Crowley, the King of Hell
1 One-Shot.
Os sentimentos de Crowley estavam um pouco confusos daquela noite. Diferente de como sempre se sentia. Talvez o efeito do sangue de Sam Winchester em seu corpo realmente tinha feito um efeito um tanto prolongado, mesmo que não tivesse completado o ritual. Diferente do que sempre fazia, não queria torturar mais de algumas de suas vadias no inferno, Crowley queria ser amado. Afinal, todos mereciam ser amados, por que ele não? e a única pessoa que vinha a sua mente com essa frase era um certo bêbado com sobrenome Singer. Ele realmente tinha causado alguns problemas, mas era verdade que ele só era trancafiado no inferno por certos sentimentos que Crowley nutria por ele. Afinal, por que não seria bom fazer de Bobby Singer sua vadia por toda a eternidade? mas tudo foi por água abaixo com a entrada de Naomi. Se não fosse por ela, provavelmente ainda teria Bobby na sua jaula para quando ele quisesse. Já tinha feito com que pensasse que estava alucinando algumas vezes, e... uau, ao seu ver, Bobby era melhor do que parecia, em todos os sentidos da palavra. Mas pela sorte de Crowley, naquela noite o céu enlouqueceu e os anjos cairam do céu. Isso queria dizer que poderia dar uma pequena roubadinha na alma de Bobby, nem que fosse por um tempinho. Como estava um pouco mais gentil que normalmente naquele dia, iria devolve-lo após alguns minutinhos, já não tinha mais tanta utilidade assim para a alma de Bobby continuar na sua cela, sem contar que aquele homem dava muito trabalho. Era como ter que alimentar um cachorro gigante com vinte quilos de carne dez vezes por dia.
— Merda! — Crowley subitamente se virou. Não sabia que ele chegaria tão rápido assim, mesmo que tivesse ordenado que tirassem sua alma do paraíso. Estavam no inferno, mais precisamento, nos calabouços. Mais precisamente ainda, na cela onde Bobby havia ficado nos últimos tempos. — Não sei se você é algum tipo de alucinação ou coisa do tipo, mas por que eu estou de volta ao inferno?!
— Então você se daria ao trabalho de alucinar comigo? sou tão importante assim para você? — Crowley soltou uma breve risada sarcástica, aproximando-se em passos lentos do outro, que somente se afastou, até bater contra a parede gelada da cela.
—No tempo que eu estive aqui eu... — Ele pensou um pouco, olhou para o rosto de Crowley, que ergueu as sobrancelhas... — Merda! Toda aquela coisa que você fez esses tempos não era alucinações? — Falou, num tom raivoso. Crowley colocou uma das mãos ao lado da cabeça do homem, mas ele não se moveu, por que mesmo que se movesse, não conseguiria fugir. Já havia vivido o mesmo tipo de cena uns tempos mais cedo, e realmente, tentar fugir não era a melhor opção. Sabia as coisas... estranhas.. que Crowley fazia.
—Vamos mudar de assunto, já que eu não tenho muito tempo. Te fazer minha vadia é realmente um trabalho árduo e difícil, sabia? — Ele deu um suspiro, com um falso cansaço.
—Sam e Dean vão arrancar sua cabeça.
—Não vamos criar tanto alvoroço, não é mesmo? — Crowley deu um breve suspiro, colocando as duas mãos na altura do ombro, numa comum pose de redenção — Vamos te devolver para o céu, logo, logo, não se preocupe com essa parte.
—Pare de fazer rodeios, Crowley, me diga logo oque você quer. Apesar de não ser de tanta utilidade, já percebeu que só sou a alma agora? — Debochou, revirando os olhos.
—Vamos, Bobby, você nunca foi tão burro assim. — O homem se afastou, andando em círculos pela cela. — Pense bem... oque essas "ilusões" minhas faziam com você?
—Por que existe um demônio gay? isso não faz o mínimo sentido. — Bobby resmungou para si mesmo, enquanto Crowley somente voltada a se aproximar, mas parou ao ouvir um de seus demônios atrás de si. Se virou, desinteressado.
—S-senhor Crowley... temos que coloca-lo la dentro de volta, os portões do céu estão... — Crowley estalou os dedos e o demônio sumiu. Deu um breve suspiro, virando-se para Bobby.
—Ei, oque ele quis dizer com aqui- — Bobby foi interrompido por Crowley. Um beijo. Eles nem mesmo tinham feito contrato nenhum daquela vez, se perguntava como iria descansar em paz no paraíso se relembrando daquilo, era realmente horripilante. — Pelo menos, era o que continuava a dizer para si mesmo. Mas ninguém iria ver as várias memorias que tinha com o rei do inferno em seu paraíso. — e ao se afastar, a alma de Bobby foi devidamente devolvida ao céu, flutuando igual uma nuvem. Crowley poderia se lamentar por aquilo, beber doses incríveis de whiskey... mas não, talvez não quisesse mais ser amado naquela hora. Provavelmente iria voltar a torturar suas vadias, mas claro, enquanto isso poderia lembrar-se das habilidades que Bobby tinha com as mãos. Que... uau, não cansava de dizer, aquele homem era ótimo.
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