No fim daquele dia eu já havia descoberto muita coisa sobre o que aconteceu dentro e fora do acampamento. Porém, Nico parecia fugir de algumas partes da história, como se algo terrível tivesse acontecido.

E quatro dias de treinamento depois, minha parentagem divina não se identificou e eu me sentia cada vez mais sozinha. Claro que Nico passava para me ver, uma vez ou outra, mas o resto do dia, somente eu e meus pensamentos. Não me sentia animada para nada, exceto arco e flecha. Algo em que eu realmente era boa.

Durante as aulas, eu e mais dois garotos se destacavam. Se o alvo fosse impossível, os únicos novatos a acertá-lo éramos nós. Com os dias, passamos a ficar mais próximos, algo que foi causal de nosso ‘talento’.

-Esse tiro foi legal. – admiti. – Mas posso fazer bem melhor.

-Ninguém me supera. – gabou-se Benjamin. – Vá e faça melhor.

Eu, como sempre, aceitei o desafio. Fiz pose de arqueiro e, quando soltei a flecha, ela passou por meio da flecha de Ben , acertando o centro, a cor vermelha.

-Minha vez de brincar! – gritou Sam, que vinha caminhando vagarosamente em nossa direção.

Ele usava jeans surrados, a camiseta laranja do acampamento, abaixo de um peitoral de bronze que reluzia à luz do sol e o elmo abaixo do braço. Os cabelos castanhos ao vento e o sorriso cintilante.. eu já havia visto muitas filhas de Afrodite suspirarem por ele.

-Deixe-me adivinhar. – falei. — Esgrima?

-Ah não, sério? – zoou Ben – Adivinhou por causa da espada na bainha?

-Cale a boca! – gritou Sam – Eu aqui, cheio de cortes, e vocês discutindo?

-Ei, desculpa. – pedi. – Mas agora, deixe eu ver esses ferimentos.

Ele veio até mim, desprendeu sua armadura e ergueu a blusa, que estava empapada de sangue. Um grande corte se estendia de suas costelas até perto de seu umbigo. Eu comecei a ficar fria, senti isso. Provavelmente pálida também.

-Hay, deixe-me ver isso. – sugeriu Ben – Eu cuido do Sam e você vá chamar Quíron. Ele pode lidar com isso melhor que ninguém. Tudo vai ficar bem, até porque, esse cara aqui não perdeu a pose.

Virei as costas e sai correndo em direção à Arena, onde Quíron havia reunido alguns líderes de chalés... e eu não havia entendido o porquê. Só sei que não deveria ter ido.

-Só pra confirmar, essa foi a profecia? – disse um rapaz, pelo jeito lerdo, e sem dúvidas, era Percy.

-Suponho que sim, Peter. — disse uma voz mais grossa.

-É Percy. – corrigiu.

-Tanto faz. – disse a voz. – Será que alguém pode me trazer mais uma Diet?

-Então, Rachel, o que você acha? – perguntou Quíron

-É difícil. – respondeu uma garota, e eu sabia que era Rachel, eu tinha meio que ciúmes dela.. – A profecia refere-se a seis campistas, dos quais, três são novatos e indefinidos. Talvez possam ser irmãos. Haverá mortes, então, todos que assumirem essa responsabilidade..

-Correrão risco. – completou outra garota.

-Exatamente, Annabeth. – disse Rachel.

Cansei de ficar ouvindo, atrás da parede, e interrompi.

-Me desculpem.. ãhn, Quíron, precisamos de você.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.