Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto
13 Rancho Triplo G
Notas iniciais
Segurando você
Você nasceu para resistir?
Ou para ser abusado?"
- Foo Fighters (Best of You)
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O fato é que eu acordei suando frio de novo, ingenuamente eu esperava o sol batendo no meu rosto, mas não tinha isso no lugar em qual estávamos. Não havia manhã, no labirinto era sempre noite. Não imaginaria ser diferente quando se estava no subsolo. Nosso café da manhã foi algo como Ades de maçã — Lembranças ao meu tio da morte, Hades. — e barrinhas de cereal — Tá, pra você também tia Deméter. — e em nenhum momento eu mencionei sobre meu sonho. Algo nele me incomodava, não precisávamos de mais preocupação.
Os velhos túneis de pedra mudaram para sujeira com vigas de cedro, como uma mina de ouro ou algo assim. Jake começou a ficar agitado, ele realmente odeia quando as coisas mudam...
– Isso não tem sentido nenhum! O labirinto inteiro não tem sentido nenhum! — ele exclamou, por fim, suspirou cansado.
– A ideia de Dédalo deve ter sido exatamente essa. -murmurei.
– ... Ainda deveria ser pedra. — disse Jake.
Acho que ele não me escutou.
Eu sabia que ele desejava ter escolhido com mais cuidado as palavras quando pediu o desejo para Hera. No final não tínhamos escolha por decidir se entraríamos na caverna ou não, pois o caminho de volta que eu sugeri tornou-se apenas uma parede transformando aquilo em um beco sem saída...
Entramos na caverna escura e repleta de estalactites no teto, algumas quase chegavam a tocar o chão... Quase. No centro do chão de terra, havia um buraco retangular, me lembrava meio que uma cova. Hansel se arrepiou.
– A-aqui tem cheiro de mundo inferior. — ah, ele sabe do que esta falando... gaguejando. Na verdade.
– Cheiro ruim. — concordou Tyler.
Então eu vi algo brilhar na beira da fenda – um papel de embrulho. Eu iluminei a fenda com minha lanterna e vi um cheeseburger comido pela metade flutuando na imundice. me agitei.
– Nico... — falei. — Ele esteve aqui, ele esteve invocando fantasmas aqui.
– Com Cheeseburguer? — perguntou Hansel.
– Melhor que sangue humano... — murmurei.
Tyler choramingou.
– Fantasmas... — gemeu ele. — Eu não gosto de fantasmas.
Toquei o Cheeseburguer pela metade.
– Ainda esta quente... Nico ainda esta por perto. — falei. — Temos que encontra-lo!
Não sei porque, mas estar perto daquela cova me deu uma sensação de urgência. Eu tinha que encontrar Nico, e convence-lo a parar o que quer que estivesse planejando. Eu tinha essa divida com Bianca, eu tinha que cuidar de Nico por mais que ele não quisesse minha proteção.
Sem nenhum aviso prévio, eu corri.
– Megan! Espere! — Jake me gritou.
Eu parei, mas não foi por causa dele. Foi por causa de uma luz um pouco acima tocando meu rosto. Quando Jake, Hansel e Tyler me alcançaram eu estava olhando para a luz do dia através de barras de metal no "teto" do labirinto. Uma grade de aço com canos de metal. Eu podia ver o céu azul dali, não foi o que me deixou mais tranquila...
– Que lugar... é esse? — indaguei.
Eu olhava curiosamente para a grade quando uma vaca da cor da cereja olhou para mim, recuei. Eu não sabia que existiam vacas assim... A Vaca bateu com seus cascos na grade fazendo o sol ecoar pelo labirinto, então ela se afastou.
– Que coisa é essa? — exigi.
A vaca mugiu para mim, lembrei de Bessie, o Ofiotauro, um monstro fofo que cuja as tripas queimadas na brasa e você o olimpo poderia destruir. É muito fofa...
– É uma guarda de rebanho... — disse Hansel.
– Simplifica Hansel. — falei.
– Eles as colocam nas porteiras dos ranchos para que as vacas não saiam. Elas não podem andar sobre elas.
Na verdade eu não entendi o que ele disse, mas assenti.
– Acredite em mim, se você tivesse cascos, você saberia sobre guarda de rebanho. Elas são irritantes!
Me voltei para Jake.
– Hera não disse alguma coisa sobre um rancho? Temos que checar isso... Pode ser importante. — falei.
Jake hesitou antes de dizer:
– Certo... Mas como vamos sair?
Tyler resolveu nosso problema com um dedo... E literalmente, ele so deu um peteleco na vaca que atrapalhava nosso caminho, a mesma deu um ligeiro Muuuuu! e saltou para longe. Tyler ficou vermelho.
– FOI MAL, VACA! — ele gritou.
Ele nos deu impulso para saltarmos para fora do túnel.
Nós estávamos em um rancho, tudo bem. Colinas ondulantes se estendiam até o horizonte, pontilhadas com carvalhos e cactos e rochas. A cerca de arame farpado corria do portão para qualquer direção. Vacas cor de cereja vagueavam em volta, pastando pela grama.
– O gado do sol. — disse Jake.
Me virei para ele.
– O que? — perguntei.
Hansel se esticou.
– Ah! Luz do sol., bom te ver.
Mas eu não me sentia exatamente como ele, talvez fosse pelo Nico... Mas eu ainda esperava respostas de Jake.
– São vacas sagradas para Apolo. — disse ele.
– Ah... Sagradas?
– Sim, mas... o que elas estão fazendo...
– Esperem! — interrompeu Hansel. — Escutem...
Tudo o que eu ouvia era o farfalhar das folhas batendo umas contra as outras e os mugidos das vacas do sol. No instante seguinte ouvi um forte rosnar, como um latido.
O som ficou mais alto. Então a vegetação rasteira farfalhou, e dois cães apareceram. Mas não eram dois cães. Era um cão com duas cabeças. Parecia um galgo inglês, longo e sinuoso e marrom lustroso, mas o seu pescoço dividia-se em duas cabeças, ambas mordendo e rosnando e de forma geral não muito felizes em nos ver.
Ele me lembrava Cérbero, mas Cérbero era bem mais amigável... Mesmo que quatro vezes maior que aquele ali na nossa frente.
– Cachorro Jano mau! — gritou Tyler.
– Au!– Hansel latiu para o cão e ergueu a mão em saudação.
O cão "Jano" mostrou os dentes para Hansel, simpatia não estava no dicionario daquela coisa... Acho que não estava impressionado que Hansel pudesse falar animalês.Então o seu dono se arrastou para fora do bosque, e eu percebi que o cão era o menor dos nossos problemas... Sim, era possível.
Ele era um cara grande com cabelo branco, um chapéu de caubói de palha, e uma barba branca emaranhada. Ele estava vestindo jeans, uma camiseta NÃO MEXA COM O TEXAS, e uma jaqueta de brim com as mangas arrancadas de forma que dava pra ver seus músculos. Em seu bíceps direito havia uma tatuagem de espadas cruzadas. Ele segurava um porrete de madeira do tamanho de uma ogiva nuclear, com espinhos de quinze centímetros na ponta da coisa.
– Junto! Ortro. — disse o homem com sua voz grossa, me fez até estremecer. Achei que ele fosse erguer seu porrete e fosse cuidar de nós ele mesmo.
O cão rosnou para nós mais uma vez, só para tornar claros seus sentimentos, em seguida circulou de volta para os pés do dono. O homem nos olhou de cima em baixo, mantendo o seu porrete pronto.
– Veja só o que temos aqui... — disse ele. — Ladrões de gado.
– Viajantes, na verdade. — disse Jake sem ao menos se intimidar.
O olho do homem se contraiu.
– Meios-sangues, é?
– Como você sabe? — perguntei.
– Filhos de quem? — ele me ignorou totalmente e se voltou para Jake.
– Sou Jake, filho de Ares. Esses são Hansel, sátiro. Megan, filha de Poseidon e Tyler... Hum... Ciclope.
O homem do porrete olhou para meu irmão.
– Sim, esta obvio. — disse ele, depois passou seu olho para mim. — Sei que são semi-deuses porque sou um, menininha. Sou Eurítion, o vaqueiro deste rancho. Filho de Ares também... Vocês vieram através do labirinto como o outro, eu presumo.
– Sim, esta obvio. — retruquei. A maioria dos filhos de Ares são desagradáveis comigo... Me sinto mal, é sério... Fiquei magoada.
Ele me olhou ameaçadoramente.
– Esta duvidando de mim?
– Muito pelo contrário. — falei. — Só estava comentando.
Ele ia dizer mais, porém Jake entrou na minha frente.
– O outro? — perguntou Jake. — Você quer dizer Nico di Angelo?
– Recebemos uma leva de visitantes do Labirinto – disse Eurítion sombriamente. – Poucos partem.
– Nossa... — murmurei. — Me sinto muito bem-vinda.
O vaqueiro olhou para trás como se alguém estivesse olhando. Então ele abaixou a voz.
– Eu só vou dizer isso uma vez, semideuses. Voltem para o labirinto agora. Antes que seja tarde demais.
– Não. — disse Jake. — Não... Até vermos esse outro semideus.
Eurítion grunhiu.
– Então você não me deixa escolha, rapaz. — disse o cara. — Levarei vocês para o chefe.
Claro que não esperava que o "Chefe" fosse nos convidar para tomar chá ou algo assim, mas não sentia como se fôssemos reféns ou algo assim.
Eurítion caminhou ao nosso lado com o seu porrete no ombro. Ortro, o cachorro de duas cabeças, rosnou bastante e cheirou as pernas de Hansel e disparou para os arbustos de vez em quando para perseguir animais, mas Eurítion o mantinha mais ou menos sob controle.
Descemos por um caminho de terra que parecia nunca terminar. Devia estar perto dos cem graus, o que era um choque depois de São Francisco. Calor tremeluzia do chão. Insetos zumbiam nas árvores. Antes que tivéssemos ido muito longe, eu estava suando como um louco. Moscas nos cercavam. Várias vezes víamos um curral cheio de vacas vermelhas ou mesmo animais ainda mais estranhos. Uma hora passamos um curral onde a cerca era revestida de amianto.
No interior, uma manada de cavalos que exalavam fogo circulava. O feno no seu cocho estava queimando. O terreno fumegava em torno das suas patas, mas os cavalos pareciam bem mansos. Um grande garanhão olhou para mim e relinchou, colunas de chamas vermelhas ondeavam para fora de seus focinhos. Imaginei se machucava suas narinas.
– Para que servem? — perguntei.
Eurítion fez uma carranca.
– Nós criamos animais para vários clientes. Apolo, Diomedes e... outros.
– Outros? — repeti. — Que outros?
– Você faz perguntas demais, filha de Poseidon. — disse ele.
Jake bufou do meu lado.
– Você não faz ideia.
Finalmente saímos do bosque. Encarrapitada numa colina acima de nós estava uma grande casa de fazenda – toda de pedra branca e madeira e grandes janelas.
Para mim parecia o tipo de local onde poucos semideuses poderiam se meter em uma tremenda encrenca. Nós subimos até o morro.
– Não quebrem as regras – alertou Eurítion enquanto caminhávamos para o alpendre. – Sem lutas. Sem sacar armas. E não façam qualquer comentário sobre a aparência do chefe.
– Por que? — perguntei. — Como ele é?
Antes que Eurítion pudesse responder, uma nova voz disse:
– Bem vindo ao Rancho Triplo G.
O dono da voz tinha uma cabeça normal, o que foi um alívio.
Seu rosto estava encharcado e moreno por causa dos anos no sol. Ele tinha cabelo preto gorduroso e um fino bigode preto como os vilões em filmes antigos. Ele sorriu para nós, mas o sorriso não era amigável; mas divertido, como Oh cara, mais pessoas para torturar!
Tipico sorriso de monstros.
O problema estava mais embaixo... O cara tinha TRÊS corpos... Quer dizer, não sei o que você pensa quando eu digo "Três corpos", mas acho que eu deveria explicar.
Esse cara era três pessoas completas. Seu pescoço conectava com o tórax do meio normalmente, mas ele tinha mais dois tórax, um para cada lado, conectados nos ombros, com poucos centímetros entre eles. Seu braço esquerdo crescia do seu peito esquerdo, o mesmo no lado direito, de modo que ele tinha dois braços, mas quatro axilas, se isso faz algum sentido.
Os peitos todos conectavam em um enorme tronco, com duas pernas normais, mas muito musculosas, e ele vestia o par de Levis mais largo que eu já vira. Cada um de seus peitos usava uma camisa de cor diferente – verde, amarelo, vermelho, como um semáforo. Imaginei como ele vestia o tórax do meio, uma vez que esse não tinha braços.
O vaqueiro Eurítion me cutucou.
– Diga olá, filha de Poseidon.
– Olá, filha de Poseidon. — falei distraída, TRÊS CORPOS!!!
Antes que o homem de três corpos pudesse responder, Nico di Angelo saiu das portas de vidro para o alpendre.
– Geríon, não vou esperar por...
Ele congelou quando nos viu. Então sacou sua espada. A lâmina era justamente como eu vira no meu sonho; curta, afiada, e escura como meia-noite. Geríon rosnou quando viu isso.
Suspirei.
– Ainda com isso... — murmurei.
– Guarde isso, Sr. di Angelo. Eu não terei meus convidados se matando.
– Mas ela...
– Megan Jackson. — disse o homem. — E Jake Turner... E mais dois de seus amigos monstros.
– Falou o cara de três tórax... — murmurou Hansel ofendido, mas se Geríon ouviu, não demonstrou.
– Esse homem esta vestindo três camisetas... — disse Tyler como se tivesse percebido isso só agora.
– Eles deixaram minha irmã morrer! – a voz de Nico tremia de raiva. – Eles estão aqui para me matar!
– Ninguém quer matar você. — insisti. — Eu não deixei sua irmã morrer! Eu ia morrer no lugar dela, ela me salvou!
– Cale a boca! — gritou Nico. — Não ouse falar dela! Você não é digna sequer de falar sobre ela!
– Espere... — começou Jake se voltando para Geríon. — Como sabe nossos nomes?
O homem de três corpos piscou.
– Faz parte do meu negócio me manter informado, rapazinho. Todo mundo aparece no rancho de tempos em tempos. Todo mundo precisa de algo do velho Geríon. Agora, Sr. di Angelo, ponha essa horrível espada para longe antes que eu mande Eurítion tomá-la de você.
Eurítion suspirou, mas ele levantou seu porrete cravado de espinhos. Aos seus pés, Ortro rosnou. Nico hesitou. Ele parecia mais pálido e magro do que na mensagem de Íris. Imaginei se ele tinha comido nas últimas semanas. Suas roupas pretas estavam empoeiradas de viajar no labirinto, e os seus olhos escuros estavam cheios de ódio. Ele era muito jovem para parecer tão zangado. Eu ainda me lembrava dele como o pequeno garoto alegre que brincava com cartões Mitomagia.
Relutantemente, ele embainhou sua espada.
– Se tentar alguma coisa, Megan, vou convocar ajuda. — disse Nico. — E você não vai querer isso, acredite.
– Eu acredito em você. — falei.
Geríon bateu no ombro de Nico.
– Pronto, nós todos nos comportamos bem. Agora venham, pessoal. Vamos dar um passeio pelo rancho.
Geríon tinha um tipo de carrinho – como um desses trens infantis que te levam para passeios em jardins zoológicos. Era pintado em preto e branco em um padrão bovino. O carro do condutor tinha um conjunto de longos chifres preso ao capô, e a buzina soava como um berrante. Achei que talvez fosse assim que ele torturava as pessoas. Ele as envergonhava até a morte passeando no mugido-móvel. Nico se sentou bem atrás, provavelmente para poder manter um olho em nós.
Ele estava tão perto... E tão longe ao mesmo tempo...
Eurítion subiu próximo a ele com seu porrete espinhoso e puxou seu chapéu de boiadeiro sobre os olhos como se fosse tirar um cochilo. Ortro saltou no banco da frente ao lado de Geríon e começou a ladrar feliz em duas diferentes harmonias.
Jake, Tyler, Hansel, e eu ficamos nos dois carros do meio.
– Temos uma grande operação! – Geríon alardeou enquanto o mugido-móvel balançava em frente. – Cavalos e rebanho na maioria, mas também todos os tipos de variedades exóticas, também.
Fomos ao longo de uma colina, e Jake arquejou.
– Hipaléctrions? Pensei que estivessem extintos!
– Hipa... Hipa... — eu tentava repetir a palavra.
Na base do morro estava uma pastagem cercada com arame com uma dúzia dos animais mais estranhos que eu já vira. Cada um tinha a metade da frente de cavalo e a metade de trás era um galo. Suas patas traseiras eram enormes garras amarelas. Tinham caudas emplumadas e asas vermelhas. Enquanto eu olhava, dois deles começaram uma briga por uma pilha de sementes. Eles erguerem as asas um para o outro até que o menor galopou para longe, suas pernas traseiras de pássaro pulando ao caminhar.
– Pôneis-galo – disse Tyler espantado. – Eles põem ovos?
– Uma vez por ano! – Geríon sorriu no espelho retrovisor. – Muito procurado para omeletes!
– Credo. — disse Jake. — Isso é sério... Eles devem ser uma espécie em perigo de extinção.
Geríon acenou sua mão.
– Ouro é ouro, rapazinho.
– Isso é errado... — Hansel murmurou para mim.
Geríon apenas se manteve narrando o tour.
– Agora, aqui – disse ele, – nós temos nossos cavalos-que-exalam-fogo, os quais vocês devem ter visto no caminho. Eles são criados para a guerra, naturalmente.
– A guerra? — repeti. — Que guerra?
Geríon sorriu de modo astuto
– Oh, qualquer uma que vier. E mais além, naturalmente, as nossas vacas vermelhas premiadas.... Mas você principalmente deveria saber que guerra...
Claro o suficiente, centenas de vacas-cor-de-cereja do rebanho estavam pastando do lado da colina.
– São muitas... — murmurou Hansel.
– Sim, bem, Apolo está muito ocupado para vê-las – Geríon explicou, – Então ele subcontrata para nós. Nós as criamos vigorosamente por que há muita demanda.
– Para... — terrivelmente eu já sabia a resposta.
Geríon levantou uma sobrancelha.
– Carne, claro! Exércitos têm de comer.
– Você mata as vacas sagradas do deus do sol para hambúrguer de carne? – Hansel disse. – Isso é contra as leis antigas!
– Oh, não fique nervoso, sátiro. Eles são apenas animais.
– Apenas Animais? – repetiu Hansel.
– Sim, e se Apolo se importasse, tenho certeza que ele nos diria.
– Se ele soubesse – murmurei.
Nico se sentou mais a frente.
– Eu não ligo para nada disso, Geríon. Temos negócios a discutir, e isso não faz parte deles!
– Tudo a seu tempo, Sr. di Angelo. Olhe por aqui, alguns de meus jogos exóticos.
O próximo campo era rodeado de arame farpado. Toda a área estava lotada de escorpiões gigantes.
– Rancho Triplo G – falei, lembrando de repente. – Sua marca estava nas caixas no acampamento. Quintus arranjou os escorpiões com você.
– Quintus... – Geríon pensou. – Cabelo cinza curto, musculoso, espadachim?
– Esse mesmo.
– Nunca ouvi falar dele – disse Geríon. – Agora, aqui estão meus estábulos premiados! Vocês precisam vê-los.
Eu não precisei vê-los, porque logo que estávamos a trezentos metros de distância eu comecei a sentir o cheiro deles. Perto das margens de um rio verde havia um estábulo do tamanho de um campo de futebol. E lá estava a coisa mais repugnante que eu já vira.
Cocheiras se alinhavam de um dos lados. Cerca de cem cavalos estavam na imundície – e quando digo imundice, eu quero dizer cocô de cavalo. Foi a coisa mais repugnante que eu já tinha visto, como se uma nevasca de cocô tivesse vindo e despejado mais de um metro da coisa durante a noite. Os cavalos estavam realmente nojentos por vadearem por ali, e os estábulos estavam tão ruins quanto.
Era pior que os barcos de lixo no rio East. Já passei por lá uma vez e sei do que falo. Então se um dia vocês se aventuraram pelo labirinto em busca do criador que deveria estar morto a seculos, e por acaso verem grades ou algum sinal de vacas vermelhas (Lay : Sem ser a Rachel.) Já sabem o que esperar.
Notas finais
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Pessoas estou querendo fazer minha versão do "Heróis do Olimpo" com a Megan, o que acham?? Mas eu quero fazer diferente... Os Sete serão diferentes e tal e o começo diferente.
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P.S. : Nenhuma vaca sagrada de Apolo foi morta, mutilada, ou "Hamburguerisada" nesta fanfic.
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