Crossroads - Vidas Cruzadas
25 Capítulo 24 - Wrapped in your arms
Notas iniciais
Vamos ler???
Enjoy it....
POV — Nannah
Um silêncio enorme tomou conta da sala, nem uma mínima respiração era ouvida e meu coração batia tão acelerado que eu podia apostar que todos ali estavam o ouvindo.
- Bom depois do que vocês me contaram eu devia dizer que é mais que sua obrigação se casar com minha filha – George falou sério – mas olhando pra ela agora, e vendo como seus olhos estão brilhantes, e isso com certeza não se deve à nossa reaproximação e sim ao pedido que você acabou de fazer, eu sei que ela é feliz com você, então só me resta dizer que você é bem vindo à família, filho.
Jake abriu um sorriso imenso e se abaixou na minha frente.
- Na cultura quileute, nós não damos um anel de noivado às nossas escolhidas. – ele tirou uma pulseira delicada do bolso. – Eu fiz no dia que percebi que você era minha escolhida, enquanto eu esperava pra poder vir aqui e contar tudo pra você. Eu coloquei aqui cada lembrança dos nossos momentos juntos, e todo o amor que tenho por você. Nossas vidas vão estar sempre entrelaçadas como as fitas dessa pulseira.
Ele pegou minha mão para colocar a pulseira no meu braço, mas antes ele me olhou nos olhos e falou ainda com um sorriso no rosto.
- Nannah, eu demorei tempo demais pra perceber, mas agora tudo o que eu mais quero na vida é você do meu lado. Você me faria o homem mais feliz desse mundo, aceitando se casar comigo. Você aceita?
Eu não sabia se conseguiria responder a pergunta dele sem me desmanchar em lágrimas.
- E...Eu... Claro que eu aceito Jake. – falei me jogando em seus braços.
Todos na sala começaram a nos aplaudir, enquanto Jake me beijava.
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- Eu só não entendi uma coisa – Rachel falou quando estávamos brindando o noivado meu e de Jake – O que vocês contaram pro George que te obrigaria a casar com Nannah?
Jake riu, sendo acompanhado por mim, meu pai e Paul.
- Princesa, você realmente não entendeu? – Paul falou me fazendo o olhar, ele sabia? – Está na cara que Nannah ta grávida!
Rachel, Mel e Seth olharam pra mim e pra Jake.
- É sério isso? – Seth perguntou e Jake fez que sim com a cabeça.
- OMG! Eu vou ser tia! – Rachel gritou vindo me abraçar – Ahhh eu não acredito. Paul, eles passaram na nossa frente!
- A gente ainda tem muito tempo princesa. – Paul a abraçou por trás depois de parabenizar Jake, que agora recebia o abraço de Seth. Eu pude ouvi Seth sussurrar “Magoa ela e eu te arrebento”, o que fez Jake rir.
Todos estávamos comemorando novamente, quando um estrondo vindo da floresta chamou nossa atenção. Jake, Seth e Paul saíram correndo, George os acompanhou, mas Mel não deixou que ele saísse. Poucos minutos depois Jake voltou sozinho, dizendo que foi apenas uma arvore velha que caiu. Eu não acreditei muito, mas não quis aumentar a conversa.
Mel e George se despediram, ela levaria meu pai para um hotel em Forks. Ele saiu com a promessa de voltar amanhã. Rachel foi atrás de Paul e eu e Jake ficamos sozinhos.
- Feliz? – Jake perguntou me abraçando por trás quando ainda estávamos na varanda.
- Bastante – respondi me virando pra ele – Agora me conta, o que realmente aconteceu na floresta?
- Uma árvore caiu. – ele respondeu sem me olhar nos olhos eu peguei seu rosto entre minhas mãos o fazendo me encarar.
- Jake, eu sei que a arvore não caiu sozinha, me fala o que foi. – ele respirou fundo antes de falar.
- Foi o Embry. – ele falou rápido, mas eu consegui entender.
- O... Embry? – perguntei confusa.
- Vamos entrar, eu tenho muita coisa pra te contar. – ele falou me puxando pra dentro de casa.
Fomos até o quarto de Jake, onde ninguém nos incomodaria, me sentei na cama e ele me acompanhou, fechando a porta assim que passou por ela.
- Os quileutes acreditam que nosso povo descende dos lobos... e existem algumas lendas que falam que nossos guerreiros, numa época difícil, podiam se transformar em grandes lobos e proteger nossa tribo. Você vai ouvir mais detalhadamente sobre as lendas dos quileutes na fogueira... agora o que você precisa saber, é que as lendas, elas são reais, amor.
- Reais? Tipo existem mesmo guerreiros que se transformam em lobos gigantes? – perguntei sem acreditar.
- Não exatamente guerreiros, nós somos mais protetores...
- Nós? – minha voz subiu uma oitava – Como... como assim nós?
- Eu, Embry, Seth, Paul, Jared, Quil, Leah, Colin e alguns outros garotos...
Olhei pra Jake esperando ele começar a rir por ter me pregado uma peça, mas ele continuou me encarando sério. Então o que ele disse no carro, sobre ser algo que o acompanharia a vida toda, e o fato de Embry ter derrubado uma árvore minutos atrás, começaram a fazer sentido na minha cabeça.
- Oh meu Deus... – sussurrei – por isso vocês carregam tanto mistério, falam coisas que não devem ser ditas, ou falam em códigos... Ou somem durante períodos longos do dia... são tão grandes e fortes... e quentes... Eu nunca imaginei isso. – me levantei da cama caminhando até a janela, o vento frio me fez tremer um pouco. Jake se aproximou rápido me fazendo olhar pra ele.
- Amor, eu quero que você saiba que nunca, nunca vai correr perigo aqui, pelo contrário, você vai estar mais protegida perto de nós que longe...
- O que mais? – perguntei eu sabia que tinha mais coisa escondida ali – O que mais eu tenho que saber?
- Mais nada, apenas que eu também sou um lobo...
- E Isabella – perguntei, as lembranças das coisas estranhas que ela havia feito voltando à minha mente, agora elas não pareciam mais ser tanta loucura.
- O que tem ela? – Jake rebateu.
- Ela é estranha – falei – e não venha me falar que é impressão minha. Você acabou de me dizer que vira um lobo, então o que eu vi em Isabella, e que antes eu achei que fosse coisa da minha cabeça, pode muito bem ser real.
- O que você viu?
- Eu vi os olhos dela mudarem de cor, vi ela rosnar pra mim, vi ela aparecer de repente como se tivesse pulado de uma das imensas árvores da floresta... O que tem de errado com ela?
- Bella é uma vampira, assim como os outros Cullen.
- Vampira?
- É, vampira... existem muitos deles. Alguns como os Cullen, outros diferentes...
- O que os Cullen tem de especial?
- Eles não se alimentam de sangue humano...
Fiquei em silencio, eu não tinha o que dizer, tudo parecia tão irreal.
- Nannah, eu não queria ter que te contar isso, desde que nos conhecemos eu queria você longe desse mundo sobrenatural onde eu vivo, mas agora, você é parte dele. Não tem como te afastar desse mundo, sem te afastar de mim.
- Eu preciso pensar Jake... – falei – Preciso ficar sozinha e pensar...
POV — Jake
- Não me afasta de você. Não fica com medo de mim – implorei – eu não saberia viver sem você.
- Eu só quero pensar, Jake. É muita coisa pra um dia só. Meu pai que não é meu pai de verdade, Embry quebrando arvores, lobos, vampiros. Eu preciso de um banho, preciso de um tempo pra mim, de um pouco de realidade.
- Eu te amo – sussurrei em seu ouvido antes dela sair do meu quarto.
- Vou me lembrar disso sempre. – ela falou me olhando com os olhos cansados.
Me joguei na cama assim que ouvi a porta do banheiro se fechar. Não demorou muito e Rachel entrou no meu quarto.
- Tudo bem? – ela perguntou se sentando.
- Eu achei que ela aceitaria melhor – murmurei – Emily, você, Kim aceitaram tão facilmente...
- Jake nós crescemos ouvindo as lendas, nós sabíamos de toda essa magia que roda nosso povo, só não tínhamos consciência que ela era real. Então quando descobrimos que tudo era verdade, nós acreditamos, porque crescemos nesse meio, mas Nannah é de fora, ela só viu coisas assim em filmes. Querer que ele aceite tudo muito fácil é pedir demais...
- E se ela não me quiser mais? – perguntei.
- Você é cego, ou se faz? – Rachel sorriu – Nannah te ama demais, Jake. Por mais difícil que seja acreditar, uma hora isso acontece. Dê a ela espaço pra pensar.
- Obrigado. – falei a beijando na testa e me levantando.
- Onde você vai? – Rachel perguntou.
- Preparar algo pra ela comer. Nannah não se alimenta há muito tempo, e meu filho precisa de nutrientes. – foi impossível não sorrir ao dizer meu filho. Rachel me sorriu de volta.
Fui até a cozinha e preparei alguns sanduíches e um suco. Comi minha parte e deixei a de Nannah lá. Passei pela porta do banheiro e vi que Nannah já havia terminado seu banho, o cheiro dela estava fresco, era um cheiro bom de flores e dia de chuva.
Entrei no banheiro pra tomar banho – ou talvez apenas pra sentir o cheiro dela que ela mais concentrado ali – inspirei fundo, enchendo meus pulmões do cheiro dela. Tirei a roupa e entrei debaixo do chuveiro. A expressão confusa no rosto de Nannah ainda cintilava por trás das minha pálpebras fechadas. Será que ela me aceitaria? Eu sei que ela disse antes que não importava qual fosse o meu segredo, ela sempre me amaria, mas será mesmo que ela seria capaz de amar alguém como eu? Alguém que vai carregar pra sempre a obrigação de se transformar num lobo?
Escorei a cabeça no box, deixando a água cair nas minhas costas, e me desliguei de tudo. Apenas as lembranças do momento meu e de Nannah na caverna podiam passar, o momento onde eu a tive pela segunda vez nos meus braços.
“É este o quadro inteiro
Ou isso é apenas o início?
É desse jeito que você me ama?
Você está conquistando meu coração
Eu costumei a tentar e andar só
Mas eu tenho a iniciativa de crescer
E quando me disse pra só confiar
Eu finalmente estou permitindo
Eu permito”
Por tanto tempo eu quis alguém pra mim. Alguém que eu pudesse amar sem medo de ser magoado, sem medo de ser usado e depois descartado. Alguém que me amasse de volta. E agora, que eu tenho Nannah, eu não sei como seguir sem ela.
Eu posso até estar sendo um louco desesperado, um medroso, mas Nannah me deixa sem defesa, eu fico à mercê das vontades dela. Se ela me disser, quando eu sair desse banheiro, que ela não quer como marido, como companheiro, um cara que toda hora explode num lobo, eu não vou ter nada a fazer, a não ser sair da vida dela. E isso me mataria.
Por isso eu não queria sair daqui. Quanto mais tempo eu passasse dentro desse banheiro, mais tempo seria sem ela me olhar e dizer que não me quer mais.
- Jake? – Rachel chamou batendo na porta – Você não é único habitante dessa casa! Cai fora daí logo!
Contra minha vontade, eu desliguei o chuveiro me enrolei numa toalha e sai. Passei por Rachel que estava com um bico enorme e fui pro meu quarto me trocar. Vesti só uma bermuda, eu iria pra ronda daqui a pouco, então não precisava de mais que isso. Sentei na cama sem coragem pra sair do quarto. Eu podia pular a janela e ir direto pra ronda, mas a preocupação com Nannah, em saber se ela havia comido, se ela estava bem, me fez levantar e ir até a sala.
- Está na varanda – Paul falou quando entrei na sala procurando por Nannah – Rach me falou que você contou pra ela. – assenti – Paciência, cara. O mundo foi feito em sete dias.
Me joguei no sofá ao lado dele, tomando o controle de suas mãos.
- É fácil falar, difícil fazer. – falei mudando de canal
- Hey, eu estava assistindo! – ele reclamou quando coloquei em um canal automotivo.
- Você tem casa folgado. – falei sem olhar pra ele.
- Jake, você já é chato, quando ta carente fica seis vezes pior. – Eu ia reclamar, mas a porta da sala foi aberta.
O cheiro dela chegou até mim junto com o vento que entrou pela porta aberta.
- Eu quero ver – Nannah falou parando na minha frente – Seu lobo, eu quero ver.
Paul se engasgou com a cerveja que bebia e eu olhei Nannah desorientado. Se ela tinha ficado tão perturbada por me ouvir falar que virava um lobo, pensa se ela visse?
- Acho melhor não. – falei.
- Porque? – ela retrucou.
- Pode ser perigoso.
- Rachel já te viu como lobo, Paul? – ela perguntou a Paul sem desviar os olhos de mim. Paul ficou calado – Responde, criatura. – ela desviou os olhos pra ele – Rachel já viu o seu lobo?
Paul assentiu.
- Então eu também quero ver o seu, Jake. – ela falou segura – Se sou seu imprinting, eu tenho esse direito.
- É arriscado – tentei mais uma vez. Na verdade eu tinha medo que ela visse meu lobo e ai sim decidisse não querer mais nada comigo.
- Não me importo. – ela falou.
- Eu tenho medo – confessei – Medo que você o veja e não me queira mais.
Nannah se ajoelhou na minha frente e cravou seus olhos nos meus.
- Você disse que seu lobo é parte de você. Que é algo que vai estar com você pro resto da sua vida. Bom, se eu vou ficar com você pra sempre, então eu devo ser apresentada ao seu lobo. – ela ficou em silencio por alguns minutos, apenas com os olhos fixos nos meus – eu não vou a lugar nenhum, nem vou me afastar de você, por pior que seja a situação. Mas eu preciso ver Jake.
A forma como ela disse que precisava ver, e o seu olhar ainda preso ao meu, não me deixaram outra alternativa, eu tinha que obedecer a vontade dela.
- Você me promete não correr? Eu juro que não te farei nenhum mal, mas você tem que me prometer ficar parada aonde eu te colocar. Não quero você correndo o risco de se perder na floresta.
- Eu não vou sair do lugar, prometo. – ela falou ainda me olhando.
Apenas me levantei, segurando sua mão e a levando comigo. Caminhei com ela até um lugar da floresta onde seria seguro me transformar. Coloquei Nannah parada perto de algumas árvores e me afastei uns bons metros dela.
Já distante o suficiente, tirei minha bermuda. Nannah me encarava confusa, mas eu não dei importância a isso. Me preparei já sentindo a quentura tão familiar tomar conta dos meus braços, pernas e costas. Então eu deixei vir, o tremor subiu por minha espinha e em segundos eu estava em quatro patas.
Mantive minha cabeça abaixada, não tinha coragem de olhar pra Nannah. Ouvi o leve roçar das folhas no chão e meus sentidos se aguçaram, se Nannah estivesse fugindo eu seria rápido em me destransformar e alcançá-la, mas mãos leves tocando o pelo do meu rosto me fizeram acordar dos meus pensamentos.
Nannah segurou ambos os lados da minha cabeça e a puxou pra cima, me fazendo a olhar nos olhos. Suas mãos alisaram as laterais da minha cabeça, chegando próximo à minha orelha – uma vez que pelo meu tamanho ela não alcançava mais.
“Estou vendo de forma muito mais clara
Olhando através de seus olhos
Eu jamais poderia encontrar lugar mais seguro
Mesmo se eu tentasse...
Todas as vezes que eu precisei de ti
Nunca saiste do meu lado
Eu estou agarrada à cada palavra sua
Nunca me deixe partir
Não me deixe partir”
Ela parecia estar me aceitando, e esse pensamento encheu meu peito de esperança, que se triplicou quando eu senti os lábios de Nannah se encostarem na região entre meus olhos. Ela depositou um beijo suave ali, depois passou o braço pelo meu pescoço, como se quisesse me abraçar.
- Você é lindo – ela falou, depois ficando na ponta dos pés sussurrou na minha orelha – Volta pra mim.
Entendi na hora que ela me queria de volta na minha forma humana. Eu deixei o calor e o tremor retrocederem, voltando às duas pernas quando os braços de Nannah ainda estavam em volta de mim. Aproveitei a posição e a enlacei pela cintura, a trazendo pra mais perto.
- Obrigada por me aceitar – falei.
- Eu te amo. – foi o que ela me respondeu me fazendo sorrir como um idiota e a tomar num beijo urgente. – Jake... – ela sussurrou contra meus lábios – você está sem roupa...
- Ótimo vamos tirar a sua também... – sussurrei de volta.
- Jake! – ela me repreendeu afastando seus lábios dos meus – Nós estamos no meio da floresta...
- E daí? – falei buscando sua boca pra mais um beijo.
- Pelo que acabei de saber, existem outros lobos, e eu sinceramente não preciso de nenhum voyeur* aqui não...
- Eles não vão se aproximar – falei distribuindo beijos em seu pescoço – e também eu não to me importando muito pra quem vai olhar, não.
- Mesmo que for o Embry? – interrompi meus beijos. Embry era um caso a parte, eu não queria ele olhando para nenhuma mínima parte de Nannah. Vesti minha bermuda depressa a pegando do colo e correndo pra dentro de casa. Nem mesmo parei para ver se Rachel e Paul estavam na sala, eu tinha coisas mais importantes pra me preocupar agora.
“E eu estou aqui para ficar
Nada pode nos separar
E eu sei, eu estou bem
Você me nina suavemente
Envolvido em seus braços...
Estou em casa”
Notas finais
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E ai? Como ficou? Comentem muito....
Ahhhh deixa eu dar uns recadinhos.... Minha amiga Luh tem três fics divas.... Não sei se ela posta aqui no Nyah, mas lá no TFI tem... São: Encontro em Paris, Next to you e Tinha que ser você.... todas são DIVINAS... eu super recomendo... Luh é minha parceira em idéias e capas...
Bjos amadas... nos vemos semana quem vem... se eu tiver muitos coments.... bjos, bjos, bjos....
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