Crimson Tale - The Crystal Chronicles
1 Episódio 1 - Apenas um Fraco?
Notas iniciais
Pôde um rápido e poderoso relâmpago clarear toda a obscura noite naquele penhasco. A chuva se mostrava forte e incessantemente, colidindo com força contra o chão e atingindo três sombras que remanesciam naquele deserto local. Do precipício não se conhecia fundo e podia-se ouvir o som ofegante de um dos três. Aquele que vestia uma armadura que refletia como a um espelho, a qual ressoava com o forte som da chuva sobre ela. Uma longa capa vermelha que tocava o chão uma vez que ele não se mantinha totalmente erguido devido à sua fadiga. Ele segurava com as duas mãos uma longa e grossa espada de lamina escura e com uma ponta levemente curvada. Mantinha seus olhos em seu oponente, seus cabelos molhados respingavam água em seus olhos incomodando levemente sua visão e a força da chuva fazia a água escorrer sobre seus lábios. Atrás dele havia uma suma sacerdotisa, seu longo vestido estava colado ao corpo pela chuva e em seus braços segurava fortemente e com proteção materna uma criança que chorava. Seu pranto, porem, mal podia ser ouvido em meio a tempestade. O homem da reluzente armadura prateada a protegia. As trevas, entretanto, acompanhavam seu oponente, cujo qual vestia um longo manto negro recoberto com um capuz que impossibilitava o cavaleiro e a sacerdotisa de ver seu rosto.
_ Deixe-nos em paz, daqui não vai passar! _ dissera o Lorde com a espada apontada para seu alvo vestido de luto.
_ você não compreende _ dissera a figura que se permutava a noite obscura com suas vestimentas negras _ esse menino deve morrer! _ o homem fizera uma pausa desembainhando uma longa espada de debaixo de seu manto_ se essa criança se tornar adulta o mal a dominará e todos estarão em perigo.
_ CALE-SE! Não vou deixar você tocar em meu filho _ respondera o lorde cavaleiro correndo em direção a seu oponente. A ponta de sua espada se arrastava ao chão e pequenas faíscas desabrasadas pela chuva se formavam quando a lamina tocava partes pedregosas do solo _ IMPACTO DE TYR! _ Exclamara ele brandindo então a espada com poderosa valentia, sequer pode-se ver o ataque devido a sua incrível velocidade. Fora como um imenso trovão que atingira o homem de vestes negras. Um som metálico, entretanto, fora ouvido e embora o alvo tenha sido arremessado metros de distancia o mesmo permanecera de pé e com a espada erguida como se tivesse acabado de aparar o ataque. O lorde tivera um olhar surpreso vendo seu ataque ser aparado, mesmo assim fora capaz de ver pingos de sangue caírem de um corte no braço de seu oponente. Em parte havia o atingido.
_ Minha vez _ dissera o homem de preto correndo em sua direção. O lorde preparara-se para se defender quando o homem simplesmente saltara por cima dele surpreendendo-o ao ir em direção a suma sacerdotisa que segurava criança.
_ NÃO! _ gritara o lorde, e ouvira o grito da mulher ao ser empurrada ao chão e ter a criança retirada de seus braços.
O bebê recoberto por um manto que o protegia levemente da chuva estava nas mãos do homem de vestes negras. Ele olhara para o rosto da criança e em seguida para o lorde e a suma sacerdotisa caída. O rosto do homem, entretanto, era recoberto pela escuridão do capuz.
_ Aqui se encerra a vida desse menino. É melhor que ele morra! Essa é a solução que meu mestre ordenou!
O homem se preparou para jogar a criança abismo a baixo quando um trovão quebra a beirada do precipício. O grito do homem ecoou enquanto caía com o bebe em seus braços. Ele morreria, mas sua missão estava cumprida. A criatura das trevas não despertaria e causaria o caos... Não mais.
Crimson Tale — The CrystalChronicles — episódio 1
Apenas um fraco?
O sol brilhava esplendido em Prontera, capital de rune-midgard. Era uma cidade movimentada e com grande comercio em seu centro; mas naquela parte da cidade, pouco afastado das visões alheias, três marmanjos batiam em um pequeno garoto.
_ seu moleque, isso é pra aprender a ser mais cuidadoso! _ Exclamara o marmanjo desferindo um chute na boca do estomago do garoto fazendo-o cuspir sangue e cair de joelhos.
_HAHAHA! Aprenda a não esbarrar nos outros seu moleque estúpido. _ dissera outro acertando com a sola do pé no rosto da criança fazendo a mesma bater com a cabeça na parede e cair deitado no chão. O garoto tinha aproximadamente nove anos, sem forças ou possibilidade alguma de se defender dos três brutamontes que o humilhavam.
Com a face colada no chão vendo o próprio sangue a criança derramava lágrimas. Lágrimas por não poder se defender, por não ser capaz de nada.
_ hei, não desmaie ainda moleque! _ exclamara o terceiro levantando o pé para pisoteá-lo _ nós estamos apenas começando.
_ Hei, vocês! Parem com isso agora. _ Fora então que ele chegara. Não era um grande guerreiro, não era um jovem de força aceitável nem ao menos um brutamontes como qualquer um daqueles três. Era Clause Knocker, um pequeno garoto de dez anos que gritara com o intuito de pará-los.
_ que moleque abusado! Fique na sua se não quiser apanhar também. _ Disse um deles levantando o garoto que já sequer conseguia se mover e socando-o logo em seguida.
_EU FALEI PARA PARARRR! _ Gritou Clause correndo na direção do homem, saltara desferindo um chute em direção ao mesmo, porem seu pé fora agarrado com facilidade e o homem o segura de cabeça para baixo como a um boneco.
_ Seu garoto estúpido! _ insultou o marmanjo jogando Clause contra a parede como um objeto, Clause se espatifara como um inseto e caíra ao chão de mau jeito, tentando inutilmente ignorar a dor e levantar-se _ Agora vai morrer _ continuara o marmanjo se aproximando e desembainhando sua espada.
Ele ergueu a espada e desceu contra a cabeça de Clause. Sem reação, o pequenino Clause se limitara a fechar os olhos com força. O som metálico trouxe ao marmanjo uma surpresa desagradável.
_ sumam daqui se não quiserem morrer _ foram palavras proferidas por um cavaleiro que segurava a lança que protegeu Clause. O marmanjo olhara nos olhos do homem, mas não respondera nada. Os três se puseram a correr o mais rápido possível.
_ você esta bem garoto?_ Perguntou o cavaleiro a Clause erguendo-lhe a mão.
_ droga, por que sou tão fraco? _ Clause abaixara a cabeça ignorando a mão estendida do cavaleiro.
_ fraco? Não vejo fraqueza alguma em você.
_ eu não sou forte, eu não fui capaz de nada.
_ a verdadeira força não é a potencia do seu golpe. Você, mesmo sabendo que não conseguiria vencer arriscou a vida por outra pessoa. Isso é força.
O pequeno garoto, ferido e deitado no chão levantou-se usando de um esforço enorme e andara cambaleando até Clause. Perguntara então.
_ qual seu nome garoto? _ era uma doce voz a daquela criança. Apesar de seu rosto ensangüentado e um de seus olhos fechados pelo inchaço; sua voz permanecia doce.
Clause o olhou e não sabia se tinha coragem de responder. Sentia-se envergonhado por não ter feito nada.
_ Clause... Clause Knocker.
Mesmo extremamente ferido e com uma dor insuportável o garoto conseguiu sorrir. Seu sorriso manchado de sangue e hematomas.
_ Obrigado... Clause.
Clause olhou estupefato o agradecimento, uma linda sensação o dominou enquanto que o cavaleiro limitou-se a sorrir.
_ e então? _ o cavaleiro estendera a mão a Clause novamente. Com um breve e pequeno sorriso Clause balançara a cabeça positivamente e segurara a mão do cavaleiro.
_ então você é um herói? _ perguntara Clause inocentemente. Estava sentado frente ao cavaleiro que o ajudara. Aquela era uma pequena taverna onde as pessoas podiam comer. Clause se contentara apenas com seu suco de maçã enquanto o cavaleiro se limitava por observá-lo com um sorriso.
_ não, eu não diria um herói. Eu só não gosto de ver pessoas fazerem covardias.
_ então você é um! _ afirmara Clause voltando a beber seu suco. O cavaleiro apenas sorrira _ você vai ficar na cidade muito tempo? Amanhã eu vou para o treinamento de aprendizes.
_ ora, ora... e você já decidiu o você vai ser?
Clause balançara a cabeça positivamente, queria responder, mas estava sugando o suco pelo canudo. Terminara ansioso pra falar despejando as palavras com nervosismo.
_ um cavaleiro. Quero ser um cavaleiro como você!
_ decidiu isso assim derrepente?
Clause balançara a cabeça novamente, mas dessa vez negativamente, estava sorvendo o suco com pressa.
_ não, não, eu sempre quis ser um. Alem disso eu só sei lutar direito com espadas.
_ entendo... Eu sou um cavaleiro, mas prefiro usar lanças.
_ e então vai ficar por aqui?
_ talvez. Não sei muito bem, estou procurando uma coisa. Não sei se esta nessa cidade.
_ procurando uma coisa?
_ uhum... Olha, eu tenho que encontrar uma pessoa, então eu já vou indo.
_ tah, mas você vai ver eu vou me tornar um grande cavaleiro. Um herói... Como você.
O cavaleiro se limitara a sorrir e ir embora acenando enquanto se afastava e saia do estabelecimento.
(aquele garoto se parece... esquece... bobeira minha) _ pensara o cavaleiro enquanto ia embora.
Plena escuridão dominara todo aquele amplo e uniforme local. O pequeno Clause perdido entre um imenso vazio sentia-se assustado. Ouvira a risada maléfica vinda da escuridão. Não conseguira distinguir a imagem a sua frente. Talvez fosse uma pessoa a qual não conseguira ver o rosto, mas podia ver as grandes chamas vermelhas que a criatura possuía no lugar dos olhos.
_ q-quem esta ai? _ perguntara Clause.
Uma risada maléfica ainda mais apavorante dominara todo o infinito ambiente ao seu redor. A criatura começara a se aproximar... Um sorriso macabro... Olhos brilhantes e vermelhos na escuridão... A sombra o tocaria quando fechara os olhos.
Clause acordara assustado em um quarto da hospedaria de prontera. Fora um terrível pesadelo. O qual se dispersara lentamente quando começara a ser absorvido pela realidade. Dera-se conta imediatamente que aquele era o dia do treinamento de aprendizes e disparara da cama para seus pertences, vestindo-se rapidamente e procurando sua mochila. Estava atrasado e podia ouvir o som de uma carruagem puxada por grandes aves amarelas conhecidas como pecopecos. A carruagem já cruzava a rua principal de Prontera.
_ droga, droga, droga, droga!!! Estou atrasado! _ exclamava sozinho já saindo do quarto e descendo as escadas enquanto colocava a mochila nas costas. Ao chegar à rua pôde ver a carruagem se afastando com alguns candidatos a aprendizes dentro _ NÂO!!! ESPERE AI! _ gritara inutilmente correndo atrás da carruagem. Conseguira alcançá-la, mas ela já chegava em uma parte da cidade com poucas pessoas na rua e por isso acelerava a velocidade _ ESPEREM POR FAVOR!! _ Um dos pequenos garotos dentro da carruagem estendera-lhe uma mão. Era um pequeno garoto de cabelos dourado e longos unidos em uma grande trança em suas costas.
_ vem, pega a minha mão.
Clause com uma cara desesperada estendera a mão e quando conseguiria segurar a mão do garoto, ele a tirara mostrando a língua.
_ seu maldito! _ gritara Clause enquanto o garoto ria _ Eu vou perder o treinamento.
_ era brincadeira, agora é sério! _ o garoto estendera a mão de novo. Clause já ofegante estava a ponto de cair no chão. Tentara pegar a mão do garoto e novamente e ele a puxou antes.
_ hahaha, te peguei de novo!
KNOCK*
Ressoara um murro dado na cabeça do aprendiz por um outro de cabelos castanhos e curtos.
_ seu idiota! O que você esta fazendo? _ resmungara dando a mão e finalmente ajudando Clause a subir na carruagem. Clause se sentara ofegante e com o coração a mil por hora. _ não ligue pra ele, ele só esta causando confusão dês de que o encontramos.
Alem de Clause, haviam quatro candidatos a aprendizes dentro da carruagem, três meninos e uma menina. O garoto que dera a mão para Clause começara a falar.
_ meu nome é Harry, esse do meu lado é Jhonny _ dissera apontando pra um garoto ruivo de cabelos partidos ao meio. O mesmo fizera um sinal positivo com o dedo e um sorriso _ aquela ali é a Zaira _ apontara para uma menina que abaixara a cabeça corada e acenara levemente com uma mão _ e o babacão ali que ficou te zoando é o Sagath _ Sagath fizera uma cara emburrada e marrenta.
_ S-Sagath? _ perguntara Clause ainda retomando fôlego _ que espécie de nome é esse?
_ cala a boca meu irmão! o nome é meu, eu escolho o que eu quiser.
_ você escolheu seu próprio nome? _ perguntara Clause com uma cara de deboche engraçada.
_ que foi? Quer brigar? _ se exaltara Sagath se levantando _ vou te encher de bordoada.
_ quero só ver! _ Clause se levantara também, começaram a gingar como dois pugilistas.
_ vou te quebrar filhinho de mamãe.
_ para de tagarelar e vem.
_ QUE BAGUNÇA É ESSA? _ perguntara um soldado com voz firme e assustadora abrindo a cortina que levava a parte da frente da carruagem. Todos ficaram em silencio. Clause abaixara a cabeça.
_ qual a sua, guardinha? Quer brigar também? _ perguntara Sagath voltando a gingar como um pugilista.
Todos estavam em silencio agora dentro da carruagem. Clause olhara para Sagath, um grande galo na cabeça do mesmo. Dera um pequeno sorriso de deboche.
_ bem feito.
_ você vai ver, filhinho de mamãe.
Finalmente os candidatos a aprendizes chegaram ao treinamento onde foram orientados por um instrutor. Após algumas explicações sobre o campo de treinamento e receberem alguns equipamentos básicos eles passariam por ele para fazer o teste onde saberiam a profissão a qual se enquadram melhor. Em frente ao instrutor que explicava tudo aquilo os jovens aprendizes mostravam interesse. Clause não desviava seu olhar ou sua atenção. Agora estava finalmente começando, sua grande luta para se tornar mais forte e poder proteger os outros. Para um dia ser um grande lorde dono de um império. Esse era seu sonho, por isso ele lutaria.
O instrutor guiara os aprendizes até um campo com alguns monstros, explicara que teriam de seguir até o outro lado para fazer o teste e que ali deveriam testar e se adaptar as suas habilidades de luta.
_ isso é moleza vamos lá. _ disse Jhonny, o aprendiz de cabelo ruivo partido ao meio.
_ não gosto muito da idéia de atacar monstros passivos, mas vamos lá. _Dissera Harry seguindo logo após Jhonny e sendo seguido pelos restantes. Sagath se mantinha mais afastado e de cara emburrada. Todos seguiram caminho a frente matando com ansiedade as criaturas que encontravam. Eram criaturas passivas e de pouca força. Havia pássaros pequeninos e outros que possuíam quase o mesmo tamanho dos aventureiros, esses eram chamados de condores. Havia salgueiros que possuíam vida própria e sapos enormes chamados de sapos de rodda. Logo passaram a encontrar criaturas que pareciam com gafanhotos porem de tamanho proporcional ao deles. Grandes besouros que comiam qualquer item que deixassem cair no chão e por fim criaturas que se assemelhavam a cogumelos gigantes, essas eram chamadas de esporos. Clause achou uma espada a qual começou imediatamente a usar, até que quando foram atravessar uma ponte havia um gatuno em meio a ela.
_ daqui vocês não passam _ dissera com confiança e prepotência o gatuno _ Vou acabar com vocês.
_ hei, do que você ta falando? Agente quer passar, você não pode fazer isso _ dissera Harry encarando o mesmo.
_ eu gosto de acabar com fracos como vocês e ninguém ira passar _ respondera o gatuno desembainhando sua adaga.
_ não sei como você entrou aqui_ disse Clause apontando a espada em direção ao gatuno _ mas vai nos deixar passar por bem ou por mal.
_ hahaha! Podem vir todos vocês.
Jerry atacara primeiro, mas recebera um chute no meio da cara sendo afastado. Harry tentara atingir o gatuno, mas o mesmo esquivara facilmente de seu ataque e o derrubara com uma rasteira. O gatuno tinha aproximadamente doze anos, dois a mais que os aprendizes. Ele gargalhava vitorioso a cada golpe ou esquiva que realizava com facilidade.
Clause finalmente correra pra cima com sua espada empunhada, o gatuno facilmente esquivara e jogara areia em seus olhos. O pequeno aprendiz ficara totalmente desnorteado ao ser cegado. O gatuno o dera uma rasteira e pisara sobre seu corpo deitado no chão.
_ moleques estúpidos, acham que tem alguma chance?
Sagath correra em sua direção e fora o primeiro a conseguir atingi-lo, usara a força do impulso e seu ombro fazendo com que o gatuno desequilibrasse e saísse de cima de Clause.
_ não fique se achando, covarde _ dissera Sagath _ eu como babacas como você no café da manhã.
_ seu moleque abusado _ exclamara o gatuno _ vou acabar com você! _ Clause não esperara, levantou-se ainda cego e correra em direção ao gatuno. O mesmo o dera um chute fazendo-o cair da ponte e se espatifar na água do rio como uma grande pedra. Sagath partira pra cima do gatuno novamente, mas dessa vez seu golpe fora desviado e recebera um corte nas costas e um chute capaz de fazê-lo cair. O gatuno virara-se para frente, estava diante da pequenina Zaira agora _ só restou você menininha! E agora?
A pequena garota caíra de joelhos, tremia totalmente assustada. O gatuno recebera então um ataque pelas costas que chegara a tonteá-lo. Ao virar-se, vira Clause ofegante e molhado, com a espada suja de seu sangue.
_ você! SEU MOLEQUE! COMO OUSA ME FERIR?
_ AGORA! _ Gritou Clause e quase que no mesmo momento Harry e Jhonny pularam pra cima do gatuno atacando juntos não dando chance para que o mesmo pudesse se esquivar. A pequenina Zaira se levantara também e atacara com a adaga contra as costas do gatuno. Ele cuspira sangue então. Os aprendizes se afastaram e ele cambaleara levemente. De trás de Clause saíra Sagath então, correndo em direção ao gatuno e atingindo sua barriga com sua adaga, mas tendo uma cravada na sua também. Surpresa para o gatuno foi o sorriso no rosto de Sagath dizendo.
_ você perdeu, idiota.
Clause saltou pisando nas costas de Sagath e acertou em cheio a cabeça do gatuno com a espada, finalmente derrubando-o ensangüentado e inconsciente. Todos os aprendizes, exceto por Zaira, estavam feridos. Mas principalmente Sagath que ajudara Clause dando seu próprio corpo como distração.
_você vai ficar bem? _ Perguntou Clause.
_ sim, eu não vou morrer tão fácil.
_ vamos sair logo daqui, ele esta apenas inconsciente _ dissera Harry _ Vamos avisar os encarregados do treinamento do que aconteceu.
_ sim, vamos logo _ respondera Jerry.
Zaira ficara olhando para o sangue do Gatuno em sua adaga com um olhar assustado.
Clause olhou para a face ensangüentada do gatuno e por um momento foi hipnotizado pelo sangue. Logo voltou a si levantando Sagath.
(droga, por que eu sou tão fraco?)
(Obrigado... Clause)
(a verdadeira força não é a potencia do seu golpe) _ Tudo aquilo veio na mente de Clause e ele sorriu. Pensando então.
(talvez eu... possa um dia me tornar realmente forte)
Clause colocou o braço de Sagath sobre os ombros e carregou-o indo em direção a porta de saída do campo de treinamento. Mas começara a se perguntar: Seria mesmo lógico um gatuno conseguir entrar ali com o mero desejo de bater em fracos? Isso tudo estava muito estranho. Por que justo hoje?
A uma distancia segura, atrás de uma arvore, um homem observava Clause e os outros aprendizes. Seu olhar possuía ódio, vestia um manto negro e falou quase que pra si mesmo.
_ esse garoto... _ Cerra os punhos _ tem que morrer!
Notas finais
Em breve o segundo episódio.
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