— Sim. Tem outra ruiva linda aqui nessa escola?

— Tá. Que convite seria esse?

— Um jantar comigo. Hoje a noite. Ás 20:00h.

— Hm... Vou pensar!

— Vai pensar ainda? Assim eu fico chateado. – diz ele com carinha de triste.

— É brincadeira, meu amor! Eu adoraria! – disse ela.

Passaram a tarde inteira juntos. Então, chega Miguel.

— Ei, posso falar com os pombinhos?

— Claro! – disse Diego.

— O que vocês acham de cantar e dançar em um grupo?

— Nós? – perguntaram ao mesmo tempo.

— É vocês. No grupo já tem eu, Mía, Lupita e o Giovanni, que entrou ontem. Precisamos de mais um casal então, pensamos em vocês! O que acham?

— Diego, vamos? Vai ser legal! – disse ela.

— To dentro. Quando começamos? – perguntou ele.

— Assim que a Mia voltar da casa dela. Então, acho que amanha depois da aula. Mas temos que manter segredo.

— Claro, pode contar com a gente!

Miguel entrega dois papéis aos dois.

— Essa é a letra da nossa primeira música. A Mia que escreveu.

— “Solo Quedate en Silencio”? Esse é o nome da música? – perguntou Roberta.

— Sim, já leram a letra? Eu adorei! Bom, tenho que ir, vou telefonar para minha mãe, faz tempo que não falo com ela. Até mais! – disse Miguel.

E os dois começaram a cantar.

Notas finais
O que acharam dos telefonemas? E o segredo?