Crônicas de Kyloth
1 Prefácio
Notas iniciais
A postagem de novos capítulos será sempre nos domingos. Qualquer outra informação darei no meu facebook (que vou deixar o link nas notas finais)
Espero que gostem. Boa leitura :)
O Mundo mudou. Não é mais como os Antigos se lembram.
Não há mais a paz que antes havia. Uns matam os outros e a maldade nunca para de ganhar forma dentro dos corações dos seres vivos. Será que isso nunca terá um fim ou pelo menos, algo que amenize? Estamos todos esperando.
O Mundo do qual é falado não é como aquele que possui presidentes, carros ou empregos para as pessoas.
É o mundo onde fica Kyloth, um continente que se estende estreito de norte a sul.
Primeiro, em Kyloth, existiam os Ghenns, seres humanos com o poder da magia no sangue. Dentro de pouco tempo foram de simples pastores a poderosos feiticeiros. Construíram magníficas cidades com sua magia e formaram alianças com as Águias Gigantes, usando-as como companheiras e montaria. Porém, o uso excessivo da magia foi de mais para que a terra aguentasse. Ao longo de algumas décadas, as pessoas tornaram-se estéreis e imortais e sua pele ficou dura como pedra. A terra de todo seu império virou sal puro. Suas cidades foram reduzidas a ruínas ou nada. E a única coisa que restara das Águias Gigantes foram ovos indestrutíveis que nunca chocaram. O lugar onde eles um dia governaram se tornou o Grande Deserto de Sal. Agora, eles são apenas nômades em busca de algo que possa livrá-los do seu sofrimento eterno.
Antes da desgraça se abater completamente sobre os Ghenns, do outro lado do mar vieram os povos que se chamavam de Valens. O povo ora louro, ora ruivo instalou-se na região ao sul do deserto de sal e teve muito pouco contato com os feiticeiros do deserto. Começaram como agricultores e pescadores, mas quando o fazendeiro Ross da Família Valarr percebeu que seu povo podia ser grandioso naquela nova terra, liderou-os para o progresso, e com a ajuda dos Ghenns, construíram pirâmides em honra aos deuses e em volta delas, as cidades. Logo ficou pronta a cidade de Valenya, capital do Império Valen. Ross Valarr proclamou-se Rei dos Valens e para assegurar o trono sob a Grande Pirâmide de Valenya casou com sua prima, seguindo o antigo costume incestuoso de seu povo. A linhagem do Rei Ross Valarr perdura até os dias atuais, assim como sua cidade e as outras 14 que se ergueram em seguida.
Enquanto Kyloth era agraciado com o avanço dos Valens, numa ilha mais afastada do grande continente, chamada Khazak-Ir, os humanos ao longo de décadas aprenderam a forja de anéis mágicos que facilitavam sua vida, podendo causar influências no mundo físico. Cada família nobre – chamadas "Casas" — possuía o seu. No entanto, novamente o uso excessivo de magia na forja dos anéis de poder passou dos limites. Em um dia, o vulcão da ilha entrou em erupção e matou toda a família real, deixando-os sem líderes e logo após um terremoto que matou centenas e fez com que grande maioria dos anéis de poder fossem perdidos. Entretanto, os membros da Casa Dolaryon tomaram à frente da situação e lideraram outras 30 famílias nobres e milhares de camponeses dentro de mais de três mil navios em uma fuga de Khazak-Ir, tendo perdido seu anel em meio ao caos, porém tendo encontrado outros três. Enquanto fugiam, foram obrigados a assistir uma onda gigante destruir seu lar e matar aqueles que não quiseram partir. Eles chegaram à Kyloth e começaram e construir um novo lar para si ao norte do Grande Deserto de Sal, com ajuda dos Valens, em troca de um anel de poder e de casamentos entre os povos. E como líderes da fuga, os Dolaryon foram escolhidos como novos reis.
Gerações de reis Humanos e Valens vieram e foram, mas no meio de todas as histórias, um Ghenn, seduzido pelas artes das trevas, construiu uma monstruosa fortaleza no extremo norte de Kyloth, para lá da Floresta do Norte. Orys era seu nome. Ele passou séculos sequestrando homens, mulheres e crianças de todos os reinos de norte a sul, torturou-os, deformou-os e corrompeu-os com suas trevas, transformando todos em seus Soldados. Alguns, ele os mudou mais ainda, causando mutações com magia negra, criando os Amaldiçoados. Logo, Orys era conhecido por todo Kyloth como o Mestre das Trevas.
E para lidar com ele, os Ghenns foram até Valenya com quatro ovos de Águia Gigante e disseram ao rei que reunisse seus melhores guerreiros. E assim, os seis melhores foram classificados. Eles foram treinados por meses pelos Ghenns e então, estes usaram quanta magia puderam e conseguiram chocar três dos quatro ovos.
Logo, os seis guerreiros se tornaram os mais poderosos Cavaleiros de Águias. Entretanto, a magia usada na criação destes causou outra catástrofe: o maior e mais rico rio de Kyloth morreu. Secou em algumas áreas e em outras, deixou de suprir a vida.
Foi quando, do Misterioso Oeste, que vieram três anciãos. Acredita-se que sejam ainda mais antigos que o mundo. Chamados de Magos, eles incentivaram todos os povos livres de Kyloth a lutar contra Orys e rejeitar sua maldade nos seus corações.
Em resposta aos seus opositores, o Mestre das Trevas enviou uma enorme legião para destruir Valenya, porém ele foi pego de surpresa por um exército Valen e Humano que os esperava no Deserto de Sal. E lá travaram uma sangrenta batalha. Orys saiu ferido e seu exército foi massacrado pelos Cavaleiros de Águias. Mas uma delas morreu lutando e seu cavaleiro, Ser Sopespyam traiu os outros para se unir ao Mestre das Trevas. Ele ganhou um anel de poder, roubado de uma das famílias humanas e uma besta alada para que pudesse cavalgar os céus.
A derrota definitiva de Orys aconteceu na Batalha do Rio Morto, onde as hordas das trevas foram esmagadas pelos dois lados. Orys teve seu corpo trucidado e foi julgado morto. Sopespyam acabou fugindo com os Soldados e Amaldiçoados remanescentes. Presume-se que estejam todos mortos.
O ovo que nunca chocou foi guardado dentro da Grande Pirâmide e os Ghenns retiraram-se para tão adentro do Deserto de Sal que raramente são visto em uma vida. E todo o resto pôde voltar à sua antiga vida.
Cerca de cento e cinquenta anos já se passaram e as histórias do mundo antigo e das guerras são apenas contos para as crianças marotas.
Alguns pais de família nunca as citaram por medo de seus filhos se tornarem desmiolados. Assim como Lorde Sebastian Blu, que quer nada menos que casamentos dignos para todos os seus filhos e vidas pacatas e felizes para eles.
Notas finais
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