Crossroads - Vidas Cruzadas
18 Capítulo 17 - Possibilidades
Notas iniciais
Quanto ao capitulo de hoje... segurem-se ai e por favor preparem um copo de água e muitos lencinhos...
"O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE QUE O CAPITULO QUE SE SEGUE PODE SER PREJUDICIAL À CARDIACOS..."
Enjoy it!
Semanas depois...
POV – Nannah
O verão passou rápido, nós tivemos alguns dias de sol aqui em La Push, mas foram apenas alguns dias em três meses. Mas apesar da falta de sol, os preparativos para o casamento de Emily e Sam estava indo de vento em popa. Eu ajudava sempre que podia, sempre que eu não estava morta de cansaço por um longo dia na loja dos Newton.
Algumas coisas aconteceram nesse verão, a começar pelo dia do jantar de noivado na casa de Emily, foi lá que aconteceu o primeiro beijo entre Jake e eu, e foi depois daquele dia que ele mudou o comportamento comigo.
Não que nós tenhamos parado de conversar ou parecido, eu ainda sinto que somos amigos, mas de uma maneira diferente, mais distante. Nossas conversas não são mais as mesmas e agora ele não me leva mais pro trabalho.
No dia seguinte ao nosso beijo, eu acordei e não o vi tomando café na cozinha. Ao perguntar por ele Rachel disse que ele havia saído cedo, mas que tinha avisado que meu carro estava na garagem, pronto pra ser usado. Então desde desse dia eu vou e volto de Forks sozinha.
Outra coisa que aconteceu nesse verão foi eu ter conhecido Edward Cullen, o marido de Isabella.
Flashback on
“Eu tinha decidido dar uma volta perto do rio que fazia divisa entre a reserva e a cidade de Forks. Seth já havia me levado lá algumas vezes, de modo que eu me lembrava bem do caminho. Eu estava andando distraída quando o vi parado do outro lado do rio.
Eu não fazia idéia de quem era no momento que o vi, mas eu sabia que ele era bonito pra caramba. Era uma beleza diferente do Jake e dos outros garotos quileutes, esse garoto de cabelo cor de bronze, pele clara – e bota clara nisso – e olhos dourados, era como um anjo, diferente da beleza de Apolo do Jake.
Ele me lembrava alguém. Não pela aparência, mas pelas características incomuns, eu só não conseguia me recordar quem ele lembrava.
Não sei quanto tempo fiquei parada hipnotizada pela beleza dele, mas foi tempo suficiente para vê-lo sorrir e meu rosto corar de vergonha por ter ficado encarando ele.
- Olá – ele falou – Eu sou Edward Cullen.
- O marido da Bella? – falei mais rápido do que desejava, me lembrando no exato momento que era ela que ele me fazia lembrar.
- O próprio. – ele sorri mais uma vez – E você é?
- Nannah. – falei e ele acenou como se já soubesse me nome.
- Desculpe a minha indiscrição, mas o que você está fazendo aqui sozinha, Nannah?
- Eu só vim dar uma volta – falei corando mais uma vez, mas o que tinha de errado com a minha circulação sanguinea? – Seth me trouxe aqui algumas vezes e eu achei que não teria problema vir sozinha.
- Desculpe mais uma vez, mas eu acho que não é muito seguro andar pela floresta sozinha, principalmente quando está perto de anoitecer.
- Acho que não me toquei muito na hora... – falei, então eu me lembrei que Isabella havia andando pela floresta sozinha algumas semanas atrás – Acho que você devia dar o mesmo conselho à sua esposa... – ele arqueou a sobrancelha – algumas semanas atrás ela estava sozinha na floresta, até o Jake a encontrar e... bom essa é uma história longa e eu acho que não tenho muito tempo... de qualquer maneira, acho que ela foi até onde estava andando, pois não vi o carro dela parado na estrada...
- Pode deixar que vou conversar com ela a respeito disso – ele me respondeu cordial.
- Acho melhor eu ir agora, foi um prazer conhecê-lo Edward – falei e me virei para sair, mas antes que eu ficasse de costas para Edward vi pelo canto dos olhos Isabella parar ao lado dele como se tivesse caído do galho de uma das arvores. Voltei imediatamente a olhar para os dois.
- Olá Nannah – ela falou com uma ponta de sarcasmo na voz – perdida?
- Não – respondi – estou apenas dando uma volta. Como você apareceu aqui tão rápido?
- Rápido? – ela sorriu – Eu vim andando normalmente.
- Eu tive a impressão de ver você... – pensei melhor antes de falar que achei tê-la visto pular de uma árvore, mas isso ia soar meio louco. Melhor deixar a informação pra mim, guardada junto às outras duas, olhos mudando de cor e rosnado de fera... – deixa pra lá.
- Acho melhor você ir agora, Nannah – Edward falou, sua expressão estava séria – vai escurecer logo e você pode se perder.
- Ou encontrar alguma fera. – Isabella falou sorrindo, eu tive a impressão dela dar um outro sentido à palavra fera, mas ignorei.
- É melhor eu ir mesmo – falei me afastando dos dois. Andei depressa de volta pra casa, realmente estava muito perto do anoitecer, e o por do sol, somado às copas altas e densas das árvores e as nuvens espessas no céu faziam a floresta ficar meio assustadora.
Talvez fosse apenas uma impressão deixada pelo comentário desagradável de Isabella. Seth já havia me dito que existiam sim animais selvagens na floresta, mas não havia risco deles aparecerem por esses lados. Ou ele havia dito que não havia risco desde que eu estivesse com ele?
Estava distraída, mas consegui ouvir um barulho de folhas e galhos sendo pisoteados atrás de mim. Seria Edward ou Isabella vindo atrás de mim, pra garantir que eu chegasse em casa? Ou te assustar? A vozinha dizia na minha cabeça.
Tomei coragem e olhei pra trás pra ver se enxergava um dos dois, mas o que vi foi apenas mais árvores. Ok, eu tinha que parar de surtar desse jeito ou acabaria me perdendo, voltei a olhar pra frente e dei de cara com Jacob parado só de bermuda e me encarando com a expressão séria. Foi impossível reprimir um grito. Ah gente dá um desconto, eu estava assustada e a diaba da Isabella tinha acionado o botão ‘desconfiança’ na minha cabeça.
- Que merda Jacob, quer me matar do coração? – gritei pra ele enquanto levava as mãos ao peito onde meu coração batia disparado.
- Desculpa, mas que diabos você está fazendo uma hora dessa no meio da floresta? – ele perguntou cruzando os braços sobre o peito.
- Eu estava dando uma volta, achei que não teria problema uma vez que já vim aqui várias vezes com Seth...
- Acontece que Seth conhece a floresta, ele anda por aqui desde moleque... mas você não conhece.
- Bom eu vim com ele várias vezes, como eu já disse, então eu aprendi o caminho...
- Aprendeu? E como você me explica estar a uma boa distancia da trilha? – ele levantou uma sobrancelha.
- Eu não me desviei, desviei?
- Desviou, e muito.
- Droga – reclamei – culpa da Isabella.
- Nannah, como pode ser culpa de Bella você ter se perdido na floresta?
- Primeiro eu não me perdi, uma vez que você me encontrou antes disso acontecer. A propósito obrigada.
- Disponha.
- E segundo, foi culpa de Isabella porque ela ficou insinuando que eu poderia encontrar alguma fera e eu acabei ficando impressionada.
- Quando Bella insinuou isso? – ele perguntou ainda mais sério.
- Agora a pouco. Eu encontrei o Edward do outro lado do rio e depois ela apareceu... de uma maneira bem estranha diga-se de passagem.
- Estranha como?
- Esquece, você vai me achar doida, como eu mesma estou me achando.
- Não, fala, estranha como? – ele insistiu se aproximando.
- Ta eu falo – suspirei vencida – me pareceu que ela tinha pulado de uma das árvores, uma coisa é praticamente impossível uma vez que as árvores são altíssimas.
- É. Você tem razão, é loucura sua – ele falou tentando sorrir, mas seus olhos demonstravam outra coisa – vem vamos pra casa.”
Flashback off
Depois desse dia mantive uma nota mental de nunca mais sair sozinha na floresta... O bom disso foi que eu e Jake voltamos a ser amigos como antes, ele me confessou que minha companhia fazia falta pra ele e eu disse o mesmo. Sendo assim, o beijo trocado na casa de Emily foi posto de lado e Jake voltou a me levar pro trabalho, apesar de eu insistir pra que ele não o fizesse.
Eu também desisti de pensar no que quer que seja que Isabella tenha de errado. Na verdade eu me convenci de que eu é que vi coisas onde não existia e perder meu tempo com Isabella não era algo legal, eu tinha outras coisas com o que ocupar minha mente, por exemplo as musicas que cantaria e tocaria no casamento de Emily.
É eu cantaria. Ideia do Embry e de Emily, eles dois me ouviram cantar num lual que fizemos na praia alguns dias atrás e Emy – como eu carinhosamente a chamava agora – me implorou pra que eu cantasse no casamento dela eu não tive como recusar. Escolhi musicas simples que eu achei que combinariam bem com Sam e Emy, e junto com a noiva escolhi a musica que substituiria a marcha nupcial. Ficaria tudo muito lindo, exatamente como ela merecia.
Rachel era a dama de honra e madrinha de Emy, uma vez que Leah se recusou até mesmo a estar na cerimônia, coisa que eu não entendi, pois soube que as duas são primas. Jake era o padrinho de Sam, eu fui com ele escolher a roupa que ele usaria já que o mesmo só sabia escolher bermudas e camisas, no mesmo dia acompanhei Rachel na prova do vestido de madrinha (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=42476481&.locale=pt-br) e Emily na do vestido de noiva (http://www.polyvore.com/roupa_de_noiva_emily_crossroads/set?id=42474887&.locale=pt-br), que era simples e incrivelmente lindo.
Agora estávamos todos em casa nos arrumando para o casamento, exceto Rachel que foi se arrumar na casa de Emily. Eu dava os últimos retoques na minha maquiagem e no meu cabelo. Meu vestido (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=29339202&.locale=pt-br) já estava devidamente ajustado no meu corpo e só faltava colocar meus brincos e meu sapato.
Sai do quarto encontrando Jake na sala me esperando. Eu sei que eu tinha o ajudado a escolher a roupa, mas nunca imaginei que ele ficaria ainda mais lindo a usando.
- Nossa – ele sussurrou quando me viu – você está estonteante.
- Obrigada – falei sorrindo e com as bochechas coradas, pra variar – acho melhor a gente ir, afinal a noiva precisa de musica pra entrar...
- Você tem razão, e o noivo precisa do padrinho. – Jake passou p braço pelo meu e nós saímos.
(Jake)
Quase tive uma parada cardíaca quando Nannah saiu do quarto. Ela estava linda, na verdade ela era sempre linda. E como sempre senti aquela forte atração que me levava pra ela.
Eu ficava me perguntando o tempo todo se havia alguma chance dela ser meu imprinting, afinal tinha essa atração gigantesca que me puxava em direção à ela, mas quando eu pensava nisso eu me lembrava de Embry. Ele já havia me deixado claro que gosta de Nannah, então se ela fosse meu imprinting, como poderia explicar dois lobos gostando da mesma garota? A resposta é simples, Nannah não era meu imprinting, eu apenas me sentia atraído por causa da forma que ela me tratava, o carinho que ela me oferecia.
Fomos para a capela de carro, apesar de Nannah insistir que podíamos ir andando, mas seria um pecado colocar toda aquela produção nas ruas de La Push. Chegamos rápido à capela, Sam já estava uma pilha me esperando na porta.
- Caramba Jake, não dava pra ser mais rápido?
- Desculpa Sam, foi culpa minha – Nannah se desculpou – mas fica calmo que ainda tem tempo de sobra, afinal é tradição a noiva se atrasar!
- É tradição também o noivo infartar? – Sam retrucou nos fazendo rir – É serio gente, mas dois minutos em pé aqui eu vou enlouquecer!
- Calma, Sam. Calma! – Falei entrando na capela e o arrastando comigo. Nannah também entrou, mas foi na direção contrária a nós dois – Hey, onde você vai? – Perguntei.
- Pro órgão, alguém aqui tem que tocar... – ela sussurrou.
- Tinha me esquecido disso – sussurrei de volta.
- Anda Jake! – Sam reclamou.
- Vai lá cuidar do noivo a beira de um colapso nervoso... – ela riu e voltou a andar em direção ao órgão.
- Para de paquerar e assume seu lugar de padrinho moleque – Sam falou me empurrando em direção ao altar – fica ai de bobeira... Paul ta louco de vontade de tomar seu lugar...
- Ahh é assim, ta certo então, acho que posso guardar o presente di padrinho pra outra pessoa... talvez pra Rachel e pro Paul, ou pra Kim e pro Jared....
- Humpf... até parece que eles vão te chamar pra ser padrinho deles.... ta convencido demais, hein Jake...
- Há.ha.ha – ia fazer mais uma piadinha com ele, mas ouvi as primeiras notas que Nannah tocava, indicando que Emiily ia entrar. Sam se calou e seus olhos ficaram fixos nas portas por onde Emily entraria, os meus foram parar onde Nannah estava, ela estava linda tocando, como se a musica fosse parte dela...
(Nannah)
Emily estava linda, e a alegria de ver aquele dia se realizando estava estampado no rosto de todos os presentes. Sam também estava muito elegante, segurando o choro, o que era visível, provavelmente ele não queria perder a pose de durão.
Rachel chorava litros, Kim, Sue, Agatha – mãe de Claire – e algumas outras mulheres deixavam escapar uma lágrima ou outra. Claro que a musica ajudava essas lágrimas a caírem, principalmente para aquelas mulheres que tinham seus companheiros. A musica que eu e Emily escolhemos, na verdade Emily escolheu, era ‘From this momento on’ da Shania Tawin. Emily quase surtou – o que era muito raro, visto que Emy é a calma em pessoa – quando viu a partitura com a letra da musica no meio das minhas coisas. Ela disse que a letra era perfeita, e dizia exatamente o que ela sentia pelo Sam.
A partir desse momento, a vida começou
A partir desse momento, você é o único
Bem ao teu lado é onde eu pertenço
Deste momento em diante
A partir deste momento, eu fui abençoada
Eu vivo somente para sua felicidade
E pelo seu amor eu daria meu último suspiro
Deste momento em diante
(Jake)
Apesar de Emily estar linda, apesar da capela estar cheia, eu não conseguia me concentrar em nada que não fosse a linda garota tocando alguns metros à minha frente. A voz doce de Nannah soava em cada canto daquele lugar pequeno e chegava aos meus ouvidos me levando pra um lugar onde tudo parecia ser perfeito.
Abri meus olhos – que eu nem notei que havia fechado – e dei de cara com Embry, sentado numa das primeiras fileiras e olhando na mesma direção que eu, com um olhar admirado. Respirei fundo e desviei meus olhos, seria inútil continuar nessa, eu sabia que Embry amava Nannah, sabia que ela tinha – no mínimo – um carinho por ele, e sabia que um dia meu imprinting ia chegar, então de que adiantava ficar me rendendo a essa força que me puxava pra Nannah se seria loucura tentar qualquer coisa com ela?
Me esforcei para concentrar no casamento e nas palavras que Sam e Emily trocavam. Sem estar tão focado em Nannah, consegui prestar atenção na musica que ela cantava, a letra dizia bem o que seria a vida de Sam e Emily a partir de hoje, na verdade, a musica representava o futuro de qualquer lobo imprinted.
Eu dou minha mão para você com todo o meu coração
Eu mal posso esperar para viver minha vida com você, mal posso esperar para começar
Você e eu nunca nos separaremos
Meus sonhos se tornaram realidade por causa de você
A partir deste momento, enquanto eu viver
Eu vou te amar, eu te prometo isso
Não há nada que eu não daria
Deste momento em diante
(Nannah)
Percebi o olhar de Jake queimando na minha pele. Quanto tempo demoraria até ele perceber como eu queria repetir o beijo que demos na casa de Emily? Por que às vezes eu o sentia tão retraído, como se tivesse medo de dar um passo em minha direção? Bom eu adorava ter a amizade dele, mas acontece que depois de provar dos lábios de Jake, ficava bem difícil não desejar mais.
Me arrisquei a olhar pra ele e o vi de olhos fechados, como se apenas seu corpo estivesse aqui, sua alma parecia estar muito longe. Ele abriu os olhos e seu olhar caiu sobre algo que o fez voltar a prestar atenção no casamento.
Emily e Sam trocaram as juras de amor que todos os casais trocam a séculos e séculos. Era bem difícil não sentir uma pontinha de inveja do amor que Sam devotava à Emy, era algo que parecia ser sem limites, como se ele estivesse pronto e disposto a dar a vida pela mulher na frente dele. Ela retribuía com a mesma intensidade o mesmo amor imensurável capaz de fazer qualquer coisa para deixar a pessoa amada feliz.
...
(Jake)
O lual de comemoração do casamento já rolava há quase seis horas, agora restavam na praia basicamente os lobos e seus imprintings – exceto Quill que já tinha ido levar Claire pra casa, mas prometeu voltar – e alguns poucos humanos ‘normais’, como Nannah, meu pai, Sue e Charlie e alguns parentes de Emily que vieram de Makah.
Depois da cerimônia Sam tomou – frente a todos os convidados – o lugar que era do meu pai no conselho. Esse cargo era por direito meu ou de Rachel, mas eu e Sam conversamos muitos ontem à noite, e eu mais que ninguém sei o quanto ele quer envelhecer junto com Emily, então eu cedi meu lugar no conselho pra ele e acabei tendo que aceitar o bando dele sobre meu comando. Agora eu era o único alpha. Sam ia fazer bastante falta no confronto com os Volturi – os vampiros italianos que estão vindo atrás da filha de Bella, mas ele merece esse descanso ao lada da esposa dele.
Voltando à festa, tudo estava indo muito bem, eu já tinha perdido as contas de quantas cervejas já tinha bebido, mas estava tranqüilo, é preciso uma quantidade considerável de álcool pra me fazer ficar bêbado, eu tinha consciência de tudo o que acontecia ao meu redor, estava completamente preparado pra entrar numa luta agora se fosse preciso, o álcool todo que bebi só me deixava mais ‘solto’.
Eu já estava a um bom tempo observando Nannah dançar, primeiro com Seth e Colin, agora com Embry. Algo dentro de mim se agitava com vontade de estar no lugar dele, de ser minhas as mãos rodeando a cintura fina dela, de ser eu ali, próximo a ela, sentindo sua respiração contra a minha pele. Sem pensar muito eu me levantei e fui na direção dos dois.
- Será que eu posso? – perguntei a Embry indicando que queria dançar com Nannah, ele me olhou com cara de quem queria dizer em alto e bom som ‘Não’, mas ao contrário, ele me entregou a mão dela.
Começou a tocar uma musica mais lenta e Nannah colocou suas mãos ao redor do meu pescoço.
- Se divertindo? – perguntei a olhando nos olhos.
- Bastante – ela respondeu sorrindo – o ultimo casamento que fui era bem paradão, parecia mais um velório... – nós rimos.
- O ultimo casamento que fui era um velório – sussurrei, mas ao contrario da minha intenção ela me ouviu.
- Como?
- Nada não... – desconversei, mas ela me encarou como se soubesse exatamente de que eu estava falando.
- Foi o casamento de Isabella, não foi? – ela parecia me ler por dentro com aqueles olhos azuis brilhantes – O ultimo casamento que você foi.
- Não quero falar disso agora – reclamei a puxando mais pra mim e escondendo meu rosto no cabelo dela – Na verdade, não quero falar disso nunca.
(Nannah)
Eu ia insistir sim sobre esse assunto, ao contrário de todas as vezes – desde que cheguei aqui – que venho ignorando tudo o que eles não querem me contar, nesse ponto eu vou insistir, eu quero saber de Jake tudo o que aconteceu entre ele e Isabella.
- Você gostava muito dela, não é? – perguntei quando ele ainda tinha o rosto escondido no meu cabelo. Ele fez que sim com a cabeça – Por que não lutou por ela, então?
- O outro era mais forte – ele falou passando a me olhar – eu tentei document.write(Nannah), juro que tentei, mas eu não consegui. Ela amava o Edward demais, não dá pra lutar contra isso.
- Então você podia pelo menos se livrar disso... – ele me encarou com os olhos confusos.
- Disso o quê?
- Do fantasma do amor que você sentia por ela... se você vê que ela ama o Edward, que ela ta casada e feliz com ele, é porque já é hora de você buscar a sua felicidade.
- Eu já não me importo mais tanto com Bella... não como era antes... eu não me sinto mais tão preso a ela. – ele falou – É como se as amarras que nós tínhamos tivessem se soltado.
- É porque seu subconsciente já aceitou o casamento dela...
- Não, não é isso – ele me interrompeu – mesmo depois que ela se casou eu ainda me sentia preso a ela, sabe? Como se eu ainda precisasse amá-la, mas ai um dia eu acordei e vi que não existia mais essa necessidade, e ao contrario do que eu sempre pensei, não ficou nenhum vazio no lugar, é como se as outras coisas com que eu tivesse que me preocupar tivessem ocupado o lugar que antes era dela.
- Então porque você ainda fica tão tenso ao falar dela? – perguntei.
- Como você se sente quando falam dos seus pais com você? – ele perguntou e eu entendi imediatamente o que ele queria dizer – Falar de Bella é me fazer lembrar das coisas que aconteceram no passado, e por mais que hoje eu não sinta nada por ela, eu não gosto de me lembrar da dor que eu sentia, porque mesmo que a dor não esteja mais aqui, as lembranças estão e isso por si só já é bem ruim.
- Acho que entendo você – falei encostando o rosto no peito dele – Me desculpe por tocar no assunto.
- Não se desculpe, acho que eu precisava disso, precisava me desabafar com alguém. – ele me apertou mais contra ele – Obrigada.
Ficamos em silencio apenas dançando até a musica acabar. Antes de começar uma nova musica, um burburinho começou próximo ao lugar onde estávamos, Jake se afastou para que pudéssemos nos virar e ver o que estava acontecendo.
Leah vinha andando na direção da pista de dança, ela estava vestida num vestido vermelho com uma fenda que ia do começo da coxa até o chão. O cabelo dela estava impecavelmente arrumado num coque alto, ela usava uma maquiagem preta bem delineada nos olhos e um batom vermelho vivo. Olhar pra ela era como olhar para um letreiro luminoso que dizia “CONFUSÃO” em letras garrafais.
- Mas que diabos ela ta fazendo aqui? – Jake sussurrou. Eu estranhei a pergunta e principalmente o tom que ele usou ao fazê-la, afinal Emily e Leah, pelo que eu sabia eram primas.
- Será que posso ter uma dança com o noivo, prima? – Leah perguntou a Emily, mas seu tom de voz estava longe de algo casual, estava mais para debochado.
- Leah, vamos pra casa – Seth falou tentando tirá-la de lá.
- Não enche Seth, vai lá cuidar da sua irmãzinha nova – ela me olhou com desprezo. Jake se afastou de mim indo até ela.
- Vem Leah – ele falou a puxando pelo braço.
- Cai fora Jacob, vai lá dançar com a princesa e me deixa! – ela se soltou.
- Não. Você vem comigo. AGORA! – ele falou num tom que qualquer um obedeceria e saiu arrastando Leah com ele, Seth foi atrás dos dois.
Meu momento com Jake tinha sido destruído, o que era uma pena, pois eu estava adorando ficar ali nos braços dele. Sai da pista de dança, me afastando do lugar onde estava tendo a festa e fui para a beira do mar. Tirei os sapatos e deixei a água gelada molhar meus pés. Enquanto eu caminhava pela areia.
(Jake)
Ás vezes eu tinha vontade de torcer o pescoço de Leah, principalmente quando ela fazia uma merda como a que tinha acabado de fazer. Será que ela não via que era crueldade constranger Emily daquele jeito? Principalmente num dia que ela estava tão feliz.
Sai arrastando Leah pelo braço até estarmos a uma distancia segura da festa.
- tava pensando em que Leah? – perguntei a soltando e cruzando os braços sobre o peito.
- qual é Jacob, eu não fiz nada que você não tenha feito no casamento de Bella.
- Eu não dei um espetáculo desse na frente de todo mundo.
- Mas quase arrancou o braço dela, e quase matou Edward – ela retrucou.
- Eu tive um motivo pra isso, eu tinha razão pra ter raiva, ok? Ele podia ter matado ela na lua-de-mel. Mas e você, qual o seu motivo?
- Meus motivos não te interessam – ela olhou para o outro lado.
- Que seja, mas agora você vai pra casa, e não vai sair de lá até eu mandar. – falei no tom de alpha, pra que ela fosse obrigada a obedecer. Ela saiu batendo o pé, eu voltei pra festa, mais precisamente pra pista de dança onde eu havia deixado Nannah, peguei uma cerveja no caminho e a tomei toda de uma vez só.
Procurei Nannah pela pista mas não a encontrei, olhei ao redor, mas ela não estava mais na festa. Ótimo mais um motivo pra eu ter vontade de torcer o pescoço de Leah.
- Ela esta caminhando perto da água – Sue falou quando passou por mim.
Terminei a segunda garrafa de cerveja e fui atrás dela. A encontrei parada de frente pro mar com os sapatos nas mãos e a água batendo de leve nos pés.
- Cansou da festa? – perguntei me aproximando, ela se virou um pouco para me olhar sorriu e voltou a fitar o mar.
— Só queria andar um pouco.
- Quero te mostrar uma coisa – falei – vem comigo? – estiquei a mão e ela prontamente a segurou.
(Nannah)
- Quero te mostrar uma coisa. Vem comigo? – ele me pegou pela mão e nós caminhamos em direção à floresta que margeava parte da praia.
- Não sei se quero passear nessa floresta – falei brincando – acho que to meio traumatizada desde a ultima vez.
- Nós não vamos entrar na floresta – ele falou sem me olhar – só temos que passar numa parte dela pra alcançar aquelas pedras ali. – ele apontou para algumas rochas que ficavam mais à frente.
- E o que nós vamos fazer naquelas rochas? – perguntei.
- Vou te mostrar um lugar especial.
Caminhamos um pouco, quer dizer Jake caminhou porque eu mais cai que tudo, apesar de não chegar ao chão nenhuma das vezes, pois os braços fortes dele sempre me seguravam. Depois de uns quarenta minutos nós chegamos na entrada do que parecia ser uma caverna.
- Nós vamos ter que descer um pouco aqui dentro, então toma cuidado, porque as pedras podem estar escorregadias.
- Vou tentar não cair – falei rindo – mas se por acaso eu não conseguir você pode me aparar né?
- Não vou deixar você se machucar, Nannah – ele falou rindo e descendo na minha frente, me ajudando em seguida.
Eu fiquei imaginando o que conseguiríamos ver dentro de uma caverna no escuro e sem Jake estar carregando nenhuma lanterna, mas me surpreendi com a imagem na minha frente. O lugar não se parecia com uma caverna, uma vez que o teto era quase todo aberto, deixando que a luz da lua no céu preenchesse todo o espaço e fazendo-a refletir numa pequena lagoa – pelo menos era o que parecia – e deixando à vista a água incrivelmente azul da mesma.
- Isso aqui é lindo – sussurrei – nem parece real.
- Mas é bem real, vem – Jake me ajudou a descer mais algumas pedras e nós nos sentamos perto da lagoa – eu gosto bastante de vir aqui pra pensar, fugir da vida real sabe? Esquecer um pouco de todos os problemas...
- É, aqui parece ser um bom lugar pra refletir.
Ficamos em silencio um tempo, apenas ouvindo os sons ao nosso redor.
- Por que você me trouxe aqui? – perguntei.
- Sei lá, eu quis compartilhar isso com você. Um lugar especial e uma garota especial.
Nem precisa falar que eu corei totalmente. Se esse era o real motivo de Jake ter me trazido aqui, eu não sabia, mas eu ia aproveitar esse momento de paz que ele estava me proporcionando.
(Jake)
Eu não sei o que deu na minha cabeça ao trazer Nannah aqui no meu refugio. Já faz um tempo que descobri essa caverna e desde desse dia eu venho sempre aqui, seja pra pensar ou apenas pra passar o tempo.
Eu também não sei o porquê de Nannah ter mexido tanto comigo hoje, desde que eu a ouvi cantando no casamento de Sam que eu estou pensando nela sem parar. Eu sei que pra mim é impossível ficar com ela, afinal eu sei que meu imprinting vai aparecer, mas já faz tanto tempo que minha mãe apareceu pra mim e falou isso e eu não tive mais nenhum sinal, e está cada dia ficando mais difícil resistir à vontade que sinto de estar com Nannah. Percebi que os pelos do braço dela estavam arrepiando e me toquei que eu não sinto frio, mas ela devia estar quase congelando.
- Você está com frio – falei tirando meu paletó – toma veste isso.
- Obrigada – ela o vestiu e eu a ajudei a ajeitar ele melhor para que a cobrisse bem.
E foi ai que eu errei, ou talvez não fosse um erro... Acontece que ao ajudar Nannah a abotoar o paletó, nossos rostos ficaram próximos demais e como no dia do noivado de Emily e Sam, eu senti a respiração dela contra meu rosto, e seu cheiro me fez perder toda a sanidade que tinha, na verdade a que me restava, pois as cervejas já tinham levado boa parte do meu raciocínio. Eu só percebi o que fazia depois que senti os lábios dela contra os meus.
Nosso beijo era calmo, eu pude sentir mais uma vez o sabor doce dela, que parecia estar ainda melhor que da ultima vez que nos beijamos. Me afastei da boca dela para que ela pudesse recuperar o ar, mas mantive meus lábios na pele dela.
- Por favor não foge dessa vez – ela sussurrou contra meu ouvido me fazendo rir contra sua pele.
- Nem que eu quisesse eu poderia sair daqui agora. – falei voltando a tomar seus lábios nos meus.
Nossos corpos pareciam agir por vontade própria, as mãos de Nannah subiram pelos meus braços parando na minha nuca, onde ela puxava meu cabelo, enquanto as minhas desciam por sua cintura, se fixando nas suas pernas.
Mantendo minha mão direita na coxa esquerda de Nannah eu apoiei a minha mão esquerda no chão inclinei para que ela se deitasse. Esperei qualquer reação dela de que eu estava indo longe demais, mas ela não me impediu em momento algum, pelo contrário, ela apertou mais as mãos no meu cabelo e gemeu no meu ouvido, o que me deixou ainda mais fora de mim.
- Caramba eu te quero tanto que não consigo nem pensar direito – falei olhando nos olhos azuis dela.
- Então não pensa — ela falou me puxando para que eu a beijasse mais uma vez.
Nossas línguas duelavam numa deliciosa batalha e de repente eu senti que tudo isso parecia certo demais, como se as coisas tivessem sido escritas exatamente desse jeito, Nannah nos meus braços. Decidido de que era isso que eu queria e Nannah parecia não discordar de mim, me levantei um pouco, o suficiente para alcançar o fecho do vestido dela e o puxei pra baixo delicadamente, sem desviar dos olhos dela nenhum minuto sequer.
(Nannah)
Eu estava com a respiração rápida e o coração acelerado, o que não significava que eu não estava preparada para o que ia acontecer, mas apenas ansiosa. Meu coração gritava que Jacob era aquele que eu sempre esperei.
Claro que eu tinha um pouco de medo, essa era minha primeira vez, e se tinha um assunto que nunca abordei com ninguém antes era sexo. Mas eu confiava em Jacob, e tinha como não confiar? Ele sempre esteve por perto, me protegendo da maneira que pudesse, garantindo minha segurança.
Não tem nem palavras pra descrever o que passou por mim quando Jake se levantou e tirou meu vestido, vergonha, ansiedade... um arrepio percorria meu corpo, como se acompanhasse o olhar dele. Suas mãos passavam pela minha pele como se ele estivesse tocando uma rosa que pudesse de desmanchar a qualquer toque mais descuidado.
E era exatamente assim que eu me sentia, como se fosse me desmanchar, minhas pernas já tinham virado gelatina apenas com os toques de Jacob. Ele se desfez do meu vestido e espalmou as mãos quentes ao redor do meu tornozelo se livrando delicadamente de cada uma das minhas sandálias.
Com a palma da mão ele percorreu a parte traseira da minha perna, os beijos começaram na minha panturrilha e foram subindo mais e mais, parando na metade da minha coxa. Jake levantou os olhos e me encarou.
- Tem certeza? – ele perguntou – Porque se eu começar não sei se consigo parar.
- Por Deus, nem eu quero que pare – minha voz saiu num sopro. Senti em seus lábios na minha pele um sorriso dele.
Eu me sentia quente e cada centímetro que os lábios de Jake subiam me deixavam ainda mais quente. Ele se levantou o suficiente para se livrar da minha lingerie, primeiro do sutiã, depois da calcinha. Agora além de quente eu estava vermelha, era a primeira vez na minha vida que eu ficava nua na frente de um homem, mas algo nos olhos de Jake não me deixava ficar insegura.
Ele se inclinou sobre mim e beijou cada uma das minhas bochechas, descendo beijos pela minha mandíbula e pescoço. Sua mão quente descia pelo meu ombro até parar no meu seio, onde ele suavemente passou o polegar pelo bico que já doía de tão duro. Jake estava me torturando, e ele parecia estar gostando disso.
(Jake)
Eu me sentia inseguro, afinal era a minha primeira vez. Eu esperei por Bella, mas ela não me deu a oportunidade, depois esperei meu imprinting que nunca chegou... eu não tinha medo de não saber o que fazer, afinal isso era mais instinto que técnica, também não tinha medo de falhar, o tesão que eu sentia só de olhar o corpo de Nannah me garantia que meu amiguinho lá embaixo estaria pronto pro trabalho, meu medo era apenas magoar Nannah, eu sabia que se ela derramasse uma única lágrima por isso mais tarde, eu sentiria a dor dela na minha alma. Mas eu decidi por me deixar sentir o que estava acontecendo hoje.
E sentir era tudo o que eu fazia agora. Eu sentia o calor e a maciez da pele de Nannah, sentia o sabor doce dos lábios dela. E via... eu podia ver a beleza da pele corada dela enquanto a admirava.
- Linda – sussurrei ao pé do ouvido dela, fazendo-a suspirar para reprimir um gemido.
Fiquei de pé para que me livrar das minhas roupas, principalmente da calça que começava a me incomodar muito. Peça por peça eu tirei até ficar apenas de boxer e voltei a me inclinar sobre ela, eu queria prová-la, queria sentir o sabor de cada canto daquele corpo, principalmente dos mais escondidos. Tomei seus lábios nos meus mais uma vez, eu nunca me cansava disso.
- Eu preciso de você, Nannah – sussurrei encarando aqueles olhos azuis.
Nannah fechou os olhos suspirando e a forma como instintivamente ela abriu as pernas fez um rugido sair de dentro de mim, estranhamente a sensação que eu tinha era que meu lobo queria tanto aquele momento quanto eu. Me ajeitei melhor entre as pernas de Nannah e vi ali naquele centro cor de rosa o quanto ela estava molhada esperando por mim.
Com um grunhido eu me equilibrei e lancei meus lábios sobre ela saboreando o gosto indescritível que ela tinha. Nannah gemeu alto e seus dedos se enroscaram no meu cabelo, me fazendo ira ainda mais fundo nela e agarrar suas coxas com força. Eu beijava seu sexo da mesma forma que há minutos atrás fazia com sua boca, com uma única diferença. O sabor ali era muito melhor.
Nannah começou a ofegar e eu senti que o primeiro orgasmo dela devia estar próximo, aumentei o ritmo da minha língua, enquanto ela se contorcia embaixo de mim. Eu queria estar dentro dela agora, mas eu não podia interromper aquilo, não quando ela estava tão próxima do prazer. Não demorou e seu corpo tremeu sob minhas mãos e em seguida ficou mole. Eu não esperei muito, afastei o rosto do sexo dela e subi para tomar de volta seus lábios nos meus.
(Nannah)
Eu não tinha palavras pra descrever o que havia acabado de acontecer. Jake, com os lábios dele, me levou a um outro mundo, e pra ser sincera eu queria muito voltar lá. Assim quando ele colou os lábios nos meus eu me apressei em tirar a boxer dele, mas antes que eu conseguisse, ele se afastou e levantou, eu senti um vazio tomar conta de mim, e o medo dele fugir exatamente como fez quando nos beijamos a primeira vez me deixou tonta.
Sem dizer nada, ele me puxou pela mão, me pondo de pé na frente dele e me enlaçou pela cintura, tomando mais uma vez meus lábios, só que dessa vez o beijo era urgente, cheio do desejo que nos consumia. Com um dos braços Jake me levantou e eu o abracei a cintura dele com as pernas. Devagar Jake foi caminhando até a água, meu primeiro pensamento foi que a água estaria insuportavelmente fria, mas o corpo quente de Jake colado ao meu fez com que o choque térmico não fosse tão grande, pelo contrário as duas temperaturas diferentes tocando meu corpo me deixaram ainda mais excitada.
Com uma das mãos Jacob se livrou de sua boxer, jogando-a por cima do ombro em um lugar qualquer, e quando nossos sexos se encontraram uma corrente elétrica percorreu meu corpo, se alojando em meu baixo ventre e se espalhando.
Jake se afastou da minha boca e fitou meus olhos e eu vi desejo se derretendo nos olhos dele, como duas labaredas negras prontas a me consumir. Seus olhos baixaram dos meus para meus lábios, pescoço e se fixaram nos meus seios. Seu olhar era faminto, sua mão subiu da minha cintura para a base do meu seio direito onde seu polegar riscava círculos ao redor do meu mamilo. Deus aquilo era bom. Inclinei a cabeça pra trás por instinto e Jake tomou isso como incentivo para levar os lábios ao meu seio. Levantei a cabeça a tempo de vê-lo cobrir meu seio com a boca quente. Meu Deus isso era muito melhor.
Jake gemeu contra minha pele e eu gemi junto. Sua outra mão brincava com meu seio esquerdo enquanto sua boca maltratava o direito ora chupando ora mordendo. Vez ou outra ele invertia, os dedos passavam a brincar com o seio direito e os lábios se ocupavam do esquerdo.
Aquela brincadeira estava me levando à loucura, o que foi confirmado quando a mão livre de Jake escorregou da minha cintura para a minha bunda, onde ele apertou forte, me fazendo gemer mais uma vez. Mas sua mão não ficou ali, ela tinha outra intenção. Me agarrei mais forte aos ombros de Jake quando lentamente ele me invadiu com um dedo. Aquilo foi difícil e dolorido, eu não queria nem pensar quando no lugar do dedo fosse o membro dele, que eu podia sentir contra a minha pele, não era nem um pouco pequeno.
Bem devagar ele começou a estocar os dedos em mim, seus lábios já haviam abandonado meus seios e agora buscavam minha boca. Eu me agarrei a ele e nós nos beijamos como dois desesperados, como se estivéssemos no meio de um deserto e a única maneira de matarmos a sede dilacerante fosse os lábios do outro.
- Eu preciso estar dentro de você – ele falou se afastando dos meus lábios e me olhando nos olhos. Eu fiz que sim com a cabeça, por que apesar de estar com um leve receio de doer, doía mais a vontade de tê-lo por completo dentro de mim. – Pronta? – ele perguntou ofegante, apenas balancei a cabeça dizendo que sim.
Delicadamente Jake me levantou e abaixou devagar, fazendo nossos sexos se encaixarem. Me apertei contra ele tentando aliviar a dor e ardência que sentia ao ser preenchida. Jake me abraçou e permaneceu quieto dentro de mim para que eu me acostumasse com seu tamanho.
Quando eu senti que a dor havia diminuído, me movimentei, percebendo que a fricção trazia uma sensação boa que cobria a dor. Jake começou a me ajudar nos movimentos de sobe e desce, ora devagar, ora rápido. A sensação boa começou a se transformar em prazer e aquele tremor que eu sentia no baixo ventre se multiplicou, fazendo os movimentos se tornarem mais intensos, nosso suor se misturava à água.
- Olha pra mim Nannah – ele falou com a voz rouca – eu quero gozar olhando nos seus olhos.
Olhei fundo nas orbes negras de Jake vendo ali tudo o que havia procurado na vida, segurança, amor, carinho, companheirismo... e foi assim olhando nos olhos dele, vendo promessas de um possível futuro que nos tornamos um só.
(Jake)
Eu e Nannah ficamos um tempo abraçados dentro da água, até que eu achei melhor tirá-la de lá antes que ela ficasse doente outra vez. Saímos da água e eu a fiz vestir minha camisa, enquanto eu vestia apenas minha calça.
- Você não pode ficar sem camisa – ela reclamou – vai acabar ficando doente.
- Não se preocupa comigo, é bem difícil um quileute jovem ficar doente. – falei me deitando e a puxando para que se deitasse comigo.
- Esse lugar ficou ainda mais lindo pra mim – ela falou se embolando ao meu lado, eu a abracei para que meu calor a aquecesse e joguei meu paletó por cima dela.
- Pra mim também, ele agora é ainda mais especial que já era antes. – dei um beijo na cabeça dela – Agora dorme um pouco, depois voltamos pra casa.
Nannah suspirou e ficou olhando o céu pela abertura no teto da caverna, não demorou muito e nós dois estávamos dormindo.
Não sei em que momento do meu sono comecei a sonhar, mas eu sabia que era sonho. Eu Nannah estávamos na praia fazendo um piquenique, nós estávamos felizes. De repente uma menininha gritou da beira do mar, meu coração se apertou, mas eu vi que o gritinho dela não era de algo ruim acontecendo, mas sim de divertimento, ela estava se divertindo brincando com a água.
Eu reconhecia aquela menininha, aquele tom de pele era idêntico ao meu, e não era preciso ela olhar pra mim pra que ter certeza que os olhinhos dela eram da cor dos de Nannah. E eu soube quem era ela antes mesmo dela me chamar.
- Papa, papa – ela gritou e veio correndo até mim – vem, vem pega conchinha.
- O papai já vai princesa – eu respondi e ela voltou correndo pro mar.
- Acho que ela nunca ficou tão animada na praia – Nannah falou do meu lado.
- E eu acho que nunca fui tão feliz – falei dando-lhe um beijo. Ela me olhou e sorriu.
- Vou lá nela – Nannah se levantou e caminhou até nossa filha, me deixando maravilhado com a visão dela perfeita num biquíni azul.
Fiquei ali sentado apenas olhando as duas, sentindo o quanto eu as amava. Foi quando uma sensação estranha invadiu meu peito, como se algo me chamasse. Procurei por Nannah e nossa filha e vi as duas brincando na beira da praia, mas a sensação permanecia ali, me angustiando.
Procurei com os olhos se havia algum perigo, talvez fosse o meu instinto de lobo gritando pra mim que havia algum inimigo por perto, mas o que encontrei nessa minha busca me deixou ainda mais desesperado.
Eu vi uma mulher, parada há alguns metros de mim, eu não conseguia ver o rosto dela, mas não era preciso, porque dentro de mim eu sabia exatamente de quem se tratava. Ela demorou, mas assim como minha mãe havia me dito, ela apareceu, o meu imprinting.
Voltei a olhar pra Nannah e pra nossa filha, e vi todo aquele amor que a pouco eu sentia se dissolver. Nannah me olhou, como se soubesse exatamente o que estava acontecendo, eu vi uma lágrima escorrer por seu rosto, ela se levantou e pegou nossa filha no colo veio até onde eu estava e pegou as coisas das duas.
Eu observei tudo isso sem saber o que fazer, eu sabia que estava ferindo Nannah, sabia que ela ficaria ainda mais magoada, mas não tinha nada ao meu alcance que pudesse ser feito.
- Só não me tira a nossa filha, por favor – ela me pediu em meio às lágrimas e saiu.
Eu acordei assustado e vi que ainda estávamos na caverna e que já era dia, olhei Nannah dormindo recostada no meu peito e vi o tamanho da burrada que eu havia feito. Eu dei a Nannah possibilidades que não poderiam existir, eu não podia abrir uma brecha que a magoaria depois. Eu iria acordá-la, nós iríamos pra casa e depois de um bom banho eu conversaria com Nannah e explicaria a ela o porquê de nós não podermos ficar juntos.
- Nannah – sussurrei a balançando de leve, ela abriu os olhos e me olhou confusa – acho melhor irmos pra casa – falei.
- Claro – ela falou se levantando, parecia mais consciente de onde estávamos.
Eu também me levantei entreguei a ela o vestido para que ela o colocasse. Ela desabotoou a minha camisa que ela vestia e eu tive que respirar fundo para não esquecer tudo e repetir tudo o que vivemos horas atrás.
Ela subiu o vestido pelas pernas de uma maneira tão simples, mas ao mesmo tempo tão sexy que eu tive que olhar para o outro lado, ou eu definitivamente não resistiria. Me preocupei então em encontrar minha boxer e as peças intimas dela, guardando-as no meu bolso assim que os encontrei.
- Estou pronta – Nannah falou já vestida e usando o meu paletó.
- Então vamos – coloquei minha mão na sua cintura para guiá-la até o lado de fora, mas me dei conta de que sair da caverna era um pouco mais complicado que entrar, visto que escalar as pedras para subir era bem mais difícil.
Vesti minha camisa para ficar com as mãos livres e peguei Nannah no colo, seria mais fácil sair dali com ela nos meus braços que com ela andando.
- Eu não sou tão leve assim – ela falou quando comecei a sair da caverna – tem certeza que quer me carregar.
- Humf – bufei – pra mim carregar você é o mesmo que carregar a Claire. Alem do mais, é mais fácil chegar à praia com você no colo que tendo que te guiar e te amparar quando você começar a cair – eu ri.
- Engraçadinho – ela reclamou deitando a cabeça meu ombro depois de deixar um beijo na curva do meu pescoço.
- Pode voltar a dormir se você quiser – falei.
...
O caminho até minha casa foi bem rápido, ao invés de voltar até a praia como eu tinha imaginado fazer, eu cortei caminho pela floresta indo direto pra casa. Entrei e coloquei Nannah de pé no chão da sala.
- Vou tomar um banho – falei.
- E eu vou preparar algo pra nós comermos – ela foi pra cozinha.
Entrei debaixo do chuveiro quente, eu precisava da água assim pra desfazer todos os nós que se encontravam nos meus músculos. Eu me sentia perdido, se eu teria um imprinting, por que eu me sentia tão atraído por Nannah?
Eu pensei uma vez que talvez ela fosse meu imprinting – e eu queria muito isso – mas se fosse isso, Embry também não se sentiria atraído por ela, afinal dois lobos não podem dividir um imprinting.
Terminei meu banho, e fui pro meu quarto trocar de roupa. De lá eu pude ouvir Nannah entrar no banheiro, em seguida ouvi o zíper do vestido sendo aberto e o tecido deslizar por sua pele. No mesmo instante eu me lembrei da textura da pele dela sob as minhas mãos. O chuveiro foi ligado e eu ouvi a água batendo contra o corpo dela e eu quis por um instante ser cada uma daquelas gotas.
- Não Jake, você não pode – falei pra mim mesmo – você tem que acabar com isso logo e deixar ela ser feliz com outra pessoa.
Eu pensei então em Embry e em como ele gosta de Nannah, talvez ele seja a pessoa certa pra consertar a besteira que eu havia feito. Fiquei mais um tempo no meu quarto, até que ouvi ela saindo do banheiro e entrando no quarto que era do meu pai, depois ela saiu do quarto e foi para a cozinha. Respirei fundo e sai, era hora de deixar tudo em pratos limpos.
Cheguei na porta da cozinha e vi Nannah arrumando a mesa do café da manhã , ela estava linda vestindo uma camisa frouxa e uma calça de malha.
- Eu queria conversar com você – falei tentando parecer casual – sobre o que aconteceu ontem à noite.
- O que você tem pra falar? – ela se sentou e fez sinal para que eu me sentasse também.
- Eu... eu sei que foi sua primeira vez ontem – vi ela corar as bochechas – eu queria que soubesse que foi a minha primeira vez também – ela me olhou sobrancelha arqueada, como se não acreditasse em mim – ou seja – continuei – foi tão especial pra mim como foi pra você.
- Que bom saber disso – ela falou bebericando o café em seguida.
- Só que tem uma coisa que eu preciso te contar, Nannah. Não é algo simples, então eu peço que me escute até o fim, ok? – ela fez que sim com a cabeça – tem uma coisa com nós quileutes, não é algo fácil de entender, principalmente por alguém que não é daqui. Nós temos uma forma de encontrar a nossa cara metade, alma gêmea ou seja lá como você se refere a isso. Essa coisa se chama imprinting, muitos de nós já sofreram isso. O Paul e a Rach, Jared e Kim, Sam e Emily...
- E o que isso tem a ver com ontem? Por acaso eu sou esse tal de imprinting, seu?
- Quem dera se fosse – falei vendo-a assumir uma expressão triste no rosto – desculpa, Nannah, mas eu ainda não encontrei meu imprinting, é por isso que nó não podemos ficar juntos.
- E como você sabe que não sou eu? – ela falou com a voz triste.
- Porque duas pessoas não podem querer a mesma pessoa, como acontece comigo e com Embry.
- Então você me quer? — ela perguntou, mas eu não respondi nada, tinha medo de falar algo e a dar mais esperança ou a magoar muito – Se você me quer – ela continuou – por que não pode ignorar isso e ficar comigo?
- Não dá pra ignorar o imprinting Nannah. E eu não posso ficar com você correndo o risco da minha escolhida chegar.
- Sabe o que isso me parece? – ela perguntou agora com uma ponta de raiva – Uma desculpa muito esfarrapa de quem não quer assumir que queria só transar comigo ontem, sem ter que assumir nenhum compromisso.
Ela se levantou pra sair, mas eu a segurei pela mão.
- Nannah, por favor, não pensa assim de mim. Eu queria poder ficar com você, queria muito.
- E o que te impede? Uma mulher que é sua suposta cara metade e quem mesmo você sabe quem é?
- Não faz assim, eu só to te dizendo isso tudo, só to fazendo isso pra não te magoar.
-Ah ta entendi – ela falou irônica – mas deixa eu te contar uma coisa Jacob, você já me magoou. Muito.
Dito isso Nannah saiu pela porta me deixando sozinho e com muita raiva de mim mesmo e principalmente, com raiva de ser um lobo. Afinal se não fosse por isso, eu não teria um imprinting e nada me impediria de ficar com Nannah.
No próximo capitulo...
"
... — O que você quer Embry? – Jake perguntou sem se virar para me olhar.
- Bater em você, muito. Mas infelizmente isso eu não posso, então eu vim aqui só pra te dar um aviso, ok?
- Então fala logo — ele falou irritado.
- Fica, Longe. De. Nannah. – falei cada palavra pausadamente. Jake se virou finalmente me olhando...
...- O que você acha que as pessoas de uma reserva pequena como a nossa vão falar de uma garota que dorme com um em um dia e aparece namorando com outro no dia seguinte?
- Mas ninguém vai saber que ela dormiu comigo. – ele falou me encarando.
- Você me garante isso?
- É claro que eu garanto Embry, eu não faria isso com Nannah. – eu concordei com a cabeça e ia saindo quando Jake me chamou, me virei para olhá-lo – Você vai mesmo namorar ela? – ele parecia incomodado com isso.
- Se ela me der a chance disso, sim. Por que, te incomoda?..."
Notas finais
Não briguem com ele flores.... nem comigo...kkkkk mas esse momento é de suma importância pra fic... assim como o capitulo que vem....
Muito obrigada a TODAS que comentaram... leitoras fantasmas apareçam! Flores, não tenham medo de se mostrar, eu vou amar qualquer coisa que escreverem, mesmo se for pra brigar comigo porque eu fiz um Jake tão cego que insiste em não ver que a escolhida ta debaixo do nariz dele! Eu sei que é isso que vcs pensam, porque é exatamente o que eu penso, mas eu já tentei mudar o enredo e fazer ele descobrir logo, e não deu certo. Crossroads tem que ser do jeito que ela vem sendo e ponto. Mas eu sei que vcs vão amar o capítulo que vem daqui uns seis capítulos mais ou menos....
Então chega de falar néh.... não não chega, vou contar um segredo pra vocês, o capitulo 18 e o 19 já estão prontos e o 20 já ta meio caminho andado... ou seja, semana que vem tem mais CR... mas... se eu tiver assim uma boa quantidade de reviews e quem sabe umas indicaçõeszinhas... talvez o capitulo possa sair antes.... quem sabe???
Nos vemos semana que vem.... ou antes, isso depende se as minhas leitoras fantasma vão aparecer... Bjoks...
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