Crônicas De Amor
4 Ding Dong The Bitch is Dead!!
Notas iniciais
Aquii está mais uma história para vocês!!
Desculpe a demora é que eu estava meio sem inspiração!
E essa não foi uma das melhores, estava realmente sem criatividade.
Mas de qualquer jeito espero que gostem!!
Bom enquanto vocês leêm a história seria legal se vocês ouvissem essa música http://www.youtube.com/watch?v=aPazq-NtgEQ
Estouu indoo espero que gostemm!!
Bjusss
P.S. Eu vou tentar deixar a história melhor na próxima, sorry!!
"E a boa nova correu pela cidade
A boa nova de que a vadia má
Finalmente foi derrotada
Ding dong! A vadia está morta!"
–Adaptação de Barbra Streisand
Quando os primeiros raios de sol atravessaram as frestas das janelas de meu quarto, eu senti meu corpo todo despertando. Fui até o espelho e observei meu reflexo, meus olhos azuis estavam marcados por profundas olheiras, meus cabelos castanhos estavam completamente desarumados e bem, eu estava péssima. Aquilo tudo por eu ter ficado até bem tarde terminando meu trabalho da faculdade de publicidade, como esse era o segundo ano havia muitos trabalhos pra se fazer. Eu me arrumei rapidamente, precisava estar na faculdade em menos de uma hora.
Quando cheguei lá me dirigi para a lanchonete e me sentei ao lado de Summer, uma de minhas melhores amigas, nós sempre nos encontravamos antes de irmos para nossas aulas, ela fazia moda. Parecia muito bem, seus olhos castanhos estavam contornados por lápis e um pouco de rímel, usava um batom vermelho bem forte, seus cabelos loiros compridos estavam graciosamente soltos. Talvez ela estivesse exagerado um pouco, mas isso sempre lhe caía bem, e pensando melhor era a Summer ela sempre exagerava em tudo.
– Você parece péssima, muitos trabalhos?- ela perguntou.
– Obrigado por notar.- disse sarcásticamente –Mas enfim, passei a noite toda terminando um trabalho lá e bem hoje anoite tenho um jantar dos dias do namorados com o Eddie. Não vou conseguir descansar, e quando eu for encontrá-lo vou estar péssima.
– Ah Lil não pense assim. Eu aposto que você vai estar íncrivel, amiga. E eu estava pensando vocês já fizeram uma reserva em algum lugar?
– Na verdade não, vamos escolher o lugar hoje, só espero que não esteja tudo lotado.
– Bem, que tal vocês virem na minha casa, eu e o Chandler iremos preparar um jantar. Todo o dia dos namorados nós passamos cada um com seu namorado então seria legal mudarmos dessa vez. O que acha?
– Bom essa é uma ótima ideia, eu vou falar com o Eddie, mas ele provavelmente vai concordar. Preciso ir para a aula, nos falamos depois.
Eu entrei na sala e a professora já estava recolhendo os trabalhos que passou no dia anterior, eu sentei na minha carteira e lhe entreguei o meu. Em seguida ela começou a explicar a nova matéria e passou mais trabalhos.
O resto das aulas transcorreu normalmente. E quando tudo acabou eu fui direto para casa me arrumar para o jantar na casa da Summy. Escolhi um vestido preto não muito justo, uma jaqueta azul marinho e sapatos de salto médio da mesma cor da jaqueta. Estava tentando de alguma forma arrumar meus cabelo curto repicado, ele não parecia ficar bom de jeito algum, depois de algum tempo desisti e o deixei bagunçado mesmo. Eu liguei para o Eddie, precisava lhe dizer onde iriamos jantar.
– Oi meu amor, como você está?- ele disse gentilmente ao atender o celular.
– Eu estou ótima. Enfim, Summy nos convidou para jantar na casa dela hoje, o que você acha?
– Ah Summy, hum... Ótima ideia, amor. Estou indo te buscar para irmos lá.
– Tudo bem, estou te esperando.
Enquanto ele não chegava eu fui me lembrando do começo do nosso namoro. Tudo isso tinha começado há três anos atrás, quando eu o conheci pela amiga da minha mãe, nós ficamos muito amigos e depois de um ano ele se declarou para mim e agora há dois anos estamos namorando. Ele sempre foi muito gentil e eu diria que o cara ideal para mim.
Me despertei de minhas lembranças quando Eddie mandou uma mensagem dizendo que estava em frente a minha casa. Eu entrei em seu carro e o olhei, ele usava sua colônia masculina tinha um cheiro que me lembrava erva-doce, seus olhos cor de mel me fitavam com o que eu diria ser amor e desejo, seus cabelos castanhos claros estavam arrumados com gel, ele estava muito bem.
– Você está linda.- ele disse, e logo depois me beijou.
– E bem você está ótimo, querido.
– Antes de irmos eu tenho uma surpresa pra você. Aqui está.
Ele me entregou uma caixinha — deve ser um anel lindo de diamantes, ele vai me pedir em casamento e iremos casar durante o verão — mas não, era apenas uma linda corrente com um pingente de cristal que tinha formato de coração. Eu o agradeci, e lhe entreguei meu presente que era um relógio de prata.
–Obrigada, é maravilhoso!- ele exclamou- Eu te amo Lilian Grace, você é a melhor namorada existente nesse mundo.
– Você que é Eddie Mason, eu amo muito mais você, acho que jamais seria feliz sem você, ou melhor, eu não quero ser feliz sem você.
– Você é perfeita, minha Lil.
Chegamos a casa de Summer depois de algum tempo. Ela havia preparado um delicioso macarrão a bolonhesa, que apesar de ser um prato simples é maravilhoso. E bem ela estava... exagerada, usava um vestido vermelho bem curto, saltos pretos bem altos, seu rosto estava lotado de maquiagem e seus cabelos estavam de um modo vulgar presos em um coque. Chandler, seu namorado estava bem elegante com seu terno cinza e a gravata azul claro, ele tinha os olhos verde e os cabelos castanhos escuros, bem a Summy tinha um bom gosto em relação a isso.
Sentamos todos na mesa e apreciamos bem o jantar. As conversas na mesa foram bem animadas e divertidas, tudo foi bem agradável. Quando todos já haviam terminado, eu me levantei e fui até o banheiro. Já estava quase entrando na cozinha parei subitamente na porta ao ouvir meu nome sendo pronunciado na conversa deles.
– Bem sabe eu até que gosto da Lilian, mas não quero planos com ela, acho que não vai durar muito. É claro eu não vou terminar com ela agora do nada, eu tenho muito medo de magoá-la porque tipo ela tem uma espécie de amor doentio por mim, e tenho medo de que se eu terminar, ela possa fazer algo estúpido. E mesmo porque eu teria ciúmes se a visse com outro homem.
– E por que você fala coisas fofas e fica iludindo ela? Por que você simplesmente não começa a ser frio? Quem sabe assim ela não se afasta.- Summer perguntou.
– Não vai funcionar, a Lilian vai ficar insistindo perguntando porque eu estou agindo daquela maneira. Eu só queria que tudo isso acabasse bem e sem nada trágico.
– Bem cara, trágico isso já vai acabar de qualquer jeito. Vocês namoram há dois anos, se você terminar com ela vai magoá-la de qualquer maneira. Por que você se envolveu tanto, se não gostava dela tanto assim?- disse Chandler.
– É que Chand, no começo eu gostava muito dela, mas ultimamente eu tenho perdido essa magia que eu sentia antes, agora ta tudo apagado, chato, monótomo. Eu venho carregando isso, porque ela está cada vez mais apaixonada e eu tenho muito medo desse amor doentio que ela sente por mim acabe em tragédia.
– Bom não sei. Mas acho melhor você conversar com ela, Eddie. Talvez seja melhor acabar agora do que prolongar isso tudo.- disse Summer.
Minha respiração falhou, o que ele estava dizendo? Amor doentio? Terminar comigo? O que? Sim, o Eddie estava dizendo exatamente o que eu ouvi. Ele me enganou durante todo esse tempo, ele sempre esteve mentindo sobre tudo e eu simplesmente caí na armadilha dele. Eu me senti uma idiota naquele momento, e durante todo esse tempo eu estive sendo idiota. Amor doentio? Jamais, eu sempre dramatizava em tudo o que eu falava apenas para deixar o Eddie mais feliz. E é assim que ele leva as coisas, pensei que ele me conhecia, então já saberia como eu sempre dramatizo tudo. Bem eu estava com tanta raiva que não ia perder a chance de terminar com ele. Mas alguns segundos sendo a namorada dele e eu iria morrer.
– Então é isso o que você sente por mim, Eddie Mason?- disse aparecendo de repente na cozinha.
– Não Lilian, eu só estava comentando o quão maravilhosa você é.- ele disse espantado com minha presença súbita.
– Mas eu pensei que o meu amor era doentio e que você já estava cansado de ficar comigo.
– Hey Lil não é nada disso, não faça nenhuma estúpides por favor. Você está entendendo essa verdade toda errada.
– O que? Você acha que eu vou me matar só porque você não me ama? Ou que eu vou te matar? A poupe-me você é um idiota e enganador, Eddie Mason. Não quero perder nem mais um minuto pensando, falando ou fazendo algo com você. Acabou tudo, e toma essa porra de corrente falsa. Quem sabe você pode entregá-la para alguém que tenha um amor doentio de verdade. E a só pra constar essa verdade que você disse agora pouco, fez parecer que todo o resto era mentira. Adeus.
Eu joguei a corrente no chão perto dele e o coração de cristal se quebrou. Então eu peguei minha bolsa e sai correndo, legal eu estava sem meu carro, e eu não iria voltar agora para lá. Então comecei a andar pela calçada sem rumo, então encontrei um restaurante barato na esquina, ele não estava muito cheio então eu entrei e chamei o garçom.
– Olá senhora, no que posso ajudar?- ele perguntou educadamente.
– Que tal a matar um idiota.- eu disse, e então corrigi.- Apenas um copo de cerveja, por favor.
– Noite ruim?
– Péssima.
– Sinto muito, já volto com seu pedido.
– Obrigada.
Eu fiquei observando alguns casais conversando e rindo juntos. Isso me fez lembrar do idiota do Eddie, não fazia sentido ele chegar e simplesmente dizer isso. Mas bem sei lá, com todos aquelas palavras fofas e gestos carinhosos, eu não percebi o quão falso ele é. O garçom voltou com meu copo de cerveja, dizendo:
– Você não está esperando ninguém?
– Não, aconteceu muitos imprevistos essa noite. Vou passar o resto da noite sozinha, mas isso não é um problema.
– Bom, meu expediente já vai acabar, se importa se eu me juntar á você?- eu o observei melhor, e nossa! Como ele era bonito, bem mais que o Eddie jamais seria. Seus cabelos eram bem escuros, quase pretos, e o corte era todo repicado, seus olhos eram azuis escuros, e ele tinha um corpo bem definido.
– Não, é claro.- eu disse depois de acordar do meu transe.
– Tudo bem, assim que terminar eu venho.- eu sorri como resposta.
Depois de alguns minutos ele voltou sem seu uniforme. Usava calça jeans e uma camiseta preta. Ele passou alguns segundos me analisando e depois disse:
– Eu não me apresentei, sou o Paul William, mas me chame apenas de Paul.
– Eu sou Lilian Grace, mas me chame apenas de Lilian ou Lil, o que você preferir.
– E o que uma moça tão bela faz sozinha no dia dos namorados?
– Ah bem, eu e meu namorado fomos jantar na casa de uns amigos e até ai tudo bem, então eu fui no banheiro e quando eu voltei o ouvi dizendo que meu amor por ele era doentio, e ele tinha medo de que se terminasse comigo eu poderia fazer algo estúpido. Aí eu apareci e disse que estava tudo terminado, saí de lá correndo e como estava sem carro vim parar aqui.
– Essa é uma triste história, sinto muito por seu namorado idiota. Mas bem, olhe lá fora, é uma longa noite, é uma longa vida, para aqueles que não perdem sua paixão pelo viver.
– Uau, você é algum tipo de poeta, é isso?
– Bem eu escrevo alguns versos, mas não me considero poeta.
– Hum... Mas então, o que você faz sozinho na noite do dia dos namorados?
– Eu tinha uma namorada ótima e nosso relacionamento era perfeito, e esse foi o problema de tudo.
– O relacionamento perfeito?
– Sim, eu peguei ela me traindo com um outro cara. Cheguei a conclusão que não existem relacionamentos perfeitos, só a ilusão de um.
– Bom com o que me aconteceu hoje tenho que concordar com você.
– O que você faz da vida? Trabalha, estuda ou os dois?
– Bom eu faço faculdade de publicidade apenas, moro sozinha, e meus pais me sustentam. Eles dizem que tenho que me focar nos estudos e trabalhar só depois. E você?
– Eu trabalho como garçom, como você pode ver e faço faculdade de artes visuais, divido apartamento com meu irmão mais velho, meus pais morreram há 2 anos, desde então somos só eu e meu irmão.
– Entendi, sinto muito.
– Tudo bem. eu preciso ir, tenho que ir buscar meu irmão no trabalho. Nos vemos por aí. Me passa seu número, eu te mando uma mensagem para nos encontrarmos de novo.
– Claro, aqui está.- eu lhe entreguei um papel com o meu número e depois me despedi.
Depois que ele foi embora eu fiquei um pouco mais no restaurante, e depois paguei a conta e caminhei de volta para a casa de Summer, provavelmente o Eddie já teria ido embora e ela assim ela poderia me oferecer uma carona. Caminhei durante algum tempo pelas ruas e logo avistei a sua casa, eu estava errada. O carro de Eddie ainda estava parado lá na frente, bem eu teria de encarar isso de qualquer jeito, então toquei a campanhia. Eu esperei durante alguns minutos, mas ninguém respondeu. Me lembrei então da chave reserva que Summy me deu para emergências. Eu entrei na casa e chamei pelo nome de Summer, ninguém respondeu. Eu ouvi barulhos no andar de cima, então subi, entrei no quarto de Summer. Ela estava deitada encima de Eddie seminua. Tentei respirar devagar e me manter calma, mas não é isso o que você faz quando vê sua melhor amiga com o cara com quem você acabou de terminar. Então eu simplesmente explodi em gritos:
– O QUE? A MEU DEUS, SUA VADIA, VACA E FALSA.
– Ah ai está a chata da Lilian Grace. O que foi? É muito sonsa mesmo pra não perceber o quanto caidinha que eu era por ele, bom só foi um deslize seu e Ding Dong... Ele é meu.
– Ah Summer Naster desgraçada! Você mentiu pra mim também? Fingindo ser minha amiga, mas na verdade estava só de olho no babaca do Eddie. Bem querida, você venceu pode ficar com meus restos, quem sabe assim você não descobre o quão babaca ele é! Adeus idiotas!
Legal, agora a minha amiga me traí, eu perco meu namorado e não tenho como voltar para casa. O que mais de ruim poderia me acontecer? Eu saí da casa dela e comecei caminhar pelas ruas procurando um ponto de ônibus ou um táxi. Então ouço meu celular apitar, era uma mensagem de Paul.
Paul: “ Lilian Grace, eu acabei de deixar meu irmão em casa e não estou fazendo nada. Sei que é tarde, mas você gostaria de sei lá fazer alguma coisa.”
Eu: “ Querido Paul, você acaba de salvar minha vida. Eu estou perdida e não tenho como voltar para casa. Tem como você vir me buscar? Depois nós podemos ver alguns filmes na minha casa.”
Paul: “ Estou a caminho, preciso apenas saber o nome da rua, para poder procurar aqui no GPS.”
Eu passei a ele os dados de onde estava e fiquei o esperando, sentei-me em um banco, em frente a uma fármacia. Depois de alguns longos minutos ele chegou.
– Muito obrigada! Você tipo salvou minha vida, vou ficar te devendo essa.
– Não se preocupe. Onde é a sua casa?
Eu passei o endereço e nós fomos para lá. Enquanto estavamos no carro não conversamos muito, apenas ouvimos músicas. Depois ele estacionou o carro enfrente ao meu apartamento.
– Seu apartamento é bem organizado para alguém que mora sozinha.
– Obrigada, bem sei lá, eu tenho meio que essa mania de querer arrumar tudo. Mas enfim, eu tenho aqui alguns filmes, escolhe o que você preferir.
– Ah, eu não sei. Bem deixe eu ver, tem Sexta-Feira 13, esse é um clássico do terror. O que acha?
– Bom está ótimo para mim.- disse sorrindo, Eddie odiava aqueles tipos de filme, eu sempre tinha que ver tudo sozinha.
Sentamos no sofá, com uma certa distância um do outro. Coloquei o filme e então fomos assistindo. Em nenhum momento ele tentou pegar na minha mão nem nada disso, eu achei bem legal da parte dele, tipo eu tinha acabado de terminar com o Eddie, não queria sair por ai e ficar com outros caras.
O filme estava ótimo, mas teve um certo ponto em que acabei dormindo. Quando eu acordei, o filme tinha acabado e Paul dormia profundamente. Fui até meu quarto peguei um cobertor e joguei encima dele e depois me deitei no outro sofá e adormeci.
Quando acordei percebi que Paul ainda dormia. Fui na cozinha e preparei o café da manhã para nós dois, quando terminei tudo olhei novamente para ele, seus olhos se abriram devagar e ele ficou surpreso ao ver onde estava.
– Ah Lilian, me desculpe eu acabei adormecendo é melhor eu já ir embora, desculpa te incomodar.
– Não, espere Paul. Eu preparei o café da manhã para nós dois, depois você vai embora.
– Tudo bem, hoje é sábado de qualquer jeito, meu dia de folga.
– Isso é ótimo, o que acha de passar o dia comigo?
– Uma boa ideia, o que vamos fazer?- perguntou enquanto já tomavamos café.
– Não sei, não há muito o que fazer por aqui. Alguma ideia?
– Sabe andar de bicicleta?- ele indagou.
– Sim, por que?
– Podemos ir no parque aqui da cidade para andarmos lá. Tem um lugar onde eles alugam bicicletas.
– Sim é claro. Você quer passar na sua casa para se trocar ou sei lá?
– Bom eu tenho uma troca de roupa no carro, se você não se importar eu posso me trocar aqui.
– Pode sim. Eu tenho que me trocar também então nós vamos.
– Ok.
Quando já estavamos prontos fomos com o carro dele até o parque. Lá não era muito grande, mas havia um bom espaço para andarmos de bicicleta e naquele dia em especial estava bem vazio, o que geralmente não acontecia. Paul estacionou o carro e depois fomos alugar as bicicletas.
Estava tudo maravilhoso, nós dois andávamos de bicicleta pelo parque, enquanto fazia um dia de sol, e o céu estava bem azul. Ele me contava sobre sua vida, e nós ríamos bastante juntos, infelizmente aquilo não curou a decepção e raiva que eu sentia do Eddie, talvez nunca curasse, mas melhorou muito. Eu subitamente ouvi meu celular tocando, sem olhar quem era eu peguei e atendi.
– Lilian Grace.- disse uma voz muito familiar.
– O que você quer Eddie? Não tenho tempo agora.
– Eu preciso falar com você, é algo urgente. Talvez eu possa passar em sua casa hoje a noite, irei ser breve.
– E se eu dissesse que nunca mais quero te ver?
– Eu diria que a urgência é muito extrema.
– Tudo bem, pode ser hoje a noite. Mas eu tenho muito o que fazer então você vai ter que ser rápido.
– Te vejo hoje a noite.
Eu desliguei o celular e olhei para o Paul. Ele me encarava com uma certa preocupação no olhar, eu respirei fundo e comecei a dizer:
– O Eddie disse que precisa passar lá em casa hoje, de acordo com ele é de extrema urgência. Não faço ideia do que seja, mas se não for te incomodar eu gostaria que ficasse lá comigo, até ele ir embora. Sei lá, eu só não quero ficar sozinha com ele.
– Sem problemas, deve ser difícil ter que aguentar um cara desses. Mas eu fico com você sim, como eu te disse não tenho planos para hoje.
– Que tal uma corrida?- eu sugeri. Ele sorriu como resposta e então começamos a correr com nossas bicicletas.
– Não é justo...- comecei dizendo, após ele ter me ultrapassado na reta final.
– Não era para ser justo, mas tudo bem. O que você acha de almoçarmos?
– Ótima ideia.
Nós almoçamos em uma lanchonete perto do parque, e foi realmente muito divertido. Eu ria bastante com as piadas idiotas dele, e nós tinhamos bastante coisas em comum. Mas era muito cedo para sequer pensar em qualquer coisa. Passamos o resto da tarde juntos, passeando pelo parque, foi realmente divertido. E quando o Paul olhava para mim, eu sentia alguns arrepios incomuns, não que eu estivesse me apaixonando, seria estranho pensar nisso agora.
Quando estava anoitecendo nós voltamos para meu apartamento. Eu pedi pizza e ficamos vendo mais filmes de terror, enquanto o Eddie não chegava. E no momento mais tenso do filme a campanhia soa.
– Ótima hora para ele chegar.- digo ironizando, é claro- Já volto.
Fui até a porta e abri. Não era o Eddie que estava na minha frente era... Summer Naster! O que aquela vadia ta fazendo na minha casa? Com roupas e maquiagem extremamente exagerados, até mesmo para ela. O que aquela piranha queria aqui? Respirei devagar, não ia perder minha calma na frente dela, era isso o que a vadia queria.
– Summer Naster... Sempre me surpreendendo, cadê o Eddie? Pelo que eu saiba era ele que ia vir, não convidados indesejados como você.
– Bom surgiu alguns planos e ele me pediu para vir, e como eu já tinha outros planos para tratar com você, eu aceitei vir no lugar dele.
– Ta então fala logo o que você quer? Não tenho tempo para você.
– Eu não costumo chegar e falar o que eu vou fazer, eu geralmente chego e faço. Mas quando é para lidar com sonsas e idiotas eu sempre abro excessões. Bom eu vim acabar com você Lilian Grace, você é uma ameaça para o meu futuro e o do Eddie. Bom porque ele está começando a achar que talvez ainda goste de você. Bem isso não vai acontecer se você for morta.
Então ela pegou uma faca de cozinha e apontou para mim. Eu chutei a barriga dela e sai correndo em direção a sala. Olhei desesperada para o Paul, e ele foi até a cozinha e trouxe duas facas.
– Deixa que eu cuido dela.- eu disse.
– Tome cuidado.
Eu voltei para a porta, e é claro ela não estava lá. Mas sua bolsa estava, comecei a olhar ao redor, pensando que ela poderia ter ido embora. Então eu sinto seus dedos frios e finos agarrarem meu pescoço e uma dor aguda atinge meu ombro. Tudo começa a girar e a dor vai aumentando. Mal consigo respirar e quando me vejo estou caída no chão, a minha faca vôou para longe, e com a visão embaçada eu vejo que ela me encarava.
– Pronto vadia, agora você vai ser deixada ai para morrer.- disse Summer com sua voz fina e cheia de ódio.
– Não tão cedo.- eu disse.
Levantei-me e tirei a faca que ela cravou no meu ombro, a dor foi tão aguda que eu quase caí novamente. Mas firmei meus pés no chão e segurei a faca com toda minha força. Depois a cravei na barriga de Summer enquanto ela se virava para sair do apartamento. Ela caiu de joelhos para o chão, respirando com dificuldade, tentando arrancar a faca de sua barriga. Quando conseguiu, caiu deitada no chão, ela me olhou com um olhar de derrota e então eu disse minhas últimas palavras para ela:
– Ding Dong the Bitch is Dead!
Paul correu até mim, e me segurou quando eu estava quase caindo. Ele olhou para o corpo morto de Summer no chão e me segurou com mais força. Eu encarei seus olhos azuis e o formato perfeito de seus lábios e de repente eu o estav beijando, não havia mais a dor no ombro, nem nenhuma preocupação ou arrependimento em minha cabeça. Seus lábios eram suaves e ele me segurava bem perto de seu corpo, ficamos assim eu digamos que por uma eternidade. Até ele encarar a cena de novo e decidir que deveriamos fazer algo.
– É melhor ligarmos para polícia.- eu disse.
– Sim, mas antes você precisa ir ao um médico.
– Eu estou bem.
– Se com isso você quiser dizer sangrando acima do normal, sim você está bem.- eu sorri com algum esforço.
– Bom então vamos ligar para a polícia e para uma âmbulancia.
Depois que ligamos e os policiais chegaram explicamos a situação e eles disseram que ainda teriam que investigar um pouco. Nós fomos para o hospital e eu levei alguns pontos, mas tudo ficou bem depois. Blake ficou comigo até eles me deixarem ir para casa, e enquanto estavamos no hospital Eddie veio me ver.
– Eu soube do que aconteceu. E acho que você está fazendo papel de santa, vocês dois mataram a Summer. E estão tentando mostrar que foi de legitíma defesa. Mas eu não caio nessa, não mesmo. Talvez não seja com a justiça, mas uma hora vocês vão receber o que merecem, e vão mesmo.- depois que Eddie disse isso, ele saiu sem ao menos esperar por uma resposta ou reação nossa.
– Ele é maluco-disse- só não entendo como não percebi antes.
– Bom espero que ele não faça nada, mas talvez a polícia vá investiga-lo, um assassinato é algo bem sério. Mas até lá você pode descansar um pouco, as coisas aconteceram rápido demais.
– Sim aconteceram mesmo. E obrigada por me ajudar e ter ficado comigo, é estranho porque eu te conheci ontem, mas parece que na verdade eu te conheço a anos. De qualquer jeito obrigada.
– Não se preocupe, eu só fiz o que eu achava que deveria fazer, e dessa vez para a garota certa, eu diria.
Eu sorri e fiquei encarando seus lindos olhos azuis escuros, e assim permanecemos durante longos segundos. Eu sabia que ter matado Summer, mesmo que fosse para me proteger, traria muitas consequêcias. Mas esse era um começo de uma nova história, e bom eu teria que vivê-la para saber como é o final.
Fale com o autor