Cruel
15 Estranhas Marés
Notas iniciais
Gale havia levado Mona para sua casa, um condomínio de três andares de estilo simples, de cor creme, com janelas e varanda nos três andares.
[...]
Após abrir a porta de seu dormitório enquanto carregava Mona nos braços, Gale entra, retira a chave e a tranca. Ele deixa a chave na porta e leva Mona para o quarto.
Quarto de Gale
Ao chegar em seu quarto, Gale coloca Mona que ainda dormia sobre a cama de casal onde ele dormia. Ela vestia uma jaqueta de couro preta com uma camiseta preta por baixo, uma calça jeans rasgada, e botas pretas de cano curto. Mona dormia como um bebê.
POV Gale
Eu fiquei olhando para Mona dormindo na minha cama. Ela dormia como um bebê. Eu contemplava todos os traços e curvas dela.
Mona...
Talvez você me ache um completo estranho. Eu não quero te machucar.
Não vou negar. Eu gostei de você quando te vi sentada no bar.
(Suspiro)
Eu realmente gostaria de te ajudar. Ser o seu anjo...
Provavelmente você me odiaria se soubesse a verdade. Eu sei, isso parece abrupto demais, afinal, nós mal nos conhecemos...
Mas vê-la dormindo faz com que eu me sinta cada vez mais atraído por ti.
Por você eu abriria mão do meu poder, da minha vida.
Eu quero ser tudo quem você imaginar. Eu quero dar esperança a você. Eu quero ser aquele que te estende a mão diante das dificuldades. Eu quero ser a sua luz no fim do túnel. Mas...
Minha natureza é tortuosa e perversa. Mesmo tendo aprendido com meus pais, que não são meus verdadeiros pais, a amar, ser gentil, e bom com as pessoas, esse não é o meu verdadeiro eu. E eu não sei se você me aceitaria como eu realmente sou.
[...]
O tempo passa e após algumas horas, o amanhecer chega.
Gale ainda estava de pé olhando para Mona e ela se levanta com a cabeça dolorida após a forte ressaca do que tinha bebido no dia anterior.
—Minha cabeça está doendo. Onde eu estou? —Mona questiona.
—Na minha casa — Gale responde— Você disse para eu tirá-la do bar.
Mona esfrega o rosto e olha para Gale com os olhos espremidos devido ao cansaço visível nela.
—Gale, o que você está fazendo de pé? —Mona estranhou —
— Eu...eu tenho insônia —Gale achou que aquilo era uma boa forma de despistar Mona—Então, eu virei a noite aqui, com você.
—Entendo.
—Bem, Mona. Talvez seja melhor tomar um banho. Você quer que eu te acompanhe? — Gale quis saber.
—Eu...eu não sei. Eu nunca tomei banho junto com um cara antes — Mona confessou.
—Sério? —Gale ficou surpreso.
A cabeça de Mona latejava tanto que parecia que ia explodir.
—Minha cabeça parece que vai explodir...ahn...na verdade teve um cara, mas eu não gosto de lembrar...—Mona revelou.
—Quem?
—O babaca que me trocou por outra mulher — Mona exclamou.
—Entendo. Só por curiosidade, você sabe o nome dessa mulher?
—Eu acho que...Selena...talvez Soraya...
Mona se esforçou para lembrar o nome da garota que a tinha substituído no amor, mas era difícil, a cabeça dela doía muito. Era difícil pensar em qualquer coisa.
—Desculpa. Eu não consigo pensar com a minha cabeça doendo...
— Está tudo bem, Mona. Talvez o banho de ajude..
— Desculpa a pergunta, mas porque você quer saber?
— Eu estou nessa busca para encontrar os meus verdadeiros pais. Eu fui adotado por um casal. Eles são ótimas pessoas, mas eu ainda queria saber quem são os meus pais de verdade — Gale revelou.
—Entendo. Então você é órfão?
—Não exatamente já que eu tenho pais e já passei da fase pós adoção, então eu não ligo para isso. Mas, eu gostaria de saber quem são os meus pais.
—E porque isso é importante para você?
—Porque eu quero saber a minha origem. Quem eu sou. De onde eu realmente venho.
—Entendo. Eu acho que vou querer a sua companhia no banho — Mona decidiu.
—Está bem. Eu te acompanharei, Mona.
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