Amanhece. Depois da tempestade, a escuridão e o frio se dissipam e dão lugar à luz. Kenshin se levanta, sente-se revigorado e pronto para batalha. Acostumara-se a durmir pouco, espreitando-se entre a escuridão e fulminando seu ataque no momento mais oportuno. Um bote mortal, a perfeição e sicronia de um homem marcado pelo rancor e desejando mudança. É o pensamento de quem anseia pela revolução.

- Mestre. Estou pronto! diz Kenshin

- Alimente-se, seu treinamento começará em breve! responde Hiko

Kenshin acostumara-se a alimentar-se pouco. Sua fome era outra. Sua sede era de sangue... Enquanto aprecia seu chá, pensa que hoje à noite não serão admitidas falhas, se falhares, morrerás!

- Hoje empunharás uma arma imperfeita. Veremos como se sairá! explica Seijuurou

Raios de sol irrompem a atmosfera, proporcionando um ambiente agradável e calmo. O cantar dos pássaros indica o sinal do começar da batalha. Em meio as cerejeiras à beira de um riacho de água cristalina, ambos iniciam uma corrida que termina pelo cruzar de suas espadas. O barulho agudo do encontrar das armas e o reflexo das lâminas é um espetáculo à parte. Kenshin inclinara-se um pouco para direita, flutuando alguns segundos antes do término do movimento, otimizando em 16% a força de ataque. A viagem da lâmina de encontro à outra... e a espada do discípulo se quebra...

- Como batalharei, se minha arma se rompeu? Sua vitória será eminente! questiona Kenshin

- "Por mais crítica que seja a situação e as circunstâncias em que te encontrares, não te desesperes. Nas ocasiões em que tudo inspira temor, nada deves temer. Quando estiveres cercado de todos os perigos, não deves temer nenhum. Quando estiveres sem nenhum recurso, deves contar com todos. Quando fores surpreedido, surpreenda o inimigo"! assim falou o Mestre Hiko.

Himura refletiu por alguns minutos sobre a máxima que seu mestre acabara de ensinar. Ele levanta, encontra-se a menos de cinco metros de seu oponente. Avança sobre a planície tal como um felino que caça sua presa, não possúi mais sua arma, terá que improvisar. Quando aproxima-se de exatos dois metros que o separam do embate iminente, ele saca a bainha de sua katana que viaja de encontro a lâmina do mestre, um pouco antes de se tocarem, Kenshin desvia a trajetória do golpe acabando por soar o pulso de Seijuurou. Ambos agora, encontram-se desarmados.

- "Não desprezes nenhuma pequena vantagem que puderes obter de forma segura e sem nenhuma perda. Essas pequenas vantagens, quando negligenciadas, geram prejuízos irreparáveis!" explica mais uma vez Hiko.

- Não entendo senhor, não estava em vantagem! diz Kenshin

- Não percebes meu discípulo, encontrava-se em posição favorável para o lançamento do que restou de sua arma, desta forma poderia ter me distraído, para a execução de um golpe direto! Mas a saída que improvisou também funcionou... porém nunca deves questionar se és capaz de vencer! "A garantia de nos tornarmos invencíveis está em nossas próprias mãos. Tornar o inimigo vulnerável, só depende dele próprio!"

O silêncio propaga-se por alguns minutos até o Mestre interromper mais uma vez:

- Estás pronto para sua primeira batalha e tem meu consentimento em fazê-la!

Continua....