Cruel Clocks
1 Capítulo 1 - A Historia
Notas iniciais
“Os sons quebrados ecoando pelo ar”
“São fragmentos monocromáticos”
Passando pelas engrenagens, da torre, que estão caídas no chão vejo o que aconteceu nestes momentos de aflição e fúria. Um ranger vem do meu braço direito que há de desaparecer com o acontecido.
“O símbolo deste mundo bloqueando a luz”
“Está começando a desmoronar”
Lá estava a “coisa”. Ela fez com que seu corpo tingisse com o brilhante vermelho. Sei que não posso fazer nada para mudar o que já aconteceu, mas farei o possível para tentar me unir a você novamente.
“Sem nem uma lágrima para derramar”
“Eu gritei com minha voz perdida”
Lembro de tudo o que aconteceu com você, comigo, com tudo. Lembro do teu lindo rosto que esta a desaparecer deste mundo sem luz e cheio de ruínas perturbantes. Com a razão sendo devastada pelas armas e guerras sem fim e propósito. A lâmina penetrando sua cabeça retirando o que você lutou para conquistar.
O mundo mudou com sua perda e por isso não sirvo mais para ele...
- Meses antes -
Um jovem inventor chamado Akuno, nasceu dois anos antes do regime chegou á cidade. Sua mãe lutou contra o regime e antes de ir para o ultimo protesto deu uma chave. Dizendo que se ela não voltasse ao por do sol, que abrisse o armário na cabeceira de sua cama e colocar a chave no pescoço do que lá havia. Sua mãe nunca mais voltou, porque foi assassinada a poucos metros de sua casa pelos Swords Stalker – contratados pelo regime para matar os “contras-regimes”.
Como a luz do por do sol invadindo seu quarto indo até o armário que sua mãe tinha falado, colocou suas mãos pequenas e com muita força puxou as porta – o armário era de aparência antiga. – e viu uma boneca mecânica, colocou a chave em seu pescoço e girou levemente. E no mesmo momento ela abriu seus lindos olhos verdes e brilhantes, levantou e foi andando na direção dele. Ela era com uma babá e cuidou dele ate completar vinte anos. Com a boneca sempre ao seu lado, ele ficou fascinado nos detalhes que ela tinha e assim estudou e virou um inventor.
Num pelo dia foi à praça da cidade, com ela, andaram por ele rápido – pois a praça perdeu seu território por inteiro, só restava sete arvores e cinco bancos – quando chegaram ao final à frente viram uma torre abandonada.
- Para que serve isso, Mestre? – Diz a boneca olhando atenta para cada lado da torre.
- Não sei, mas acho que a regime o fechou por algum motivo... – não deu nem tempo de terminar de falar apareceu um senhor.
- Percebi que você gostou da torre? – o senhor perguntou com um olhar de interesse.
- Como assim? Você que dizer o que com isso... – Akuno ficou encarado o senhor.
- Gostaria de terminar-lá? – o senhor pergunta com rapidez.
Akuno ficou olhando para a torre e para a boneca que estava com muitas duvidas. “Porque ele esta falando com um desconhecido” pensava ela olhando para o Mestre. “Que torre? Aquela abandonada? Será que meu Mestre fará o que o senhor lhe pediu?” sem saber a resposta ela olhou para Akuno para saber o que ele responderia...
Então com muita espera, tanto por ela quanto pelo senhor, Akuno chega a uma conclusão – Gostaria muito, senhor!
O senhor se alegrou e abraçou. Deu as plantas e a chave para abrir os portões.
- Para que serve essa torre? – Falou ela para o Mestre.
- É mesmo... Qual a finalidade dessa torre? – Akuno pergunta.
- De muita felicidade a quem terminá-la! – O senhor diz alegre, mas Akuno o retruca com mais uma pergunta.
- Então por que você não a terminou? – Ele estava com os olhos em um tom de desconfio a respeito do senhor.
- Fiz para agradar uma mulher... Mas ela foi levada para um lugar melhor que nosso mundo. – O senhor estava com lagrimas de dor e tristeza.
- Entendo... Por fim, estou pronto para construir. – Akuno responde com uma voz mais baixa.
- Mas tome cuidado com o regime. – Nesta hora começa um vendaval ao redor deles. – Ele esta por todos os lados... – Se elevou todas as folhas secas com o poder do vento e repentinamente desapareceu junto com o senhor.
- Para onde ele foi! – diz Akuno espantado com o que ocorrera na sua frente.
A boneca não entendia nada do que ocorreu com o senhor e com seu Mestre. As 18h prestes a anoitecer, voltaram para a casa. Ele ficou ate tarde vendo e revendo as plantas da torre para vez o que o senhor queria construir. E no fim entendeu que ele teria que construir um relógio.
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