Crônicas Mavidélicas
5 Imperador
POV Imperador Cebola
Dois dias antes
Mais uma reunião à vista. O conselho parece estar com preocupações excessivas relacionadas a algumas províncias rebeldes. Mas eu sabia quem estava dando trabalho. Nenhuma região nos causava mais prejuízos do que o leste de Endívia com suas tropas e o pior, eles estavam debaixo dos nossos narizes.
Cheguei ao salão e meus oficiais e conselheiros já estavam me esperando em suas posições. Todos me reverenciaram e logo tomei meu assento e demos início à reunião.
— Todos vocês, prestem atenção! – disse – me revelem qual o motivo de estarmos reunidos aqui?
— Majestade – falou o general Yugi – tensões na fronteira leste de nosso império.
– Por que isso não me surpreende? – falei sarcástico.
– Precisamos fazer uma retaliação! – falou assertivo.
– Eu sei. O que a Mônica pretende fazer?
– Provavelmente está treinando as tropas para uma ofensiva majestade – interviu Franja.
O – Muito bem generais, apesar de Mônica nunca ter tentado um ataque direto a nós, concordo que temos que nos movimentar, esses cinco anos já estão nos esgotando e nos impedindo de avançar em direção a outros territórios e expandindo nosso Império.
– Verdade senhor! – entusiasmou-se Yugi.
– Preparem as tropas para o combate!
As pessoas que estavam na sala me aplaudiram e vibraram. Estavam sedentos para se vingar das derrotas infligidas pelas Amazonas e seus rebeldes. Pedi para que se retirassem. Após sua saída me sentei novamente tentando relaxar. Não estava afim de alongar aquela reunião, até por isso autorizei uma nova investida, quem sabe dessa vez conseguimos capturar a fortaleza inimiga.
Relaxei um pouco. A cidade estava tranquila desde que assumi o poder derrotando a antiga imperatriz. Foram dias excelentes, todo império unido em torno de uma só causa. Fui aclamado imperador e logo mudei muitas coisas para o bem da nossa nação. Tudo ia bem, até aquele fatídico dia. Não poderia deixar tal desrespeito impune. Era necessário agir e de forma dura e rápida. Algumas pessoas não compreenderam, inclusive minha comandante e outros oficiais. Eles se tornaram rebeldes e começaram uma sublevação contra mim. Gostaria que não fosse dessa maneira, mas fui forçado e não mostrarei fraqueza para aqueles que interferem na prosperidade e crescimento do Império de Endívia.
Enquanto divagava nos meus pensamentos duas pessoas entraram na sala. Sem bater o que é uma audácia. Logo percebi quem eram.
— Querido? Você está aí? – perguntou uma delas.
— Estou – respondi suspirando.
— Que bom amor! Gostaria de falar com você!
— O que quer minha rainha? – perguntei.
— Passar mais tempo com você! – respondeu serelepe.
— Sabe que tenho muito trabalho para fazer, né?
— Mas agora não está fazendo nada – falou suspirando.
– Ok Penha. Você venceu. – respondi. Não queria alongar mais aquela conversa. Penha era minha esposa. Ela foi me dada em casamento por seu pai quando conquistei o reino de Francia. Foi um acordo bom para mim, pois tenho seus soldados sempre que solicito e seu ouro e prata financia bastante o comércio de Endívia. Gosto dela, mas ás vezes seu jeito me irrita. Seu temperamento e arrogância me fazem querer ficar longe dos aposentos imperiais por um bom tempo durante os dias. Mas desta vez não tinha como escapar. Realmente não estava fazendo nada.
– Vamos dar uma volta nos jardins do palácio. Soube que plantaram novas flores e gostaria de apreciá-las.
– Sim, vamos. – falei com um leve sorriso.
– Maravilha! – pulou batendo palmas de felicidade – Agnes, pode retornar. Se precisar de você mandarei chama-la.
— Como queira minha rainha. Com licença – Agnes se retirou. Ela sempre fora o braço direito de Penha e a seguia para onde quer que fosse. Parece ser a única em que a rainha confia. É sua confessora.
Nos dirigimos aos jardins imperiais e lá chegando Penha ficou deslumbrada com nossas novas flores. Haviam Rosas vermelhas e brancas, Magnólias, Plumérias, além de orquídeas azuis e negras, minhas preferidas. Ofereci algumas para ela que ficou bastante feliz. Enquanto o sol brilhava, Penha se divertia com seu vestido vermelho se aproximando cada vez mais das flores. Deitou na relva e me aproximei dela.
— É um belo dia, não sua majestade? – perguntou
— É sim – respondi. Realmente estava um dia tranquilo. Aproveitei que Penha estava mais tranquila para deitar ao seu lado e descansar um pouco. Não era sempre que podia ficar daquele jeito. Ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha. Retribuí. Ela estava diferentemente meiga, o que me deixava feliz e tranquilo. Passados alguns minutos ela adormeceu. Um servo do palácio apareceu e me trouxe notícias.
P – Majestade! – falou reverenciando-me – generais Yugi e Franja estão com as tropas preparadas para partir. Querem saber qual vossa posição.
— Ora... – respondi sorrindo – diga-lhes o que todo soldado endiviano sabe. Formação de batalha!
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