Cronicas de Uma Odalisca

1 Capítulo 1: O Começo


Rune-Migard era feita de bravos guerreiros que combatiam pelo o que era certo, agora, eles guerreiam, sem ao menos ter um motivo, Eles matam, mas também morrem. Os combates não têm fim, espadas tilintavam em seus encontros, balas e flechas zunem perdidas e sem rumo, katares cortam pescoços, machados são emperrados nos peitos, além das magias e feitiços jogados uns contra os outros, anulando a si mesmas tornando-se inúteis. O que ele causou a Rune Migard, antes um lugar pacifico, foi inesquecível, Rune Migard já não é mais a mesma,porem... Nem sempre foi assim...

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Já não estava ensolarado quanto antes. O verão estava por acabar, dando lugar ao outono. Estava fresco e já ventava com certa intensidade. A jovem aprendiza olhava pela janela, sonhando acordada, observando as arvores. As folhas caiam amareladas suavemente no chão.

-Mitiko! Você esta prestando atenção no que eu digo?Responda a pergunta!-perguntou a professora. A jovem estava na escola para arqueiros. Ela às vezes se distraia observando a paisagem, ou ate mesmo o nada.

-O que? Como? Ahn?-respondeu ela confusa por ser acordada de seus sonhos repentinamente.

-Cite três monstros imóveis — disse rispidamente

-Drosera, guardião da floresta e hidra.

-Muito bem. Agora cite a raça, propriedade e a fraqueza da... — hesitou tentando surpreende-la com alguma pergunta mais difícil de habitual- drosera.

- Drosera é da raça planta, propriedade terra nível 1 e a fraqueza é fogo.

-Muito bem. –disse a professora num tom sarcástico.

Mitiko era desatenta, contudo, estudiosa. Seus pais, que ela não conhecera, haviam morrido. Ela morava num orfanato de payon, mas logo iria embora quando se tornasse uma arqueira. Mesmo assim, queria virar uma, e para isso, ela tinha de completar seus estudos como aprendiza. Logo chegaria o dia em que todos aqueles jovens aprendizes, iriam realizar o teste para tornarem-se arqueiros, inclusive ela.

De súbito, ouve- se um som agudo: era a campainha situada na porta da sala que indicava o inicio e o final da aula

-Ate mais classe, e lembrem-se: amanhã é o dia da pra para se tornarem arqueiros, portanto estudem. -disse encarando todos nos olhos. Ela desejava muito que aquele dia finalmente chegasse. Apesar de um pouco nervosa e desanimada com a idéia que talvez não fosse mais morar numa casa, odiava aquela roupa de aprendizes que esquentava muito, mesmo com os ventos suaves que cantavam fazendo as folhas das copas dançarem a musica, a adaga cujo alcance era mínimo e que nunca se acostumaria com isso e o fato de todos acharem-na fraca, só por ser uma mera aprendiza.

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-Fujam! Vocês irão sofrer com a maldição se permanecerem aqui!- disse o homem encapuzado invocando uma parede de chamas, defendendo-se. O vento soprou castigando os céus novamente, arrancando o capuz de sua face. Tinha as feições esculpidas e o cabelo castanho que vibrava com os raios que caiam.

Uma garra de tamanho monumental rasgou o ar. “Fujam” repetiu o homem mais uma vez.

-Não iremos sem você!-disse o Menestrel- Vamos acorrentá-lo juntos!

-Não vamos te deixar, já dissemos! Vamos fazer isso juntos!- disse a Paladina.

Os gritos ecoavam pelas trevas sem fim. Ele continuava a avançar pra cima dos três. Almas penadas vagavam naquele lugar.

-Escudo Refletor! Escudo Boomerang! – gritou conjurando uma aura branca e translúcida em volta de si evitando ser atingida, enquanto arremessava o escudo, empurrando ele para trás.

Foi a vez do menestrel: “Ritmo Caótico! Vulcão de flechas!” De súbito, o mesmo fez com que ele enfraquecesse e milhares de flechas em seqüência o atingiram.

-Vulcão Napalm! Dreno de Alma! Coluna de Fogo!- gritou o homem, enquanto varias esferas espirituais rumaram de suas mãos, em velocidade inimaginável, amaldiçoando-o, drenando suas energias e invocando uma poderosa coluna de fogo em cima dele.

Mais uma vez, os céus rasgaram-se. Tudo fica um breu. Um raio corta as nuvens e desce a terra. Tudo é iluminado. O monstro se volta contra o sábio, mas é arremessado de volta por rajadas de flechas. Um homem ferido. O clarão volta, e ele também. O chão sob seus pés treme. Uma mulher desce com o punho cerrado mirando nele. Brilhava com muita intensidade e parecia em chamas. Não se sabe de onde viera, mas com certeza, veio na hora certa.

-Punho Supremo de Asura!- gritou ela com a face expressando fúria. Sua mão foi direto nele, entretanto...

Notas finais

Bem, nao é la grande coisa. Tomara que gostem.