Crônicas de um duelista: o despertar de lâminas

1 Tempos difíceis pedem soluções drásticas


Os soldados andavam abatidos naquela fria e cinzenta manhã chuvosa, os ataques da última noite ceifaram a vida de uma dezena de jovens soldados demacianos que haviam sido recrutados para montar guarda do trigésimo sétimo acampamento de reconhecimento e infantaria de Demácia. O moral andava baixo e Garen sabia que se nenhuma medida fosse tomada, em um mês ele teria a sua legião dizimada.

- Foi o terceiro ataque em menos de 48 horas, falou Garen engolindo em seco ao seu capitão.

- Senhor, isso não é obra de mãos humanas, o que é que esteja à empreita nessa floresta com certeza retornará, para nos matar. Vamos bater em retirada enquanto estamos vivos !!! bradou o capitão com um leve tom de desespero na voz.

- Não seja ridículo !!!, retrucou friamente Garen. Pela forma com os nossos soldados vieram a óbito, presumo que isso seja obra de assassinos. Digo isso, uma vez que nossos homens foram perfurados na garganta e em outros três pontos vitais localizados entre os pulmões e a região abdominal. Só um perito em medicina negra e em técnicas de assassinato seria capaz de fazer tamanha crueldade, e ainda mais sob o nosso nariz.

- Meu senhor, o que devemos fazer ??? Como iremos nos defender de algo que não podemos ver ??

Garen já estava começando a se irritar com o tom de desespero de seu capitão, porém sabia que no fundo ele estava certo, e que se medidas não fossem tomadas, ele seria obrigado a recuar com o seu acampamento acarretando em perca de territórios, o que em uma época de guerra significa perda de poder.

Despediu de seu capitão, pedindo para que ele juntasse alguns homens e que partissem para a floresta a fim de recolher mantimentos e lenha para o acampamento, pois a noite seria fria, uma vez que nessa época do ano costuma fazer muito frio na floresta negra localizada ao extremo oeste de Demácia, quase na fronteira do território noxiano.

- Isso vai me dar um tempo para que eu possa pensar em algo, pensou Garen enquanto tomava uma xícara de chá em seus aposentos observando a fina garoa que caía naquela manhã.

Por volta do meio dia, o sol tomou o ponto mais alto do céu, retirando aquela áurea de morte do acampamento e revigorando os soldados. O capitão já havia retornado com os mantimentos e os entregue ao cozinheiro chefe: 2 cervos abatidos, e alguns animais silvestres além de algumas ervas e frutas com certeza renderiam um ótimo banquete aqueles soldados amargurados com o medo e o ódio dos assassinos de seus amigos.

Notas finais
final do primeiro capítulo