Notas iniciais
Falei que seria bem trivial as postagens, rs. Espero que leiam minha fic também e coloquei uma conexão com a crônica anterior, além de que essa sim é uma crônica, a outra não parece muito uma crônica... Enfim, boa leitura, espero que gostem

Existem algumas coisas na vida que fazemos já sabendo no que terminará (e aqui peço perdão pela expressão que virá a seguir): em merda. Como colocar uma calça estando de sapato! Faz um tempo que tentei isso e poderia perder horas tentando imaginar porque diabos tentei algo tão estúpido. Mas por incrível que pareça já tentei, e sei que pela burrice humana hei de tentar novamente, estupidez maior. Um exemplo simples e clichê: me apaixonei.

Quem nunca se martirizou depois de ter partido o coração, fez todo aquele drama, repetiu aos sete cantos da Terra que não amaria novamente e no primeiro sinal de paixão, se entregou completamente aos devaneios que enlouquecem poetas?

Na escola comecei a sair com um rapaz da minha turma. Não conhecia muito dele antes disso, mal seu nome sabia. E quando passamos a sair, entendi o porque dele ser tão recluso. Tinha se apaixonado. Já fazia meses que ele tivera seus sonhos amorosos desiludidos, mas ele ainda tinha medo do amor.

Preocupado com sua introspecção resolvi tratar sempre desse assunto quando conversávamos, no intuito de convencê-lo de que não havia motivos para tais medos, que amar era se jogar num mar de rosas, que apesar de revolto e espinhoso, ainda de rosas. Quão bobo eu era!

Nos aproximamos muito durante alguns meses e mesmo sendo gays, não havíamos ficado. Até que, em uma das frequentes visitas que eu fazia a ele seus pais nos deixaram a sós. Me perdoe, leitor, mas não pude resistir àquilo que havia ali exalando testosterona. Deixei-me levar por aquela boca, pelo seu corpo, por aquele olhar...!

Quando aprendi os horários e os dias em que ele ficava sozinho em casa, passamos a evoluir as carícias, que não se contentaram em ficar apenas nos lábios. Transformaram-se em alguns atos depravados de adolescentes em plena puberdade.

Ao fim de um dos atos de união de corpos com sangue fervendo circulando por alguns lugares estratégicos, disse-lhe, confessei-lhe meus sentimentos. Ou pelo menos, uma parte deles.

Disse que tinha medo de que ele se apaixonasse por mim, de que eu o magoasse e todas essas coisas que falamos cuidadosamente para evitar atritos. O que ele me responde?! Pede para que eu pare com "papo torto", que ele não seria tolo de cometer essa estupidez novamente.

Senti um aperto no coração que se referia aquilo que não confessei. Constrangido, fiz-lhe a pergunta que propus a você, leitor, no começo do texto. Não precisa subir para reler, a escrevo novamente!

–Quem nunca se martirizou depois de ter partido o coração, fez todo aquele drama, repetiu aos sete cantos da Terra que não amaria novamente e no primeiro sinal de paixão, se entregou completamente aos devaneios que enlouquecem poetas?

–Eu nunca! -Foi o que ele me respondeu.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Divulguem, ou sei lá, comentem, feedback é importante. Obrigado aos que leram e uma boa semana!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.