Cruel Fairy Tale

10 Capítulo 9 - O que você fez?


Notas iniciais
Estou cheia de inspiração e quem me conhece sabe que pode ser coisas bombásticas que pode vim kakaka Eu li o capítulo da Yo Mismo, como todos vocês e quase ao mesmo tempo que vocês rs Devo dizer que ela é uma fonte de ideias pra mim, fala sério, eu tenho mais um motivo para amar a Yo. Bom, o cap de hoje ficou longo, então se arrumem aí na cadeira e boa leitura!

– Onde diabos você se meteu? Que porra, Fred. — Sam falou gritando comigo assim que entrei na recepção do hotel de classe média, em Las Vegas.

Minha cabeça ainda latejava com as últimas horas, e infelizmente não era somente a minha cabeça que estava doendo mas também um corte na minha barriga. Todos pareciam assustados assim que analisaram-me, e eu não acho que esteja apresentando um dos melhores visuais no momento. Talvez meus olhos ainda estejam ardendo em fogo, e a minha expressão esteja mais dura do que imagino.

Encarei a minha irmã que no mesmo instante deixou cair lágrimas dos olhos, ela tentou balbuciar alguma coisa. Depois de segundos, desistiu. Samantha parecia um pouco chocada e preocupada, mas eu não dei a mínima atenção. Gibby tentou me agarrar, talvez para me sentar ou tentar me tirar da posição de defensiva em que estava. Mas tudo que ele recebeu foi um forte empurrão. Spencer me olhava pálido, e um pouco longe dos outros, mantinha um celular no ouvido. Não dei o mínimo de trabalho para procurar e ver a expressão de Paul.

Claro... Spencer deve estar falando com o Meião, arranjando uma forma de me achar como se eu fosse uma criança completamente indefesa ou pior, deve estar avisando para a minha Mãe. Ela viria correndo com a tropa de fantoches que tem, me repreenderia e depois mandaria apagar todos os meus rastros em Las Vegas.

Não bastou ontem ter sido um fracasso ao tentar reencontrar os irmãos da Sam (Um dia relativamente ruim). Mas pra mim nada se compara do que vi e passei hoje. Nada se compara o ódio que está ardendo em mim e me fazendo ser uma péssima pessoa. A verdade é que até agora parece surreal o que vi e o que escutei.

Ignorei completamente todos ali e andei o mais rápido possível até Spencer. Sem pedir licença ou falar algo, apanhei o celular dele. Percebi que era o celular profissional que ele usava e sorri com destreza.

– Espere na linha. — Falei firme e alto suficiente para que todos ali escutassem.

– O Senhor não pode entrar para os quartos. Irei chamar a polícia. — O gerente daquele simples lugar me puxou pelo o braço e fez uma cara carrancuda. Ele me olhava como se eu fosse do gueto, um assassino ou um criminoso que fora atacado pela polícia. Idiota. Talvez ele não saiba quem sou, pois se soubesse nunca falaria dessa forma comigo. Eu me soltei de imediato e o olhei com desprezo. Mas meu olhar caiu para Sam, segundos depois.

– Isso é culpa sua. Isso jamais aconteceria em um hotel cheio de estrelas, Sam. Você e suas ideias absurdas. — Eu falei alto e me virei para o homem.

– Tente me impedir e nunca mais terá um emprego sequer nessa vida. — Grunhi com puro ódio e subi as escadas para o meu quarto ali.

Ninguém me impediu, mas das escadas pude ver o olhar de decepção de Sam. Ela deve odiar ricos ou deve ter odiado a minha atitude de segundos atrás. Eu tranquei a porta fortemente, e me olhei no espelho.

Meu olho direito estava arroxeado, estou sujo como um mendigo, com cortes superficiais e um grande corte na barriga. Minhas mãos ainda estão sujas com sangue do homem e meus lábios rachados. Mas nada está pior do que meu coração e minha alma nesse momento.

O que você fez?– Ouvi a voz de Meião do outro lado da linha, assim que coloquei o celular no ouvido.

– Veja como está um homem que entrou na emergência no Hospital Monte Vista.

Qual foi o horário que ele entrou?– Meião perguntou profissionalmente.

– Faz quarenta minutos. — Eu respondi e minha cabeça começou a doer mais.

O que você fez com ele?– Ele me perguntou em um tom preocupado depois de cinco minutos de espera na linha.

– ... Eu... Eu acho que queria matá-lo. — Falei com voz amargurada e ouvi a risada forçada do Meião.

– Desgraçado. Você me prometeu que não ia perder a porra da cabeça nunca mais! Esqueceu como a Liz se encontra hoje por sua causa? Vou ter que providenciar uma cola super bonder pro cassete que você chama de cerébro. Menino insolente! — Ele vociferou muito irritado. — Espere cinco minutos na linha.

Eu olhei para as minhas mãos com sangue e lembrei do que fiz com Liz.

E por vezes quero ser somente o herói...

Então porque eu sempre acabo virando o vilão no final da história?

Um dia e seis horas antes

– Faz duas horas que estavam andando atrás da casa. Não é melhor voltarmos e pegar a minivan? — Perguntei para a Sam que sorriu de leve e olhou mais uma vez ao redor.

– Acho que não é preciso, pois estamos perto. E acho que se voltarmos a minivan não estara lá... Vamos ver meus irmãos logo... — Sam informou e apontou para uma escola próxima. — Eles estudam ali, Colégio Dandero Elementary. Duas ruas nesse mesmo caminho e chegaremos na casa onde meus irmãos mais novos estão.

– Duas ruas? — Charlie falou choramigando ao meu lado. — Não basta termos ficado naquele hotel barato... Vocês ainda me fazem estragar meu salto da Channel.

Eu ri pelo drama da minha irmã, e Sam revirou os olhos.

– Porque não foi com os meninos? — Sam perguntou a minha irmã. — Você é tão boa em compras...

– Eu queria vê-los com vocês. Eu amo reencontros na tevê! É emocionante! Claro que não ia perder ver um drama desse pessoalmente. — Charlie falou séria e provocou uma risada em Sam.

– Suporte mais um pouco, Char. Eu disse que não estamos longe! — Sam falou como se quisesse confortá-la.

– Fred me levara nos braços na volta. Assim estarei descanda para rir do que os meninos irão comprar para os seus irmãos. — Ela respondeu divertida e incapaz de acreditar que Spencer, Gibby e Colin, comprariam presentes de bom gosto.

Chegamos na rua indicada por Sam, e acho que ela reconheceu a casa pois saiu correndo. Eu andei de pressa para acompanhar em que casa ela entraria, e também porque não queria perder o momento de vê-la se reencontrar com as crianças. Mas somente encontrei Sam com um olhar intrigado por ver restos de fitas amarelas do FBI perto da casa.

Não deu tempo de comentar nada com ela, pois a loira já estava arrombando a porta da casa. Algo que foi demais, isso me fez lembrar que ela é uma policial. Eu me rendi em ficar do lado de fora da casa, e me encostei no muro. Charlie vinha andando mais devagar ainda, e parecia realmente cansada. Minha pobre irmã precisa andar mais a pé e menos de carro.

– Lara! Tomas! Sophie! — Ouvi a voz de Sam aos berros e mais barulho dentro da casa. Ela deve estar derrubando mais portas...

Talvez as crianças tenham se mudado com o tutor. Isso é o mais confiante que pude pensar. Esperei até a loira sair da casa com a expressão fechada e preocupada, ela me olhou como se pedisse desculpas por eu ter vindo. Até pude ouvir um "Foi perda de tempo você me acompanhar, seu besta. Eu avisei." quando ela me olhou novamente, mas logo esse olhar mudou e ela respirou fundo.

– Eles não estão. — Eu falei afirmadamente e ela me encarou.

– Sério, Fred?- Ela falou com a voz um pouca pesada.

– Eles devem ter se mudado. — Eu falei ignorando o que ela tinha falado.

–Impossível. — Ela resmungou.

Uma pessoa gritou muito alto, e eu olhei direto na direção da Charlie. Felizmente ela estava com uma expressão estranha quando eu percebi o porquê. Uma mulher alta, magrinha e de olhos extremamente negros estavam surpresos ao olhar na nossa direção. Essa mulher tem o rosto fino, e o nariz pequeno, parece estar na casa dos cinquenta. As rugas em sua expressão assustada denunciava a sua idade.

– Dona Olívia. — Sam falou com um pequeno sorriso e a mulher a olhou como se estivesse se deparando com um fantasma.

– Sai daqui Satanás! — Exclamou ela roendo as unhas. — Você está morta. Como é possível?

– Eu não estou morta. — Sam falou sem paciência.

– É claro que está. Richard confirmou isso e toda a vizinhança foi no funeral à três meses atrás. — Ela falou alto e ainda aterrorizada passou a mão no vestido que ia até os pés. Como se ajeitasse para correr pela própria sobrevivência.

– Pegaram a pessoa errada. — Sam falou baixo quando viu Charlie se aproximar um pouco mais..

– Tinha seu rosto. — Ela disse começando a chorar. — Foi você que veio visitar Richard uma semana atrás, não foi fantasma? Quer levar minha alma também agora.

– Eu vim... E fiz o que? — Sam perguntou interessada.

– Você o matou na frente das podres crianças... — A mulher falou com uma carranca. — Eu vi uma semana atrás uma mulher loira de cabelos longos entrar nessa casa e pela manhã encontraram o corpo de Richard sem vida.

Sam ficou quieta e parecia estar absorvendo aquela informação.

– Por favor... Não me leve também... — Chorou a mulher em desespero.

– Eu não te levarei. — Sam falou calmamente. — Juro não vou te levar, mas me contar onde estão as crianças.

A mulher calou o choro e olhou para Sam. Olívia tentou tocá-la, mas Sam se desviou rapidamente... Acho que ela estava gostando de tirar informações da mulher mesmo como se fosse vista morta ainda.

– Fala, ou mato você. — Sam gritou e deu um pulo pra frente. Fez a mulher cair no chão, e gritar.

– Eles foram levados pelos assistentes sociais, mas fiquei sabendo hoje que a noiva do prefeito de Seattle adotou uma das garotas... — A mulher falou rapidamente e a boca de Sam caiu.

– Adotou quem? — Eu perguntei curioso.

– A noiva do prefeito McGinn adotou a Lara Black. Ela escolheu a mais nova... Já que Lara tem sete anos... — Olívia falou pausadamente e Sam sentiu os olhos em fúria. Ela saiu dali quase correndo. E tinha sido nesse momento que a Charlie nos alcançou.

– Ei! Vocês... Me esperem. — Charlie pediu aos gritos quando me viu correr atrás da Sam.

– Corre descalça. — Eu gritei para ela, e minha irmã me olhou como se eu estivesse relatando um crime.

– Sam — Chamei baixo depois de um tempo, ela parou na esquina da rua.

– Aquela desgraçada! — Ela gritou com fúria e passou a mão na testa.

– Primeiro, se acalma... E depois me explica porque a Pam adotou uma irmã sua. — Eu falei. Havia dias que sentia que ela estava me privando de algumas informações. Eu sei que ela não está me contando tudo, talvez porque não queira me meter nos seus problemas. Mas o fato é que problemas ela tinha, eu sabia e ela também sabia, apesar de parecer não entender tudo. Apesar de tudo aparentar perigo.

– Pam é minha mãe biologica. Pensei ter contado... — Ela se resumiu nisso. — Aquela vaca vai me pagar quando eu pisar os pés em Seattle. Eu vou pegar minha irmã de volta, e todos eles. Mas parece que preciso provar que estou viva primeiro.

– Oh. — Foi tudo que eu tive para falar.

– Porque ela adotou uma das crianças? Será que ela quer me meter medo? Foi esse monstro que realmente me teve em seu ventre? Porque ela mandou matar o Richard? É ela que é a minha desgraça? — Ela começou a perguntar indignada.

– Você terá as respostas, Sam. Claro se realmente se acalmar. — Eu falei tentando acalmá-la ao falar para ela se acalmar. Foi inultimente a minha tentativa.

– Cala a boca. — Ela mandou com enorme raiva ainda. Sam respirou fundo, e pude chegar a conclusão que eu não sabia acalmar alguém. Acho que ficarei melhor calado. Aliás, se a Sam é a filha da Pamela Puckett, há mais coisas para se descobrir. Muito mais coisas... Essa mulher não me parecia ser boa e agora já penso que ela deve ser podre... Mas... Porque a minha mãe é tão amiga dela agora? Terei que afastá-la da minha mãe, já basta o veneno que ela já tem. Já pensou o veneno de Mamãe com o de Pamela? Isso não parece certo. Algo está muito estranho.

Ela respirou fundo de novo e parecer estar batendo um papo com ela mesma. Ficamos naquela esquina por um tempo, esperando que Charlie conseguisse nos alcançar e com esperança do sangue de Sam parar de ferver. Podia-se ver o ódio nela.

– Agora eu vou parar de brincar de pega pega com vocês. — Charlie falou irritada e com os sapatos pretos nas mãos.

– Você melhore essa cara e prepare-se pra me contar porque aquela mulher disse que você estava morta. — Charlie falou apontando para Sam.

– E você se abaixe, vou nas suas costas enquanto escuto a história da Sam. — Minha irmã falou nervosa e eu assenti com um sorriso.

Sam olhou pra mim como se não quisesse contar aquelas coisas. Eu simplesmente sorri, esperando que assim desse um pouco de confiança a ela.

Manhã de um novo dia

– Onde você está indo tão cedo? — Ouvi a voz de Sam e olhei para a recepção do hotel de classe média.

– Estou indo encher o tanque, ou esqueceu que ontem Gibby, Spencer e Paul, esgotaram o tanque quando foram dar uma volta na cidade sem a gente? — Eu a lembrei desse fato.

– Eles foram comprar os presentes para os meus irmãos mais novos! Você sabe disso. — Ela falou se aproximando de mim sorrindo.

– Claro. Tanto é que voltaram com tudo, menos presentes de verdade para três crianças. — Eu falei entrando na discurssão.

– Tomas e Sophie não iriam gostar de ver você os chamando de criança. — Ela me informou divertida.

– Não são crianças?

– Tomas já está um adolescente e Sophie está entrando na adolescência. — Sam explicou. — Quando eu tinha nove anos já odiava ser chamada de criança.

– Você parece durona, então já devia ter sido o terror com nove anos. — Eu ri.

– Pelo menos pregava peças em alguns alunos. E você com nove deve ter sido o mais bullinado da turma. — Ela falou rindo. — Agradeça por não ter me conhecido naquela época.

– Porque?

– Nem queira saber. — Ela disse divertida.

– Então... Bom café da manhã. — Falei e me virei para andar.

– Volte logo! Precisamos pegar a estrada às nove horas da manhã. — Eu acenei com a mão e fui pegar a minivan.

Eu realmente tenho tempo suficiente para tomar café e abastecer o veículo. Porque faltam quatro horas até o horário combinado. Tive que abastecer em um posto no Setor Ridgeville, onde ficava a antiga casa de Sam e seus irmãos na rua Dr. Peterson, e tive que subir duas ruas acima. Esperei que o posto terminasse de abrir para me atender, e demorei cerca de dez minutos para deixar a minivan abastecida e revisada.

Conhecia o lugar, pois vim aqui sozinho várias vezes com Carly. Ela sempre adorou Las Vegas, apesar de eu nunca achar ser o estilo dela. Lembro-me do dia que ela disse me amar pela primeira vez, que foi em um café em frente ao posto que estou. Ela estava tão linda nesse dia, com a pele mais bronzeada do que o normal e parecia tão feliz. Eu me recorda da tonalidade do vestido azul que ela usava, era quase branco e tinha renda no busto. Lembro de Carly todos os dias, me recordo dela sempre e a cada dia acordo querendo que ela volte. Mas nos últimos dias não tenho me sentido assim... Será que depois de dois anos, finalmente aprendi a me libertar desse peso?

Na verdade não tenho esse mérito todo, afinal se não fosse por Sam não teria começado a melhorar. Tudo o que sempre ouvi foi que eu não tinha cura e pra sempre precisaria ter cuidados. Minha mãe foi a que mais me convenceu de que eu realmente estava doente, quando a mesma ficou sabendo do diagnóstico. Antes, eu não era tão passível com as decisões dela ou as conclusões do meu pai. Na realidade eu somente mantinha a melhor imagem de filho para toda a sociedade, mas em casa eu era diferente. Revoltei-me com meus pais por causa de Carly, sai de casa e quase prejudiquei a imagem da minha família.

Eu me lembro da minha mãe me ameaçando de forma perigosa, pela primeira vez, quando eu tinha marcado uma entrevista com uma revista de fofoca famosa para contar o que a família Benson era na verdade. Iria contar os podres que hoje finjo não ver, e quebrar talvez toda a nossa estrutura familiar. Seria um escândalo que prejudicaria a todos da família, principalmente a mim. Eu não o fiz, porque a minha doce mãe ameaçou a vida de alguém que Carly amava tanto. Ela faria tudo por aquela criança... Mesmo que criança nunca se lembrasse de sua existência... Mesmo que aquela criança não tivesse o sangue dos Shay... Carly ainda o amava, e sempre dizia que faria tudo para descobrir onde ele estava. Aquela criança perdida, e que Meião o achou para minha mãe... Mas que nunca o achou para mim.

Depois que tive a decepção de ser um doente, mesmo na minha posição social, me tornei passível a tudo. Nada me importou mais do que alinhar os objetos na minha mesa ou limpar minha própria casa quantas vezes fosse necessário. Nada era melhor do que deixar o ambiente mais claro e mais espaçoso. Nada era melhor do que tomar litros de café e não pensar no que fazer. E nada me fazia mais vivo do que nostalgicamente separar a roupa dela... Eu poderia ter procurado por ela, mas minha mãe me fez sentir pior. Sempre que estou pior nada se torna melhor do que sofrer de TOC e viver apenas por ver os outros viverem.

O que simplesmente se tornou ruim quando estou perto de Sam. Ela parece não esperar coisas normais de mim e apesar da ideia ser do Dr. Carol, ela quer me curar. Acho que se Carly estive aqui, não procuraria minha cura... Pois ela não hesitou em apoiar minha mãe quando decidiram que seria melhor eu abandonar a faculdade de astronomia. A Sam não tem frescuras com nada, parece realmente do gueto. Ela não tem medo do que minha mãe e Pam podem fazer, pelo menos não deixa transparecer o medo. Ela parece revoltada com a situação que vem se desenrolando. Eu tenho certeza que se fosse com Carly, ela se esconderia. Mas no entanto, Sam não tem o que a Carly tinha. Sam não precisa de mim pra se proteger, só precisou da minha casa e do meu apoio. Ela não parece se importa tanto comigo, e hesita quando sem perceber eu me aproximo. Certamente ela não está acostumada com esse tipo de aproximação, pelo que entendi. Ela não quer que eu me apaixone por ela, mas eu sinto que realmente não estou. Eu gosto de Sam, mas ela não é acessível ao meu coração. Ela não é pra mim, e deixou claro por ficar nervosa quando pensou que eu estaria apaixonado por ela. Certamente estava pensando em como me dar um fora... Como se precisasse realmente...

Não que eu pense seriamente em começar algo com ela... Só quis ser legal... Como era legal com Carly no início... Porque acho que o que realmente preciso é alguém como a Sam... Mesmo se for como amiga... Ou médica particular...

Eu tomei o último gole de café saboreando e imaginei como seria engraçado se Sam me pegasse pulando as ordens dela agora. Olhei para o lado de fora e percebi o sol mais quente. Uma garota morena passou no meu campo de visão e observei ela andar até sumir da minha visão. Eu posso jurar que estou louco neste exato momento, mas esse andar, essa face lateral e os cabelos tão negros... Não... Não pode ser...

Paguei o café rapidamente e corri para fora do estabelecimento. Então pude enxergar melhor a garota andando a uma distância considerava, ela usa saltos azuis e um vestido branco simples. Parece entretida ao celular e isso foi bom pra mim... Aquele celular não se parecia com o celular de antigamente. Claro se for quem estou pensando. Certamente não é. Eu vi o vídeo naquele cativeiro... Ouvi os tiros... Os gritos dela... Eu vi a imagem da cabeça e mãos dela... Eu vi seu rosto ensanguentado e seus cabelos espalhados por um sujo chão... E seus olhos negros se fechando lentamente... Eu vi esse maldito vídeo um milhão de vezes, no mínimo... Nos minutos seguintes o peito dela não subia ou descia, indicou pra mim que não respirava mais... Eu vi até um homem arrastá-la pelas mãos e o vídeo se encerrar com o chão sujo, e os rastros do corpo de Carly que estavam lá.

Não é ela.

Não pode ser ela, pois eu a vi morrer no vídeo.

Uma pessoa viva não ficaria sem respirar por vinte minutos. Isso me dava certeza que ela estava morta...

Não. Essa mulher, quem quer que seja não é a Carly Shay.

Passei as mãos pelas minhas têmporas e tentei me acalmar. Continuei seguindo a mulher até ela virar outra esquina, eu pude escutar o tom de sua voz, mas não entendi o que dizia. Mesmo o tom da sua vez me fez perder toda a minha linha de pensamentos... Aquele tom de voz... Eu estava ouvindo o resquício de voz que queria ouvir?! Então parte de mim realmente quer que seja ela. Se não for serei somente um louco atrás de um rabo de saia...

A mulher parou e eu fiquei atrás do muro da esquina. Ela podia virar o rosto. Podia falar alto. Ela podia topar comigo. Eu precisava ver seu rosto. Isso é tudo que precisava.

– Não, Marisa. — A morena falou alto suficiente pra mim ouvir.

Marisa? Minha mãe? Seria ela mesmo a Carly?

– Eu não posso simplesmente sair de Las Vegas a essa altura. Finalmente encontrei um emprego em que o meu dono concorda e agora eu posso adotar quem eu quero... Meu dono prometeu isso...- Ela falou um pouco alterada. Fiquei quieto e minha atenção foi toda em suas palavras... Naquelas voz que eu temia ser a voz que conhecia tanto...

– Se seu filho esta aqui, dificilmente ira me encontrar. Estou na classe média, e Fredward nunca iria pisar um pé aqui... — Ela fez uma pausa. — Não me importa se você não achou o cadastro dele, Marisa. Eu não tenho nada haver com isso. Eu só quero que Pamela me ajude a adotar o menino... Assim como ela adotou o seu querido neto...

Ela fez uma pausa e se virou para a loja que estava no seu lado.

– O que quer que eu faça? Você me tirou tudo por conta desse segredo... Seria uma pena se Liz saísse do coma e abrisse a boca... Fred se assustaria com isso...

– Hmmm. — Ela falou enquanto escutava.

– Eu não me chamo mais Carly, então me poupe. Você mesma disse que ele se esqueceu de mim no primeiro mês... — Ela forçou a voz. — ... Então não deveria se preocupar se ele topar comigo...

– Marisa, por sua causa agora eu tenho um dono. Então não me perturbe para falhar sobre seu filho... — Ela falou apreensiva e pausou — O meu homem não irá gostar disso...

Eu a vi desligar o celular e seguir em frente na sua caminhada. Minha boca estava aberta e eu simplesmente não consegui processar aquilo de imediato. A morena andava em curtos passos e eu decidi chamá-la... Caso fosse ela... Caso eu não estivesse alucinando...

– Carly! — Gritei o mais alto que pude e para a perca total do meu juízo, ela se virou.

A boca dela abriu na mesma hora que seus olhos negros se arregalaram. O seu rosto... Puta merda... Era a Carly... A minha Carly... Puta que... Passei as mãos pelos meus cabelos e fechei o meu punho fortemente. Eu estava louco? Era isso? Carly esta viva? Oh. Aqueles olhos eu reconheceria em qualquer lugar. Minha visão embaçou, talvez eu estivesse chorando de raiva, de indignação, de desespero, de amor, de dor, de... Decepção.

Com a minha visão embaçada eu a vi correr. Como diabos ela pode correr? Como diabos ela se atreve a fugir? Passei as mãos pelos meus olhos e corri atrás daquela mulher. Mesmo vendo com meus próprios olhos que tudo nessa mulher é igual a Carly, só acreditaria quando ela estivesse nos meus braços e seu rosto sendo aparados por minhas mãos. Fantasmas, pelo que sei, não são tocados assim.

Na escola, eu era atleta. Então mesmo nesse momento eu iria alcançar o alvo e me conter em pegar a porra do meu prêmio que estava morta até segundos atrás pra mim.

Não demorou muito para eu alcançá-la em um beco sem saída. Não me contive em jogar aquele frágil corpo pós-morte em uma daquelas paredes úmidas. Ela não gritou somente me olhou nos olhos e eu pude ter certeza. Essa realmente é a Carly. Apertei uma das minhas mãos em sua mandíbula e ela franziu as sobrancelhas. Somente então pude observar os detalhes de seu corpo, ela estava com algumas marcas roxas na curva do pescoço e seus olhos tinham um brilho diferente. Um brilho sem paixão ou paz.

– Carly... — Falei baixo demais.

– Fred... — Ela respondeu com dificuldade. — Não vai me machucar, vai? Mesmo se me machucar, não vou gritar. Estou acostumada a...

Eu a soltei e ela pareceu sorrir. Mas me olhava preocupada.

– Você estava morta... Como... Porque... Onde... Desde quando anda por aí viva? Saiu de uma clínica hoje? Porque não me ligou? Porque não foi me procurar? Porque... — Perdi minha voz e passei a mão no meu rosto impaciente. Meus olhos ardiam.

– Você está... Está.. Você só está alucinando. — Ela me olhou esperançosa e eu ri nervosamente.

– Pensa que sou idiota?

– Pensei que me receberia com abraços e beijos. Mas você está violentamente nervoso. — Ela falou e olhou para a saída do beco sem saída. — Eu tenho pavor a violência agora...

– Porque não me ligou? — Perguntei. — Está sem memória?

Minhas perguntas eram urgentes. Se Carly estivesse sem memória eu poderia suportar vê-la viva e tão bem. Mas ela não parecia sem memória. Ela me reconheceu. Tanto que esperou que eu a abraçasse e a beijasse.

– Fred... Você não pode contar a ninguém que me viu... Se você contar vai me prejudicar e ainda pode morrer... — Isso foi tudo que ela disse. Seus primeiros passos foi para sair dali, mas eu a impedi. Segurei seu braço com força desnecessária e ela me olhou assustada. Quase apavorada.

– Eu mereço que me responda. Como pode querer ir embora depois de me ver? O que aconteceu? Você espera que eu te deixe ir? — Perguntei incrédulo.

– Eu simulei aquilo pois queria estar com outra pessoa e é claro que tenho que ir... Estou com alguém Fred e meu segurança deve estar me procurando agora...- Ela disse baixo e me olhou com pena.

Ela acha que acreditaria naquilo? Como ela poderia ter segurança? Até suas roupas pareciam de segunda mão.

– Eu te vi morrer por um vídeo, porra. Se você quisesse ficar com outra pessoa era só ter dito. — Eu berrei. — Não acredito nessa palhaçada.

– Fredward... — Ela falou carinhosamente.

– A quanto tempo está bem e viva? Um mês? Um ano? Seis meses? — Perguntei ansiosamente, e ela respirou fundo em resposta.

– Estou bem e viva por todo esse tempo, Fred.

Apertei com mais força o braço dela e a ouvi gemer de dor. Ela estava querendo me dizer que passei dois anos sofrendo, sentindo saudades e mantendo a imagem dela intacta por nada? Enquanto sofri, ela estava viva? Porque?

– Porque não me ligou? — Perguntei grosso enquanto lágrimas desciam dos meus olhos.

– Eu nunca te amei. Porque ligaria? — Sua voz cortou minha alma, mas não parecia verdade. Como ela podia não me amar?

– Você aceitou ser minha esposa... Então por não me amar me fez acreditar na porra da sua morte? — Perguntei com dentes cerrados e vociferei: — Vadia Louca!

Assisti lágrimas descerem dos olhos dela, mas sua pose e sua expressão de pena não caiu.

– Quem é você? — Um berro de homem veio da saída do beco. Mas eu não olhei.

– Carly, você sabe o quanto sofri? — Eu a perguntei em voz alta.

– Quem é Carly? — O homem pareceu mais próximo, e não parecia perguntar para mim.

– Eu não sei! Este homem é louco e está me machucando. Você sabe que meu amor presa por minha segurança... Ele não ficara feliz quando ver que você deixou outro homem me tocar... — Ela gemeu de dor depois de reclamar e eu a soltei a derrubando no chão.

Olhei para o dono da voz. Um completo armário. Alto, musculoso e aparentemente forte. Mais do que o cara que queria trepar com Sam, o tal de Zeus. Esse era maior, com ar de violência e parecia putamente irritado.

– Ninguém mexe com a Savannah do meu chefe. Entendeu mocinha? — Ele cuspiu as palavras e pareceu pronto para me bater. Atrás dele, Carly se recompunha e me olhou com mais pena.

– Desculpe, Leão. — Ela disse quase inaudível e parecia se entristecer pela situação que criou para mim. Porém eu entendi que aquilo quer dizer que ela poderia me amar... Ou somente estava brincando comigo da mesma forma que brincou em todos esses dois anos falsos de sua morte...

O homem acertou um soco no meu olho e vinha pra cima, acabar comigo. Era isso? Iria para o hospital por causa de um merda? Era esse homem que Carly queria ficar? Não parece, mas eu mandarei uma mensagem para o chefe dele. Esse é o desgraçado que quer fazer o trabalho sujo do homem da Carly? A raiva atingiu meu corpo, parecia que minhas veias pegavam fogo,e eu tive a certeza que não iria para o hospital sozinho.

Passaram-se muito tempo até quando eu consegui o deixar inconsciente. Eu estava ruim e Carly assistia a briga assustada, mas não tentou me parar ou pará-lo. Ele me fez um corte enorme na barriga, e eu já estava sem camisa. Não tenho o físico dele, mas acabei por fim o colocando no chão. Eu ainda estou enfurecido.

– Chega. — Carly falou séria e eu esmurrei mais uma vez o rosto dele.

Eu não dei atenção ao que ela falou e a mesma segurou meu pulso no ar quando iria depositar mais um soco no nariz quebrado dele.

– Eu disse chega. — Ela falou mais alto. — Ou quer tentar matá-lo como tentou matar a Liz?

" Os cabelos dourados de Liz estavam manchados do sangue da Carly. Seus cabelos sempre foram grandes, e hoje em dia paravam um pouco acima da bunda. Os olhos dela queimavam, por eu ter tentado salvar a todos, como se eu fosse um herói. Ela deixou o corpo de Carly ali na areia da praia e olhou para todos que estavam na mesa grande e farta de comida. Sua arma estava apontada pra mim, e eu estava apontando-lhe uma arma também. Ninguém se movia, pois Liz não estava somente com uma arma. Sua mão direita segurava uma arma e apontava pra mim. A mão esquerda apontava para a mesa. Assim todos ficavam assustados.

– Você não precisa fazer isso. — Eu lhe disse tentando acalmá-la. Pois estava preocupada com o tiro que Carly acabou de levar.

– Eu só quero que a sua mãe me devolva nossa filha. — Ela disse gritando.

Como seria possível termos uma filha? Liz realmente estava louca...

– Você nem ao menos esteve grávida. — Eu falei. — Não tem porque tentar matar todo mundo. Você quer uma filha minha? Eu te darei... É só abaixar a arma...

– Eu estive grávida sim... — Ela falou com lágrimas nos olhos. — Marisa me escondeu no interior por sete meses, até nossa Anne nascer. Fredward... Eu quero a minha filha de volta... Foi um erro confiar na sua mãe, pois ela deu nossa filha para uma mulher cheia de crianças. Ela deu nossa filha para uma fugitiva. Você entende?! Eu não posso deixar minha filha viver fugindo da polícia e comendo restos... Eu quero a nossa filha!

– Nós nunca... — Eu não terminei. Seria mentira dizer que eu nunca fiz amor com Liz.

– Nós sim, Fredward. Perdemos um com o outro. — Ela falou com um sorriso meigo. — Eu engravidei de você depois daquilo... Lembra-se como fomos inconsequentes naquele final de semana?

– Ela está desequilibrada, filho. Não acredite em um mulher louca... Ou se esqueceu que ela tentou matar Charlie?! — Minha mãe falou sabiamente e foi como eu voltasse ao meu juízo.

Liz mirou a arma para a cabeça da minha noiva e eu me desesperei internamente. Eu não podia perdê-la.

– Fale a verdade, Carly. — Ela pediu. — Você sabe que Marisa está mentindo. Você sabe disso! Sabe que ela está com a minha filha. Filha minha e de Fred. Fale... Por favor... Fale ou morre.

Mas Carly nada disse, e antes de Liz acertar minha noiva... Eu acertei uma bala em seu peito... Mas estava com tanta raiva de tudo que ela fez que uma bala não foi suficiente para suprir meu ódio..."

Eu parei e me sentei perto do corpo. Carly verificou se ele ainda estava vivo ao ver a pulsação e fez cara feia pra mim.

– O que foi?

– Ele está com a pulsação fraca, está escuro e vou ligar para a ambulância. — Ela falou e somente então eu percebi que já havia anoitecido. Eu estou exausto. Cada parte do meu corpo dói e minha cabeça pulsa. Eu a observei ligar para a emergência de um hospital... Enquanto ela falava uma história de mentirinha, olhei para minhas mãos, banhadas de sangue e machucadas.

– Liz conseguiu recuperar a filha de vocês? — Ela me perguntou depois de desligar o celular e eu a olhei sério. De onde saiu esse assunto?! Ela parecia me olhar com pena. Ou pesar. Não soube definir o que ela me trazia naquele olhar.

– Como?

– Nosso jantar de noivado... Ela não estava desequilibrada, Fred. — Carly falou calmamente, mas percebi que ela queria falar mais do que aquilo...

– Como isso pode ser verdade?

– Vai embora, a ambulância do Hospital Monte Vista está vindo. Além do mais, meu dono estara logo aqui. — Ela disse com pesar e olhou para o corpo.

Eu me levantei desnorteado e com a cabeça para explodir. Ela estava me dizendo que sou pai? Louca.

– E se você me amou alguma vez da mesma forma que amo você, não conte que me viu para ninguém. Nem para Spencer, ele não é confiável. Ninguém é confiável. Não conte que me viu... Por favor, caso você abra a boca, isso você me destruira. — Carly disse quando eu estava um pouco distante, quase na saída. — Encontre sua Anne e tenha cuidado com o monstro que você chama de mãe...

Foi a última coisa que ouvi de Carly. Usei o pouco juízo que tinha e segui para o hotel de classe média. Parecia irreal o que vivi hoje e estava tão furioso ainda que nem sequer pude me lembrar o que Carly tinha falado ao telefone, tudo na minha mente se preenchia por seu rosto e seu aviso.

Encontre sua Anne e tenha cuidado com o monstro que você chama de mãe...

– Onde diabos você se meteu? Que porra, Fred. — Sam falou gritando comigo assim que entrei na recepção do hotel de classe média, em Las Vegas.

Spencer deve estar falando com Meião agora... O que me faz pensar porque o Meião nunca encontrou a Carly... Minha mãe estaria envolvida nisso?! A minha mãe não estaria... Pois ela é má mas não me machucaria assim... Sou o filho dela...

Será que realmente sou pai?! Anne?! Esse é o nome da minha provável filha?!

A raiva me consome como se isso fosse a verdade.

Ignorei completamente todos ali e andei o mais rápido possível até Spencer. Sem pedir licença ou falar algo, apanhei o celular dele. Percebi que era o celular profissional que ele usava e sorri com destreza.

– Espere na linha. — Falei firme e alto suficiente para que todos ali escutassem.

– O Senhor não pode entrar para os quartos. Irei chamar a polícia. — O gerente daquele simples lugar me puxou pelo o braço e fez uma cara carrancuda. Ele me olhava como se eu fosse do gueto, um assassino ou um criminoso que fora atacado pela polícia. Idiota. Talvez ele não saiba quem sou, pois se soubesse nunca falaria dessa forma comigo. Eu me soltei de imediato e o olhei com desprezo. Mas meu olhar caiu para Sam, segundos depois.

– Isso é culpa sua. Isso jamais aconteceria em um hotel cheio de estrelas, Sam. Você e suas ideias absurdas. — Eu falei alto e me virei para o homem.

– Tente me impedir e nunca mais terá um emprego sequer nessa vida. — Grunhi com puro ódio e subi as escadas para o meu quarto ali.

Ninguém me impediu.

A não ser a minha consciência que pesou demais quando estava subindo as escadas.

O que você fez?– Ouvi a voz de Meião do outro lado da linha, assim que coloquei o celular no ouvido.

– Veja como está um homem que entrou na emergência no Hospital Monte Vista.

Qual foi o horário que ele entrou?– Meião perguntou profissionalmente.

– Faz quarenta minutos. — Eu respondi e minha cabeça começou a doer mais.

O que você fez com ele?– Ele me perguntou em um tom preocupado depois de cinco minutos de espera na linha.

– ... Eu... Eu acho que queria matá-lo. — Falei com voz amargurada e ouvi a risada forçada do Meião.

– Desgraçado. Você me prometeu que não ia perder a porra da cabeça nunca mais! Esqueceu como a Liz se encontra hoje por sua causa? Vou ter que providenciar uma cola super bonder pro cassete que você chama de cerébro. Menino insolente! — Ele vociferou muito irritado. — Espere cinco minutos na linha.

Eu olhei para as minhas mãos com sangue e lembrei mais uma vez do que fiz com Liz.

E por vezes quero ser somente o herói...

Então porque eu sempre acabo virando o vilão no final da história?

Parabéns, Fred.– Ouvi a voz amarga de Meião. — Você matou uma pessoa e não espere que eu conte a sua mãe. Minha equipe para casos urgentes chegara neste hotel daqui meia hora, e levara todos os seus amigos e você de volta a Seattle o mais rápido possível. Vocês vão vim a jato. Não fale com ninguém sobre isso. Não abre a boca para ninguém... Muito menos a sua namoradinha do FBI... Ouviu?

– Sim. — Eu confirmei ainda em choque.

Ligue para sua mãe agora... Quando eu digo AGORA, realmente é agora, entendido?

– Sim.

Somente abra sua porta para o Leitão. Somente para ele.– Ele disse nervoso. — Vou tentar limpar sua merda e até que eu consiga coloque um pau no seu cu pra não me fazer mais cagadas.

A ligação foi encerrada.

Disquei no mesmo instante o número da minha mãe e ela atendeu no terceiro toque.

– Eu matei alguém e Meião já está cuidando disso. — Falei sem emoção alguma e desliguei, não somente a ligação, mas também o celular.

Deitei de costas na cama e encarei o teto. Vilões nunca se arrependem por seus feitos e eu não estava arrependido. Ou estava?

O barulho da porta me incomodou e pensei ser o Leitão, por isso abri automaticamente mas quem passou por mim foi a Sam.

– O que você fez? Porque homens de preto estão nos obrigando a fazer a mala? Ele disse que é por sua causa. — Ela disse nervosa, mas controlou a voz. Fechei a porta.

Voltei a me deitar de costas e olhei para o teto com atenção. Não demorou para o arrependimento vim.

– O que aconteceu? Não chora... Ele está na UTI ainda... Um tal de leitão me disse isso... Seja quem for que você bateu, está na UTI ainda... Não se preocupa... — Sam falou agora preocupada.

Pensei em falar para ela sobre Carly, mas não quis. Eu realmente amei a Carly e se ela pediu foi com razões. Irei respeitá-la. Minha cabeça estava para explodir e quando vi Sam estava sentada ao meu lado da cama. Ela olhava fixamente para minhas mãos machucadas e depois fixou na ferida aberta na minha barriga.

– Fredward o que você fez? Porque brigou com um cara? — Ela perguntou sem emoção alguma. Eu coloquei minha cabeça que estava para explodir em seu colo, e escondi meu rosto em sua barriga... Como eu fazia em minha mãe quando era pequeno e realizava travessuras...

– Eu acho que sou pai. — Sussurrei com dor. — Mas não é pior do que ter matado um homem...

Senti as mãos dela passarem pelo meu cabelo de forma doce, mas entendo dos seus lábios ouvi palavras duras. Ela me xingou de vários nomes, e não sei porque, mas tive vontade de rir.

Infelizmente essa vontade foi preenchida por uma pontada no meu estômago e logo depois a escuridão...

Notas finais
Eu vou ter que ter reações de leitor agora, vamos ver: OOOOOOOOOH GOD, COMO ASSIM? Richard (chefe da Sam no FBI)morreu e uma loira matou. Foi a Pamela? O fantasma da Melanie(Já que a Dona Olívia ver fantasmas kaka)? Quem será que matou ele? OOO: E mano, como assim a Pam adotou um dos irmãos da Sam? Porque ela adotou somente a Anne/Lara Black? OPA. NA CONVERSA DO TELEFONE A CARLY FALOU QUE PAM ADOTOU O NETO DA MARISA. OPA. OPA. OPA. OPA. A irmã da Sam é filha do Fred? OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO: ~le eterno~ AOPSKAPOOASKOPAKSOKASPAOSK' Eu acho que estou esquecendo de mais perguntas importantes, mas depois você me contam quais são elas. Gostaram do cap? Se não gostaram, eu vou entender, sério. O que será que a Yo vai preparar no próximo cap? Será que ela vai responder alguma pergunta deixadas nesse capítulo? xoxo da Jaqs e até o cap 11 :333