Cruéis Intenções
2 Capítulo II - Mulheres Distintas
Notas iniciais
Gostaria de agradecer aos maravilhosos reviews do primeiro capitulo. Vcs são demais.
Boa leitura.
Era inicio da primavera quando de Srta. Martinez Lourdes passou a ser Sra. Isbell. Foi o momento mais feliz da vida do pastor Alejandro encaminhava sua filha para uma vida boa e cheia de conforto. Era isso que o pastor via ao casar sua filha com Jeffrey.
William imaginou que em sua vida jamais fosse ser vitima de um incômodo no coração ao ver a noiva tão magnífica entrando na igreja para os braços de seu melhor amigo. Aquele era um dos momentos da vida que ele não gostava. Quando seus amigos ficavam melhor que ele, não que fosse invejoso, mas parecia que só ele afundava. Este fato também só concretizou que não teria mais seu companheiro de farra junto, já não tinha desde que ele começou a namorar a filha do pastor.
Ele se questionava se o que sentia pela filha do pastor era ou não algum tipo de atração mal curada, ou se estava com inveja de Jeffrey. Acho que inveja se aplicaria melhor ao tema ele concordou consigo. A festa também foi a parte da tortura mental de William, mas ele não estava com a mente propriamente na festa. Um pensamento sem vergonha lhe atingia e ele se permitia imaginar o que aconteceria nas núpcias. Não o ato, mas seria ela pura? Provavelmente, ele tinha uma quase certeza. O modo como Lourdes se comportava, quase uma criança. Ele nunca tinha experimentado uma virgem, todas garotas que saia eram experientes.
Jeffrey estava exultante com o casamento, mas o que mais queria era a tão sonhada noite. Um ano e meio sufocado dentro das calças apenas com a ajuda das mãos estava o matando. A vida de farra tinha acabado completamente e família lhe parecia uma opção maravilhosa. Podia parecer loucura, mas ele não achava tão interessante sair por aí dormindo com as menininhas da cidade.
Há algumas semanas antes do casamento o pastor tinha tentando explicar a filha o que acontecia logo após o casamento. Foi uma cena constrangedora para ambos, mas depois da conversa ela tinha uma pequena noção. Isso a fazia ficar apavorada. Lourdes não tinha amigas, então somente teve uma rápida visão masculina sobre a noite de núpcias.
A festa tinha sido maravilhosa, a cidade inteira tinha comparecido. A família de Jeffrey era muito respeitada e conhecida. Varias garotas choraram no casamento, não porque era propriamente um casamento, mas sim porque um dos melhores partidos da cidade tinha casado.
O momento tinha chegado. Os dois sozinhos no escuro. O momento foi uma das experiências mais fantásticas da vida de Lourdes e Jeffrey. Agora eles conheciam o amor pleno. Eram de longe o casal mais bonito e comentado da cidade. A cada dia Lourdes parecia mais bonita e mais parecida com a mãe. Esta ultima que a doce menina agora mulher não chegou a conhecer muito, mas que seu pai guardava fotos.
Sozinho o pastor Martinez não via muitos motivos para não se deixar afogar em nostalgia. Lembrava com freqüência da mulher ao olhar a filha, agora casada, e fantasmas do passado o assustavam. O modo como sua mulher foi morta nunca lhe saiu da mente. Era horrível.
- Preciso arrumar distração. – O pastor mirou a garrafa com conteúdo alcoólico e bebeu uma grande dose.
Lourdes estava animada para fazer compras naquela tarde com Jeffrey. Então atendeu a porta achando que fosse ele.
- Sr. Bailey! – Ela estava um tanto espantada por William estar na porta da casa dela. Afinal já fazia um tempo depois do casamento que William não via Jeffrey. – Meu marido já esta chegando, entre. Sente – se tome um chá. – Não era correto uma mulher casada ficar a sós com outro homem, mas Jeffrey confiava muito em William. E pelo que seu marido falava, ela deduziu que poderia confiar.
Há algum tempo Lourdes sofria dores de cabeça muito fortes. Desta vez ela tinha quebrado o bule de chá enquanto ia servir na xícara. William ficou assustado e a segurou antes que ela caísse no chão. Mas depois do quase desmaio o brilho nos olhos dela era outro. Era algo mais feroz e avassalador o que fez com que William aproximasse os rostos com curiosidade, um beijo foi o que Lourdes arrancou dele nessa aproximação. Foi um ato impensado e inapropriado, mas enquanto William a beijava, ele percebia que era como se a verdadeira Lourdes não estivesse ali. Não aquela doce Lourdes que ele viu namorar Jeffrey. Não a moça inocente e recatada.
- Não podemos. – Ele largou a pobre moça no chão. Saiu com a cabeça confusa. Ele não conseguia entender a mente da moça. Nem William, nem Lourdes sabiam, mas aquele era um dos primeiros episódios de dupla personalidade da moça.
Nem mesmo o pai da moça sabia, mas ela sofria essas constantes dores de cabeça, o acontecimento mais grave tinha sido o beijo em William, mas a verdadeira Lourdes não se recordava do episodio. Era sempre assim dores, escuro e depois conseqüências.
Notas finais
Tô agarrada no proximo capitulo a coisa tá louca lá. Poxa eu queria dizer paara quem nao deixou review só pq eu posto uma vez por semana, infelizmente eu nao posso fazer como alguns autores e postar todos os dias, pq eu estudo muiiito msm. Agradeço a compreensão.
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