Notas iniciais
Espero que gostem queridos leitores!!!
Essa é uma fic One-Shot, por isso, poucos detalhes!

Desde pequena meu Pai e eu viajamos muito, primeiro: Era o trabalho dele, segundo: mamãe morreu aos meus três anos de idade. E a partir daí papai resolveu me levar em suas viagens. Nós sempre conhecíamos novos lugares e passávamos por lugares cotidianos, uma vez fomos atacados por piratas, na verdade nada mais me assusta. Estou acostumada com o novo e gosto dele!

Porem no inicio de 1587 meu pai recebeu a noticia de que teria navios indo pra a America do norte, iriam viver neste novo mundo. Ele decidiu que seria uma boa idéia mudar, nos moraríamos lá e vi que seu trabalho com ajudante de capitão nos navios já
estava no fim.

_Papai- Estávamos na frente do navio que iria nos
levar- Por quê? Por que decidiu parar de trabalhar?

_Querida Kathy- Ele me olhou com seus olhos negros,
que eu tinha de orgulho de ter herdado- Você já tem 17 anos, precisa ter uma vida de verdade!

_Mas eu gosto de viajar com o senhor!

_Você tem amigos? – ele me questionou.

_Sim, muitos: o Sr. Maltom, Joe, Cal, Marcus, Paul,
Lucius, o Sr. Valter... – ele me interrompeu.

_Amigas? Tirando a tripulação.

_Não senhor- respondi derrotada.

Não devia questionar meu pai e ele tinha razão, eu só
não andava de calças por que não era permitido!

Flash Back on



A despedida de tripulação foi difícil, eu chorei e
todos riram, mas ao chegar ao Joe foi mais complicado.

_Então é adeus? – Ele me perguntou com sua carinha de
anjo mau. Estávamos no convés.

_Sim e não. – respondi.

_Por quê?

_Por que não vem comigo?

_Não posso largar meu pai, o Sr. Maltom me mata! – nos
beijamos e deixei meu amor pra trás.



Flash Back Off

Ao chegarmos à vila havia varias famílias que
decidiram como o meu pai, ter uma nova vida. Respirei bem fundo, aquilo não era pra mim.

Dias depois de termos nos instalado a tripulação do
navio Maltons veio nos visitar!

_ Lucius!- Grito ao ver meu melhor amigo

_Kathy!- nos abraçamos por um bom tempo e quando fui
cumprimentar os outros logo avistei Joe, mas não era à hora de conversar com ele,
então só disse “Oi Joe!”

Papai e eles ficaram conversando por horas, via nos
olhos do senhor John as saudades do mar, porem ele nunca adimitia.

A tripulação resolveu passar a noite, vi nisso a
oportunidade de ficar as sós com Joe. Nós combinamos de encontrarmos na casa abandonada da senhora Sparcols- Ela era uma boa vizinha, porem estava idosa e seus filhos vieram buscá-la para morar em Londres.

Ao entrar na casa persebi que Joe já estava lá, sentado em uma cadeira da antiga mesa.

_Sente-se
aqui- ele indica a cadeira do lado, vou a seu encontro e me sento.

_Joe eu queria
dizer que... — ele me interrompeu

_Kathy, meu amor- ele me olhava como se fosse me perder- preciso ficar com você, vou falar com o pai e vou vir morar com você!

_O que esta acontecendo???- fico preocupada, o capitão nunca deixaria seu filho abandonar o navio- Diga!

_Depois... — ele se levanta, segura a minha mão e me leva para dançar valsa no meio da sala.

_Preciso de você agora!- sussurrou em meu ouvido me fazendo arrepiar. Mas aí ele se afasta e ascende umas velas no chão da sala, eu observo que há velas no chão.

_Joe?- pergunto enquanto ele se senta nos lençóis.

_Venha!- diz
ele com um sorriso e, eu obedeço. Sento-me a seu lado e ele começa a acariciar o meu pescoço e eu posso sentir sua respiração.

Eu seguro seu cabelo e puxo seus lábios contra o meu, beijando-o intensamente.

Joe começa a
tirar meu espartilho e ao meio dos beijos eu retiro sua blusa e começo a
acariciar seu peito com beijos arrancando dele leves gemidos.

_Ahh!

Quando persebo estamos totalmente despidos, Joe se posiciona em cima de mim e injeta
suavemente seu membro, posso senti-lo pulsar.

_Hummm. -solto
um gemido e ele ri de satisfação.

Ficamos ali
por vários minutos fazendo um movimento calmo e sincronizado, que com o tempo aumentou e passou a ser desajeitado, mas com muito
desejo.

Nós dois estamos ao ponto do orgasmo, nossas respirações estão altas e o sinto fora de mim.

Enrosco-me no
seu peito e ficamos ali deitados até nossa respiração voltar ao normal, Joe
começa a brincar com meu cabelo todo esparramado, fico observando-o, eu o amo,
mas nunca o disse.

_Joe eu...

_Psiu.- ele me interrompe e me olha em meus olhos- eu vejo você!

Flash Back on



Em certo dia de tempestade em alto mar Joe me contou uma historia que sua mãe lhe contava:

“Em uma ilha, que aos olhos dos pescadores, era desabitada morava nativos de uma tribo indígena.

Nessa tribo os
pais que arranjavam os casamentos, porem em uma noite a jovem Habbie e o guerreiro Snourrie se viram pela primeira vez e se apaixonaram, o amor dos dois era impossível, Snourrie era bem mais velho que Habbie- Ele tinha 38 Anos e ela 17- mas a idade era o menor dos problemas, Habbie era prometida para os deuses, ela tinha ser virgem para sempre, pois para cuidar do templo sagrado deveria ser pura não só de alma, mas também de corpo.

Com o tempo eles não suportaram viver sem o outro e,

às escondidas se viam quase todas as noites e ao se despedir eles diziam: Eu vejo você! Como uma forma de dizer te amo.

Esse calmo amor não durou, um dos índios, que era braço direito do pajé, viu os dois num encontro e foi logo a contar pro pajé.

O pajé viu aquilo como um confronto aos deuses e os dois foram lançados ao sacrifício, uma semana depois ao olhar para o céu o pajé viu algo que nunca vira antes, um dia de sol e lua.

Ele o interpretou como Snourrie sendo o sol e Habbie sendo a lua, o amor deles era puro, por isso os deuses deram a eles um presente, uma segunda
chance, eles sempre iriam se ver, não importava a distancia.

O amor quando
puro, não morre.”



Flash Back Off



Fico pensativa por um momento... Lembrando da historia...

_Você vai embora. – concluo.

_Não tecnicamente.

_O que então? – sussurro.

_Papai quer que eu me case com a – ele não diz de
mediato.

_Diga se devaneios.

_Com a senhorita Jones, filha do dono das embarcações Jones.

Eu tento não chorar mais uma lagrima silenciosa escapa
de meus olhos.

_Não chore meu amor, não é impossível, ficaremos
juntos! – diz ele me incentivando.

Levanto-me e começo a vestir-me.

_Kathy? – ele se levanta também e começa a se vestir.

_Não, eu não vou ficar forçando falsas esperanças! –
digo quase gritando pra ele e minhas lagrimas começam a jorrar.

_Meu amor, você é meu amor! Não casarei com mais
ninguém a não ser você! – ele se aproxima de mim e seca minhas lagrimas com beijos.

_Vamos dormir aqui hoje- Falo baixinho.

Nós voltamos a deitar no chão, ele se abraça a mim.

_Eu te amo! – digo com maior certeza.

_Também te amo. – ele me dá um beijo e fomos dormir à
luz de velas.



Ao amanhecer nos levantamos e fomos pra minha casa,
mas ao sair pra fora tenho um sensação estranha e me arrepio.

_Ahh! – passo minhas mãos em meus braços.

_O que foi? – Pergunta Joe.

_Nada! É que... Esta calmo demais pra um domingo- dou
um sorriso morto.

_Domingo foi feito pra descanso, não pra festas! – nós
rimos juntos.

Andando pra minha casa que ficava logo após uma mercearia vejo roupas espalhadas pelo chão.

_Olha isso- aponto para as roupas.

_Já disse pra você que é feio deixar roupas em
qualquer lugar! – brinca ele.

_Oh, isso é serio, a mercearia abre aos domingos de
manha- nós olhamos pra mercearia fechada.

Ele passa o braço em mim e diz:

_Deve ter um a explicação. – damos mais uns passos e
eu pude avistar minha casa, já Joe avista um arvore.

_Vamos escrever nosso nomes? – dou uma olhada pra ele-
Oww, por favor, no mar não há arvores!

_Ta bom! – e fomos ao encontro da arvore, mas ela já
estava escrita com um nome: Croatoan.

_Croatoan? – diz Joe- O que será isso?

_Sei lá.

_Foi feito faz pouco tempo- ele indica os pedaços de
fiapos de madeira caídos no chão.

_Vamos pra casa, isso ta me dando medo!

_Ta bom! – ele ri de mim, mas eu não ligo.



Chegando em casa percebo que não há ninguém.

_Pai? – grito- papai?

Ando pela casa e não o encontro. Vejo apenas roupas espalhadas
pelo chão, porem nenhuma marca de luta.

_Cadê a tripulação? – pergunta Joe- e meu pai?

_Eu não sei! — grito.

Eu saio correndo pra fora e começo a gritar:

_Alguém? Cadê todo mundo?Pai, Pai?

Lagrimas descem em meu rosto.

_Calma Kathy! – grita Joe.

_Calma?Meu pai sumiu! — Grito.

_O meu também! – sussurra ele. Persebo que só há nós
dois ali.

_Desculpa!

_Não há com que se desculpar querida.

Começamos a andar e em vez de pessoas vemos apenas as
roupas.

_O que ouve?Porque nós não sumimos? – pergunto.

_Gostaria de saber a resposta!

Ficamos em silencio por um bom tempo, só ouvia nossos passos.

_Kathy?

_Sim.

Eles sumiram à noite e nós dormimos com luz, não a
apagamos!

_Joe o que isso tem haver?

_Lembra quando seu pai nos contou a historia dos
últimos dias- começa ele.

_Arrã, que Deus ira buscar todos aqueles que mereçam.

_Sim, mais necessariamente sobre a parte do
arrebatamento.

_Sempre tive medo dessa parte! – um vento assopra em
mim, me fazendo arrepiar.

_Eu também. – Joe olha pros lados com receio.

_Você acha que isso- Eu demonstro os lados com a mão-
isso é o Arrebatamento?O armagedom?

_Não, não o armagedom, mas arrebatamento sim!

_Céus- me preocupo, não quero ficar nesse lugar sem
ninguém, meu peito parece pequeno pro coração.

_Vamos embora daqui! – Peço.

_Com certeza.



Joe e eu fomos pro litoral e lá encontramos pessoas e
ao contar o que aconteceu elas não acreditaram. Talvez estivéssemos loucos, mas o que explicaria o acontecido?

Nós concordamos em voltar pra Europa, à viagem fora
tranqüila e calma, em relação as nossas expectativas e ao mar.

Sobre o ataque na Villa, decidi que não iria mais
falar sobre, não sei o que era e não quero que volte.

Ao ancorarmos no porto da Espanha pegamos uma carona
para uma cidadezinha que morei por uns tempos com minha tia Elizabeth, como Joe nunca teve contato com seus parentes terrestres, decidimos ficar ali, aquela cidade era calma, eu gostava dela,

porem sempre gostei mais do mar.

Logo na entrada percebi uma arvore em que eu subia aos meus 7 anos e pedi pra parar ali um pouco, Joe desceu comigo, eu contei quando eu caí dela e ele riu.
Ao nos aproximarmos vejo algo não muito comum esculpido na arvore...

_Pelos Deuses Joe!- me assusto ao ler, aponto para a escrita.

Notas finais
"Fico me perguntando o que faria se visse uma arvore escrita Croatoan"
E aí?? Gostam???
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!