Crossroads - Vidas Cruzadas

24 Capítulo 23 - De volta ao passado


Notas iniciais
Oiiiiii amadas!!!! Voltei rapidinho hein??? Espero que isso me faça merecer algumas recomendações.... e reviews... mas isso é papo pra depois... agora vamos ler galera!!!!
Pra quem acompanha interativo: http://tfiapoio.blogspot.com.br/2012/02/crossroads-vidas-cruzadas-by-nannah.html

POV – Nannah

Feliz era pouco pra descrever o que eu sentia agora, essa era a segunda vez que eu acordava aqui na caverna abraçada a Jake, e o melhor era saber que dessa vez ele não me abandonaria pela manhã. Me aconcheguei mais no peito de Jake, onde eu me encontrava deitada, ele estreitou os braços ao meu redor e deu um beijo na minha cabeça;

- Como você descobriu? – perguntei quebrando os silencio.

- Descobri o que? – ele rebateu.

- Que eu era seu imprinting.

- Rachel que me abriu os olhos, ela que me mostrou o que eu não estava querendo ver...

- Então se não fosse pela Rach, você ainda estaria esperando o seu imprinting?

- E você estaria longe... – ele sussurrou.

- Mas agora eu to aqui – falei levantando a cabeça e apoiando meu queixo em minhas mãos que estavam espalmadas em seu peito – e eu não vou mais embora.

- Nunca mais? – ele perguntou sorrindo

- Nunca mais. – respondi me esticando para dar um selinho nele.

- Eu queria ficar com você aqui a vida toda – Jake falou me afastando e se sentando – mas acho melhor voltarmos pra casa, ta todo mundo louco atrás de você.

- Não quero voltar – fiz bico – quero ficar aqui com você.

- Nós vamos ter muito tempo pra ficar juntinhos assim. – ele me deu um beijo longo.

Nos trocamos e saímos da caverna seguindo até onde eu havia deixado meu carro.

- Nannah – Jake me chamou antes de entrarmos no carro eu me virei pra ele e o vi com a expressão séria – Tem algumas coisas que você precisa saber, sobre mim... sobre os quileutes... mas eu não sei como te falar.

- Você está me preocupando – falei.

- É que eu tenho medo da sua reação quando você souber... – ele disse me olhando com um olhar agoniado e o desviando em seguida.

- Hey... olha pra mim – me aproximei e segurei seu rosto entre minhas mãos – não importa o que você vai me contar, eu sei quem você é, e eu te amo. Nada nesse mundo vai mudar o que eu sinto. Eu farei tudo pra aceitar e entender o que quer que seja que você vai me contar.

- Obrigado – ele sussurrou contra meus lábios – Você nem imagina o quanto eu fico feliz em saber disso.

- Agora me fala o que é tão importante.

- Aqui não – ele pegou minha mão me guiando para o lado do carona do carro – Em casa nós conversamos. Depois que tomarmos um banho e comermos alguma coisa, eu estou faminto! – como se concordando com Jake, meu estomago roncou – viu, vocês também estão com fome.

Ele colocou as mãos quentes sobre minha barriga, o que me fez sorrir e não bater nele por ter me deixado curiosa.

- Não acredito que você me preocupou, me deixou curiosa pra não me contar nada. – falei entrando no carro.

- Desculpa, pequena. – ele fechou a porta e deu a volta para ocupar o seu lugar ao volante – É algo muito complicado pra eu te contar assim...

- Tudo bem Jake, mas saiba que não vou te dar sossego até você me contar.

- Não se preocupe, isso não é algo que eu vou me esquecer. Eu preciso que você saiba de tudo. – olhei pra ele de sobrancelhas arqueadas.

- Como assim precisa. – perguntei.

- É algo que faz parte da minha vida, algo que eu vou carregar comigo pra sempre. Então você precisa saber.

- Nossa desse jeito até parece que você carrega uma maldição, tipo como se você fosse a fera e pra se livrar da maldição precisasse de um beijo de amor verdadeiro – brinquei.

- É mais ou menos isso, mas sem o beijo de amor verdadeiro... e eu não classificaria como maldição...

Olhei pra ele totalmente descrente, ou Jake estava tirando uma com minha cara ou eu estava ouvindo coisas. Ele estava sério, não tinha nem uma mínima expressão de quem estivesse brincando.

- É sério isso? – perguntei, mas ele não me respondeu, continuou olhando pra frente guiando o carro numa velocidade acima do permitido.

- Chegamos – ele falou e eu percebi que já estávamos na porta da casa dele de onde saiam Rachel, Paul, Seth, Mel e Embry todos com caras que variavam entre super preocupados e muito bravos.

- Nunca mais faça isso, ouviu bem? – Seth falou passando por todos até chegar a mim – Como você some assim e preocupa todo mundo? Por que fazer isso com quem te ama tanto?

- Desculpa Seth, eu fiquei assustada com algumas coisas e não pensei direito. Mas eu to aqui agora... – me desculpei.

- Assustada com o que? – ele desviou os olhos de mim e olhou pra Jake que balançou negativamente a cabeça.

- Coisas que vão ser explicadas na hora certa, Seth – Jake falou me puxando pra perto dele.

- Nós merecemos uma explicação agora Jake. – Rachel falou – Nannah nos deixou aflitos, se essa é a razão dela, então deixe ela nos contar.

- Deixa Nannah em paz, Rach. – Jake reclamou.

- Não deixo não. Pode começar a se explicar, mocinha. – Rachel se virou pra mim com as mãos na cintura e o cenho franzido.

Eu ia abrir a boca pra falar, mas as palavras me faltaram, minhas pernas tremeram e eu perdi completamente a noção do que ia dizer quando meus olhos focalizaram a pessoa parada na varanda da casa dos Black.

- Que merda ele ta fazendo aqui? – perguntei azeda olhando pros cinco parados na minha frente.

- Fui eu quem chamou. – Mel falou séria – Você sumiu e não me deu outra alternativa. Eu não sabia mais onde te procurar...

- Você prometeu não contar pra ele onde eu estava. – falei ainda encarando George Howard, antes conhecido como meu pai.

- E eu não contei, afinal eu não sabia onde você estava.

- Bom agora você sabe. – falei – Eu vou sair daqui, quando ele tiver ido embora, vocês me procuram e eu conto o que vocês querem saber.

Me virei em direção ao carro, Jake que se manteve o tempo todo ao meu lado me dando apoio me seguiu.

- Você devia ouvir o que ele tem pra falar, Nannah – Mel falou me fazendo virar e olhar pra ela.

- Ele teve dez anos pra me falar o que quisesse, mas ele quis me ignorar. Bom agora é a minha vez. – abri a porta do carro e já estava pronta pra me sentar quando senti as mãos de Mel no meu braço.

- Ele está sofrendo tanto quanto você. Eu me arriscaria até a dizer que ele sofre mais. Você perdeu o Terry, ele perdeu os dois filhos. Ele não tem ninguém, você tem todos nós.

- Eu fiquei muito tempo sem ter ninguém, tendo ele morando na mesma casa que eu, porque eu me importaria com ele, se ele nunca deu bola pro que eu sentia?

- Ele é seu pai, Nannah. – Mel retrucou.

- Ele deixou de ser meu pai dez anos atrás. – falei sentindo lágrimas molharem meu rosto – Não fui eu quem escolheu isso, foi ele.

Entrei no carro e fechei a porta. Jake, que já estava no volante, arrancou me tirando de lá. Eu não me preocupei pra onde ele estava me levando, dobrei as pernas e abracei meus joelhos escondendo meu rosto que já estava banhado de lágrimas.

O carro parou, não levantei meu rosto para olhar onde estávamos. Senti as mãos quentes de Jake me puxarem pro colo dele, onde ele me abraçou apertado, fazendo com que as lágrimas virassem um choro descontrolado.

- Não chora assim, pequena. Eu não consigo te ver assim. Dói demais. – ele pediu agoniado, mas eu não conseguia controlar meu choro.

Um tempo depois, eu me sentia um pouco mais calma, apesar de uma ou outra lágrima ainda cair. Jake me abraçava com um dos braços e com o outro ele fazia carinho nas minhas costas.

- Eu esperei tanto tempo por uma reação dele – falei me referindo à George – Qualquer uma, podia ser uma bronca por eu chegar tarde, ou por uma nota baixa. Um pedido pra abaixar o som, pra não ver TV até tarde, mas nada, ele nunca disse nada. Ele nunca se importou. Eu nem mesmo sei o que eu fiz pra ele me odiar.

- Ele não te odeia, pequena. Não tem como alguém odiar você. Você é tão boa, tão carinhosa...

- Então porque ele não falava mais comigo? Porque ele não me tratava como filha? – perguntei voltando a chorar.

- Você tem a chance de ter todas as respostas, amor. – Jake levantou meu rosto para que eu o olhasse – Você pode ir lá e perguntar pra ele tudo o que está te matando por dentro.

- Eu não quero ele na minha vida de novo. – falei.

- E quem disse que ele precisa voltar pra sua vida? Você só precisa ouvir. Mais nada. Você vai lá, ouve o que ele tem pra dizer e ele vai embora. Pronto. Pelo menos as suas duvidas não vão mais existir, e você não vai mais chorar assim...

- Você vai comigo? – pedi – Fica do meu lado enquanto eu converso com ele?

- Eu vou estar sempre onde você me quiser. – ele me deu um selinho e me colocou de volta no banco do carona.

Não demorou e nós estávamos na porta da casa dele. Jake desceu do carro primeiro, abrindo a porta pra mim em seguida. Eu hesitei um pouco antes de descer do carro, todos os anos sem a presença do meu ‘herói’ – era como eu via meu pai até meus oito anos – voltaram à minha memória, fazendo meu coração doer. Jake se abaixou perto de mim.

- Eu não vou sair do seu lado – ele falou – eu vou ficar segurando sua mão, o tempo todo.

Ele esticou a mão na minha frente e eu prontamente a segurei apertado. Jake me ajudou a descer do carro e seguiu comigo até a porta. Sua mão se mantinha firme na minha.

Assim que abrimos a porta e entramos, todos os que estava na sala se viraram pra nos olhar. George ainda estava lá, sentado ao lado de Mel. Seth e Embry estavam de pé atrás do sofá e Rachel e Paul perto da cozinha.

- Eu só vou conversar – falei com a voz ainda embargada – Isso não significa que eu vá colocá-lo da minha vida outra vez.

- Eu só preciso que me escute mesmo, não peço nada além disso.

- Então comece. – falei.

Mel se levantou, levando Seth com ela. Embry os seguiu e Rachel e Paul já não estavam mais na sala. Jake caminhou comigo até a poltrona que ficava em frente ao sofá onde George estava sentado.

I try not to think
About the pain I feel inside
Did you know you used to be my hero?
All the days you spent with me
Now seem so far away
And it feels like you don't care anymore

Eu tento não pensar
Na dor que eu sinto por dentro
Você sabia que deveria ser meu herói?
Todos os dias que você passou comigo
Agora parecem tão distantes
E eu sinto como se você não se importasse mais

Olhei ao meu redor estranhando por Violet não ter aparecido ainda, se bem que não era espanto nenhum que ela não estivesse aqui. Seria bem impossível ela despencar de Los Angeles aqui pra colocar seus preciosos Lamboutins nas areias de La Push.

- Ela não vai aparecer aqui – George falou e eu o olhei com as sobrancelhas arqueadas – Violet, ela não vai aparecer por aqui. Nós nos separamos, depois que você fugiu de casa.

- Eu não fugi de casa, eu me mudei – falei sustentando o olhar dele – eu tinha cansado de tudo o que vocês me faziam passar, tinha me cansado de carregar a culpa pela morte do Terry que Violet insistia em jogar nas minhas costas. Eu tinha me cansado de ver você me ignorar o tempo todo.

- Me desculpe filha – ele falou e eu vi algumas lágrimas escaparem de seus olhos – eu te julguei e te condenei por uma coisa que você nunca teve culpa.

- Por quê? – perguntei as lágrimas tomavam conta dos meus olhos também – Eu só tinha oito anos, tudo o que eu queria era ser uma garota feliz e amada pelos pais. A Violet eu entendo, ela nunca me quis, nunca me amou, mas você? Nós tínhamos um relacionamento bom, você parecia me amar, e de repente você me esqueceu, era como se eu nunca tivesse feito parte da família. Se não fosse o Terry, eu não sei o que seria de mim.

- Você não é minha filha, Nannah – ele falou olhando pro chão.

- Foi exatamente assim que sempre senti – respondi me levantando, não fazia sentido nenhum ficar ali o ouvindo se ele pensava exatamente o mesmo que eu.

- Não, eu quis dizer que você não é mesmo minha filha, você é filha de outro homem. – ele agora me olhava e eu senti o chão fugir dos meus pés, Jake me segurou, ele também olhava George com cara de espanto – é melhor você se sentar, a história é comprida.

Automaticamente eu voltei a me sentar na poltrona.

- Sua mãe queria muito fazer um curso de especialização em artes plásticas, ela se inscreveu na faculdade para os testes, mas como ele tinha ficado muito tempo sem praticar por causa do Terry, pra cuidar dele, ela achou que não conseguiria passar, então ela decidiu seduzir um dos professores que fariam a avaliação. Os dois dormiram juntos. – George fez uma parada para respirar, eu imaginava o quanto deveria ser difícil pra ele falar tudo isso, reviver essa traição, pra mim também era difícil acreditar – Dois meses depois, saíram os resultados da avaliação e sua mãe passou, mas a surpresa pra ela foi descobrir que estava grávida. Eu quando soube fiquei radiante, eu teria mais um filho, ou filha que era o que eu mais queria. Mas sua mãe queria abortar, dizia ser por causa da especialização, que ela queria muito fazer, mas uma gravidez ia atrapalhar tudo.

- Dessa parte eu sabia – falei – eu sempre soube que Violet teve que desistir do sonho dela por minha causa, e sempre achei que ela me odiasse por isso, por eu ser a prova do fracasso dela.

- Eu também pensava assim, filha – ele continuou – até aquele dia que nós discutimos – eu me lembrava bem desse dia, o dia em que ele começou a me ignorar, o dia que eu perdi meu pai. George tirou um papel do bolso do terno e esticou pra mim.

Eu não tinha forças nem vontade de pegar aquilo, foi Jake quem o fez. Ele desdobrou o papel. Era o meu desenho, o desenho que eu tinha feito pra ele e que Violet havia rasgado.

- Você guardou – falei com a voz tremula pelas lágrimas.

- Na verdade foi Marta quem guardou – Marta era a nossa empregada, ela era muito carinhosa comigo e com Terry, mas ainda não era o carinho que eu queria receber, não era carinho de mãe – ela sabia que um dia eu me arrependeria de ter feito o que fiz com você. Pena que eu demorei demais. – fiquei em silencio, apenas olhando o desenho. No papel estávamos eu, o Terry e meu pai, feitos em rabiscos de uma criança de oito anos, nós três estávamos sorrindo num parque de diversões, era a retratação do dia mais feliz da minha vida – quando sua mãe me falou que você não era minha filha, que você era fruto da traição dela, eu quis voltar no tempo, quis voltar no dia que ela me falou que iria abortar e quis permitir que ela o fizesse.

Meus olhos se arregalaram com aquela revelação, fiquei sem reação e o papel caiu de minhas mãos se assentando no tapete. Meu coração disparou em batidas irregulares, minha mão apertou a de Jake, que passou o braço livre ao meu redor e sussurrou um ‘eu te amo’ em meu ouvido. Ele queria me mostrar que independente do que acontecesse ali, ele estaria comigo no final.

- Eu senti muita raiva de Violet e de você. Hoje eu sei que foi irracional, você era uma criança inocente, não tinha culpa da traição da sua mãe, mas eu fiquei cego pela dor de ser traído e de carregar nos meus ombros a responsabilidade por tal ato. – ele respirou fundo mais uma vez passando a mão pelos cabelos grisalhos – Quando Terry morreu eu achei que Deus estava me punindo, que estava me levando o meu único filho eu me revoltei. Terry era tudo o que eu tinha de meu, o único que daria seqüência ao meu sangue, mas quando eu acordei e vi que você não estava em casa, eu senti o desespero. Eu percebi que eu te amava como minha filha, independente de você não ser meu sangue. Você era minha porque Deus tinha colocado você na minha vida. Eu demorei pra ver isso filha, foi preciso perder o Terry, perder você e ficar sozinho pra entender o quanto eu tinha sido cruel com você.

“Eu liguei pra policia, eu fiz tudo o que eu podia pra encontrar você, mas você tinha ido embora sem deixar um mínimo rastro pra trás. Eu então contratei um detetive particular, o melhor de Los Angeles, coloquei todo o meu dinheiro numa busca insana pra te encontrar. Quando Violet percebeu que eu estava vivendo pra encontrar você, ela surtou, gritou comigo disse que eu era burro por perder tempo com uma bastarda. E foi ai que eu vi que o tempo todo era ela que me envenenava que me impedia de te amar.

Ele se levantou e ajoelhou na minha frente

- Eu a internei numa clinica de recuperação, porque todos os médicos que procurei me disseram que ela estava passando por uma depressão pós-traumática. E com ela longe eu me dediquei com mais afinco a te encontrar. Nomeei outra pessoa como presidente da empresa, passei a receber apenas os lucros, lucros estes que eu colocava na sua busca. Eu já estava desistindo, todas as minhas esperanças tinham se esvaído e eu vi que esse era o preço que eu teria que pagar por ter sido não cruel com você. E quando Mel me ligou, dizendo que você esteve aqui, eu nem pensei direito, peguei o primeiro avião e vim correndo pra cá. Essa era a minha unica chance de te pedir perdão. – ele segurou minha mão livre e olhou dentro dos meus olhos.

- Filha, eu sei que tudo o que eu fiz no passado não me torna merecedor de ser perdoado por você, eu te machuquei, eu te abandonei no momento que você mais precisou de mim, eu sei também que talvez eu não possa mais fazer parte da sua vida, mas eu só queria ter a chance de dizer que eu te amo Nannah, eu me arrependo de todos os dias que deixei passar sem te dizer isso. Você tem todas as razões do mundo pra me odiar, mas você vai ser sempre minha filha, filha do meu coração e eu vou sempre ter muito orgulho de dizer isso.

Eu senti todas as minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto, meu coração batia acelerado. Sem pensar em nada eu apenas me abaixei e abracei George.

- Eu senti tanto a sua falta – falei chorando e senti que ele também chorava.

- Ah minha boneca, me perdoa, me perda por todas as vezes que eu te neguei meu amor e meu carinho.

- Esquece isso – falei afrouxando meu abraço, coloquei o rosto dele entre minhas mãos – agora é uma vida nova, sem passado, sem mágoas.

- Eu te amo tanto filha.

- Eu também te amo pai. – chamá-lo de pai fez meu coração bater forte, parcialmente curado, afinal ainda haveria sempre um buraco nele, uma dor, um espaço não preenchido, o lugar onde deveria estar o amor da minha mãe, mas Violet seria sempre a mulher que me deu a luz, nunca a mãe que me amou.

Nós dois choramos juntos, até que Jake aproximou com dois copos de água, entregando um pra mim e um pra George... pro meu pai, dizendo que eu devia me acalmar, que tantas emoções não fariam bem pra mim. George nos olhou confuso.

- Acho que você devia dar a noticia ao seu pai, pequena. – Jake falou sorrindo – Ele vai gostar de saber. Pelo menos eu rezo pra ele gostar e não querer me matar depois...

Eu ri. George ainda estava confuso.

- A família vai crescer, pai. – falei vendo seu rosto iluminar quando o chamei de pai, mas sua expressão ficar séria quando ele se deu conta do que eu havia dito – Eu to esperando um filho do Jake. – completei.

George ficou branco de repente e sua boca se abriu num ‘O’. Ele revezava olhares entre Jake e eu. Até que ele parou o olhar sério sobre Jake.

- Espero que suas intenções agora sejam sérias com ela – George falou fazendo sua melhor cara de mau.

- Minhas intenções são as melhores... a propósito, aproveitando que o senhor está aqui. – Jake falou caminhando até a porta e chamando os outros para entrar. Cada um se acomodou num canto da sala pequena, que com a presença de Jake, Seth e Paul em todo seu tamanho, ficava ainda menor. Só Embry não entrou, eu imaginava o quão difícil estava sendo pra ele ver Jake e eu juntos. Mas isso era preocupação pra outra hora, agora o que importava era Jake parado ao lado da poltrona onde eu estava sentada, olhando pro meu pai.

- O que você vai fazer Jake? – Rachel perguntou com um sorriso maroto no rosto.

- Senhor Howard – Jake começou – a principio eu ia fazer isso sem falar com o senhor, devido às circunstancias, mas como as coisas mudaram, pra melhor, claro, eu posso antes de fazer qualquer coisa, perguntar ao senhor se eu posso ter a honra de me casar com sua filha.

Notas finais
porque tipo assim... eu tenho 35 leitoras, .. 21 delas colocaram a fic nos favoritos e em todo capitulo tenho entre 6 e 10 reviews.... CADÊ AS LEITORAS????
Assim não tem quem se anime! Eu ainda posto Crossroads aqui em consideração à essas que comentam, caso contrário a manteria apenas no TFI.
Bom, não vou ficar dando broncas, afinal ninguém é obrigado a comentar, não é mesmo? Comenta quem quer, eu só queria que vocês - que não comentam - soubessem que EU SINTO FALTA DE VOCÊS PESSOAL!
E quanto ao capitulo? O que acharam? O capitulo tinha uma capa, mas não consegui colocá-la aqui, então quem quiser ver dá uma passadinha no link interativo...
Espero reviews ok??? Bjos!