Croissant de chocolate

1 Croissant de chocolate


Notas iniciais
Somente algo rápido para vocês! Beijos e não sinta vergonha em comentar caso queira :)

Estou correndo, enquanto lágrimas caem pelo meu rosto.

Ammy me avisou que estaria na grama, ao lado do prédio de arquitetura, porém não consigo encontrá-la.

Perdi a grande chance de minha carreira, a marca de luxo não vai mais contratar, resolveu me trocar por uma garota mais famosa (e menos bonita, devo dizer). É claro, eu sabia que algo iria dar errado, nunca alimente grandes expectativas se quer vê-las quebrarem-se em um instante.

Percorro o campus com o olhar e me detenho em uma moça deitada em cima de um cobertor, apreciando o sol da tarde. É ela.

—Por que está chorando, Belle? — Ammy questiona, se levantando, a preocupação tomando conta da voz dela.

—Perdi minha grande chance! — minha amiga chega mais perto de mim e passa a mão em meu cabelo. A expressão ainda preocupada.

—Não gosto de te ver triste. Isso me deixa com vontade de chorar! — de fato, haviam algumas lágrimas para cair nos olhos dela.

A mão percorre meu cabelo, enquanto a outra segura, firmemente, meu ombro, ela tenta me acalmar desse modo, bem perto...

-Outras chances virão. Você ainda será a grande modelo que tanto deseja!

Coloco meu rosto na clavícula dela, devo estar molhando a camiseta dela, mas Ammy era a única pessoa no mundo capaz de me fazer sentir melhor.

Levanto minha cabeça e começo a observar melhor os detalhes do rosto dela, banhado pelo luz solar: os olhos azuis, a boca carnuda, as pintas na bochecha, o cabelo comprido...

Quando dou por mim já tinha chegado mais perto e colocado meus lábios nos dela, em um selinho. Foi algo estúpido. Algo sem pensar.

—Desculpa — imploro — eu... não queria...

Ammy me olha com um ar espantado, se recobrando rapidamente.

—Não importa — dá de ombros — você está melhor? — ela coloca os dedos em meu cabelo.

—Sim...

—Esqueça isso, não foi nada... não se sinta mal, vamos comer croissant de chocolate!

Ela sai da grama e me dá a mão para me ajudar a levantar.

Eu não entendo... sempre me protegendo, cuidando de mim, talvez, só talvez, ela possa me amar, então irei me agarrar a esse fio de esperanças, porque o sorriso que ela dá compensa ilusões.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!