Crônicas do castelo de cristal
11 Isso nunca será esquecido
Após o festival ocorrido no dia anterior fora feitas um pouco de mudanças no habitual do palácio moradia da família imperial, os convidados que havia vindo para a coroação já haviam partidos junto com suas comitivas, no entanto não deixara de se ter uma pequena polemica em relação a fotos tiradas de Alexandra com o jovem monarca Owen estampadas nas capas dos jornais da cidade sendo motivo de fofocas pela corte e a família imperial que prefira se calar em relação a aquele assunto por ordens da princesa Margot que fora influenciada por sua mãe para não haver um constrangimento sobre sua neta.
Além disso, a vida se tornara deveras tumultuada na corte o evento que se teria naquela que tinha tudo para ser uma calma sexta feira se tornou tempestuoso graças ao pedido do imperador para que seus dois filhos mais velhos começassem a participar de eventos relacionados ao país e a coroa como forma de apresentação e graças a isto Allye tivera que participar também para servir como um apoio par seu irmão mais velho já que ali haveria um grande elo de amizade e confiança mutua como seu pai sempre percebera.
Victória estava na sala de estar arrumando a roupa de seu filho que precisava dos últimos retoques e a contragosto o jovem que reclamava a cada cinco minutos dizendo que não precisava disto tudo que o mesmo estava ótimo e que só iria representar seus pais num evento chegando até mesmo dizer que não iria para um desfile de moda.
— Agora já chega Rodolfo você é o herdeiro presumível de seu pai estas agindo como um garoto mimado, por que não és responsável como seu irmão Nathaniel? – perguntou a já irritada Victória como as palavras do seu mais humorado primogênito enquanto estavam na sala de leitura da ala do palácio imperial.
Nele consistia uma grande janela que dava passagem para a grande vista da cidade e várias prateleiras de livros trazidos a pedido de Allye que estavam em seu quarto na antiga moradia consistia também uma mesa e cadeiras para que pudesse apreciar sua leitura também tendo uma porta que dava diretamente para seu quarto, tudo muito simples como sempre gostara e mantivera as tradições de seu avô.
— Talvez seja por que não sou ele? – retrucou de volta se retirando do local e desarrumando a gravata que sua mãe havia lhe feito.
— Esse garoto não tem jeito – murmurou tristemente Victória para a única filha que estava sentada na cadeira mexendo num livro tão distraída que nem ao menos prestava as devidas atenções no que ocorrerá minutos antes – Allye por que esta tão distraída aconteceu algo ? – perguntou também preocupada com a jovem.
— Nada e que... Depois eu tenho que ler este livro é um dos que o vovô me deixara. Onde esta o Rodolfo? – perguntou tentando disfarçar o interesse que havia no livro que se irmão lhe devolvera se naquele momento não houvesse compromissos a serem feitos com toda certeza ela os leria.
— Ele já foi é melhor você conversar com ele esse garoto esta sempre de cabeça cheia de coisas nunca quer seguir o bom comportamento de vocês – murmurou novamente a preocupada Victória para a princesinha.
— Fique calma, eu vou tentar o possível segurar o gênio difícil dele, por mais que eu ache que seja impossível – assumira meio risonha para a mãe – Agora eu vou indo – falou se retirando rapidamente e descendo as escadas de onde podiam ser ouvidas algumas conversas lá embaixo logo reconheceu sendo de seu pai do irmão e de outra pessoa que só poderia ser de Clara.
Disfarçadamente andara até a sala de estar da família percebendo que até então se consistia três pessoas no local sentada no sofá da casa comendo alguns bolinhos que estavam na mesa de centro da casa onde havia uma televisão ligada na qual Rodolfo fingia estar vendo com um verdadeiro tédio.
— Olá... – chamou tendo as atenções voltadas para sí com um pequeno aceno nas mãos para cumprimentar a então moça que ao ver daquele ângulo percebera-se por ser a prima de seu pai Clara.
— Alexandra querida – falou a doce Clara e indo em direção a ela abraçando-a como gesto de carinho para com a parente.
—Clara há quanto tempo, veio ver a mamãe? – perguntou um pouco curiosa tentando sob o motivo de a parente ter vindo visita-los.
— Oh não querida eu vim acompanha-los neste novo momento de vossas vidas – gentilmente se aproximara de seu pai que se virou para sua filha dando-lhe um sorriso do qual ela sabia que ele estava a planejar algo para seus filhos.
— Como já estava explicando para Rodolfo pouco antes de você chegar, Allye, Clara irá ajudar vocês dois neste pequeno evento que farão a pedido meu – resumira o que ocorreria futuramente para mente de Alexandra estava muito bem claro ele queria que seus filhos tivessem alguém que os ajudasse como uma imitação e a princesa logo percebera um dos motivos da piora do humor do irmão mais velho, Rodolfo se sentia deveras pressionado não tendo se acostumado com o peso que até então carregava anteriormente com a pressão do pai e de outras pessoas como o agora herdeiro presumível, e tendo em vista que agora deveria seguir as verdadeiras regras algo que detestava.
— E melhor vocês irem da capital até lá é uma longa distancia – falou a imperatriz enquanto descia as escadas para ver seus parentes.
...
Depois de se despedirem de seus pais eles foram acompanhados por sua parente parte sul do país de onde iria haver a abertura de um museu do qual iriam representar pela primeira vez o imperador assumindo compromissos como aquele futuramente. Havia várias pessoas a espera da abertura sentadas em cadeiras a espera de poder entrar com a porta estritamente fechada e um pouco a frente havia uma fita com um laço vermelho do qual a rápida explicação da prima de seu pai o irmão mais velho deveria corta-la, mas antes deveria fazer um breve discurso escrito pelas estritas ordens da casa imperial. Ainda dentro do carro que havia sido dirigido por Clara que havia retirado no momento para resolver alguns detalhes do lado de fora deixou os dois irmãos sozinhos, do qual a preocupada Alexandra tentou dar-lhe confiança para que continuasse o procedimento.
— Vamos Rodolfo se anime você fará tudo bonitinho como o papai quer e ele ficar orgulhoso de você – falou toda animada, mas desviara de seu humor habitual ao ver a cara de irritação que seu irmão tinha e seus olhos havia algo muito estranho neles que não sabia nem ao menos explicar se afastando decidira ir procurar Clara para fora do carro do qual a outra acenava com as mãos como um aviso para que fossem até eles. – Nossa prima esta nós esperando – falou logo se retirando enquanto seu irmão mal humorado lhe acompanhava.
Ao passar de alguns minutos quando as pessoas já estavam a espera de ouvir o discurso do primogênito de Arthur, Allye estava ao lado dele poucos metros afastada, mas observando seu irmão caso o mesmo precisasse mesmo após o clima tenso de alguns minutos atrás no carro.
— Como todos veem este museu é cá entre nós não é o mais belo de todos olhem bem que maluco viria aqui, espera... Eu mesmo estou sendo obrigado a fazer este discurso ridículo... – dissera tudo de uma vez despejando toda sua irritação com a situação que se percorria não percebendo o quão grave as consequências lhe trariam e para piorar rasgara em vários pedaços o papel de onde estava escrito o que deveria dizer naquela abertura, quando sua prima Clara o afastara da frente da população o levando novamente para o carro a poucos metros de distancia.
A tensão é o nervosismo pairava pelo ar tanto como das pessoas que ali residiam ao ver o escândalo que o príncipe fizera ficaram chocados tanto que todos estes olhares recaíram para a única pessoa ali presente do qual poderia colocar um fim aquela chacota momentânea e tentar reverter à situação. Allye nem ao menos sabia de fato sobre o que deveria falar naquele discurso já que Rodolfo rasgou em vários pedaçinhos que estavam jogados no chão, a princesa percebera que os fotógrafos começaram a tirar fotos dela naquele momento então suspirou profundamente contando até dez em sua própria mente para que ganhasse forças para aquele que seria seu primeiro discurso em meio ao publico.
— Meu avô estaria muito feliz se aqui visse o esperado museu a ser aberto finalmente ao publico em sua nova estreia de onde a tantas obras que ele se orgulhava de saber de cada detalhe, ele também se sentiria muito feliz ao saber que finalmente isto será aberto ao povo que ele amava e que desejava que compartilha-se a todos vocês,a partir de hoje espero que apreciem a cada detalhe- falou de modo improvisado enquanto lhe entregavam a tesoura que cortaria o laço vermelho que era um significado muito especial pós logo duas pessoas que trabalhavam no local abriram as portas e as pessoas puderam entrar no local.
...
O caminho pela cidade até o palacio fora extremamente silencioso entre Clara, Alexandra e Rodolfo que não pronunciou se quer uma única palavra pelo que ocorrerá mesmo que soubesse que isto estaria no mesmo dia nas televisões e nas próximas manhas nos jornais com um dos escândalos do ano. Clara os deixara na porta do palácio imperial observando – os se afastarem não podendo de deixar de refletir para si própria com a situação de Rodolfo ‘’Se isso continuar assim... Espero que isso não evolua pós temo que futuramente um próximo reinado com este garoto extravagante seria desastroso tenho pena de Arthur e dos jovens infantes Alexandra e Nathaniel’’.
Quando finalmente Allye viu Clara se afastando com seu carro dera um aceno como despedida carinhosa para a divertida prima que tanto se simpatizava voltando – se para seu irmão que continuava silencioso ao atravessar os portões quando de repente jogara seu casaco no chão do jardim assustando sua irmã.
— Rodolfo o que deu em você? – exclamou irritada com o que ele mais ainda ao ver que nem ao menos lhe pedira desculpas por ter sido mal educado com ela e feito tudo aquilo na frente de um importantíssimo discurso.
— Já chega por hoje Alexandra – gritara furioso – Vamos parar de viver nesta ilusão e sermos obrigados e manipulados como bem querem eu posso muito bem ter um destino diferente não vou precisar seguir o que os outros querem – falou encarando a irmã enquanto virou-lhe as costas atravessando os portões ainda abertos do palácio imperial,deixando a princesa chocada com as palavras dele e sabendo como era raro do mesmo lhe chamar pelo nome completo e sim da forma carinhosa ele esta com muita irritação,tendo em seu coração um desejo que não deveria segui-lo pós poderia piorar a situação talvez apenas uma vez ele precisava de um espaço para poder colocar sua cabeça no lugar e melhorar e assim ela fez o que seria o melhor como seu irmão Nathaniel lhe dizia ela deveria respeitar o espaço de Rodolfo pelo menos naquele momento.
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