O silêncio da noite foi corrompido pelos gritos de minha mãe. Tinha apenas 13 anos mas sabia que aquele grito era de dor,agonia.Acordei Brian e descemos e vimos minha mãe sentada no chão,chorando e segurando a mão de Lee.Ele só deve ter caído,lembro de ter comentado com Brian,que concordou comigo.

Chegando perto dela, o cheiro de sangue penetrou em minhas narinas, me fazendo quase vomitar. Brian abafou um ‘não’ ao ver Lee estendido no chão,coberto de sangue,no qual me havia feito passar mal.O chão estava lambuzado e a chuva ficava forte e molhava o cabelo dele,caí de joelhos quando vi meu irmão morto,ele era apenas uma criança! Quem havia feito aquilo?

Brian ligou para a emergência e 5 minutos depois, a ambulância já estava em casa.

‘Acorde, querido, abra os olhos para mim!’, minha mãe repetia isso, enquanto chorava desesperadamente. Acariciava seus cabelos e chamava seu nome,me sentia confusa,estaria Lee morto? Seria uma brincadeira? Berrava em seu ouvido: ‘ Acorde Lee!Acorde!Você está nos assustando!’ Brian me pegou no colo e me acalmava toda vez que dizia que iria ficar tudo bem. Enterrei minha cabeça em seu peito e abri os olhos várias vezes,para me certificar que era um sonho,mas era realidade.

Brian me sentou no sofá e disse que aquilo ia passar que tudo estava sobre controle, mas era mentira, desabei quando o paramédico disse que não havia mais volta. Essa era a única lembrança ruim que tenho de Lee.