Crossroads - Vidas Cruzadas
20 Capítulo 19 - Complicações
Notas iniciais
Ahhh antes que eu me esqueça, quero agradecer à Vivi que percebeu e me avisou sobre um erro meu no capitulo 17... Gente eu ressucitei o Billy! kkkkkkkkk..... mas já corrigi o erro, ok?
Então vamos ao capitulo?
POV – Jake
Corri até a casa de Quill passando por onde ninguém me veria correr numa velocidade inumana. Bati na porta com um pouco mais de força, o que não fiz por querer e sim por estar ansioso demais. Quill abriu a porta com cara de quem estava dormindo.
- Que é Jake, eu acabei de chegar da ronda, será que é muito querer dormir um pouco?
- Eu preciso falar com seu avô. – falei depressa.
- Ele ta no escritório do conselho.
- Droga – falei voltando a correr.
- De nada – ouvi Quill gritar antes de fechar a porta.
Corri mais um pouco, agora numa velocidade normal, afinal o escritório do conselho ficava no centro da reserva. Lá eu vi Sue e o Sr. Ateara conversando com um casal de turistas que queriam tirar umas fotos das praias, e como todo turista que vem aqui sabe, para se tirar fotos é necessário autorização do conselho.* O que é feito mais por segurança, vai que por vacilo de um dos lobos um turista fotografa a criatura imensa... daí pra cair na internet e a reserva virar um circo é um pulo só.
O casal saiu do escritório com a autorização para fotografar apenas as praias e com um guia que iria junto para garantir que isso não fosse desconsiderado, o guia que por acaso era o Brad, um dos últimos a entrar pra matilha, o conselho podia parecer rígido com essas ‘leis’, mas na maioria das vezes era isso que garantia o nosso segredo bem guardado.
- Jacob! – Sue me cumprimentou quando ia saindo. – Como está.
- Bem – falei – na medida do possível.
- Precisa de alguma coisa?
- Só conversar com o Senhor Ateara...
- Tudo bem, eu vou indo, tenho que preparar o almoço do Seth e da Leah. – ela ia sair, mas se virou pra mim mais uma vez – a propósito, obrigada pelo que fez ontem, não sei o que deu na Leah, nunca imaginei que ela pudesse fazer uma cena daquelas.
- Ela só estava se sentindo ferida Sue. – falei – Leah é uma boa pessoa...
- Eu sei, obrigada mais uma vez Jacob. – dito isso ela saiu, no mesmo instante o Sr. Ateara apareceu na minha frente.
- Jacob, precisando de algo?
- Respostas – falei me sentando numa das poltronas que tinha na pequena sala.
- E quais são as perguntas? – ele se dirigiu à porta fechando-a para que não fossemos interrompidos e se sentou na minha frente.
- Tem como um lobo se interessar pelo imprinting do outro? – perguntei sem fazer rodeios.
- Bom isso nunca aconteceu na história, mas um guerreiro lobo também é um homem, ou seja, ele pode olhar uma mulher mesmo que ela seja comprometida.
- Mas eu não to falando só de olhar, eu to falando de desejar, de querer estar com ela, de lutar pela felicidade dela.
- Olha só Jacob, quando um imprinting acontece, todos os lobos recebem algo como um aviso no interior deles, dizendo que aquela mulher não pode ser desejada. É como se um lobo mostrasse para o outro que aquela é a escolhida dele. – ele explicou – o que aconteceu para surgirem essas perguntas?
Ponderei por alguns instantes se contar tudo para o senhor Ateara era a melhor opção, mas decidi omitir a parte sobre o sonho com minha mãe. Não é porque Seth não me achou louco que o Sr. Ateara também não acharia.
- Sabe a Nannah? – perguntei.
- A garota da Califórnia? – fiz que sim com a cabeça – O que tem ela?
- Eu acho que eu e Embry temos a mesma atração por ela... – ele me olhou como quem pergunta ‘e o que isso tem haver com o imprinting?’ – eu sinto como se houvesse um imã que me puxa pra ela o tempo todo, e desde que eu a conheci que Bella perdeu toda a importância que tinha sobre mim. O meu primeiro pensamento do dia é Nannah e o meu ultimo também é. Eu sinto como se ela fosse tudo o que eu preciso pra viver. E eu sei que Embry se sente do mesmo jeito.
- Isso é porque vocês dois estão apaixonados por ela. Não quer dizer que vocês sofreram imprinting pela mesma garota.
- E ainda tem o Seth – falei ignorando o que ele tinha acabado de dizer.
- O que tem o Seth?
- Ele também fica pajeando ela, cercando o tempo todo... apesar dele tratá-la mais como um irmão...
- Bom com o Seth parece ser outra coisa, talvez ele veja nessa garota, Nannah, uma reposição do que Leah não é. Seth provavelmente sente necessidade de proteger a Leah, mas ela não permite então ele encontrou a chance protegendo Nannah, mas isso é um caso a parte... vamos voltar ao que você dizia. – ele respirou fundo e se inclinou para a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos – Jake, quando um imprinting acontece, não tem como não saber que ele esta acontecendo. É o tipo de coisa que muda tudo dentro e fora de você.
- Acho que entendi – falei me convencendo de que Nannah não era meu imprinting, nem o de Embry, afinal se fosse ele já a teria reivindicado pra ele. Mas eu ainda teria que conversar com ele, afinal estando com ele Nannah também corre risco de sofrer quando Embry tiver um imprinting – Obrigado... tio**. – falei me levantando.
- Estarei aqui sempre que precisar. – ele sorriu pra mim. Eu abri a porta e sai.
Chovia – pra variar – e eu decidir ir andando devagar. As gotas frias caíam sobre minha pele e eu esperava que essa chuva levasse embora a confusão que estava na minha cabeça e principalmente no meu coração.
Nem sei quanto tempo levou pra que eu chegasse em casa, tomei um banho e me joguei na cama, eu queria dormir e não acordar mais, mas acho que isso não me era permitido, caso contrario a porcaria da minha vida teria acabado tempos atrás, quando o vampiro quebrou meus ossos... tentei dormir, mas isso eu também não conseguia. Fiquei lá deitado, esperando a vida passar.
No silencio do meu quarto eu podia ouvir todos os sons que me cercavam, até mesmo os distantes. Eu ouvia as pessoas passando na rua, ouvia os carros na rodovia, ouvia a água do mar se chocando com as pedras na praia. Esse som me trouxe lembranças da noite passada, a única noite que Nannah esteve nos meus braços.
- Traz meu imprinting logo, mãe... essa espera dói. – sussurrei pro vento.
Voltei a me concentrar nos sons a minha volta, mas antes não tivesse feito isso. O som que chegou aos meus ouvidos foi o equivalente a um soco no estômago.
- Então eu te pego amanhã?... Minha namorada. – Embry falou e eu podia até ver o sorriso que ele trazia nos lábios.
- Pra que esse trabalho todo? Você trabalha aqui na reserva, não faz sentido você me levar em Forks e voltar, eu posso ir sozinha. – Nannah retrucou.
- Então eu posso vir te ver antes de você sair? – ele pediu.
- Não sei por que, mas pode. – Pelo som da voz dela ela sorria.
- Então até amanhã, namorada. – Ele pôs uma entonação diferente, como se quisesse provar pra alguém aquilo que dizia. Claro que o alguém era eu, Embry sabia que eu estava aqui dentro, ele queria me provocar.
- Idiota. – falei sabendo que ele ouviria.
- Boa Noite Emb. – um som de estalo, um selinho, óbvio.
- Humpf – Embry bufou – Não quero só isso.
A partir daí eu resolvi ignorar os dois lá fora, ou eu ia pirar de vez. Um tempo depois eu a ouvi entrar, seus passos soavam leves no piso de madeira, meu coração acelerou, minhas pernas queriam que eu me levantasse e fosse até lá, meu lobo queria que eu a tomasse nos meus braços e a fizesse minha de novo, mas eu não podia. Sai do meu quarto assim que ouvi a porta do quarto dela se fechar. Eu iria para a ronda, andar pela praia, pra qualquer lugar, desde que esse lugar fosse longe de Nannah.
Ainda chovia, mas isso não fazia a menor diferença pra mim. Sai andando sem rumo, minhas pernas tinham vida própria, quando percebi estava parado na entrada da caverna. Tentei avançar um passo para o meu refugio, mas eu não conseguia, eu tinha perdido aquele lugar também? Já não bastavam todas as perdas que tive na vida? Perdi minha mãe, perdi Bella, perdi meu pai, perdi minha sanidade, perdi Nannah... o problema todo era eu, eu não fazia as coisas direito, eu sempre metia os pés pelas mãos.
Era só pensar um pouco, fora a minha mãe todas as outras perdas eram minha culpa. Eu perdi Bella porque fui fraco e não lutei um pouco mais por ela, eu devia ter me arriscado mais, devia ter enfrentado Edward. Eu perdi meu pai porque o deixei sozinho, eu fiquei tão afogado na minha dor, que não prestei atenção nele e o dei de bandeja pro sanguessuga o matar. Eu perdi Nannah porque sou idiota o suficiente pra isso... não, eu não havia perdido Nannah. Ela era apenas proibida pra mim, algo que por mais que eu esticasse as mãos eu nunca alcançaria.
Fiquei ali pelo que me pareceram horas, eu devia ir para a ronda, afinal eu agora era o alpha, mas eu não tinha cabeça pra isso agora, se eu me transformasse tudo o que eu ia conseguir era enlouquecer os garotos com meus próprios problemas, mas talvez estar na ronda, saber como iam as coisas pra eles, me ocupar dos conflitos deles era o que eu precisava. Me levantei decidido a cumprir meu papel de alpha. Eu tinha responsabilidades com a reserva, não podia deixar meus problemas interferirem nisso.
POV – Terry
Realmente o problema era com Jake, será que ainda cabia mais um pouco de idiotice nele? Ta certo eu queria voltar à vida só pra ir lá e arrebentar ele pelo que ele fez com minha irmã, mas como eu não podia fazer isso... eu ainda tentei ajudar o cara, mas ele me ouviu? Obvio que não! Fui eu quem fez o lobo dele se ‘revoltar’ e querer de qualquer maneira minha irmã. Que Patch não saiba... mas acontece que Jacob consegue ser muito, muito mais burro que eu supus.
- Meu Deus, a raiva nesse quarto é palpável... – Patch entrou no meu quarto reclamando – Eu não sei se você sabe Terry, mas raiva é a primeira parcela da passagem pro inferno...
- Eu tenho meu direito de ficar irritado, esse Black é mais burro que tudo! – falei – Eu ainda acho que não foi boa idéia Sara ter falado com ele que o imprinting ia chegar.
- Meu filho estava sofrendo, Terry. Eu falei com ele o que ele precisava ouvir! – Sara também apareceu reclamando, seu marido apareceu atrás dela. Billy Black aparentava estar bem mais jovem e agora sem a cadeira de rodas – O que você diria para consolar Nannah? Tenho certeza que você faria algo parecido pra tirar a dor do coração dela.
- Tá, ta, ta... – falei me rendendo – Me desculpe pela minha opinião, apesar de ainda achar que seu filho é meio lerdo...
- Será que eu posso conversar um pouco com Terry? – Billy perguntou com sua voz grossa ressoando pelo quarto.
- Claro – Patch respondeu saindo e levando Sara com ele, ela como sempre sorriu para o marido daquele jeito que parece que os dois estão tendo uma conversa particular por pensamentos.
Depois que os dois saíram Billy se aproximou de mim e pos uma das mãos no meu ombro.
- Vamos dar uma volta – em segundos estávamos na floresta de La Push. Eu gostava daqui, era o tipo de lugar que eu gostaria de ter conhecido quando era vivo. – Sabe Terry, tem coisas no imprinting que ninguém sabe explicar, outras que ninguém conhece. Eu sei que é difícil entender a resistência do meu filho à sua irmã, mas para e pensa, Jacob lutou muito por Bella, não só por amá-la, mas também porque ele não queria vê-la perder sua humanidade. Ele despendeu tempo, energia e amor demais por alguém que não retribuiu da maneira que ele esperava, quando Sara falou com ele que a escolhida dele ia chegar, que ela ia levar embora a dor que tomava o coração dele, meu filho se agarrou a isso com todas as forças, esse era seu bote salva-vidas, era a única saída do oceano de dor que ele enfrentava.
Billy me olhou com os olhos sábios e astutos, olhos de quem tinha vivido muito, e continuou.
- Eu conheço meu filho o suficiente pra te afirmar com toda certeza que ele tem medo de abrir mão da certeza que Sara deu a ele pra ficar com sua irmã. Ele não consegue ver ainda que ela é o imprinting dele por causa do Embry... todos os quileutes que sabem do segredo dos lobos cresceu e viveu com a ideia que dois lobos não dividem o mesmo imprinting...
- Ta ai outra coisa que eu não entendo, por que diabos o Embry tem que estar rodeando Nannah o tempo todo? Por que ele não acha um imprinting pra ele e deixa minha irmã ser feliz com Jacob?
- Isso é outro assunto e agora não é hora de abordá-lo.
- E quando vai ser? – perguntei.
- Em breve. – Billy sorriu e nós nos concentramos pra voltar pro meu quarto. – Paciência Terry, essa é uma das maiores virtudes... e não sinta raiva do meu filho, ele é mais vitima nessa história que você imagina.
Billy saiu do meu quarto ainda sorrindo e eu fiquei ali pensando. Jacob tinha arrumado a maior confusão depois da noite dele e de Nannah – só de lembrar disso meu sangue fervia, se é que eu ainda tenho sangue... – ele ter dispensado ela daquele jeito não foi certo, mas Nannah também tinha sua parcela de culpa... afinal ele foi sincero – parcialmente pelo menos – ao falar do imprinting e ela não acreditou. Eu tinha que arranjar um jeito de fazer ela entender isso, mas como?
Uma idéia brotou na minha cabeça... Talvez se ela tivesse uma amiga com quem conversar. Nannah não tinha muitas amigas na Califórnia, mas tinha uma pessoa que eu sabia que era perfeita pra conversar com minha irmã.
Não demorou nada e eu me materializei no local desejado. As coisas de ‘espírito’ agora eram mais fáceis pra mim. Mel estava deitada na cama dela, um livro no colo, um abajur aceso ao lado. Ela estava linda como sempre. Provavelmente havia adormecido enquanto lia. Me aproximei devagar pra ver o que ela estava lendo e tive que sorrir. Um amor para recordar, de Nicholas Sparks. Nannah já tinha me obrigado a ver o filme com ela, eu me lembrava do dia, ela chorou feito um bebê... Mel também estava lá, ela também chorava.
Me concentrei na cena final do filme, onde o personagem principal estava numa doca, olhando o rio enquanto pensava na garota, que tinha o feito descobrir o amor, que o tinha feito mudar, ser uma pessoa melhor. Eu coloquei Mel lá naquela doca, no lugar do carinha do filme. E ai entrei no sonho...
- Oi pequena – falei me aproximando devagar. Ela estava perfeita ali naquele cenário.
- Terry! – ela exclamou se virando pra me olhar. Eu não resisti e me aproximei dela, eu precisava tê-la próxima de mim. Eu sabia que não era real, mas eu não era real, então pra mim estava mais que bom. – Oh meu Deus, eu to sonhando com você de novo – ela falou me abraçando – mas parece ser tão mais real...
- Eu sei pequena, mas não é. É só um sonho...
- Por que você se foi, Terry? Logo quando a gente ia ser feliz... – uma lágrima rolou pelo rosto dela, eu a capturei com um beijo.
- Não chora pequena, eu to bem... e eu quero que você fique bem também. Você e Nannah... por favor.
- Nannah... ninguém sabe dela. Parece que ela fugiu sem dar noticia pra ninguém, seu pai ta louco atrás dela...
- E... minha mãe? – perguntei. Esse tempo todo observando apenas Nannah eu nem me lembrava de olhar pelos meus pais... minha mãe devia estar sofrendo bastante.
- Tá mal Terry, eu não vou mentir. Eu já vi a tia Violet dar crises depois que você... que você...se foi, mas ultimamente tem sido pior...
Respirei fundo, saber disso não era bom, mas eu não podia me ater a isso, eu tinha que arrumar um jeito delas se comunicarem.
- Mel, eu preciso que faça uma coisa por mim. – falei ela assentiu – preciso que você mande um e-mail pra minha irmã.
- Eu não sei se ela vai ler... – Mel falou – Mas eu posso tentar, o que você quer que eu fale com ela?
- Qualquer coisa, eu só quero que ela saiba que não ta sozinha, que você se lembra dela...
- Claro, claro, eu mando sim. – ela voltou a me abraçar.
- Agora eu tenho que ir.
- Não vai não... – ela choramingou.
- Eu tenho... nem podia estar aqui, provavelmente vou levar uma bronca...
- De quem?
- Ninguém... eu só preciso ir. Fiquei bem... e seja feliz, ok?
- Eu vou tentar... – Ela sussurrou. Eu não resisti ao impulso e meus lábios se encontraram com os dela. Não trocamos um beijo longo, foi apenas um selinho.
- Vou roubar a falar de um filme, você se importa? – ela negou com a cabeça – “Nosso amor é como o vento... (você) não pode vê-lo, mas pode senti-lo”.***
Então eu sai de lá rápido, caso contrario eu nunca sairia. Assim que me materializei de volta no meu quarto dei de cara com Patch.
- Quantas vezes vou ter que repetir pra você não fazer isso? – ele falou calmo, mas seu tom de voz era bem severo.
- Desculpa, eu... – não sabia o que falar, ou eu contava a verdade, que ele provavelmente já sabia ou eu mentia, coisa que eu tinha a impressão ser a segunda parcela da passagem pro inferno...
- Não precisa explicar, eu sei o que você fez... você só não sabe que isso vai desencadear coisas das quais você pode não gostar... então, NÃO reclame depois. – ele falou e saiu me deixando pra trás com uma interrogação do tamanho do Grand Canion na cabeça.
* De acordo com o site www.quileutenation.org em alguns lugares da reserva os turistas precisam de autorização para fotografar.
** Não sei se vcs se lembram, mas no livro Lua Nova Jake conta pra Bella queQuill Ateara, bisavô de Quill era avô da mãe dele (Sara Black) e que ele é primo em segundo grau de Quill (lobo). Sendo assim o avô de Quill é tio de Sara e consequentemente tio avô de Jake. (Deu pra entender minha confusão????kkkkk)
*** A frase que Terry falou é do filme ‘Um Amor pra Recordar’. A versão certa é “Nosso amor é como o vento, não posso vê-lo, mas posso senti-lo.” Eu mudei pra poder encaixar melhor na cena...
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