Csibr - Parte 2
6 Capítulo 6
Fiquei sem palavras, inalei o seu perfume, e s depois dela me largar, percebi que ainda tnhamos companhia. Era estpido pensar que eles tinham ido embora, Heather e Paulo tinham observado a cena toda e agora deviam estar tirando suas prprias concluses. Mesmo com os pensamentos confusos e o embarao da situao tive que comear a falar: — Antes de o nosso expediente terminar, eu s queria agradecer pelo excelente trabalho em equipe que vocs demonstraram, e pelo uso sbio da lgica e dos seus instrumentos tcnicos e das roupas... Quero dizer... Da estrutura, o programa foi muito bem feito ah...- gaguejei e fiquei vermelho, percebendo os estranhos olhares dos trs — Bom, agora esto todos liberados at nos biparem para o prximo caso. Isso quer dizer que estamos de planto essa noite.
- S isso que voc tem para nos falar? perguntou Paulo cinicamente.
-Quase me esqueci, a Sra. Morgado se unir permanentemente a nossa equipe, enquanto permanecer no nosso estado, obviamente. Sinta-se bem vinda Heather.
-Obrigada Pedro!Queria falar que eu gostei muito de trabalhar com vocs nesse treinamento e acho que vai ser muito fcil me adaptar nessa cidade, quando me disseram que eu estaria em boas mos, eu no esperava que fosse verdade, mas agora eu to comeando a perceber que eles tinham razo. ela me olhou bem nos olhos quando disse isso e eu fiquei mais sem graa ainda. Espero que ns possamos ser colegas no s no ambiente de trabalho, mas tambm fora dele... Quero dizer de todos vocs, claro ela finalizou com um sorriso radiante.
- Bom, eu gostaria muito de ser seu amigo fora daqui Heather falou Paulo, sorrindo pra ela. Alis, eu poderia lhe indicar timos pontos tursticos e...
- Hoje no Paulo, eu prefiro guardar minhas energias para quando formos a uma misso real cortou Heather, saindo da sala. Paulo logo atrs dela. Eu ri internamente e acho que Meg fez o mesmo
Quando os dois se retiraram da sala, deixaram a Meg e eu sozinhos. Algo muito raro ultimamente, j que o nmero de casos aumenta a cada dia e temos que fazer hora-extra. Ns ficamos em silncio por alguns segundos, segundos que pareciam uma eternidade. Eu fui o primeiro a falar.
- Eu queria te levar em um lugar especial pra mim falei olhando para os meus ps, como se no fosse grande coisa eu convid-la para sair.
-Onde? perguntou com um misto de curiosidade e empolgao.
- No parque de diverso, eu adoro montanhas-russas sorri me achando um ridculo por pensar que ela sairia comigo novamente.
- Obrigada por tudo, Pedro falou ela novamente, decididamente aproximando-se de mim.
- Por tudo o que? perguntei desta vez, olhando dentro de seus olhos, tentando entender o que as palavras significavam (lembrei do meu sonho ou seria uma viso do meu futuro?), porm s o que pude perceber era que nossos rostos estavam a poucos centmetros um do outro.
- Principalmente por deixar-me fazer parte da sua vida — disse e me beijou ternamente.
FIM
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