Crônicas da Overwatch
1 O monge
Notas iniciais
Me avisem se estiverem gostando, por que aí eu me sinto inspirado a fazer mais!
Boa leitura.
Faz alguns meses , houve uma grande confusão em Dorado, no México. Disseram que a gangue Los Muertos teve vários homens derrotados... por um ômnico. Estranho, já que todos os robôs da cidade os temem; mas parece que este aqui, era diferente...
Dois meses atrásJuán estava em sérios problemas. Desde que pegou o dinheiro de Los Muertos, achava que poderia se safar só com a promessa de "o dobro do dinheiro de volta", mas ele percebeu que a gangue tinha mais influência na cidade do que ele imaginava, eles sabiam que o jovem estava quebrado. Desde então, ele estava sendo caçado por todos eles, dando uma desculpa toda vez que encontrava um membro dela.Hoje mesmo, ele estava saindo da padaria quando foi cercado pelos homens de Alejandro, e era fácil descobrir o que eles queriam.—Ey, Juán!- ele gritou, com seus comparsas atrás dele, empurrando o garoto para dentro de uma viela. -Manolo me contou que você estava fugindo da gente! Como assim ?—É-é... sabe como é, eu tô meio sem dinheiro, mas eu resolvo...—Você sempre fala isso, Juán! E nunca resolveu- cortou Manolo.-O chefe tá ficando cansado de esperar pelo "dobro do dinheiro" dele!Juán engoliu em seco. -Eu vou conseguir! Confiem em mim!—Já confiamos demais, cabrón. Agora, passa pra cá o que tem, ou vai ter que pagar com o sangue.Assim que Alejandro disse isso, ele puxou uma faca do bolso, enquanto alguns de seus comparsas carregavam tacos de baseball.—Dá o dinheiro agora!—Mete logo a faca nele!—Vai apender a não mexer com Los Muertos!Então uma voz se sobressaiu, suave e robótica.—Cuidado com essa faca, meu caro.Todos os rostos se viraram na direção da voz. Um ômnico, de calça bufante amarela e um lenço marrom-avermelhado e bolas de metal ao redor do pescoço, estava sentado de pernas cruzadas num banco próximo, aparentemente meditando. Confirmou-se que fora ele quem falou quando continuou:—Posso não ser humano, mas compreendo o dano que um objeto desses pode causar à um de vocês.Todos olharam o androide de cima a baixo, então Alejandro cuspiu com um tom de desprezo:—Olha aqui, amigo, nós não gostamos muito de vocês ômnicos. Por mim, eu deixava meus parceiros te encherem de paulada, mas eu consigo ver que você não é daqui. Então eu estou te dando a chance de não se meter,- ele apontou a arma para o outro- a não ser que você esteja mesmo disposto a proteger esse pivete.Dito isso, Juán falou alto, com uma certa raiva:—Não preciso de nenhum maldito ômnico para me proteger! Eu sou dono do meu nariz, e essa máquina retardada merece levar mais porrada do que eu!—Eu não desejo lutar- continuou o monge, ignorando o insulto do menor- mas caso suas intenções sejam hostis para com o menino, eu devo interferir. Consigo ver que a raiva que consome vocês é...—Cale a boca, monge!- alguém gritou lá atrás. -Poupe-nos do sermão.—Você está mesmo a fim de levar no lugar dele — riu o líder, satisfeito, largando Juán e agarrando o frio pulso de metal do robô.- Que seja então. Você deve ter como pagar o que ele deve, já que veio para Dorado... e se não tiver...Todos deram risadas maldosas.—... tenho certeza de que as suas peças valem uma boa gra...Ele não chegou a terminar a frase, pois um pé de metal acertou seu queixo e deslocou seu maxilar. O robô também socou o peito dele, fazendo-o cair de joelhos. Recompondo-se, ele disse:—Temo que minhas palavras não tenham sido claras. "Eu não desejo lutar" não implica que tenho algum medo de fazê-lo, nem que não sou capaz de me defender.O queixo do homem sangrava, a caveira tatuada em seu rosto brilhava na viela escura, levemente iluminada pela Lua.—Porém, machucá-lo quando meu objetivo é espalhar a paz para mim é um tanto contraditório. Peço perdão, mas ainda assim, requisito a liberdade do jovem. O que me diz?- O monge estendeu uma mão para o homem caído, a outra atrás das costas. A cara dele já dizia tudo.—Mafem ele!!!Todos os homens avançaram no ômnico, armas nas mãos.—Se desejam lutar...- ele murmurou, enquanto os orbes se afastavam um pouco do pescoço e seis braços de energia amarela surgiram -que assim seja....Pouco tempo depois, os braços do monge se recolheram. Los Muertos, ou ao menos aquela equipe, estavam no chão, alguns com marcas de pés em seus rostos, outros com orbes da discórdia sobre suas cabeças e bolas de ferro ao lado deles. Pondo seus braços originais para trás, ele avançou no garoto, que se encolheu assustado.—Creio que essa "máquina retardada" salvou seu nariz, não foi, Juán?Ele assentiu, trêmulo.—Acalme-se. Não quero feri-lo, nem guardo rancor dos seus insultos. Só peço que você lembre de mim, e feche logo essa dívida com nossos amigos aqui, e afaste-se deles. Ou eles voltarão a persegui-lo.—Mas como? Não tenho dinheiro, eu fugi de casa, não tenho trabalho, nenhum recurso para...Ele se calou quando o ômnico pôs um pequeno saco em suas mãos. Pelo barulho, estava cheio de moedas.
—Muito obrigado! Não sei como posso te agradecer, senhor...—Tekhartha. Tekhartha Zenyatta.—Espere... Tekharta? Você é um dos Shambali?—Não mais, meu caro, não mais.Ao ver Zenyatta se afastar, Juán então perguntou:—Você é um exemplo de paz entre ômnicos e humanos... como eu posso segui-lo?Zenny voltou-se para o rapaz e disse:—Meu amigo... só sinta a tranquilidade.
Notas finais
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