Crônicas de Luz e Sombra
11 Enfim tenho você em meus braços.
Notas iniciais
O beijo das garotas em fim termina e ainda em lagrimas elas começam a sorri, enfim as pessoas da sala de espera entram no quarto e John abraça sua filha e começa a chorar, depois de um tempo abraçados e John já menos preocupado ele se afasta e deixa sua filha falar.
— Desculpe-me por preocupa-los, eu acho que muita coisa aconteceu e infelizmente acabei causando muitos problemas a vocês. —
— Não precisa se preocupar filha, estamos aqui porque nos preocupamos com você, mas agora você precisa descansar, o médico disse que a tarde você poderá ir para casa e descansar lá, a Tereza falou que não precisa se preocupar com as aulas desta semana, semana que vem você estará recuperada e poderá volta às aulas. —
— Pode ficar tranquila Sarah eu cuidarei para que você não se prejudique no colégio, o importante é que se recupere logo e volte para nós com saúde ok? — Tereza diretora da escola de Sarah a cumprimentando.
— John melhor você ir descansar, eu fico junto a esta jovenzinha cuidando da Sarah, à tarde você vem buscar ela e pode ficar tranquilo que eu vou preparar algo bem forte e gostoso para ela comer. — Beth tentando convencer John a ir descansar enquanto ele olha ainda perdido para sua filha.
— Tio John pode ficar tranquilo eu conversei com a mãe da Cecilia algumas vezes ao telefone, ela vai cuidar de nós, vá descansar cuidaremos bem da Sarah. — Sam fala olhando para John.
— Tudo bem então, sei que cuidará bem dela Sam, mas e sua tia Clara? Ela lhe deixou vir sozinha para a cidade? — John demonstra preocupação com a condição que trouxe a menina até a cidade.
— Na verdade foi um empregado da família da dona Beth que me trouxe ontem a noite de carro, a Cecilia me ligou falando o que aconteceu e me pediu para me arrumar, eu não podia deixar de vir, a tia vai vir no fim de semana para visitar a Sarah e o senhor. —
— Mas e o colégio Sam? — John entendendo a preocupação da garota, mais ainda sim deixando seu senso de pai responsável falar mais alto.
— Podem deixar comigo então, eu cuidarei da transferência da Sam para nosso colégio assim que a tia dela chegar ao fim de semana, só peça para ela trazer seus documentos. Assim ela poderá estudar aqui na capital e cuidar da amiga, enquanto isso eu te dou uma carona para casa, não sei se você esta em condições de dirigir. — Tereza tentando ser legal com John.
— Tudo bem obrigado mais uma vez a vocês duas. — John agradece cumprimentando e abraçando as duas moças e em seguida olha para Sarah ainda deitada na cama. — Sarah se cuide minha filha, mais tarde seu pai vem te buscar. Eu te amo querida. —
— Tudo bem pai, descanse eu também te amo. —
Tereza sai junto com John deixando Beth um pouco enciumada, mas ela compreende a situação e aproveita para deixar as duas meninas terem um pouco de privacidade, Sam volta a segurar as mãos de Sarah e as duas se beijam, neste momento a vestimenta hospitalar de Sarah acaba abrindo um pouco revelando o pingente dado a ela por Sam quando ela saiu de sua cidade, Sam vê o pingente e sorri ficando muito feliz.
— Fico feliz que tenha guardado ele como pedi. —
— Nunca me separei dele nenhum momento sequer, ele é muito importante para mim e sei o que significa para você, tão importante quanto você é para mim sua boba. — Sarah passa a mão no rosto de Sam.
— Agora não vou mais me separar de você, vou fazer de ti, minha para sempre. — Sam segurando forte a mão de Sarah.
— Não vejo a hora disso acontecer. — Sarah responde e as duas sorriem.
As duas garotas começam a sorrir e Sam abraça Sarah com muito amor e as duas acabam se beijando novamente, depois elas ficam conversando sobre algumas besteiras da cidade de Florence e sobre a família da Sam, elas sorriem bastante e sempre com muito carinho e afago, Sam vai conduzindo Sarah, enquanto o dia passa, ela a ajuda a comer dando comida em sua boca e a deixando confortável. O tempo passa e as garotas chegam ao hospital, Cecilia para e vai falar com sua mãe enquanto as demais vão cumprimentar Sarah e perguntar como ela esta.
— Bem meninas, tenho que lhes apresentar. Esta aqui é a Samantha minha namorada e Sam essas aqui são minhas amigas, aquela é a Nina, aquela lá trás é a Flora, ao lado dela é a Thabata e você já conhece a Cecilia. —
— Meninas meu nome é Samantha, mas vocês podem me chamar de Sam, como ouviram eu sou a namorada da Sarah e passarei a morar com ela para cuidar da saúde dela, logo estudaremos na mesma escola é um prazer conhecer vocês e obrigada por se tornarem amigas da Sarah. —
— Não se preocupa adoramos a Sarah e é um prazer conhecer você na... Na... Namorada da Sarah. — Nina um pouco nervosa.
— É um prazer conhece-la. — Cumprimenta Thabata.
— Seja bem-vinda a nossa cidade e a nossa escola. — Cumprimenta Flora reverenciando levemente.
— Bem parece que as apresentações já foram feitas, menina em fim conheço você pessoalmente, ainda bem que pode vir, espero que a viajem tenha sido agradável? — Cecilia ao encontra Sam.
— Foi ótima obrigada por pedir a alguém para me trazer. — Sam abraça respeitosamente Cecilia.
— Bem eu apresentei vocês naquele dia, mas não sabia que tinham se tornado amigas. Porque não me contaram? — Um pouco chateada Sarah pergunta a elas.
— Bem foi uma historia conturbada, naquele dia ela me passou o telefone dela pra emergências, quando você começou a ficar entranha eu entrei em contato com ela, ela me explicou algumas coisas que me acalmara, ontem ela ligou para mim e me explicou o que tinha ocorrido com você, ela mandou um motorista me buscar e eu vim o mais rápido que pude te ver. — Sam resumindo a situação.
— Muito obrigada Cecilia, você esta sempre me ajudando. — Sarah segurando as mãos de Cecilia.
— Pode ficar tranquila amiga, sei que faria o mesmo por mim, sem falar que a Sam é legal, então é como se eu tivesse ajudando duas grandes amigas minhas. — Cecilia sorri ao ouvir as palavras de Sarah.
A conversa das garotas continuam e em um dado momento Sarah olha em volta procurando Mika e parece frustrada por não vê-la entre as meninas, porém em sua mente ainda é forte a lembrança de ouvi-la falar durante a noite, Sam percebe um certo desapontamento no rosto de Sarah mas não fala nada, depois de um tempo o médico entra na sala e avisa que Sarah já pode ir para casa, as garotas saem do quarto deixando Sarah e Sam sozinhas para que a amiga possa se trocar, Sam a ajuda a se vestir para que ela possa ir para casa.
Sarah é conduzida numa cadeira de rodas até a saída do hospital, ela entra no carro do pai junto com Sam e Nina, a mãe de Cecilia leva as demais no carro dela e seguem todos juntos para casa de Sarah, lá as meninas se reúnem para comer lanches maravilhosos feitos por Nina.
— Com certeza agora você vai melhorar Sarah, com os lanches da Nina qualquer um fica bem. — Cecilia fala abusando e dando pequenos empurrãozinhos em Nina.
— Sam, você precisa experimentar se forem iguais aos da loja com certeza são maravilhosos. Nossa são iguaizinhos que incrível. — Sarah pega um e da na boca de Sam que fica vermelha com o gesto, mas ao experimenta o doce fica sem palavras.
— Incrível, acho que nunca comi nada tão gostoso como isso na vida. — Sam com uma expressão de maravilhada com o sabor quase em lagrimas.
— Não são tão bons quanto os de meu pai, mas eu tenho praticado para um dia poder assumir a franquia e poder treinar os empregados, quem sabe até um dia conseguir cozinhar para um futuro namorado... — Fala Nina terminando a frase incrivelmente vermelha e quase desmaiando.
— Tudo que a Nina faz é delicioso, vocês precisam experimentar o lanche que ela leva pra escola eu como dele todos os dias, só que o mais incrível é almoçar na casa dela. — Cecilia abraçando a Nina.
— Cecilia sempre ataca meu lanche no almoço tem dias que eu quase não consigo comer, você é muito chata. Pessoal algum dia nós podemos marcar para vocês irem a minha casa, eu prepararei algo e pelo menos eu não vou estar cozinhando apenas para essa penetra mal agradecida. — Nina irritada, mas só por birra.
— Eu posso ir também? — Pergunta Sam levantando a mão e acenando com entusiasmo.
— Mas é claro, com certeza você é bem-vinda, eu prometo dar a parte da Cecilia para você também se quiser vir. — Fala Nina provocando Cecilia e olhando de cara feia.
Todas as meninas começam a rir e as brincadeiras e conversas continuam ate tarde, quando Flora se levanta falando que precisa ir embora. — Bem pessoal eu preciso voltar não moro perto daqui e já pedi ao meu motorista que viesse me buscar, Thabata eu vou passar pelo seu bairro se quiser eu te dou uma carona. — Flora olhando nos olhos de Thabata.
— Claro será ótimo, tchau meninas e Sarah tente descansar. — Thabata vai embora junto com Flora assim que o motorista chega à residência dos Stewart.
— Devemos arrumar as coisas aqui, Sam você pode ajudar a Nina com a louça enquanto eu dou uma palavrinha com a Sarah. — Fala Cecilia piscando para Sam e sentando ao lado de Sarah, assim as duas vão a cozinha cuidar das coisas.
— Sarah minha querida eu percebi que você não parou de procurar pela Mika no hospital, é evidente que você ainda esta preocupada com ela, mesmo depois de ter caído doente por isso. — Cecilia olhando para Sarah e falando seria.
— Mas Cecilia ela é minha responsabilidade, eu pedi a ela que ficasse comigo eu disse que a ajudaria, mas não o fiz ela quase se sacrificou por mim. — Sarah baixando a cabeça decepcionada.
— Mas você esta com a Sam agora, você deveria esquecer um pouco isso e tentar se concentrar em sua relação antes que acabe perdendo as duas. — Cecilia falando de forma ainda mais dura.
— Mas eu quero ficar com a Sam, eu só estou preocupada com a Mika, pois ela sempre esteve lá por mim e não quero deixar ela na mão com minhas atitudes egoístas, eu não pude retribuir os sentimentos que tão gentilmente ela entregou a mim. — Sarah apreensiva e quase chorando.
— Bem então eu preciso falar algo a você, mesmo que ela tenha me pedido para guardar segredo, mas ao menos você vai parar de se preocupar com ela... Quando você foi levada ao hospital, ela se desesperou e não quis te abandonar, porém ela sabia que não era dela que você precisava, ela me pediu para tentar encontrar a Sam, ela não sabia que eu mantinha contato com Sam, mas ela sabia que eu era próxima a você e decidiu me implorar e foi assim que eu fui e trouxe a Sam para cuidar de você. — Cecilia se levanta, mas fica ainda próxima a Sarah.
— Ela fez isso por mim? Ela nunca deixou de se sacrificar por mim. — Sarah com os olhos cheios de lagrimas.
— A Mika sabia que com a Sam aqui as coisas só ficariam complicadas e ela não queria que você ficasse doente novamente, ela lutou por você e foi isso que ela fez, ficou ao seu lado a noite toda segurando sua mão e quando a Sam chegou ela te devolveu para ela cedendo o lugar que ela ocupou. Eu disse a ela que não fosse embora, em troca do favor que ela me pediu eu disse que ela deveria ir até a casa de uma velha amiga que mora em outra cidade, ela é uma exímia lutadora e experiente pacifista, ela vai ajudar Mika a encontra seu caminho novamente e um dia ela voltará para buscar isso. — Cecilia tira de sua bolsa o bracelete de Mika. — Ela pediu que eu te entregasse ele e pediu que você o guardasse até um dia ela se sentir apta ser uma de nós novamente. —
— Espero um dia ser digna da amizade dela novamente, eu a amei de verdade e quero que ela seja feliz, não existe ninguém neste mundo com um coração tão puro e gentil como o dela. — Sarah aperta o bracelete contra o peito e enxuga suas lagrimas dando um pequeno sorriso.
— Bem já esta tarde vamos embora acho que precisamos ir e hoje você vai dormir na minha casa Nina e aproveita cozinha nosso lanche de amanhã. Vamos embora que essas duas precisam ficar a sós. — Cecilia arrastando Nina pelo braço e indo embora.
— Acho que seria bom a moça descansar um pouco, sobe toma um banho eu vou arrumar as coisas aqui e já estarei lá com você. — Sam vai arrumando as cosias enquanto Sarah vai tomar um banho.
Sarah se arruma e toma um banho depois vai para cama e fica sentada enquanto a amiga termina de tomar um banho, ao sair Sam esta enrolada em uma toalha e usando outra pra enxugar o cabelo, enquanto Sam esta pegando seu pijama na mala. Sarah se deita e chama Sam para deitar ao lado dela, a garota desenrola sua toalha deixando-a cair exibindo seu corpo completamente nu, vai até suas coisas pega uma calcinha veste e segue para a cama, entrando entre as cobertas junto a Sarah, elas começam a se beijar intensamente e a trocar caricias românticas.
— Nem acredito que estamos juntas, parece um sonho poder estar assim abraçada com você e poder tocar seu corpo, por inteiro. — Sarah deslizando a mão pelo corpo de Sam.
— Bem eu deveria deixar você descansar um pouco, mas não irei conseguir fazer isso, você é minha e quero ter algo antes que alguém tente tirar de mim, então prometo que te tratarei com carinho, mas hoje você será minha e vou te fazer gemer de prazer assim como tantas vezes eu gemi enquanto imaginava você em meus braços, mesmo naqueles dias em que você estava do meu lado, como hoje e ainda não podia tocar seu corpo. — Sam com um olhar de malicia e desejo.
— Sam?! —
— Você não sabe o castigo que foi por tantas vezes tomarmos banhos juntas e eu não poder tocar seu corpo como eu queria, acha mesmo que todos aqueles esbarrões e brincadeiras eram acidentais? — Fala Sam deixando Sarah completamente vermelha.
— Então tome o que é seu, mas, por favor, seja cuidadosa comigo ok? Eu ainda estou fraca, mas sei que com você eu vou conseguir e darei tudo de mim. — Sarah sorri e da um beijo em Sam.
Sam tira a blusa de Sarah e as duas voltam a se beijar trocando afagos, a noite mais incrível da vida daquelas meninas transcorre cheia de momentos inesquecíveis para elas, e no dia seguinte elas estão ainda deitadas praticamente abraçadas. Sarah acorda e ao abrir os olhos Sam esta olhando em seus olhos e passando seu dedo em seus lábios, Sarah beija o dedo da garota que a toca suavemente e sorri para sua amada.
— Bom dia linda dama adormecida, o sol brilha tão magnifico no céu quanto sua beleza nesta cama. — Fala Sam levantando da cama já com um shortinho jeans e uma blusa preta com um símbolo de uma banda de rock clássico.
— Quando você se trocou? —
— Quando acordei há umas duas horas atrás, eu até cumprimentei o tio John antes dele ir trabalhar, ele perguntou por você e eu disse que você estava bem, mas para falar a verdade depois da noite de ontem eu tive medo que você não acordasse, ela foi simplesmente incrível, deveríamos ter pegado mais leve. — Sam fala sorrindo e sentindo calor com as lembranças da noite anterior.
— Você ficou deitada aqui me olhando até agora? Por que não me acordou para que eu ficasse com você? — Sarah levantando da cama.
— Na verdade você estava tão linda dormindo que eu não tive coragem para acorda-la, apenas para pegar meu celular e bater uma foto linda que eu vou guardar para sempre. — Sam sorri olhando para Sarah.
— Malvada dormindo não vale e para que você quer uma foto? Você tem a original bem aqui na sua frente. — Sarah um pouco aborrecida e depois sorrindo quanto ao que diz.
— Tenho sim, mas quero guardar esse seu lindo sorriso dormindo tranquilamente depois de eu ter feito... — Fala Sam sussurrando no ouvido de Sarah. — Ontem à noite e não uma e sim duas vezes realmente eu queria demais tudo aquilo, valeu muito esperar. —
— Sua chata, eu não ia fazer aquilo novamente, mas você não parou de me beijar e foi me empurrando eu acabei deixando, mas não pense que farei novamente até você apagar essa foto. — Fala Sarah esticando a mão pedindo o celular.
— Essa aqui? Nem pensar esta vai ser meu papel de parede no celular, para que eu sempre veja você com este lindo semblante e me lembre de cada detalhe desta noite... À noite em que você foi minha e eu pude ter tudo em você. — Sam mostrando a foto já como papel de parede.
— Sua chata, eu sou sua sabe disso e você é minha. —
— Sim! — Fala Sam enquanto uma lagrima de felicidade escorre de seu rosto sorridente e acaba sendo retribuída por uma no rosto da Sarah, as duas se abraçam e continuam sorrindo.
Sarah vai ao banheiro se arrumar enquanto Sam fica sentada na cama vendo sua amada tentando fechar a porta para não ser vista escovando os dentes, neste momento Sam pensa que demorou, mas enfim ela tem Sarah em seus braços, agora nada poderá separar as duas e elas enfim poderão ter aquilo com que Sam sempre sonhou, enfim sua amiga de infância se tornou sua namorada. As meninas tomam banho juntas e fazendo brincadeiras ousadas uma com a outra, depois dessem para o café da manha e Sam ajuda Sarah a descer as escadas, Sarah senta no sofá para ver tv enquanto Sam prepara o café da manhã, elas comem e depois ficam sentadas juntas no sofá vendo tv e trocando beijos e caricias como um casal incrivelmente feliz.
— Eu te amo Sarah eu quero perguntar direito agora, Sarah quer ser minha namorada? —
— Sim Sam eu quero ser sua namorada, principalmente agora que você fez aquilo comigo, é sua obrigação assumir as responsabilidades e cuidar de mim para toda sua vida, eu era virgem sabia? —
— Eu também era então você também tem que se responsabilizar e cuidar de mim para o resto de sua vida. —
— Eu vou cuidar para sempre... Sempre! —
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