Cruel
16 Dançando com o Inimigo
Notas iniciais
"I can see you stalking like a predator,
Eu consigo te ver espreitando como um predador
I've been here before
Eu já estive aqui antes
Temptation calls like Adam to the apple,
Tentação chama, como Adão à maça
But I will not be caught
Mas eu não serei pega
'Cause I can read those velvet eyes,
Porque eu consigo ler aqueles olhos aveludados
And all I see is lies
E tudo que vejo são mentiras"
Mona e Gale estavam nus no chuveiro. Eles olhavam um para o outro. Seus olhos se encontram no horizonte.
A excitação de ambos eram tanta que eles suspiravam . Seus corpos estavam ofegantes.
Em um impulso desesperado eles se aproximam um do outro e começam a se beijar naquele ambiente seco.
Então Mona intervém.
—Espera, Gale! —Mona parecia assustada— O que você está fazendo?
—Bem, achei que você que...— Gale tentou argumentar.
Mona começa a desconfiar de Gale. Ela olha ao redor e fica confusa.
—Mona...
—Quem é você, Gale? Você realmente existe? — Mona questionou.
—Como assim, Mona? Eu não entendo — Gale ficou confuso.
—Eu acho que fui muito burra em me deixar levar por toda essa MENTIRA! — Mona exclamou — Como eu pude ser tão tola achando que você era algum tipo de salvador?!
Gale então percebeu que Mona o havia desmascarado.
—Então você percebeu? Eu estava com medo que você descobrisse o meu segredo cedo ou tarde, mas me mantive em silêncio pois eu não queria magoá-la —Gale se explicou, pois viu que não tinha como continuar aquele jogo.
—Gale, agora você vai me explicar direito essa história! —Mona exigiu uma explicação. Ela sentia que fora usada por ele.
Gale fechou os olhos por um instante e após alguns instantes, eles se abriram.
Gale havia assumido a forma de uma garota de aproximadamente 30 anos. Ela tinha longos cabelos pretos, olhos azuis, um rosto redondo, lábios carnudos e pequenos e seus seios eram médios e normais.
Mona fixou o olhar na garota que estava pelada diante dela e soltou um berro.
Sentindo o olhar de desprezo de Mona. Os olhos da garota se encheram de lágrimas como a chuva que começa a cair de repente em um dia de verão.
A garota então começou a chorar como se remoesse em culpa por brincar com os sentimentos de Mona.
—Me desculpa...—Ela falou com uma voz chorosa enquanto começava a se engasgar com as próprias lágrimas.
[...]
Depois de um tempo berrando com todas as suas forças, Mona voltou a olhar para a garota que agora estava aos prantos.
Mona respirou fundo e depois soltou o ar, tentando se acalmar.
Ela então foi andando devagar até a garota assustada, se aproximou dela e colocou a mão direita sobre o ombro esquerdo da garota.
—Ei, está tudo bem. Não chore — Mona tentou confortá-la.
A garota olhou para Mona com os olhos cheios de lágrimas e falou com sua voz chorosa.
—Falou aquela que gritou comigo— A garota se afogava nas próprias lágrimas.
—Me desculpa. Eu fiquei assustada — Mona explanou e esboçou um leve sorriso para a garota.
A garota enxugou as lágrimas do rosto e voltou o olhar para Mona.
—Me diga, qual o seu nome? E o que está acontecendo, apenas isso — Mona pediu.
—É...Bethany. Meu nome é Bethany —A garota se apresentou— Eu...eu não imaginei que eu fosse atrair a atenção de uma garota no meu disfarce...
—Disfarce? Como assim, Bethany? — Mona inquiriu— E a propósito, você tem um nome muito bonito.
—Obrigada — Bethany agradeceu— Sabe, eu cresço mais rápido que as pessoas normais, mas nunca envelheço. Eu envelheço por dentro.
—Como assim? — Mona ficou abobalhada.
—Eu nunca durmo. Eu não sou humana. Essa forma, Gale...são falsas. Eu sou afinal uma sereia — Bethany revelou— Minha pele não é assim, ela é azul, eu tenho escamas, uma cauda...mas eu só assumo a minha verdadeira forma quando estou na água.
—Hmm...eu acho que eu entendo. Me conta, porque você fez isso? — Mona ficou ainda mais curiosa sobre Bethany.
— Bem, eu só queria me divertir um pouco. Sabe, beber como os humanos, ser como os humanos. Então eu assumi a forma de Gale para entrar no bar e beber um pouco, como eu sempre faço — Bethany revelou.
—Mas, você tem...— Mona tentou adivinhar a idade de Bethany.
—30 anos. Eu sei, mas as pessoas me acham com cara de mais nova — Bethany se queixou.
—Mas isso é bom. Você não gostaria de parecer uma velha, caso fosse humana, vai por mim —Mona rebateu.
—Sério? —Os olhos de Bethany se ascendem depois de capturarem aquela notícia como o diafragma de uma máquina fotográfica—Então...você não me vê como uma ameaça?
—Agora que você explicou o que você é? Não —Mona abriu um sorriso largo.
—Bem, obrigada por me consolar. Mas, eu ainda posso te matar, pois minha natureza é assim —Bethany disse com desdém.
—Eu não ligo...a minha vida é uma droga mesmo — Mona falou como alguém que estivesse realmente disposto a saltar de um penhasco em direção a sua própria morte.
—Você tem certeza? —Bethany levantou uma das sobrancelhas como se questionasse a disposição de Mona.
—Sim, eu estou disposta a tudo. Eu só quero sentir o prazer. Eu quero sentir a sensação de me entregar por completa a uma pessoa que eu vou amar e sei que vai me amar de volta — Mona parecia outra pessoa.
—Está bem. Eu passarei algum tempo com você antes de te matar. Mas, eu quero saber uma coisa antes. Qual é o nome da garota que o seu namorado te trocou? — Bethany quis saber.
—Eu não sei...
Mona parecia assustada e confusa. Bethany a encurralou no chuveiro e vendo que a mulher estava debaixo do chuveiro, ela abriu o registro e a água caiu molhando Mona da cabeça aos pés.
—Me diz, se não eu vou ter que matá-la agora mesmo —Bethany exclamou.
A água quente que caia do chuveiro estalava na cabeça de Mona.
—Mona, facilite as coisas! —Bethany insistiu.
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