Crossover Hankei No Gifuto E Absolutefantasy
2 Capítulo 2: Searching
Notas iniciais
Muito tempo sem postar, mereço um tiro. Me desculpem a demora.
Mais um capítulo do crossover, ALELUIA!
Uma dica do Mika, ele sugeriu uma opening pro crossover. O engraçado é que a opening é de um crossover de Fairy Tail e Rave Master! É uma ótima música, valeu, Mika.
Hajimemashou o/
https://www.youtube.com/watch?v=8pmtTzccPEw
Blow Away — Opening do crossover Fairy Tail e Rave Master
Os dois, sem saber o que fazer, vão até a sala da gerência com uma expressão de preocupação. Já entrando na sala, eles veem a coordenadora com uma expressão séria para os dois.
- Vocês são Setsu Okami e Nekomura Natsuyama?
- Aham. –os dois afirmam com o pescoço ao mesmo tempo.
- É sobre os doujins de vocês dois. –a expressão dos dois muda de preocupação para animação no exato momento.
- Nós estamos na final? –Nekomura diz à mulher, que ainda olha pasma para ele.
- Aham, estão na final... Esse é o final pra vocês dois.
- O que a senhora disse?! –exclama Setsu. – Mas por quê?
- Nas regras de participação está bem claro, “3º Concurso Nacional de Doujinshis Shonens” . Dizia algo sobre hentai? Ecchi implícito ou explícito?
- Ah, mas aquilo que eu escrevi foi leve! –Setsu se explicava.
- Leve? –ela se dirigia à papelada na sua mesa e tira uma folha. – “Estava eu desacordado em uma densa floresta depois do infeliz incidente com a bola do garoto, quando vi que estava sendo recepcionado por um harém de elfas agressivas com seios gigantescos, me ameaçando com arcos e flechas e com olhares curiosos sobre o meu trêmulo corpo, me analisando em cada detalhe com aqueles olhos famintos. Nem sei por que elas carregavam uma aljava, se os seios delas conseguem carregar todas as flechas entre eles.”
- Não achei nada de obsceno na cena, você tá é louca! –ele responde com uma coragem de burro ao arriscar seu jantar com a Aya Hirano.
- “Nem sei porque elas carregavam uma aljava, se os seios delas conseguem carregar todas as flechas entre eles.” Cara, você é um fissurado em seios. –declara Nekomura a Setsu, que reage como se não fosse novidade.
- Como eu posso dizer... Eu entendo do negócio. –dizia Setsu todo orgulhoso de si.
- Você consegue definir a medida só de olhar?
- Claro!
- Como você conseguiu se aperfeiçoar nisso?
- Anos e anos de prática em meio às mulheres.
- Consegue dizer a medida dela?
- GG. Mas sem o enchimento é M.
- CHEGA DE CONVERSA! –interrompe a coordenadora. – Eu vim aqui para tratar do... “M”?! Você é retardado ou o quê?!
- Eu ia até elogiar, mas estão muito caídos. É... A idade não facilita com ninguém... –Setsu diz com um ar de sábio. Ela estava a um segundo de surtar e bater a cabeça dele na parece.
- Eu acho que só de ler esse começo, já posso ver o final... –Nekomura ativa seu sorriso de perversão.
- Mas o senhor também não se salva, Nekomura.-avisa a coordenadora.
- QUÊÊÊÊ?! Mas eu sou o mais inocente desse hotel! Nem chego perto desse pervertido aí!
- Muito obrigado. –Setsu responde orgulhoso.
- Vamos ver o seu... –ela joga o seu olhar na papelada e acha a folha. – “Duas grandes esferas se pressionavam nas minhas costas...”
- Puta que pariu, que coisa é essa?! – Setsu a interrompe com os olhos bem abertos e uma expressão de pânico.
- Posso continuar, senhor? –ela responde com um olhar de raiva. – “...elas tinham um atrito quase imperceptível, de tão macio que eram. Dois braços femininos me envolviam na cintura, e uma doce voz sussurra em meu ouvido esquerdo: “Não liga, Neko. Ele tem ciúmes de mim... Porque você... É meu”. Um forte arrepio que só a Nezumi consegue fazer percorre o meu corpo e o mais improvável acontece, “acordando” literalmente”. E tem um Nyah no meio do diálogo, mas não quero falar. –ela dizia corada. O rato que Setsu carregava no bolso se revirava de agitação e gritava. Já que não existe uma onomatopeia para gritos de ratos eu deixo a tarefa de imaginar com vocês leitores.
- Por que você não me disse que também era pervertido?- diz Setsu surpreendido.
- Mas isso não é perversão! Que mal tem dois seios te apertando nas costas? –Nekomura se defendia com alguns argumentos “inválidos”.
- Mal? Claro que não tem nenhum mal. –Setsu entra em estado vegetativo que o faz babar por alguns segundos. – Mal nenhum... Mal nenhum...
- Então, já que esse concurso não tem como principal objetivo a obscenidade, vocês estão desclassificados do concurso. Sinto muito. E para a sua informação, senhor Okami, é G, e não M.
Depois de conversar, ela se despede e se retira da sala, deixando os dois com o ar de indignação proveniente da “injustiça”.
- G? Nem aqui nem no inferno! Aquilo é M! –Setsu bravejava nas costas da mulher. -... Você está bem? –Setsu pergunta ao ver Nekomura cabisbaixo.
- Eu devia ter me contido na hora de contar a história... –Nekomura lamentava.
- DE FORMA ALGUMA! –Setsu se levanta com ferocidade e encara Nekomura pelo que ele havia dito. – Se eu aprendi uma coisa com todos os animes e mangás que eu já vi, foi que o autor não deve se importar com o que os outros irão achar do seu trabalho. Se ele sente que está satisfeito e feliz com o que ele fez, ele deve continuar. Todos nós temos controvérsias sobre gostar ou não de algo, mas nunca, NUNCA devemos conter nossos talentos!
Nekomura levanta a cabeça e dá um forte aperto de mão em Setsu, com um grande sorriso de gratidão.
- Você está totalmente correto! Obrigado, Setsu!
- Não foi nada. Mas... Colocar o nome do seu rato no personagem? Isso é doentio! Você tem fantasias com o seu rato? –Setsu o provoca com um sorriso psicótico.
- Q-quê?! C-claro q-que não! V-você é doentio ao pensar nisso! “Belas elfas de seios GG”... Hahahahaha, é o ápice do ridículo!
- Vou te dizer o que é ridículo: Se excitar com um rato!
- Essa Nezumi não tem nada a ver com o rato! É só um nome! Da forma como você diz, eu imagino um rato com seios de humano, porém o doujinshi se refere a uma mulher! O nome veio como inspiração na... Cadê a Nezumi?
- Ela está aqui... Ou não. –Setsu percebe que Nezumi fugira do seu bolso muito tempo antes da discussão.
- VOCÊ PERDEU A NEZUMI?! Eu vou te matar! –Nekomura avança contra Setsu, que tenta se defender com os braços.
- Calma! Calma! Se você me ajudar, nós ainda podemos encontrá-la antes de algum pesticida por aí.
Os dois percorrem todo o hotel, horas e horas vasculhando cada cômodo, perguntando se viram algum camundongo de estimação, vendo cada fenda possível, até que a noite se aproxima mais e mais, rendendo-os ao cansaço.
- Vi todos os cantos desse hotel e não achei o seu rato. Sinto muito, Nekomura.
- Eu preciso encontrá-la... Ok, vamos continuar a busca amanhã. –Nekomura parecia arrasado.
- Já está tarde, não vai dormir? Como nós já fomos desclassificados, eu acho que você precisa aproveitar a estadia ao menos. Antes que eles reparem que nós estamos tirando proveito.
- Não estou com sono, pode ir. Eu vou passar no refeitório com a esperança de ver algo bom pra comer às 12:30 da noite.
Setsu volta para o quarto exausto, pega uma peça de roupa, uma toalha e vai ao banheiro com a ideia de que um bom banho irá tirar esse peso pela Nezumi na consciência. Ele percebe um barulho de água dentro do box do banheiro, todo embaçado pelo vapor. Alguém estava usando o chuveiro.
- Setsu, não consegui pegar nada daquela maldita geladeira vigiada. –Nekomura chega ao quarto e senta na borda da cama para tirar os sapatos. – Eu pensei em acordar sete, sete e meia da manhã para procurar a Nezumi, eu te acordo e você me ajuda a procurar, certo?
- Certo... –Setsu responde sem pensar nem dirigir o olhar a Nekomura, apenas prestava a sua total atenção no que teria naquele chuveiro.
Uma alta silhueta com grandes curvas se virava naquela caixa de vidro, o vapor só permitia a sombra indefinida dela. Setsu passa a mão em uma pequena parte do vidro a fim de tirar aquela bruma que ofuscava sua visão. Era notável um nível de curiosidade sobre-humano sobre aquela silhueta.
Quem seria ela? Por que ela está tomando banho no quarto de alguém? Por que Setsu insiste em vigiar aquela sombra? (Como se você não fosse vigiar também, hehe... Não é verdade?).
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