Notas iniciais
Sally-Yagami novamente postando. Boa leitura!

Nove meses depois...

No palácio real de Alkavampir, a princesa Esme está em seus aposentos. Ela sabe que seu tempo de gestação está no fim e que a qualquer momento, a criança que espera em seu ventre deverá vir ao mundo e, com isso, vem o seu medo de dar a luz a uma menina e com isso, a ira não somente de seu marido Daithi, mas também do rei Ramsay recair sobre ela.

Pois, para a realeza alkavampiana, as mulheres não são importantes, e, são os homens que levam a linhagem adiante, para eles, as mulheres são apenas para gerarem os herdeiros e, para isso que ela está ali, para trazer ao mundo o herdeiro de seu marido, o príncipe Daithi.

Sente uma contração e, lágrimas vem a seus olhos, sabendo que está chegando a hora, o medo a dominando.

E se trouxer ao mundo uma menina?

O que Daithi e o Ramsay irão fazer com ela se trouxer ao mundo uma menina?

É este medo que faz com que ela chore... É este medo que faz com que derrame estas lágrimas e não queira que sue bebê venha ao mundo... O medo de trazer uma menina, e não um menino ao mundo...

— Deuses... Por favor... Não permitam que eu traga ao mundo uma menina... Que seja o menino que o rei Ramsay e o Príncipe Daithi tanto querem... Por favor, deuses... Vejam o meu desespero e me escutem...

Sente um líquido descendo por suas pernas e molhando toda a cama e, não consegue conter um grito de dor. No mesmo instante, uma criada aparece ali para atendê-la.

— O que houve, Sua Alteza?

— Chame o Conselheiro Kevan... – responde Esme urrando de dor – Acho que já está na hora do meu bebê vir ao mundo.

— Imediatamente, Sua Alteza. – fala a criada antes de se retirar.

***

No palácio real zardreniano, Landon está com sua mãe em um salão, a suave melodia de uma valsa tocando, enquanto mãe e filho bailam no salão. Mesmo com pouca idade, o príncipe zardreniano se mostra muito habilidoso, dançando com perfeição ao lado da mãe, que sorri para ele.

— Parabéns, Landon. – a rainha sorri para o filho – A cada dia que passa você está se tornando um perfeito cavalheiro.

— Um perfeito príncipe, mamãe. – corrige o príncipe – Sou o príncipe, tenho que saber de tudo um pouco e, além do mais, quero ser o melhor dançarino na noite em que eu tiver de dançar com a minha noiva.

— Landon, ainda faltam alguns anos para que você conheça a sua noiva. Nós já conversamos sobre isso.

— Eu sei, mamãe, conheço os protocolos. Mas isso não muda o fato de que quero conhecê-la, e perguntar se ela vai ficar feliz quando nos casarmos e nossa filhinha nascer.

— Landon...

— Eu sei que o papai diz que eu não vou ter uma filhinha, mas eu sei que vou, mamãe. Ele não entende, mas eu vou ter uma filhinha. E ela vai ser linda igual à senhora.

Astrid sorri e dá um carinhoso beijo em seu filho. Em seguida, os dois caminham pelos corredores do palácio, chegando aos aposentos de Landon, onde Katherine já está à espera do príncipe. A criada faz uma breve reverência e, em seguida, começa a tirar as vestes do menino e, o ajuda e vestir o pijama, para se retirar em seguida.

Landon se deita na cama e, Astrid se senta ao lado do filho, o cobrindo e dando um delicado beijo na testa de seu principezinho.

— Boa noite, Landon. – fala Astrid, com carinho em sua voz.

— Boa noite, mamãe. – responde o menino, já com a voz sonolenta – Eu amo a senhora.

— Eu também amo você, Landon.

***

É uma caverna escura e úmida, as águas de uma cachoeira caem sem parar e, uma bela lua cheia ilumina o céu noturno. No centro daquela caverna, um altar de pedra e, neste altar, uma jovem de aproximadamente vinte anos está acorrentada pelos pulsos e tornozelos.

A jovem possui uma beleza surreal, nunca antes vira tamanha beleza, a pele branca e alva, cabelos longos, negros e lisos, muito sedosos, os olhos castanhos são o reflexo do mais puro terror e ela grita de forma desesperada, enquanto tenta a todo custo se libertar. Mas, não consegue ver seu rosto... Por mais que tente, não consegue enxerga-lo, só vê os olhos castanhos... Olhos que refletem medo e terror...

Ela usa um vestido vermelho e dourado e, em seus cabelos, uma coroa cravejada de rubis.

Um homem se aproxima dela com uma adaga em mãos e com um sorriso demasiado cruel em seus lábios, enquanto a jovem dama continua a se debater sem parar. Este homem tem olhos cinzentos carregados de crueldade. E, assim como acontece com a jovem dama, ele também não consegue enxergar o seu rosto, apenas os olhos, que não lhe parecem estranhos... É como se em algum lugar, em outro tempo, já tivesse visto estes olhos antes...

Mas quem são essas pessoas? Quem são eles?

Antes que possa ter sua pergunta respondida, o homem se aproxima cada vez mais do altar em que a jovem está presa e, sem perder tempo, o homem crava a adaga no coração da jovem, em um único golpe, que é certeiro, fazendo com que o sangue dela comece a jorrar.

Landon acorda completamente desesperado e aos gritos, seu rosto completamente molhado de suor, as lágrimas vindo em seus olhos sem que ele consiga controlar e seu corpo tremendo de forma convulsiva.

***

No palácio real de Alkavampir, o Conselheiro Kevan está nos aposentos da princesa Esme, que está há horas em trabalho de parto e, por alguma razão, a princesa não quer trazer a criança ao mundo, se recusando a fazer força e atrasando o máximo que ela pode este momento, sem se importar com as dores das contrações, que se tornam piores a cada segundo que passa.

— Princesa, seu filho quer vir ao mundo. – o Conselheiro fala, a voz sem qualquer emoção – Tem que trazê-lo ao mundo, não tem escolha! Falta pouco agora, eu estou aqui para lhe ajudar, mas Sua Alteza precisa fazer a sua parte...!

— Não quero que ele venha...! – Esme se pega falando entre os gemidos de dor – Não quero...! Tenho medo...!

— Sua Alteza não tem escolha, o bebê está pronto. Já estou vendo a cabeça dele querendo chegar. Só mais um pouco, Sua Alteza! Falta bem pouco agora.

— Não...! Por favor...!

Esme sente mais uma contração e, contra a sua vontade, grita ao mesmo tempo em que faz uma força absurda, empurrando a cabeça do bebê, que é imediatamente segurada pelo Conselheiro Kevan. Mais uma contração e, a criança termina de descer pelo canal vaginal da princesa alkavampiana, seu choro estridente preenchendo todo o ambiente, enquanto o bebê é segurado pelo Conselheiro Kevan.

— Conselheiro Kevan, o que é...? – pergunta Esme, o rosto encharcado de suor e lágrimas, o corpo, assim como a cama e os lenções todos sujos de sangue.

— Uma menina. – responde o Conselheiro sem qualquer emoção.

Notas finais
CONTINUA...