Crônicas de Forks II - a Mestiça
7 Novo Cheiro
Chegamos a Southend-on-Sea por volta das 18 horas e fomos direto para o Southend Pier. Claro, eu e Mary Poppins éramos as únicas humanas no grupo, e nenhum dos lobisomens ou vampiros precisavam descansar. Então, fomos todos para o pier.
Imediatamente ao chegarmos, o grupo parou. Todos os vampiros e lobisomens captaram o cheiro de Renesmee. Eu havia realmente acertado.
Mas ninguém se moveu. Algo estava acontecendo, algo que eu não estava acompanhando. O rosto de Alice estava em branco, procurando algo no futuro? Enxergando alguma coisa, talvez? Edward estava igualmente em branco, assistindo o que quer que seja que Alice estivesse vendo. Jasper tocou os braços de Alice, por trás, mas eu não senti absolutamente nada, apenas tensão. Provavelmente, estava concentrado em deixar Alice mais calma. Emmett estava eriçado, inquieto. Carlisle olhava para todos os lugares, movimentando apenas seus olhos. Esme fazia o mesmo, com ar preocupado. Rosalie inspirava e expirava o tempo inteiro, cercando Emmett, tentando contê-lo. Jacob e Seth olhavam um para o outro, e eu percebi, pelo conhecimento que tinha dos dois, que seus instintos clamavam por estar em forma de lobo.
"Okay" eu falei, rompendo o silêncio. "O que está acontecendo aqui?"
Todos me olharam, com as mesmas caras de antes.
"Estou observando vocês" continuei. "Alguma coisa tá acontecendo, e é melhor vocês falarem logo."
"Um cheiro diferente, junto como cheiro da Nessie" falou Jacob. Bella assoviou. Seus olhos estavam tensos, seu corpo pronto para o ataque.
"Um cheiro de quê?" Perguntei impaciente.
"Esse é o problema aqui." disse Esme. "O cheiro não é identificado."
Seth uivou. "Essa não é exatamente a questão."
"O cheiro é de um lobisomem, ou vários..." disse Jacob. "Mas não é do mesmo tipo que nós."
"Uma criança da lua?" perguntou Edward, agora olhando para Carlisle.
"Talvez..." disse Carlisle, perdido em pensamentos. Edward os investigava todos.
"Uma criança da lua..." eu disse, totalmente atordoada. Eu me lembrava desse termo. Quando li Amanhecer, eu lembrei quando Edward o mencionou para Caius, com relação aos nossos lobos quileute.
"Tem certeza?" perguntei. "Eu lembro de Edward dizer que estavam quase extintos."
"Não podemos ter certeza de nada." disse Carlisle. "Tem quase a mesma essência dos garotos lobos, mas muito mais picante. É bem mais selvagem. Na verdade, nunca nos encontramos com esse tipo de criatura. O único que realmente se encontrou com um foi Caius, e caçou-os até quase a sua extinção."
"Será que há mais de um?" perguntou Poppins.
"É possível." disse Edward.
"Eu já cruzei com um no Texas..." falou Jasper pausadamente. "Eles são mais fortes do que qualquer coisa que tenha cruzado. Os garotos quileute não são nada perto deles."
Jacob rosnou. Imediatamente o ar foi invadido por uma calma e tranquilidade sem precedentes.
"Temos de nos concentrar." disse Jasper, calando-se por fim.
"Ela ainda está aqui?" perguntei.
"Não." disse Carlisle. "Ela deixou um rastro, saindo do Píer. O problema é que o rastro está impregnado com o cheiro desses lobisomens. Não sabemos quantos são, nem medimos sua força."
"Não importa." disse Bella, falando pela primeira vez. "Vamos atrás dela."
"Esperem um instante..." eu forcei para fora. Então, todos ficaram tensos, inclusive Jasper, que não emitiu onda de calma nenhuma. Edward olhava para mim, lendo meus pensamentos, sua mandíbula trancada.
"Como esses lobisomens vieram parar aqui?" Eu falei, quase inaudivelmente. Todos entenderam. Lobisomens são criaturas míticas, do mundo dos livros, das fantasias, dos filmes. Não poderiam estar no mundo real. Como eles saíram?
O que definitivamente aconteceu?
Aquela dúvida estava nos matando.
"Não podemos mais esperar. Temos que ir atrás deles." falei impulsivamente.
"Nós iremos. O rastro irá se apagar em breve, visto que estamos próximos à água." Falou Carlisle.
"Mas vocês não poderão ir conosco." falou Seth, para mim e para Poppins.
"De jeito nenhum. Você não ouse me deixar para trás, Seth Clearwater!" eu berrei, no maior estilo garota-mimada.
Ele me beijou. "Não quero que nada de ruim aconteça a você. Talvez eu não possa te proteger."
"Você não vai sozinho. E estamos conversados."
Ele me abraçou.
"Vamos" eu disse.
E todos se puseram a correr.
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