Crossroads - Vidas Cruzadas
13 Capítulo 12 - Explicações
Notas iniciais
Terry dá as caras um pouquinho, é eu estava com saudades dele, e vocês também?
Tem POV da Nannah e do Jake e eu gostei, espero que tenha ficado do agrado de vocês...
Muito obrigada a todas que deixaram reviews... amo vcs de paixão!
Quero dedicar esse capitulo à Mary, não sei se ela acompanhava Crossroads ou não, mas quero deixar aqui o meu abraço para a família e o meu pedido de que Deus conforte o coração da Alyssa filhotinha da Mary.
Mary flor, vocês sempre estará nos nossos corações...
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Vamos ao capitulo então né.... Enjoy it!
POV — Terry
Nannah estava seguindo a trilha pra felicidade, claro que como ela não sabia qual era a sua felicidade, ela se desviava de vez em quando – como agora, despertando os sentimentos certos na pessoa errada, Embry – mas eu estaria sempre aqui, pronto pra mostrar ela o que era o certo.
- Nem pensar, Terry – a voz de Patch soou atrás de mim – você não vai se intrometer.
- Mas eu tenho que avisá-la, que Embry não é o certo... – me justifiquei.
- Livre arbítrio, lembra?
- Mas você mesmo disse que ela e Jacob se escolheram... o que tem de mais se eu der um empurrãozinho pra eles se acertarem logo?
- Tem que se você mostrar pra ela tudo o que ela tem que fazer, ela não vai aprender o que tem que aprender...
- Patch, você complica demais as coisas...
- Não é questão de complicar, Terry – ele falou como se explicasse algo pra uma criança pela milhonésima vez – cada alma vai à Terra pra cumprir uma missão. Cada experiência é algo pra se aprender, se você poupa Nannah das ‘dificuldades’ na vida dela, você a priva de aprender e assim de evoluir...
- Tá bom Patch – falei me dando por vencido – eu não vou me intrometer mais.
- Certo, então. Você pode continuar ai observando Nannah, mas é só pra observar, ok?
Ele estava saindo, mas uma coisa que passou pela minha cabeça me fez chamá-lo.
- Patch?
- Sim? – ele se virou pra mim.
- Eu só posso ver a Nannah, daqui?
- Daqui de cima nós podemos ver qualquer humano, mas pra isso você tem que ter um motivo, não é permitido ficar espiando a vida dos humanos. – ele me olhou arqueando uma sobrancelha – quem você quer ver?
- Melanie...
- Hummm, interessante... e por que você quer vê-la?
- Só queria saber como ela está, se ela está feliz...
- Acho que não há problema... – ele voltou a sair.
- Como eu faço? – perguntei e Patch se virou pra mim – como eu faço pra vê-la?
- Basta pensar nela.
Patch saiu e me deixou sozinho. Bastava pensar em Melanie... nossa eu já tinha passado tanto tempo envolvido com o futuro de Nannah que nem me lembrei de Malanie, a ultima vez que a vi, foi no dia do meu acidente, ela estava afundando na água e eu a ajudei. Joguei essa lembrança num canto da minha memória, eu não queria pensar em Mel assim, não queria uma lembrança triste dela, busquei uma outra lembrança e encontrei uma, na noite anterior ao acidente.
Flashback on
Estávamos todos ao redor da fogueira cantando e contando histórias de terror. Mel estava do outro lado da fogueira, nossos olhos não se desgrudavam. Eu já tinha decidido dizer a ela tudo o que eu sentia, o quanto eu gostava dela e como eu a queria ao meu lado, como minha namorada.
Ficamos todos juntos ali por um bom tempo, até que um a um as pessoas foram se retirando, alguns para dormir, outros para caminhar, até que só eu e Mel sobramos ali. Ainda estávamos sentados um na frente do outro.
- Vai ficar sentado ai? – ela perguntou sorrindo – Acho que tem espaço suficiente pra nós dois do lado de cá.
Me levantei de onde estava e me sentei ao lado dela
- Desde quando somos amigos, Mel? – perguntei puxando papo.
- Sei lá, desde os seis anos eu acho... por que?
- Nada só estava pensando há quanto tempo nós somos próximos um do outro...
Ficamos um tempo em silencio, Mel estava deitada olhando o céu, eu me mantive sentado observando o fogo queimar os galhos. Ta certo que eu tinha decidido dizer a ela o que eu sentia, só que eu não pensei na forma como faria isso.
- Terry – Mel me chamou – eu acho que gosto de você mais que só como meu amigo.
Meu coração deu um salto quando ela disse isso, me virei para olhá-la e a vi deitada de olhos fechados, como se tivesse com vergonha de me olhar depois de ter dito aquelas palavras.
Me aproximei dela bem devagar, ela ainda mantinha os olhos fechados, mas sabia da minha proximidade pois sua respiração se tornou rápida.
- Mel – falei quando estava bem próximo do seu rosto – eu tenho certeza que gosto de você mais que como seu amigo.
Ela deu um suspiro longo e eu a beijei.
Flashback off
Aquele tinha sido meu ultimo momento feliz com Melanie. O único beijo que tínhamos trocado, a única vez que senti o sabor doce dos lábios dela. Abri os olhos, que eu nem percebi que tinha fechado e vi que estava sentado no chão do quarto de Mel.
Eu estava escorado na parede oposta à cama onde ela estava deitada dormindo. Ela ainda era a mesma menina linda. Deus como eu queria abraçá-la, como eu queria sentir seu cheiro de novo, queria poder tocar o rosto dela e dizer que eu nunca mais iria deixá-la. Mas eu não podia fazer nada disso, porque eu estava morto.
Mesmo sabendo que ela não me sentiria eu me aproximei. Ela ressonava tranqüila, devia estar sonhando porque tinha um leve sorriso nos lábios, ou talvez fosse a imensa vontade de vê-la feliz que estava me fazendo ver coisas.
- Eu queria tanto estar com você Mel... – falei baixinho, apesar de saber que ela não me ouviria mesmo se eu gritasse.
Fiquei o resto da noite ali, velando o sono dela, matando parte de uma saudade que eu carregaria pra sempre dentro do peito. Quando os pais de Mel começaram a levantar e se movimentar pela casa, eu decidi ir embora, eu sabia que seria difícil sair depois que visse o brilho dos olhos dela.
- Seja feliz Mel – falei depositando um beijo no rosto dela.
POV — Nannah
Acordei com a luz do sol entrando pela minha janela.
- Sol em La Push – falei pra mim mesma enquanto caminhava até a janela – que novidade.
Escolhi um short jeans, um top verde com uma regata de estampa rosa por cima e um cinto largo. Nos pés uma bota de cano longo. Deixei a roupa separada em cima da cama e fui tomar um banho.
Depois de arrumada fui até a cozinha preparar um café, mas pra minha surpresa já estava tudo pronto em cima da mesa junto de um bilhetinho.
“Um café de comemoração, pelo seu primeiro dia de trabalho. Estarei na oficina, quando estiver pronta pra sair é só me chamar. Jake.”
Tomei meu café e fui terminar de me arrumar. Entrei na oficina e vi apenas suas pernas saindo de debaixo do meu carro.
- E ai senhor mecânico, pronto pra encarar o papel de meu motorista? – perguntei.
- Prontissimo senhorita – ele falou saindo de debaixo do carro, sem camisa, mais uma vez me perdi na visão do seu peitoral descoberto – só vou lavar minhas mãos e vestir uma camisa.
- Vou te esperar lá fora – falei saindo da oficina.
- Vamos? – a voz de Jake soou atrás de mim alguns minutos depois.
- Tem certeza que não quer só me emprestar seu carro e eu vou sozinha, ainda não me conformo de te incomodar, fazendo você sair só pra me levar até Forks.
- E quem disse que eu vou só levar você? – ele falou – eu também preciso comprar algumas peças pra uma moto que eu to consertando.
Ele parou do lado do rabbit e abriu a porta pra mim.
- Obrigada – falei me sentando no banco do carona. Jake me levou até a loja dos Newton.
- Venho te pegar pro almoço. – ele falou.
- Ah não precisa – respondi – Embry ficou de passar aqui pra almoçar comigo.
- Embry? – ele falou olhando pra frente – Tudo bem então, eu passo pra te buscar às sete, ok?
- Combinado – me inclinei e dei um beijo na bochecha dele – tenha um bom dia Jake.
- Você também, Nannah.
Fiquei na porta da loja até que Jake se afastasse com o rabbit, quando ele sumiu de vista eu respirei fundo e me virei para encarar meu primeiro dia de trabalho.
- Bom dia, Diana – falei passando pro outro lado do balcão.
- Oh Nannah, bom dia! Nossa você está linda.
- Ah, obrigada – só então eu me dei conta que eu tinha escolhido um short pro meu primeiro dia de trabalho, que bela gafe! – Nossa eu fiquei tão animada com o sol que surgiu hoje que nem me toquei que talvez um short não era a melhor escolha pra trabalhar.
- Que isso, não tem problema nenhum querida, você vai ficar o praticamente o tempo todo atrás do balcão e ainda vai usar um avental. – Diana falou sorrindo me entregando um avental – você é jovem, e sol em Forks é tão raro que merece ser aproveitado quando aparece.
- Obrigada Diana. – falei vestindo o avental, no mesmo instante a sineta da porta soou e o primeiro cliente do dia entrou na loja.
- Bom dia John – Diana falou cumprimentando o senhor de meia idade – vamos de que hoje?
- Olá Diana – John respondeu – o mesmo de sempre, varas de pescar.
- Claro, você vai gostar das mais novas que chegaram semana passada. – Diana saiu de trás do balcão para atender o senhor, mas antes parou e olhou pra mim – que cabeça a minha, deixa eu te apresentar John, essa é Nannah, minha nova funcionária.
- Muito prazer Nannah. Você não é daqui de Forks, é?
- Não –falei – Sou da Califórnia.
- Califórnia? – ele arqueou uma sobrancelha – O que faz uma garota jovem como você desistir do sol da Califórnia para viver em Forks?
- Mudança de ares – falei simplesmente – eu tenho um espírito aventureiro.
- Bom, então bem vinda a Forks! – John falou e se virou para ver as varas de pescar que Diana estava mostrando a ele.
Fiquei do balcão observando como Diana atendia os fregueses e cuidando do caixa, eu podia não saber nada sobre produtos esportivos, mas me dava bem com cálculos.
Conheci pessoas muito engraçadas, outras me olhavam como se suspeitassem dos meus reais motivos para estar em Forks. A manhã foi tão divertida que mal percebi o tempo passar, só me dei conta que já era hora do almoço quando o Sr. Newton chegou para cuidar da loja enquanto eu e Diana saiamos para almoçar.
- Quer almoçar lá em casa Nannah? –Diana me perguntou.
- Obrigada Diana, mas um amigo meu ficou de passar aqui para que almoçássemos juntos.
- Então bom apetite.
Me virei para o lado contrario onde Diana estava e dei de cara com Embry, impecavelmente vestido com uma calça jeans escura e uma camisa branca com a gola em ‘v’, nos pés um sapatênis chumbo.
- Ual – falei caminhando até ele – isso tudo é para almoçar comigo?
- O quê? To arrumado demais? – ele perguntou conferindo a roupa.
- Ta perfeito – falei dando um beijo na bochecha dele – vamos? Além de estar com muita fome, eu só tenho uma hora e meia de almoço.
- Então vamos.
Caminhamos até um restaurante simples que ficava três quarteirões distante da loja. Optamos por comer uma massa. Embry me contou sobre a manhã dele e eu lhe contei como tinha sido meu primeiro dia.
Ele riu de alguns casos, principalmente do de uma senhora que foi até a loja com o marido, escolher o equipamento de escalada para dar de presente ao neto, e ficou reclamando das ‘olhadas’ do marido pra mim.
- É sério que você mexeu com o senhorzinho?... – Embry falou tirando sarro da minha cara – é isso ai L.A., ta tocando o terror em Forks...
- Deixa de ser besta Embry. – reclamei – e eu não mexi com o senhorzinho, ele disse que ficou encantado com o azul intenso dos meus olhos... – falei fingindo suspirar. Embry caiu na gargalhada me levando junto com ele.
- Ta mas eu aposto que teve um ou outro urubu voando lá por perto... – ele falou um pouco mais sério.
- Talvez, mas eu não reparei muito. – desconversei. Depois da declaração de ontem, eu sabia que a seriedade súbita de Embry era, provavelmente, ciúme.
- É mas amanhã você vai reparar, pois como eu disse, são urubus e uns vão contar pros outros e logo eles vão fazer fila na porta da loja, só pra poder ver a intensidade azul dos seus olhos.
- Eu acho melhor a gente mudar de assunto – falei – mesmo que os ‘urubus’ apareçam, eu não vou notá-los, porque eu não estou interessada nisso agora... – me arrependi de falar no mesmo instante em que as palavras saíram da minha boca, Embry fez uma cara de cachorro sem dono que realmente me deu dó – Ahnn desculpa Emb, eu não quis dizer sobre você... é que... – me embananei com as palavras.
- Ta certo Nannah – ele falou sorrindo fraco – eu entendi as coisas ontem...
Ficamos em silencio. Um silencio muito constrangedor diga-se de passagem. Embry pediu a conta e nós voltamos andando pra loja.
- Eu ainda tenho 40 minutos – falei quebrando o silencio – que tal um sorvete?
- Claro – Embry respondeu.
Fomos até um carrinho de sorvete que estava na praça escolhemos o nosso e nos sentamos.
- Escuta Nannah – Embry falou – me desculpa pelo que eu te falei ontem, ok? Eu realmente não queria que ficasse um clima estranho entre nós, na verdade quando eu decidi falar aquilo tudo pra você eu tinha em mente apenas que você me daria uma chance... então apenas esquece aquilo, ta bom? Eu quero muito continuar sendo seu amigo, o mesmo de sempre.
- Emb, respira – falei o fazendo rir – olha não pensa que eu não te dei uma chance porque eu não gosto de você, é só que eu não me sinto preparada no momento.
- Tudo bem, acho que posso esperar.
- Ta mas não faça disso sua prioridade – falei séria – por favor olha pras outras meninas. Sei lá vai ver você acha que sente tudo isso por mim, mas a verdade é que eu sou a novidade...
- Hey, eu não gosto de você por que você é nova na cidade, eu gosto de você pelo que você é. E quanto à olhar as outras meninas... bom eu meio que já olhei... e já provei também – ele riu de canto.
- Embry! – bati no braço dele – seu pervertido!
- O quê? Eu só fiz o que metade dos garotos da minha idade fazem! – ele estreitou os olhos pra mim – vai dizer que os californianos não são assim?
- São piores – falei rindo – vem vamos voltar, meu almoço acabou.
Continuamos caminhando até a loja. Embry se despediu de mim da mesma forma como fez ontem à noite, com um beijo molhado na curva do meu pescoço, o que fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.
- Te vejo mais tarde – ele falou – em La Push.
- Ate então – respondi e entrei na loja.
- Seu namorado é bonito – Diana falou saindo de trás de uma prateleira.
- Ahnn ele não é meu namorado. – respondi.
- Hum... então é aquele que te trouxe hoje cedo?
- Também não...
- O que veio com você procurar a vaga...
- O Seth? Definitivamente não é meu namorado... Pra facilitar, eu não tenho namorado, Diana.
- Meu Deus, como pode uma menina linda como você, com esse par de olhos azuis brilhantes, andar com três garotos lindos e não ser namorada de nenhum deles, pior, não ter namorado nenhum!
- Simples – falei ocupando meu lugar no caixa – eu não quero namorar.
- Eu não entendo vocês adolescentes – ela escorou no balcão ao meu lado – se querem namorar e os pais não deixam, fazem o maior escarcéu, agora se tem toda liberdade pra namorar, não querem...
- Ninguém te contou Diana, nós somos complicados por natureza...
- Veja só um exemplo de como vocês são esquisitos. A filha do chefe Swan, Bella. Ela era uma menina bonita, quando chegou aqui deixou todos os meninos alvoroçados. Até meu filho Mike se encantou por ela. Mas ela escolheu o Edward Cullen, um garoto lindo, porém muito misterioso, filho adotivo do Dr. Carlisle Cullen. Os dois ficaram juntos até que ele foi embora, nossa a menina ficou muito mal, o chefe Swan já estava pensando em mandá-la pra morar com a mãe, quando um amigo dela apareceu e a ajudou a se recuperar. Esse menino é filho de Billy Black, lá de La Push, antigo cliente meu aqui, uma pena a morte dele...
Eu me desliguei momentaneamente do que Diana estava falando, Billy Black era o pai de Jake, então era Jake o garoto que ajudou a tal Bella Swan?
- ... então eu estava falando da menina Bella, pois é, ela e o filho do Billy ficaram muito amigos, Mike me dizia que achava que eles iam acabar namorando... mas ai o garoto Cullen voltou e ele e Bella reataram... dizem que ela e o filho de Billy ficaram meio brigados depois disso... eu acho que é verdade, já que eu não o vi no casamento dela...
- Ela se casou? – perguntei – Espera quantos anos ela tem?
- Dezoito. É isso que eu estou falando, o quanto você são confusos... ela preferiu se casar tão jovem a viver um pouco mais... outros preferem viver tudo o que podem e se casar depois de velhos.... eu não sei, ou eu sou velha demais, ou vocês que são complicados mesmo...
Um freguês entrou na loja fazendo Diana cortar o assunto, na minha cabeça rodavam informações que já estavam me deixando tonta. Jake e essa tal Bella foram quase namorados? Eu me lembrei do Jake falando que o filho de Diana tinha atrapalhado ele conseguir uma namorada, então era essa tal Bella? Será que ela era a mesma Bells que havia ligado pra ele ontem? Se fosse a mesma pessoa, por que ela estava ligando pro Jake mesmo depois de casada?
Resolvi deixar todos esses assuntos de lado e trabalhar. Se essa Bella era ou não importante na vida de Jake, isso não era problema meu, afinal ele é só meu amigo. O difícil era entender como um amigo pode ocupar tanto os meus pensamentos.
POV Jake
Deixei Nannah na loja dos Newton e fui até uma oficina que ficava próximo ver se lá tinha as peças que eu precisava, acabei não encontrando lá e decidi procurar em Port Angeles.
O tempo inteiro a voz de Nannah falando que Embry iria almoçar com ela soava na minha cabeça. Como se fosse um alarme piscando dizendo que ele estava próximo demais dela.
Mas o que eu tinha a ver com isso? Se Embry estava próximo demais ou não isso não era da minha conta era? Eu me sentia muito mexido perto de Nannah, mas isso era apenas por ela carregar uma história tão triste, e por ter aqueles olhos azuis misteriosos, e aqueles lábios rosados e convidativos. Sem contar no perfume... aquele perfume doce de frutas e maresia....
- Não! – gritei sozinho no carro. Eu não podia me envolver com ela, não podia sentir nada por ela a não ser amizade. Eu teria um imprinting, cedo ou tarde isso ia acontecer e tudo o que eu não queria na minha vida é que Nannah fosse magoada como a Leah foi. Eu sei o que é ser trocado, eu senti isso na pele, eu senti a dor da rejeição.
Mas querendo ou não ela mexia comigo. Ela me desnorteava de alguma maneira, era o sorriso doce e inocente e o olhar de mulher decidida. Eu sentia vontade de estar perto dela o tempo todo, de saber tudo sobre ela, mas ao mesmo tempo eu sabia que não podia.
Fui e voltei a Port Angeles com essas idéias malucas na cabeça, esses pensamentos que só serviam pra me deixar mais confuso e perdido. A única certeza que eu tinha era que eu não podia me envolver com Nannah, eu precisava esperar pelo meu imprinting.
Fiquei o dia todo na garagem envolvido com o carro de Nannah, apesar de não querer vê-lo consertado tão cedo. Não que eu não gostasse do carro, ou estivesse com preguiça de consertá-lo, era só que eu não queria ter que deixar de levar Nannah para o trabalho, as horas perto dela – agora que ela está trabalhando – ficaram curtas demais, e os poucos minutos que eu tinha para levá-la e buscá-la da loja era preciosos.
- Merda – falei pra mim mesmo – para de pensar assim Jake. Que droga ela não pode ser sua!
- Quem não pode ser sua? – Quil perguntou da porta da oficina. Por um momento eu pensei em contar tudo a ele, mas com certeza ele – apesar de ser meu melhor amigo – iria achar que eu estava delirando. Ele não acreditaria nunca que minha mãe tinha aparecido pra mim em sonho e falado que minha escolhida iria chegar.
- Ninguém não – falei.
- Não vai me dizer que ainda é a Bella? – ele me olhou sério. Melhor assumir não ter esquecido a Bella do que passar por louco – qual é Jake, ta na hora de se desligar disso... humpf.... e eu achando que você estava acordando pra outra pessoa...
- Que pessoa? – perguntei desviando a atenção do carro.
- Sei lá pelo jeito que eu te vi olhando pra Nannah e ela olhando pra você, achei que tava rolando algo entre vocês.
- Não – falei rápido – Nannah é minha amiga, só isso.
- É uma pena, vocês dariam um belo casal...
- Por falar em Nannah – falei mudando o foco do assunto – que horas são? Tenho que buscá-la.
- Seis e meia – Quil falou – nossa tenho que ir ver a Claire. Te vejo depois Jake.
- Até Quil. – guardei as ferramentas e fui tomar um banho.
oOo
Estacionei o rabbit na frente da loja e desci. Fiquei escorado no carro esperando Nannah sair, ainda faltavam cinco minutos pro expediente dela encerrar. Não demorou muito e eu a vi saindo. Ela estava realmente linda na roupa que ela vestia, porém ela não pensou que quando saiu de casa tinha sol, porém na hora de voltar já estaria frio, por isso ela voltava encolhida tentando fugir do vento frio que soprava.
- Acho que você se empolgou demais com o sol hoje de manhã. – falei abrindo a porta do passageiro pra ela.
- Confesso que não imaginei que estaria fazendo esse frio na hora de voltar pra casa. – ela falou se encolhendo no banco. Entrei no carro e liguei o aquecedor. – acho que me acostumei com a Califórnia, o verão lá é quente, não igual aqui que é chuvoso e frio.
- Não é assim o verão todo – falei – esse ano parece que uma corrente fria atravessou a costa oeste, trazendo esse frio no meio do verão.
- E então como foi seu dia? – ela perguntou mudando de assunto. Agora Nannah estava mais relaxada no banco do carro, o aquecedor já tinha levado embora o frio.
- Normal – falei – depois que te deixei aqui fui até Port Angeles procurar uma peça, mas não a encontrei. E você, como foi o primeiro dia de trabalho?
- Divertido – ela falou – as pessoas aqui são bem acolhedoras, quase todas...
- Alguém te tratou mal? – perguntei já imaginando quem conseguiria tratar Nannah mal, era quase impossível olhar pra esses olhos azuis e não ser gentil. Só Leah conseguia ser desprezível com ela.
- Mal ninguém me tratou – ela falou – mas eu percebi em alguns olhares que tem pessoas que parecem desconfiar dos motivos pra eu ter saído da California e vindo pra cá. Acho que elas pensam que eu sou tipo uma fugitiva da policia...
- Que isso – falei – eles só devem ter ficados surpresos por ver uma garota jovem e bonita deixar pra trás o sol da California pra viver no constante nublado de Forks.
- Não tenta amenizar, Jake, as pessoas estão desconfiadas, mas quer saber, eu acho que é normal, e não me importo, eu vou mostrar a elas com o tempo que eu sou inofensiva.
Eu estava prestando atenção no que Nannah falava, até uma brisa trazer até mim o cheiro tão conhecido por minhas narinas – mas que eu desejava intensamente nunca ter sentido.
- Algum problema Jake? – Nannah perguntou fazendo minha atenção voltar pra ela. Parei o carro no acostamento alguns metros antes de atravessarmos a fronteira de Forks e La Push.
- Nada demais – falei olhando pra Nannah – você se importa de esperar aqui alguns minutos?
- Não. – ela respondeu. Sai do carro em direção à floresta.
- O que você quer Bella? – perguntei e vi Bella sair detrás de algumas árvores.
Notas finais
Leitoras fantasmas.... apareçam nem que seja pra falar que o capitulo tá ruim! Nós queremos conhecer vocês!!!! Poxa a minha fic que faço parceria com a LilyX tem 134 leitores! Crossroads tem 14 (que são maravilhosas diga-se de passagem, amo vcs flores!)... quem gosta da fic, assim se não for pedir muito, indica ela pros amigos.... eu ia ficar TÃOOOOOOOOOO feliz *fazendoacarinhadogatodebotas*
Então nos vemos no capitulo 13, com Bella e Nannah "face to face".... uhhh o que será que vai acontecer?....
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