Crossroads - Vidas Cruzadas

38 Capítulo 37 - Casamento(s)


Notas iniciais
OI amadenhas!!!!!! Mais um capitulo de CR.... preparadas para ver o Jake e a Nannah FINALMENTE se casando???? Antes um OBRIGADA do tamanho do mundo para a Bia linda que me ajudou a escrever o POV do Anthony e ainda me deixou uma indicação LINDONA que nem ela.... Te amo Bia!
Então vamos ler???

POV – Jake

Desliguei o telefone e voltei pro quarto onde Nannah dormia. Ela tinha chorado muito depois que voltamos da casa de Violet, e me matava vê-la assim. Mas eu tinha que dizer que fiquei com um puta orgulho da minha branquinha, a forma como ela defendeu nossos filhos, como ela me defendeu... ela disse coisas pra mãe dela que mostraram o quanto ela cresceu e a mulher maravilhosa que ela se tornou.

Foi esse orgulho que me fez ligar pra Rachel assim que Nannah dormiu, eu avisei minha irmã que nós estaríamos voltando e dei todas as instruções pra que ela me ajudasse a preparar uma surpresa pra minha pantera. Mas antes de ir embora, eu tinha uma ultima coisa a resolver.

Deixei um bilhete ao lado de Nannah avisando que eu não demoraria e que ela, por favor, não saísse do quarto. Eu esperava voltar antes mesmo que ela lesse o bilhete. Dei um beijo leve na testa dela e sai do quarto.

Dirigi de novo até a casa de Violet, estava mais que na hora dessa mulher ouvir umas verdades de quem não a conhecia direito, ou seja, alguém que não teria dó e nem se sentiria ofendido em dizer o que precisava ser dito.

Parei o carro na porta da mansão e fui direto até a porta. Ela demorou abrir e quando o fez estava já com roupa de dormir.

– Não te deram educação não, garoto? – ela falou me olhando de cima abaixo – Isso lá são horas de perturbar alguém?

– Perturbação é o que você fez com a minha mulher. – falei – Eu vim aqui pra te dizer umas verdades...

– A que ponto cheguei... vou ter que ouvir verdades do índio mutante órfão...

– Violet seu veneno não me atinge. Fale o que quiser, eu não vou me ofender, porque as suas palavras não me afetam.

– Nem as suas a mim. Então pegue sua mulher e o caminho da roça e volte pro buraco de onde você veio.

– Não – coloquei o pé a impedindo de fechar a porta – Você vai me ouvir, quer queira ou não.

Empurrei a porta forçando minha passagem e me dirigi pra dentro da casa.

– Eu posso chamar a policia. – Ela falou enfurecida – Isso é invasão de domicilio.

– Fique a vontade. – parei no meio da sala com os braços cruzados – Mas antes você vai me ouvir.

Ela fechou a porta e parou a alguns metros de mim, com os braços cruzados e o pé batendo ritmado no chão.

– Eu queria poder te mostrar como você deixou a Nannah. O efeito que suas palavras rudes tiveram sobre ela...

– Ela veio aqui porque quis. E já dizia o velho ditado, quem diz o que quer ouve o que não quer.

– Violet, me responde uma coisa, com toda sinceridade do mundo – pedi – Nunca, em momento algum na sua vida você teve o mínimo sentimento puro por Nannah?

– Nunca.

– Isso tem que ser mentira! Ela é sua filha. Filha sua e do homem que você ama, porque eu sei que você o ama... eu sei o que é ser imprinting de alguém... até alguns meses eu não fazia ideia do que era esse sentimento, mas quando Nannah virou pantera, quando ela imprintou em mim, eu soube o que é ser de alguém... não que eu já não me sentisse dela antes, mas agora é diferente... agora eu sei que ela faria qualquer coisa por mim, e principalmente, que ela vai me amar pro resto da minha vida. – parei por um minuto e traguei o ar profundamente – Eu entendo que você deve ter medo de viver a vida ao lado de Anthony... essa coisa de transmorfo pode assustar no começo, mas se você abrir seu coração...

– Abrir meu coração? – ela me interrompeu – Da ultima vez que eu abri meu coração para Anthony ele me veio com essa história maluca de virar pantera... e como se não bastasse ele me deixou com uma cria de monstro e acabou com meu casamento.

– Será que ele acabou mesmo com seu casamento? – falei – Pensa bem... você poderia viver a vida toda dizendo que Nannah é filha do George, porque pra sua sorte, ela nasceu idêntica à você, aparentemente é claro. E ela tem os olhos azuis como os de George... ou seja... ninguém nunca diria que ela não é filha dele... foi você quem contou a verdade a ele... foi você que destruiu seu casamento...

– Eu não conseguia mais levar a mentira! – ela gritou – Eu não conseguia olhar pra Rosana todos os dias e ver que eu fui covarde e não deixei o único homem que eu amei entrar na minha vida! E agora eu não consigo olhar pra ela porque eu vejo que ela teve a coragem que eu não tive. Ela é feliz com você, com o Anthony, com o George e com os filhos mutantes de vocês!

– Você ainda pode ter o Anthony. Só você é capaz de salvá-lo... pense bem, pense em como é viver sem o Terry...

– Não coloque meu filho na história. – ela pediu com os dentes trincados.

– O que você acha que Terry iria querer hoje? Ver você aqui, sozinha nessa casa enorme? Sendo abandonada por todo mundo? Ou feliz, com o homem que você ama e que te ama também?

– Chega dessa conversa – ela tentou falar firme, mas eu senti a voz dela tremula.

– Não, não chega. – falei firme avançando mais alguns passos – Eu sei que o que eu estou te dizendo está te tocando de alguma forma... eu sinto, Violet... e eu ouço, no seu coração acelerado, na sua respiração ofegante... você quer tentar... você quer o Anthony de volta, mas tem medo.

– Você não sabe o que diz. – ela reclamou desviando os olhos dos meus – Como vocês tem tanta certeza que ele ainda me quer? Ele nunca veio aqui me procurar, ele simplesmente aceitou quando eu disse que não o queria perto. Se ele me amasse ele teria lutado.

– Você não sabe do poder que um imprinting tem né? – perguntei rindo.

– Eu nem sei o que é essa porcaria que vocês insistem em repetir.

– Imprinting é como quando o transmorfo, no caso do Anthony, a pantera, encontra sua alma gêmea... Anthony seria pra você qualquer coisa que você precisasse... amigo, homem, marido, companheiro, capacho... qualquer coisa, desde que ele pudesse te fazer feliz... por exemplo... ver a Nannah da forma como ela ficou quando saiu daqui ou como ela está desde que soube que o pai dela vai morrer, está me matando... porque como lobo imprinted dela, tudo o que eu quero é que ela esteja feliz. E foi por isso que Anthony foi embora... porque ele achou que partir era a única forma de te fazer feliz, mesmo que ao ficar longe de você ele fosse sentir dor, uma dor tão grande que chega a ser física. Eu fiquei longe da minha Nannah por alguns meses e quase definhei... eu juro que não sei como Anthony consegue sobreviver a essa dor a 19 anos...

– Mas ainda assim, ele podia ter insistido... ele podia ter ficado na minha porta dia e noite... se é tão vital assim pra ele estar perto de mim... porque ele não insistiu um pouco mais?

– Porque você ordenou que ele não se aproximasse. – falei e ela me olhou com as sobrancelhas levantadas.

– Um imprinting age com autoridade sobre o transmorfo dela... você usou, apesar de não perceber isso, um tom que pro Anthony é impossível não obedecer.

– Isso é insano. – ela sacudiu a cabeça como que para tirar ideias de lá. – E chega dessa conversa. É melhor você voltar para a sua mulher.

– Diga minha filha, Violet. – pedi – Isso não vai te matar. Assumir que você é mãe de Nannah não vai arrancar um pedaço seu! Se você soubesse a pessoa maravilhosa que a sua filha é... se você se permitisse conhece-la, conhecer seus netos...

– Eu não tenho netos. – ela reclamou – Meu filho morreu sem poder me dar netos...

– Mas a sua filha está viva, e a poucos quilômetros de você. – falei – Você ainda tem uma chance Violet. Eu vou embora para La Push com Nannah amanhã às duas da tarde, se você aparecer até lá, eu vou te ajudar a dobrar Nannah, porque acredite, não vai ser fácil, mas se você não aparecer, não conte com minha ajuda caso queira se aproximar dela um dia...

– Não vou precisar de ajuda. Agora adeus, garoto. – ela abriu a porta, por onde eu passei sem me virar para me despedir.

Eu esperava com toda minha força que Violet aparecesse amanhã. Nannah merecia uma vida ao lado da mãe, apesar desta ainda precisar aprender muito sobre ser mãe, e Anthony merecia ser feliz com a mulher que ele ama.

Voltei depressa pro hotel, rezando pra Nannah ainda estar dormindo, mas pra minha tristeza, ela estava sentada na cama zapeando os canais da TV.

– Onde você estava? – ela perguntou direta.

– Fui... dar uma volta – falei. Com a velocidade de transmorfo Nannah se levantou e parou na minha frente me farejando.

– Você estava com a Violet. – ela falou cruzando os braços na minha frente e batendo o pé. Puta que pariu, segurei minha língua pra não falar que eu estava vendo um cópia mais jovem da Violet bem na minha frente, se dissesse isso ia apanhar na certa.

– Sim eu estava – confessei, era melhor, ela ia arrancar a verdade de mim de qualquer jeito – Eu fui tentar convencê-la – falei esperando a bronca, mas Nannah apenas se sentou ao meu lado.

– E você conseguiu alguma coisa? – ela perguntou mansa.

– Não diretamente. – falei – Mas eu acho que o que eu disse pra ela vai dar muito pra sua mãe pensar.

– Que bom... pelo menos neurônios ela queima. – Nannah voltou a se sentar com as costas na cabeceira da cama e continuou zapeando os canais da TV.

– Voce não quer saber o que eu falei com ela? – perguntei estranhando o desinteresse dela.

– Não. Eu cansei de Violet por hoje. – Nannah falou largando o controle de lado.

Eu me levantei e tirei meus sapatos e a roupa e me deitei com ela na cama. Ficamos quietos assistindo um filme qualquer que já estava pela metade.

– Vamos voltar pra casa amanhã à tarde. – falei.

– Por que não podemos ir de manhã?

– Porque eu só consegui passagens pras duas da tarde... – menti.

– Humm tudo bem. – ela murmurou. Eu dei um beijo nos cabelos dela e fiquei fazendo carinho até que ela pegou no sono.

Eu me levantei devagar, tomei um banho escovei e voltei a deitar com minha baixinha. Ela se mexeu, aconchegando melhor no meu braço, não demorou para que eu dormisse também.

oOo

Acordei cedo, Nannah ainda estava dormindo, então novamente deixei um bilhete pra ela e sai. Dessa vez eu não iria conversar com Violet, o que tinha que ser dito eu disse ontem, hoje só restava a ela escolher o caminho que queria seguir. Agora o que me importava era cuidar da minha família, se Violet decidisse não ir atrás de Anthony, eu teria que estar ao lado de Nannah pra superar a morte do pai dela. Mas antes que ele morresse eu ia fazer ela viver tudo o que podia com ele, e pra começar, Anthony ia leva-la até o altar pra mim.


POV – Nannah

Acordei sentindo falta do calor de Jake. Me sentei na cama chamando por ele, mas não obtive resposta, senti um papel perto da minha mão, por baixo do lençol. Era outro bilhete dele:

Minha pequena, eu dei uma saidinha... antes que você pire, eu não fui atrás da sua mãe de novo. Eu sai pra comprar uma coisa pra você. Então seja uma boa garota e me espere quietinha ai, ok? Peça um café da manha pra você, tome um banho e comece a arrumar nossas coisas, logo vamos pra casa matar a saudade dos nossos filhos. Te amo muito. Seu Jake.

Deixei o bilhete em cima da cama e fui para o banheiro, antes liguei para a recepção e pedi que mandassem o café da manhã pra mim. Tomei um banho rápido e vesti um vestido florido leve, pouco depois ouvi o carrinho com meu café se aproximando, abri a porta antes mesmo que o entregador batesse.

Ele deixou o carrinho na pequena sala de estar que ficava de frente para a cama, e saiu. Me sentei no sofá e comecei a tomar um suco de laranja.

Eu estava tentada em ligar pra Jake. Queria confiar nele, mas tinha uma pulguinha atrás da minha orelha que insistia que ele podia ter ido atrás de Violet, de novo.

Depois do terceiro gole no suco não resisti e peguei o telefone. Tinha acabado de discar o ultimo numero quando meu lobo abriu a porta e entrou no quarto.

– Bom dia – ele falou sorrindo.

– Bom dia – respondi – eu ia agora mesmo ligar pra você. Onde você estava?

Ele veio até mim e se inclinou me dando um beijo casto.

– Eu disse... fui comprar uma coisa pra você. – ele sorriu sapeca e se sentou ao meu lado.

– E onde está o que você foi comprar? – perguntei, ele não trazia nenhum pacote, nem flores... nada...

– Guardado no carro – ele encheu um copo com suco e bebericou. Meus olhos continuaram fixos nele – O que foi? – ele perguntou deixando o suco de lado e me encarando.

– Você não está mentindo não, né? – falei.

– Não, amor. Eu realmente fui comprar uma coisa pra você. Duas pra falar a verdade. Mas eu deixei no carro, porque quero te entregar quando estivermos indo embora.

– Ok. – não havia sinal de mentira na voz dele, então só me restava acreditar.

Tomamos café juntos e ficamos namorando um pouco. Eu insisti para que nós saíssemos, para eu mostrar Jake a cidade, mas ele não quis ir. Saímos do quarto apenas para almoçar no restaurante do hotel mesmo e voltamos para terminar de arrumar as nossas coisas.

Jake saiu do quarto por um instante e voltou em seguida com duas caixas na mão. Eu estava vestida com o roupão, procurando uma roupa para ir para o aeroporto.

– Eu disse que tinha comprado algo pra você. – ele falou colocando as caixas na cama.

– E qual o motivo pra me presentear?

– Você é minha mulher, não precisa de datas comemorativas para ganhar um presente meu. – ele falou – Anda, abre.

Abri a caixa menor, onde tinha uma sandália linda e na caixa maior um vestido, também maravilhoso.

– Vamos à uma festa? – perguntei.

– Você confia em mim? – Jake falou sério segurando minha mão. Os olhos dele estavam intensos.

– Confio.

– Então se vista... nós vamos pra casa.

Eu devia ficar curiosa, qualquer mulher ficaria, mas tinha algo no olhar de Jake que me passava segurança.

Coloquei o vestido e a sandália que ele me deu, ambos ficaram perfeitos. Fiz uma maquiagem leve, prendi o cabelo num coque bem frouxo com umas trancinhas e deixei a franja caída na frente, coloquei um par de argolas e estava pronta.

– Você está linda. – Jake falou sorrindo.

Ele também estava incrível, vestido numa calça branca frouxa e uma camisa branca um pouco justa de mangas compridas e um par de tênis claros.

– Eu vou saber o motivo da produção? – perguntei.

– Vai. – ele riu – Na hora certa.

Ele me deu um beijo longo e calmo.

– Eu te amo. – ele sussurrou baixinho – Always and forever. (n/a: tive que colocar em inglês ou não teria o efeito desejado, oks?)

– Always and forever. – repeti.

– Agora vamos, ou perderemos o voo. – Jake falou.

Descemos até o saguão do hotel, onde fechamos a conta, que já tinha sido paga por George. O que significava que eles sabiam que já estávamos voltando.

– Qual o problema, Jake? – perguntei quando o flagrei pela terceira vez, procurando por alguém no saguão do hotel – Você parece tenso... e parece que está esperando alguém.

– Não... está tudo bem. – ele falou suspirando.

– Desembucha, Jake. – pedi, eu sabia que ele estava me escondendo algo.

– Eu disse à sua mãe que nós estávamos indo embora hoje, que ela pensasse sobre dar uma nova chance à Anthony, e se ela quisesse recomeçar, que ela nos encontrasse aqui. Mas parece que ela não quer...

– Esquece a Violet, nós vamos conseguir um jeito de ‘salvar’ meu pai. – falei sentindo uma segurança que até então eu não tinha sentido.

– Sim nós vamos. – ele me deu um selinho e nós saímos do hotel.

...

Já no aeroporto, Jake devolveu o carro que alugamos e nós fizemos todo o procedimento para entrar no avião. De repente eu comecei a sentir uma pontinha de curiosidade sobre o motivo da produção.

– Relaxa que são só duas horas até Seattle, depois mais uma hora de carro até La Push...

– Tão pouco tempo... – murmurei ironizando.

Jake se limitou a rir. A aeromoça passou por nós avisando que tínhamos que desligar o celular e apertar o cinto porque íamos decolar. Eu me segurei na cadeira para não quebrar a cara dela porque a vadia estava praticamente esfregando os peitos siliconados na cara de Jake, com a desculpa que tinha que consertar o diabo a quatro na cadeira dele.

– Amor, respira e se acalma – Jake pediu depois que ela se afastou.

– Me acalmar? Aquela vaca vem aqui se esfregar em você e eu tenho que me acalmar? Eu vou é lá colocar ela no lugar que ela merece.

– Nannah, você está tremendo, vai entrar em fase se não se acalmar. – Jake falou em tom de alerta. Só então eu percebi que estava mesmo tremendo muito, mas agora não conseguia parar.

– Oh meu Deus.... eu não consigo... não consigo controlar, Jake. – falei me desesperando. Se eu virasse uma pantera agora, além de revelar o meu segredo, eu colocaria quem está perto de mim em risco e ainda assustaria quem está longe... eu podia causar um acidente catastrófico!

– Shhh.... respira fundo, pensa em coisas tranquilas. – ele pediu acariciando minha mão.

– Me beija. – pedi, Jake me olhou como se eu estivesse ficando louca – Anda Jake me beija... seu beijo me acalma...

Ele deu um sorriso torto e juntou nossos lábios e como num passe de mágica toda a raiva se foi, a tremedeira parou... mas em compensação um calor se dissipou pelo meu corpo, correndo da ponta dos dedos das mãos e dos pés até o ultimo fio de cabelo.

Jake e eu ficamos tão concentrados no nosso beijo, que nem percebemos que o avião já tinha decolado. Desgrudamos nossas bocas rindo, e eu me ajeitei apoiando a cabeça no ombro dele, Jake ficou fazendo carinho no meu braço até que eu adormeci.

– Meu beijo te acalma ou te esquenta? – ele perguntou rindo com o rosto escondido no meu pescoço – Eu sinto o cheiro da sua excitação, amor...

Eu gemi baixinho e ele riu mais. A aeromoça oferecida avisou pelo autofalante que já estávamos em voo seguro, Jake desabotoou o cinto e eu fiz o mesmo me aconchegando no peito dele em seguida.

...

O voo estava sendo o mais longo da história. Ou talvez fosse a minha vontade de bater muito na aeromoça vaca que ficava rebolando para o meu Jacob!

– Esse biquinho é deliciosamente lindo e tentador, mas não combina com você. – Jake falou.

– Ela não para de se insinuar! – reclamei e ele olhou na direção da aeromoça que se abaixava para pegar alguma coisa no chão.

– Você sabe que eu não vejo ela, né? – ele perguntou.

– Eu sei, Jake... mas me incomoda o jeito que ela fica se exibindo. – cruzei os braços e me recostei na poltrona fechando os olhos.

– Quer descobrir o quanto o banheiro desse avião pode ser interessante? – Jake perguntou baixinho no meu ouvido. Eu abri os olhos de uma vez e o encarei.

Ele estava mesmo propondo transar no banheiro do avião?

– Ta falando sério? – ele riu e se levantou.

– Dois minutos e você me segue. – e ele simplesmente saiu andando na direção dos banheiros.

Será que eu tinha coragem de segui-lo? Tipo... eu ia mesmo transar no avião com esse monte de gente perto... e se alguém ouvisse? No meio dos meus devaneios, meus olhos capturaram a vaca da aeromoça praticamente engolindo Jake com os olhos.

Espera...

Ela passou a língua pelos lábios depois de olhar pra bunda dele? Ahh, mas eu não espero nem dois minutos. Me levantei confiante e segui a mesma direção que Jake tinha tomado.

– Senhorita, eu sinto muito, mas os banheiros estão ocupados. – a piranha falou quando parei na porta onde o cheiro de Jake se concentrava.

– É mesmo? – perguntei irônica e bati de leve na porta, Jake a abriu com um sorriso imenso e me puxou pra dentro. A aeromoça ficou do lado de fora com cara de besta.

– Caramba é apertado aqui. – falei. O banheiro era minúsculo e mal cabia Jake. Por sorte eu era pequena, já que ao contrário dos quileutes, eu não tinha crescido tanto depois da transformação.

Jake riu e me puxou pra cima, me colocando sentada na pia.

– Amor... a gente não vai conseguir fazer nada aqui... você mal consegue se mexer. – sussurrei.

– Shiu... você está muito pessimista. – ele reclamou.

– Não é pessimismo, é lógica! – falei rindo – Como você pretende transar comigo nesse espaço mínimo?

– Para de falar, a aeromoça está do outro lado da porta. – ele sussurrou no meu ouvido. Eu parei de falar e me concentrei nos sons do lado de fora, me esforçando para ouvir acima do ruído das turbinas do avião.

A minha audição sensível me possibilitava ouvir a respiração dela, ou melhor delas... tinham duas pessoas do lado de fora.

– Deixa de ser curiosa, Audrey.... – uma voz nasalada falou.

– Você viu aquele homem? Agora me fala se você já viu um homem tão gostoso feito ele! Gente é a perfeição em pessoa. – a aeromoça que estava se exibindo para Jake falou – Ah como eu queria ser a mulher que entrou aqui com ele... como eu queria apertar aquela bunda!

What? Não precisava ser o Edward pra saber que nesse momento ela estava se imaginando aqui com o meu Jake.

– Hummmm Jake... – falei mais alto, para que ela ouvisse, fingindo gemer. E segurei o riso quando ouvi ela engasgar do lado de fora.

– Mesmo fingindo você é incrivelmente sexy quando geme... – Jake falou roçando o nariz no meu pescoço.

– Sabe... eu acho que se a gente se esforçar um pouquinho... – não precisei terminar minha fala, os lábios dele já estava colados nos meus me devorando da forma que só ele sabia fazer.

Com habilidade, apesar do esforço, Jake tirou minha calcinha e a guardou no bolso, depois ele abriu o botão e o zíper da calça dele. Eu pude ver o membro dele já pronto pra mim. Gemi alto, dessa vez de verdade, quando ele me penetrou de uma vez só.

Os movimentos de Jake eram lentos e limitados pelo espaço, mas nem por isso deixavam de me enlouquecer. Desci minha mão que estava apoiada no braço de Jake e apertei a bunda dele, o fazendo rir contra meus lábios.

Jake investiu mais algumas vezes e eu logo senti a onda de prazer me atingir. Gemi o nome de Jake alto mais uma vez.

– Banheiros de avião são ótimos. – Jake sussurrou no meu ouvido me fazendo rir.

Ele me desceu da pia e me devolveu minha calcinha. Nós nos arrumamos e saímos do banheiro. A aeromoça não estava mais lá, o que era uma pena, porque eu queria que ela visse a minha cara de satisfeita e nunca mais desejasse meu homem. Ok, eu estava possessiva demais. Seria isso culpa do imprinting?

– Jake? – chamei depois que nos sentamos – O imprinting faz a gente ficar feito loucos possessivos?

– Faz. – ele riu – acho que agora, que você sente o que é ser imprintado, você tem a vaga noção do porque eu dei a Embry a ordem alpha pra ficar longe de você.

– É eu tenho uma noção, mas ainda acho que foi uma atitude machista e imbecil...

– Tá... mas me fala uma coisa, se você se impusesse sobre a aeromoça, e pudesse ordenar que ela não me olhasse mais... você faria?

– Sem pensar duas vezes. – respondi rápido e Jake me olhou de sobrancelhas arqueadas – Tá bom... pensando pelo seu lado, sua atitude não foi tão machista... – Me inclinei e dei um selinho nele deitando a cabeça em seu ombro – Me desculpe por ter te proibido de se aproximar de mim... e por ter ido embora...

– Já passou. – ele me deu um beijo na cabeça.

Ficamos quietos o resto do voo, pela respiração ritmada de Jake ele provavelmente tinha dormido. Puxei os fones de ouvido presos ao banco e coloquei um filme qualquer pra eu assistir.


oOo

“Finalmente La Push”. Pensei quando avistei os penhascos.


O resto do voo tinha sido muito tranquilo, a aeromoça deve ter entendido que meu homem ninguém cobiça, pois não lançou nem mais um único olhar para Jake, eu estava satisfeita com isso. O celular de Jake tocou me chamando a atenção.


– Pronto. – ele atendeu.


Jake, aonde vocês estão? – Ouvi Embry perguntar.


– Chegando em La Push. – Jake falou.


Ah... estão no carro? A Nannah tá com você?

Sim Embry, Nannah tá aqui. – Jake falou e eu ouvi um “entendi” mais baixo vindo de Embry.


Bom está tudo como você pediu... eu... espero você na sua casa... Até mais Jake... e boa sorte. – Embry parecia hesitante em falar, como se estivesse escondendo algo.

– Obrigado Embry. E eu já tenho sorte. – ele falou e me olhou com aquele olhar apaixonado.


– O que vocês estão aprontando? – perguntei.


– Chegamos – Jake falou parando o carro num vão entre as árvores, no meio da mata e não respondendo a minha pergunta.


– Não... nossa casa ainda está há alguns quilômetros a frente... – falei – E me responde, o que vocês estão aprontando?


– Você disse que confiava em mim lembra? – ela falou segurando minha mão esquerda, brincando com o anel de noivado que ele me deu no dia do meu aniversário.


– E eu confio. – falei colocando minha mão livre no rosto dele – e sempre vou confiar.


– Então não me faça perguntas, ok? – ele sorriu matreiro e me deu um selinho, saindo rápido do carro e abrindo a minha porta.


– Posso pelo menos saber pra onde vamos? – perguntei enquanto ele seguia na direção das rochas do penhasco.


– Pro nosso lugar. – ele se virou pra mim com um sorriso lindo no rosto.


– Hummm então se eu vou andar no meio de raízes de árvores e pedras soltas – parei de andar e tirei minha sandália – melhor fazer isso sem saltos.


– Posso te levar no colo se você quiser. – ele sugeriu.


– Não... – falei passando por ele – Sou uma pantera agora, subir isso aqui é mamão com açúcar pra mim.


– Então suba, minha felina. – ele sussurrou no meu ouvido ao me ultrapassar.


Agora era fácil demais pra mim subir até a nossa caverna, eu tinha maior resistência, maior força, maior equilíbrio... chegava a ser cômico, eu nunca fui uma estabanada total, mas também não era a senhora equilíbrio, mas hoje eu conseguia me mover com graça e leveza... me sentia uma bailarina.


– Então, o que vamos fazer aqui? – perguntei quando paramos na entrada da caverna.


De dentro dela saia um cheiro incrivelmente bom, era um perfume de várias flores e um aroma calmante de sei lá, alguma erva ou coisa do tipo. Jake tirou os sapatos e a meia e os colocou de lado, pegando minha sandália em seguida e juntando a eles.


– O que tem ai dentro, Jake? – perguntei já ficando ansiosa. Se ele demorasse mais pra me responder eu iria usar meu tom de imprinting para fazê-lo falar.


– Shiu. Calma. Você já vai saber, para de perguntar. – ele falou usando o tom de imprinting dele. Ok isso não foi legal. Eu queria perguntar, mas as palavras não saíam da minha boca, como se minha língua não me obedecesse. – Escuta. O que vamos fazer agora é muito importante pra mim, ok? É algo que foi feito pela ultima vez há muito tempo... quando meu bisavô tinha a minha idade... ele era o ultimo alpha, e queria viver com a mulher que ele amava...


Ele parou de falar como se buscasse coragem, eu não sei porque, pois eu estaria com ele em qualquer momento. Me inclinei e dei um beijo leve nos lábios dele. Ele sorriu e voltou a falar.


– Nannah, você sabe melhor que ninguém que eu quero passar o resto da minha vida do seu lado. Eu te amo, com toda força que eu tenho dentro de mim, com todo meu coração, com minha alma... e vou te amar cada segundo de cada dia para o resto da minha vida. Eu sei que você tá passando por um momento delicado com seu pai... e eu sei que seria importante pra você que ele estivesse presente no nosso casamento, pra te levar para o altar e te entregar pra mim – ele respirou fundo — Bom, tá todo mundo na praia, esperando a gente para o nosso casmento.


Meu coração acelerou. Eu ia me casar? Hoje? Tipo agora?


– Eu sei que você deve ter sonhado com vestido de noiva, igreja decorada, lista de convidados, festa... mas eu não tinha tempo pra isso... eu queria que você estivesse com Anthony e tinha medo disso não ser possível, se o casamento demorasse mais.


– Hey... – falei colocando um dedo nos lábios dele para que ele não falasse mais – eu não me importo com nada disso... só quero me casar com você... e não me importaria nem um pouco se fosse só eu você e o padre.


– Que bom. – ele sorriu segurando minhas duas mãos.


– Acho que a gente devia ir... tipo é comum noivas se atrasarem, mas os dois não chegarem na hora acho que é meio feio, né? – eu ri.


– Ainda tem tempo. – ele falou – Antes de nos casarmos lá na praia, com o padre e tudo mais, tem uma coisa que temos que fazer... Os lobos tem uma tradição de pedir as bênçãos dos nossos ancestrais antes de nos casarmos, na verdade é uma tradição para os alphas...


– É isso que vamos fazer lá dentro? – perguntei ele fez que sim com a cabeça – Então vamos.


– Antes, eu quero que você me responda uma coisa.


– O que você quiser.


– Você quer mesmo isso? – ele perguntou sério – Por que, Nannah, o que vamos fazer é algo definitivo. Nós vamos nos unir nossas almas. Vamos nos tornar um só, então se você tiver alguma duvida sobre viver ao meu lado, agora é a hora de dizer.


– Que horas você caiu e bateu a cabeça que eu não vi? – perguntei – Jacob, eu não sou mulher de fazer algo que não quero... eu estou com você há meses, você acha que depois de tudo que passamos, eu posso não querer viver com você? Você e os nossos filhos são a única coisa certa que tenho na minha vida. Vocês são a minha vida. Eu não consigo pensar num mundo onde você não esteja do meu lado... então a resposta pra sua pergunta é sim. Eu quero isso... quero a benção dos seus ancestrais, quero unir minha alma com a sua, quero ser uma só com você pro resto da nossa eternidade...


– Eu te amo, futura senhora Black. – ele falou antes de me beijar e me levar pra dentro da caverna.


O lugar estava arrumado de uma forma diferente, algumas lanternas (http://enfimnoiva.icasei.com.br/files/2012/01/lanternas-21.jpg) espalhadas pelo chão, um pano branco estendido perto da fogueira, que era de onde vinha o cheiro que eu senti do lado de fora. Algumas madeiras mantinham o fogo aceso e abrigavam entre eles vários ramos de plantas.


– Você fica aqui, ok? – Jake me deu um beijo na testa e se afastou, me deixando na entrada da caverna.


Todos os lobos estavam lá. Embry, Seth, Quill, Paul, Jared, Colin, Brad, Matt, e Josh vestidos com uma calça frouxa e uma camisa branca, como Jake, cada um , exceto Embry e Seth, com um instrumento na mão. Leah e Lana estavam de branco também, mas com vestidos soltos e carregavam cada uma uma flauta de madeira fina, mais delicada. Além deles ainda estavam o Sr. Ateara, Sam e Sue, eles três vestiam calça e blusa num tom de marrom, com algumas fitas coloridas amarradas à cintura e colares de contas de madeira no pescoço.

(MUSICA 1)

Um tambor começou a ser tocado, e logo o som de uma flauta o acompanhou. Voltei a olhar para os meninos, Quill tocava uma flauta de madeira, enquanto Matt batia ritmado num tambor feito de couro, a canção ressoava pela caverna... doce e calma. Ela fluia ao redor de todos como uma brisa leve. Os três membros do conselho estavam concentrados, mas com expressões de intensa serenidade. Sam estava olhando as chamas da fogueira ao seu lado, Sue me olhava, com aquele olhar de mãe, eu via orgulho ali, o Sr. Ateara estava de olhos fechados, era o mais concentrado de todos, ele parecia meditar. Jake ia se aproximando dos três membros do conselho, cada passo no ritmo da musica, que a cada acorde ganhava um novo instrumento. Quando ele chegou à frente dos três se abaixou colocando um joelho no chão e o Sr. Ateara colocou a mão sobre a cabeça dele. O lugar tinha agora uma aura leve e mesmo não tendo o menor conhecimento de nada que estava acontecendo ali eu podia sentir a presença dos ancestrais de Jake, eu sentia uma paz me encher, era bem difícil segurar as lágrimas.


Fechei meus olhos, me deixando ser guiada pelo som da musica e pelas palavras, que soavam tão puras na voz grave do Sr. Ateara. Os que não estavam tocando, mantinham os olhos fixos no Sr. Ateara, absorvendo suas palavras. Eu entedia muito pouco, na verdade eu não entendia praticamente nada. Sue, lançou um olhar para Seth e Embry, os dois se levantaram e vieram na minha direção.


Eles pararam a dois passos de mim, se curvaram numa reverência e cada um segurou uma das minhas mãos, me guiando até o centro da caverna, onde estavam Jake e os membros conselho. Sam me sorriu e Sue parecia que ia explodir de felicidade.


Jake mantinha a cabeça abaixada. O Sr. Ateara me colocou de frente para ele, e indicou que eu me ajoelhasse também, unindo nossas mãos.


– Quando cada um de nós nascemos, nossas vidas são amarradas ao nosso destino... — voz do Sr. Ateara soou mais alto que a musica – algumas linhas são azuis, vidas amarradas aos filhos, outras são brancas, vidas amarradas ao bem, à busca pela paz. Algumas são verdes, vidas amarradas aos amigos, à esperança de se ter sempre companhia. E outros, como vocês, Jacob e Rosana, tem suas vidas amarradas com linhas vermelhas... Uma corda vermelha conecta aqueles que estão destinados a se encontrar, independentemente de tempo, lugar ou circunstâncias. A corda pode ser esticada ou emaranhada, mas nunca irá se romper.


– Vocês decidiram pertencer um ao outro – agora era Sue quem falava – Escolheram trilhar juntos o caminho da eternidade. E não há escolha mais pura e singela que a escolha do amor.


– Vocês hoje estão sendo abençoados não só por nossos ancestrais. – Sam falou, a voz mais grave, mais sábia – Vocês também estão sendo abençoados por seus irmãos...


– Façam seus votos... deixem seus corações falarem por vocês... – o Sr. Ateara pediu, e Jake levantou os olhos, encontrando os meus.


– Você surgiu na minha vida como um meteoro maluco... como um furacão. Você colocou tudo de cabeça pra baixo, mas ao mesmo tempo endireitou tudo. Eu não sei o que seria de mim sem você, minha felina de olhos azuis. E eu me sinto honrado em você ter me escolhido, como seu companheiro. Eu serei o que você precisar e estarei ao seu lado em qualquer momento da sua vida... bons ou ruins, felizes ou tristes. Minha alma é sua e meu coração agora está nas suas mãos. Eu te amo, Nannah. Minha mulher, minha guerreira, minha escolhida.


Respirei fundo e tomei a palavra.


– Você foi minha luz no fim do túnel... literalmente. Você foi minha estrela guia, meu anjo da guarda. Você me deu tudo o que eu poderia querer... me deu nossos filhos e me deu seu amor. Eu não precisaria de tesouro maior na minha vida. Eu me sinto honrada em ser sua, em ser a escolhida do seu lobo... eu vou estar com você, sempre e em qualquer momento, vou te amar cada dia... e cada dia mais. Eu amo você, meu guerreiro lobo, meu protetor, meu amigo, meu escolhido e meu homem. – Jake me beijou lento e apaixonado. Sem o nosso fogo comum, mas com o calor do nosso amor.


Nos separamos ofegantes, Sue segurou minha mão, me ajudando a levantar, enquanto os garotos mais velhos, Paul, Jared, Quill, Seth e Embry se aproximavam de Jake. Sam pegou uma caixinha de madeira e também parou ao lado de Jake.


– Esse foi seu casamento, Nannah – Sue falou baixo – Não é como os casamentos tradicionais, porque você e Jacob não são um casal tradicional. Jake é o alpha, para ele a cerimônia é especial.


– O que eles vão fazer agora? – perguntei vendo Sam tirar uma espécie de caneta, com uma ponta muito fina, da caixa e se abaixar perto de Jake, que agora estava sentado no chão e sem a camisa.


– Digamos que essa é a aliança do alpha. – o Sr. Ateara falou parando ao meu lado.


Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Sam começou a escrever com a caneta no braço direito de Jake, perto da tatuagem dele. Logo Sam foi substituído por Paul, depois Jared, Embry, Quill, e Seth.


– Você pode se aproximar agora. – Sue falou me incitando a ir para perto de Jake.


E foi o que eu fiz. E quando estava perto o suficiente, Jake se levantou com um sorriso imenso no rosto, ele virou o braço para que eu pudesse ver, Sam me esticou um pano branco limpo e eu o usei para limpar o sangue que manchava o braço de Jake.


A caneta que os meninos tinham usado, era para fazer tatuagens, e o que eles tinha feito quase fez meu coração parar por um instante.


Em meia lua, logo abaixo da tatuagem que Jake adquiriu assim que virou lobo, estava escrito: Que Qwole, Rosana.”


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– Significa, fique comigo pra sempre, em quileute. – Jake falou. Será que eu podia amá-lo ainda mais? É acho que era possível. Fiquei na ponta dos pés e lhe dei um selinho.


– Eu posso fazer uma também? – perguntei. Jake olhou para o Sr. Ateara.


– Nenhuma escolhida fez essa pergunta até hoje. – o velho sorriu – Mas não vejo problema... se você não se importar Jake...


– Onde você vai fazer? – Jake me olhou sério. Eu apostaria meu dedo mindinho como ele estava pensando sobre qualquer um dos garotos colocar a mão em mim.


– Nas costas. – falei. era um lugar neutro, sem toques muito ‘intimos’.


– Ok – Ele sorriu – E o que você vai fazer?


– É segredo. – sorri e me sentei de costas para Embry, que já estava com o aparelho nas mãos. Sussurrei o mais baixo possível, para que só Embry ouvisse o que eu queria.


Jake reclamou um pouco quando tive que desamarrar o vestido e quase ficar só de sutiã na frente de todo mundo, mas eu tinha certeza que aquele bico iria sumir quando eu terminasse a minha tatuagem.


Tive que reprimir algumas caretas de dor, para que a cara fechada de Jake não ficasse pior, por sorte Embry foi rápido, e minha condição de transmorfa fazia com que a tatuagem cicatrizasse instantaneamente.


Me levantei, mantendo segura a camisa de Jake, que ele insistiu para que eu colocasse na minha frente, tampando o que ficava à mostra. E me virei de costas para ele, para que ele pudesse ver o que eu tinha feito.


Senti a mão quente dele traçar o desenho da tatuagem e em seguida um beijo leve no lugar. Lindo. Ele sussurrou no meu ouvido.


– Você dois formam o casal mais lindo que já vi. – Sue falou babona enquanto Jake me ajudava a acertar meu vestido. Os meninos já tinham saído, ido para a praia, onde os humanos normais, estavam nos esperando para meu segundo casamento. O tradicional.


– Vamos, minha esposa? – Jake perguntou dando um beijo na minha mão.


– Vamos, meu marido. – brinquei o fazendo rir.


oOo


– Caramba Jake, você podia ter me dado mais uns dois dias... – Rachel reclamou assim que passamos pela porta de casa.


– Eu não tinha mais dois dias Rach. – Jake deu um beijo na bochecha dela e depois na de Becky, que estava saindo da cozinha, de onde a propósito vinha um cheiro maravilhoso.


– Tive que pedir ajuda da Cullen. – Rach fez bico – Eu não conseguia me organizar pra arrumar tudo... Agora, você me faça o favor de ir se arrumar na casa da Sue, e rápido. Em meia hora Nannah vai estar na praia.


Jake riu das loucuras da irmã e me deu um selinho, saindo em seguida.


– Onde estão Ivy e Matt? – perguntei.


– Na praia com os outros convidados. Que não são muitos, já te aviso...


– Por mim não precisa mais que vocês. – falei sendo arrastada por Rachel para meu quarto.


– Você vai tomar um banho, relaxante, mas rápido, ok? – ela me entregou minha toalha e praticamente me jogou dentro do banheiro. Às vezes essa minha cunhada era tão amorosa.


Tomei um banho rápido, ou era bem capaz de Rachel me arrancar daqui a machadadas, e voltei pro quarto, onde a doida estava colocando um vestido lindo na cama.


– Não deu pra fazer um vestido pra você, nós ficamos enrolando esse tempo todo e acabou que Jake me ligou falando desse casamento às pressas... então eu e Becky meio que reformamos o vestido da nossa mãe.


– Vocês querem que eu case com o vestido da sua mãe? – perguntei assustada – Eu não posso...


– Porque não mulher?


– Ah Rach... sei lá... é da sua mãe...


– E dai? – ela colocou as mãos na cintura – minha mãe não vai precisar dele, tenho certeza que onde ela estiver, vai ficar feliz em te ver com ele. – ela ficou quieta um minuto, talvez esperando eu pegar o vestido, mas eu ainda não achava certo – Você não gostou? É esse o problema?


– Não... não é isso... eu amei. – falei – Deus, ele é lindo demais, Rach.


– Então veste, e vamos logo... tá todo mundo te esperando.


– Ok – respondi me rendendo. Tirei a toalha e vesti o conjunto de lingerie branca que estava na cama. Me incilnei para pegar o vestido e Rachel quase me matou de susto com o grito que deu.


– Tá louca? – perguntei tentando acalmar meu coração.


– O que é isso nas suas costas? – ela perguntou num misto de susto, curiosidade e admiração.


– Eu quis fazer pra Jake algo igual ele fez pra mim... – falei.


– Oh meu Deus, o casamento do alpha... eu queria tanto ver... mas nós não podemos. – ela se aproximou para me ajudar a colocar o vestido – Meu pai dizia nas festas na fogueira, que as outras escolhidas não podiam ver o casamento do alpha com seu imprinting, porque elas não poderiam ter um casamento assim, a menos que seu guerreiro virasse o alpha, e isso poderia fazer elas terem inveja da primeira esposa, que é como chamamos a esposa do alpha... mas eu acho isso uma grande bobagem, até parece que vou invejar o casamento do meu irmão... Jake é a pessoa que mais merece ser feliz, na face da Terra.


– E eu vou fazê-lo feliz – falei.


– Você já faz. – ela sorriu e me colocou sentada numa cadeira, e começou a me maquiar – Jake parece se iluminar quando está perto de você.


– Posso entrar? – Becky perguntou da porta.


– Claro, maninha. Venha arrumar o cabelo da Nannah. – Rachel falou – Ainnn Becky, olha que lindo ela fez...


Rachel mostrou à Becky a minha tatuagem, que era visível pelo decote nas costas do vestido. As duas ficaram conversando sobre as lendas quileutes, sobre imprinting e almas gêmeas, e antes que eu pudesse imaginar, eu já estava pronta.


– Aqui – Becky me entregou um buque de lírios cor de rosa – Você está linda.


– Então vamos, todo mundo já deve estar cansado de esperar. – Rachel falou pegando minha mão.


POV Anthony


Casamento... Já presenciei alguns de familiares... mas eu nunca pensei que presenciaria o de minha filha. Nannah tem sido muito boa para mim, foi ela que me manteve de pé durante os 19 anos que passei sem Violet, meus netos são lindos, tenho orgulho dela e da família que está formando... Jacob vai ser um bom marido, posso ver nos olhos o quanto ele a ama, afinal, esse tipo de olhar, já me pertenceu um dia...


FLASHBACK ON


Ouvi alguém bater a minha porta. Pensei ser algum aluno...

–Entre. – continuei olhando as provas quando ouvi leves passos e uma respiração acelerada se aproximar. Levantei a cabeça e encontrei ela... a razão da minha existência. – Violet... – sussurrei e ela se aproximou relutante.

–Oi... Anthony.

–Quer algo querida?

–Eu queria te contar uma coisa. – ela começou a torcer a mão nervosa e fitou o chão. – Importante.

–Diga. – ela se sentou a minha frente.

–Eu vou ser direta. Isso está me matando, e se for para você me odiar que odeie de uma vez por todas...

–Não, eu não te odeio, diga logo. – Segurei sua mão e ela respirou fundo.

–Anthony eu estou grávida. – o... que? Grávida? Fiquei sem reação. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi a promessa que fiz de nunca transmitir meus genes de pantera. Eu não queria ter descendentes, mas desde que conheci Violet, tudo tinha mudado, até mesmo isso, pois a ideia de ser pai de um filho dela, da minha escolhida, era pura felicidade. O amor da minha vida carregando um filho meu. Logo um sorriso brotou em meu rosto.

–Grávida? Violet como eu poderia te odiar? Isso é... incrível? Não, não é essa a palavra. Nem sei se existe para definir minha tamanha felicidade... – Ela suspirou.

–Ah... pensei que você fosse me odiar para sempre.

–Nunca! Nunca mesmo... Vi, eu te amo... muito... – ela me abraçou e suspirou novamente. Uma ideia me veio a mente. Arriscado? Sim, é. Mas eu não tinha mais escolha. – Eu... também tenho que te contar algo.

–O que? – ela perguntou com um meio sorriso.

–O que eu tenho para te contar, não é fácil, é uma coisa que faz parte de mim, desde que eu nasci, e espero e quero muito que você compreenda...

–Creio que vou. Pode dizer.

–Violet, eu sou diferente de todos... – ela me olhou estranho.

–Você tem alguma doença?

–Não... eu sou tipo um transformo... eu posso virar um animal quando quero.

–Ta brincando?

–É sério, eu viro uma pantera. – ela riu.

–Pantera? Como assim?

–Não se assuste, eu só sou assim. Mas essa é a única coisa... – Toquei seu braço e ela esquivou.

–Não me toca! Anthony você... – ela se afastou quando eu me aproximei um passo. – você é um monstro?

–Não... Violet, não sou, tente entender que...

–Que o que? Não! Eu tenho que sair daqui...

–Vi, por favor...

–Não tem por favor. – ela se virou para sair, mas parou e voltou a me olhar, por um minuto eu achei que ela estivesse mudando de ideia. – Essa... essa criança, ela vai ser como você?

– Se for um menino... sim. – falei sentindo meu peito se abrir frente à expressão que ela fez – Se for menina eu... eu não sei... nunca na história dos meus antepassados aconteceu com uma mulher.

– Você está mentindo, não está? – uma lágrima caiu dos olhos dela – Diga que você está mentindo, Anthony, por favor...

– Não Vi. Eu não estou mentindo. – falei – eu posso te mostrar se você quiser, posso me transformar e você vai ver a minha pantera.

– Não, eu não quero. – ela falou com um certo desprezo na voz, aquela não era a minha Vi. – Não quero mais ver você, nunca mais me toque e nunca, nunca mais se aproxime de mim. – ela saiu dali correndo. Eu sentei e fiquei segurando as lagrimas... Mas é impossível quando o centro do seu universo diz para nunca mais encostar nela.


FLASHBACK OFF


Depois disso nunca pensei que fosse ver Nannah. Sempre acompanhei a minha garotinha de longe... Eu via seu desenvolvimento e agora pensar que Violet a despreza, eu não consigo. A garota doce que conheci, virou essa... essa... sem coração? Que tipo de mãe despreza a própria filha?


–Anthony? Pensando na vida?


–Jacob! Você deveria estar se aprontando.


–Ah faço isso em 5 minutos. – ele riu. – tudo bem com você?


–Ah mais ou menos rapaz. Ficar sem Violet é...


–Difícil. Eu sei... o tempo que fiquei sem a Nannah quando ela foi para Califórnia, foi pouco, mas foi mais do que o suficiente para abrir um buraco no meio peito.


–Por esse motivo que eu tenho certeza que você vai ser o melhor para a minha Rosana. – ele sorriu e se levantou.


–Bem, só vim para saber se você estava bem. Agora eu vou voltar. Se eu me atrasar, tenho uma pantera que não vai gostar muito. – eu ri e ele se foi.


No meio tempo em que não dava o horário do casamento, andei pelas redondezas de La Push. 30 minutos antes, fui tomar banho e me trocar.


(...)


Esperar a noiva estava sendo torturante para mim imagina para o noivo?


–Pai? – me virei e pensei estar vendo um anjo. Tão linda que ela estava... minha filha.


–Nannah você está maravilhosa. – ela sorriu e os olhos azuis brilharam.


–Obrigada, o senhor está lindo também.


–Os dois estão lindos...


–Alice! – Nannah disse. Logo a garotinha Renesmee apareceu em um lindo vestido branco e rosa. – Ah! Nessie que linda você está...


–Obrigada. – a pequena agradeceu.


–Allie você também está magnifica. – Nannah disse e ela sorriu.


–Obrigada, mas hoje é o seu dia! Jake está tão nervoso... chega a ser engraçado.


–Logo isso acaba. – eu disse e Nannah sorriu para mim.


–Bom, Nessie, lembra o que eu disse não lembra?


–Andar com calma e elegância. Sim tia Allie.


–Linda! – ela deu um beijo na menina. – te encontro no caminho do altar. – Alice disse e se retirou. Uma musica calma começou a tocar e Nessie entrou carregando as alianças. Nannah respirava fundo e soltava. No mínimo nervosa. Logo uma musica diferente da Marcha Nupicial começou a tocar. Nannah olhou para frente e em seguida para mim.


–Vamos... – eu disse e ela pegou no meu braço assentindo.


–Vamos. – eu comecei a andar calmamente com ela. A decoração estava simples e linda. Várias cadeiras forradas com um tecido branco estavam enfileiradas com os convidados de pé sorrindo para nós. No “altar” o padre estava parado e Jacob ao lado sorrindo feito bobo para a minha filha. Em volta um grande arco de flores brancas rodeava. Imagino que deve ser obra de Alice e alguns Cullens. Os lobos não teriam rapidez para fazer isso tão perfeitamente...


No meio do caminho, eu dei um beijo no rosto de Nannah e a entreguei para George.


–Ameace o garoto. – sussurrei para ele e Nannah riu. – eu te amo querida.


–Eu também pai. Obrigada.


– Obrigado você, por me aceitar. – ela passou o braço pelo de George e eu fiquei assistindo minha filha seguir até o altar, rumo ao felizes para sempre dela.

(MUSICA 2)

POV – Jake

My love
There’s only you in my life
The only thing that’s right.

Linda era um adjetivo pobre para o que eu via na minha frente. Nannah parecia uma deusa, a minha deusa. Nossos olhares se cruzaram e ela sorriu, iluminando meu mundo.


Rachel tinha feito tudo exatamente como eu tinha pedido, só os amigos mais próximos, tudo simples, e os dois pais de Nannah a trazendo pra mim. Primeiro Anthony, que a trouxe até a metade do caminho, e agora George.


Minhas mãos suavam, apenas alguns passos e ela seria totalmente minha. Nós já estávamos casados, mas eu sentia que pra ela era importante estar casada segundo os costumes dela também.


(Nannah)


My first love,
You're every breath that I take
You're every step I make


Minhas pernas estavam bambas, e meu coração batia tão acelerado que parecia querer sair do peito.


– Respira fundo, já estamos chegando nele. – George falou baixo. Eu tomei uma lufada de ar. Tudo parecia lento demais, eu queria correr pros braços de Jake.

And I
I want to share
All my love with you
No one else will do...

– Cuide bem dela, ou você vai ter que se acertar com dois pais enfurecidos. – George falou nos fazendo rir.


– Pode deixar, ela está em boas mãos. – Jake sorriu pra mim e eu me perdi no olhar apaixonado dele.


And your eyes
Your eyes, your eyes
They tell me how much you care
Ooh yes, you will always be
My endless love


– Irmãos e irmãs, estamos aqui reunidos para unir esse casal, que superou inumeras adversidades, mas prevaleceram no amor, e hoje estão aqui para fezer seus votos de amor eterno. – o padre falou fazendo todos se sentarem, só eu e Jake ficamos de pé.


Two hearts,
Two hearts that beat as one
Our lives have just begun

Forever
I'll hold you close in my arms
I can't resist your charms

Eu estava aérea para tudo ao meu redor, as palavras do padre eram um som de fundo. Apenas os olhos de Jake e a expressão feliz no rosto dele me interessavam naquele momento.


(Jake)

And love
I'll be a fool
For you,
I'm sure
You know I don't mind
Oh, you know I don't mind

'Cause you,
You mean the world to me
I know
I know
I've found in you
My endless love


Minha, ela finalmente era minha. Não que não estar casado com ela fosse fazer alguma diferença, ela seria minha sempre, casados ou não. Acho que nunca disse nada tão convicto na minha vida, como o sim que acabava de dizer para ela. E ouvir o sim dela, mesmo embargado pelas lágrimas, foi a coisa mais incrível que já ouvi em toda minha vida.


Oooh, and love
Oh, love
I’ll be that fool
For you
I’m sure
You know I don’t mind
Oh you know
I don’t mind

And, YES
You'll be the only one
'Cause NO one can deny
This love I have inside
And I'll give it all to you
My love
My love, my love
My endless love


– Pode beijar a noiva. – o padre falou, Nannah praticamente pulou no meu colo, jogando os braços, com buque e tudo no meu pescoço.


(Nannah)


Eu estava pouco me importando pra quem estava assistindo nosso beijo, tudo que me interessava agora é que Jake era definitivamente meu. Nos afastamos sob risos e pigarros dos convidados.


– Eu te amo. – Jake sussurrou no meu ouvido.


– Também te amo. – respondi.


– Ownnn esse foi o casamento mais lindo do mundo. – Rachel falou nos abraçando – Só vai perder pro meu, que eu espero não demore muito. – ela olhou de cara fechada pra Paul, que riu e lhe deu um selinho.


Jake e eu recebemos abraços e felicitações de todos, inclusive de Diana, minha ex-patroa. Fiquei feliz em vê-la ali.


– Bom, vamos pra sua casa, Jake, vamos fazer um almoço lá pra comemorar. – Becky falou.


– Nós já vamos – Jake falou. Sue se despediu e seguiu com os outros. Ficamos apenas, Jake, eu, meus pais e meus filhos, que eu corri para pegar no colo e matar a saudade.


– Alguma novidade sobre Violet? – George perguntou.


– Não vamos falar disso agora – Anthony reclamou – Hoje é dia da Nannah e do Jake, não é hora de falar dos meus problemas.


– É hora sim, pai. – falei – Infelizmente a Violet não quis me ouvir, pelo contrario, ela aproveitou minha ida lá pra destilar mais veneno e pisar mais em mim.


– Eu sabia que voce não devia ter ido. – Anthony falou – Não queria que voce se magoasse mais.


– Independente de mágoa – falei entregando Ivy e Matt para Jake e abraçando meu pai – Valeu a pena tentar.


– Bom, pelo seu esforço, eu vou desistir por enquanto de deixar de me transformar. – ele falou me fazendo sorrir – Não prometo que vou viver pra sempre. – ele falou – Mas acho que posso aguentar mais um pouco... pelo menos até o Natal, ou até o aniversário de um ano dos meus netos...


– Jura? – eu o abracei mais apertado.


– Será meu presente de casamento pra você – ele sussurrou contra meu cabelo – Mais alguns meses, pra conhecer a minha filha.


– Eu te amo, pai. – falei vendo os olhos dele se encherem de lágrimas. Pelo canto do olho pude ver George com uma expressão esquisita – Você também seu bobo – falei o puxando para me abraçar – eu amo os dois, meus dois pais.


– Nós sabemos disso – George me deu um beijo na testa – Agora vamos, que festa de casamento sem os noivos não combina.


oOo


Não era uma festa, era apenas uma reunião, com os lobos, seus imprintings e os mebros do conselho, feita na área dos fundos da nossa casa.


– Meu Deus Nannah, me deixa ver isso nas suas costas! – Mel falou me virando de costas pra ela – Ainn que lindo!!! Eu posso ter uma também?


– Não sei, Mel. Pergute sua sogra depois. – falei e ela saiu gritando Sue.


– Isso aqui pode não ser uma festa, mas nós vamos ter a dança dos noivos né? – Rachel perguntou. Embry correu colocando uma musica no aparelho de som e Jake me puxou para o meio das pessoas, onde foi rapidamente improvisada uma pista de dança.


A musica era a mesma que dançamos no dia do casamento de Emily e Sam, a primeira vez que deixamos nossos sentimentos totalmente expostos, eu me arriscaria até a dizer que era o dia em que decidimos nos amar.


Encostei a cabeça no peito de Jake e o deixei me guiar. Logo outros casais começaram a dançar também. Mas de todos um casal em especial me chamou a atençao.


– Leah está dançando com George? – perguntei e Jake se virou para ver os dois dançando coladinhos – Ok, acho que perdi alguma coisa ali. – falei.


– Quer saber agora, ou mais tarde? – ele me olhou travesso e começou a se aproximar do casal — Quer a honra de uma dança com sua filha? – ele perguntou a George que pegou minha mão e entregou Leah para Jake.


– Leah, pai? – perguntei o olhando. Ele riu de lado e me girou se afastando de Jake e Leah.


– Algum problema com ela? – ele me perguntou.


– Problema não – falei – mas acho que ela não gosta muito de mim...


– Não é isso – ele falou – Ela me explicou o que era, acho até que ela vai querer conversar com você.


– Mas voces estão namorando?


– Quase isso... – ele riu – Eu diria que estamos caminhando pra isso.


– Eu fico feliz por você – falei – Se voce e Leah se gostam, voces tem que ficar juntos mesmo.


– Que bom que você pensa assim. – ele me deu um beijo na testa.


– Posso? – Anthony perguntou parado ao nosso lado. George me entregou para ele e eu comecei mais uma dança.


– Você está linda hoje. – ele falou baixo – Mas acho que já te disse isso.


– Obrigada, pai. E me desculpe por não conseguir trazer o seu imprinting. – falei.


– Você fez mais que devia filha, e só de voce ter tentado, ter enfrentado algo que foi tão ruim no seu passado, já me deixa feliz.


– É bom saber que vou poder ter mais um pouquinho de você. – encostei minha cabeça no peito e me deixei levar pela musica.


Notas finais
E ai que acharam???? Digam-me nos reviews!