Crise Existencial.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
One shot bobinha, mas feita com amor. ♥ Espero que goste.
Crise existencial.
O rosado resmungava em sua cadeira, fazia alguns dias desde que começara a se sentir inútil. Crise existencial, uma parte da adolescência que faz com que todos se sintam uns merdas e queiram ficar em um canto totalmente depressivo. Ele estava assim e simplesmente odiava isso, tudo que queria era que sua doce vida de antes voltasse, mas no momento ele estava cansado de tudo.
— Eu estou cansado. — disse em voz alta.
Deitada em sua cama estava sua melhor amiga, Lucy, mexendo no notebook enquanto tentava zerar Mad Father. Ela pausou o jogo, olhando um pouco irritado para ele.
— Ok... Cansado de que? — perguntou, mesmo que não quisesse ouvir o desabafo de melhor amigo e sim terminar de zerar o jogo.
— De muitas coisas. — resmungou.
Lucy suspirou fundo, ela teria que ter uma enorme paciência para conversar com o melhor amigo. Engoliu sua vontade de soca-lo e soltou uma breve risada.
— Quais coisas?
— Eu estou cansado dos problemas, estou cansado das pessoas me perturbando, cansado de que tudo que faço sempre dá errado, cansado de estar sozinho em vários sentidos.. estou cansado de tudo. — dizia, enquanto jogava a cabeça pra trás e resmungava.
Ela suspirou mais uma vez. Crise existencial, pensou consigo mesma. Já havia passado por isso diversas vezes, na verdade era extremamente comum que ela se sentisse sozinha em alguns dias. Passou a mão no cabelo, prendendo a franja atrás da orelha.
— Ué, você precisa de paz. Se tranca no quarto e fica escutando música até se enjoar, faça algo, desenhe, escreva, dance ou faça alguma coisa. Se se sente sozinho sai com seus amigos, conheça novas pessoas e sei lá, arruma uma garota que a seja louca para querer algo com você. — riu no final da frase.
Natsu olhou-a irritado.
— Não é tão fácil assim!
— Sim, é fácil. Você que complica muito as coisas. Logo isso passa, mané. Já aconteceu comigo diversas vezes e sempre resolvo desse jeito. — Lucy disse, se lembrando das vezes que ficara trancada no quarto, com o som alto enquanto dançava como uma louca.
— Eu não posso simplesmente me trancar no quarto e esquecer minha vida, caralho. E não é fácil achar uma louca capaz de querer ter algo comigo. — resmungou, revirando os olhos.
Lucy suspirou pela terceira vez. Ela realmente tinha uma grande paciência para aguentar o rosado, porque se não já teria lhe dado um belo tapa na cabeça.
— É claro que você pode se trancar no quarto! E sim, você ainda vai achar uma pessoa louca assim.
— Ao contrário de você, eu tenho vida social, não posso simplesmente me trancar no quarto. — retrucou.
Uma grande irritação martelava a cabeça da loira. Oh, ela iria soca-lo tão forte que ele não conseguiria seu rosto de volta mesmo fazendo cirurgia plástica. Contou até dez, tentando manter sua calma e paciência.
— Eu estou tentando te ajuda, mas você não deixa! — resmungou, soltando uma leve irritação em sua fala.
— Porque não adianta me ajudar com palavras falsas, caralho.
Deus, era iria soca-lo. Fechou sua mão formando um punho enquanto a raiva começava-lhe a subir a cabeça.
— Eu não estou usando palavras falsa. Eu estou tentando te ajudar.
— Eu não pedi sua ajuda!
— MAS EU QUERO AJUDAR. — gritou de raiva, fazendo o rosado arregalar os olhos surpreso e a mesma continuava a fuzila-lo com o olhar.
Estava com raiva, estava com raiva porque queria ajuda-lo e o mesmo complicava ainda mais a história. Ela só queria ajuda-lo e ele a tratava mal. Natsu ainda a olhava com os olhos arregalados, Lucy sempre fora de perder a cabeça mas não desse jeito, ficou um pouco assustado, tinha que admitir.
— Eu só quero te ajudar, seu grande idiota. — murmurou. — Você é um cara legal. Meu melhor amigo desde a infância. Você vai achar uma louca que será capaz de gostar de você, todo mundo tem seu louco. E pare de drama, você não é novela mexicana. Apenas cale a boca e espere isso passar. — completava ela.
Natsu assentiu com a cabeça vendo que Lucy já começava a se acalmar, a loira voltou seus olhos para o notebook em seu colo e colou o jogo de volta, talvez agora ela finalmente pudesse zerar o jogo e conseguir o “true end”. O rosado sorriu de canto, enquanto via Lucy se concentrar completamente no jogo.
Talvez ela seja a louca que ele quer.. mas só ela não sabe.
Notas finais
Goodbye.
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