Crimson Light

1 O Fracassado Carmesim


Notas iniciais
Para quem leu essa história no Spirit, saiba que essa é a versão atualizada.

Em uma lareira no meio da floresta, estava um garoto loiro armado com uma besta sentado perto dela, outro garoto, que tinha cabelo carmesim, chegou gritando por ele.

— Eeeeeeeeiiiii, Migueeeeeeeeeel – disse o garoto chegando.

— Hm? Então você voltou, Cristian? – perguntou o loiro, aborrecido – Já disse para não se arriscar assim, mas você tinha que insistir em caçar sozinho, sou eu que tenho uma arma, seu negligente!

— Qualé, cara. Para de reclamar, isso é um treino para nós dois, e eu já disse que você caça amanhã. – afirmou Cristian, claramente despreocupado.

— A questão não é essa, você pode morrer. Quantas vezes preciso repetir?

Cristian ficou em silêncio por um momento, antes de dar um sorriso despreocupado e dizer – E qual é a graça se eu não tiver que arriscar a vida?

— VOCÊ ACHA ISSO DIVERTIDO?!! – esbravejou Miguel.

— Olha só, consegui dois coelhos. Bora comer? – perguntou Cristian, ignorando a raiva de seu amigo.

— Aiai, desisto, você é teimoso como uma mula.

Enquanto os dois comiam, começaram a conversar.

— Então Cristian, já descobriu uma forma de usar seu Arktonimus? – perguntou Miguel – Ainda quero saber qual é o seu tipo.

Cristian sorriu e respondeu – Não descobri nada.

E por que você parece orgulhoso disso? – sussurrou Miguel.

— Relaxa amigo. – tranquilizou Cristian – a gente tá indo para a tribo dos druidas justamente para que eu aprenda e você possa ficar mais forte, certo?

— Mas eu ouvi dizer que eles não são muito amigáveis com gente de fora. – respondeu Miguel – E onde vamos procurar a tribo deles? Nos perdemos porque você foi provocar umas abelhas e tivemos que fugir.

— Hehe, foi mal. Eu tava com fome, achei que poderia pegar um pouco de me… – antes de Cristian terminar sua frase, Miguel se levantou, fazendo o ruivo se interromper – Hm? O que foi?

— Fique quieto, Estou ouvindo uma conversinha. – Disse Miguel enquanto sacava sua besta.

— É mesmo? E porque eu não ouço nada? – perguntou Cristian.

— Afe, porque você sempre esquece essas coisas? – reclamou Miguel – É por quê meu Arktonimus é do tipo Analítico, então posso aumentar meus sentidos.

— Falou, é?

— Shhhh… tá vindo por esse lado. Vamos, talvez estejamos perto da tribo dos druidas. – orientou o loiro.

Passado algum tempo, Cristian e Miguel chegaram perto de uma área plana, diferente da floresta onde estavam.

— O som da conversinha está maior, estamos perto. – informou Miguel.

Escondidos em uma moita, os dois garotos viram uma garotinha e um garotinho alegres comendo carne de tigre.

— CRIANCINHAS DESSE TAMANHO MATARAM UM TIGRE?!! – gritou Miguel, assustado.

— Beleza, não há dúvidas, eles são druidas. Vou lá falar com eles. – disse Cristian enquanto corria em direção das crianças.

— Hein? Cristian, seu sem-noção, volta aqui, eles vão te matar. – sussurrou Miguel, enquanto seu amigo ignorava.

Cristian chegou até as crianças e começou a conversar com elas – Oi pequenos, beleza? Vocês são druidas, certo?

— Adeus, Cristian, foi muito bom ser seu amigo. – pensou Miguel enquanto chorava.

— Somos sim, irmãozão. E quem é você? – perguntou a garotinha.

— Hein? São mais amigáveis do que eu pensava… – pensou Miguel.

— Eu sou Cristian Luminis. – apresentou-se confiante – O homem que vai trazer a paz entre os humanos e os arktos. Podem me levar até sua tribo?

— As criancinhas olharam entre admiradas e incrédulas, antes de responderem em uníssono – Sim, podemos.

— O seu amigo também quer ir pra tribo, maninho Cristian? – perguntou o garotinho.

— O Miguel? Sim, ele quer.

Droga, Cristian, você não deveria falar do seu sonho para todo mundo – Pensou Miguel, ainda escondido na moita – e como eles me viram? – o mesmo saiu da moita e disse nervoso – Err... oi?

— Por aqui, por aqui. – disse a garotinha, puxando a mão de Cristian, enquanto o garotinho fazia o mesmo com Miguel.

Passados alguns minutos, Miguel decidiu alertar – Toma cuidado Cristian, como eu disse antes, ouvi dizer que os druidas são agressivos.

— Qualé, cara. Vai desconfiar até dessas criancinhas fofas? – respondeu o ruivo, incrédulo.

— Isso mesmo, você me ofendeu irmãozão Miguel. – disse a garotinha, com expressão de brava.

— Sinto muito... – desculpou-se Miguel, ficando cabisbaixo.

— Chegamos! – disseram as criancinhas, em uníssono.

— Ué, como entramos? Essa porta de madeira é gigante. – perguntou Cristian.

Deixe conosco! – exclamaram as criancinhas, antes de darem uma grande inspirada e gritarem – EEEEEEEEEEIIIIII, MESTRE, TROUXEMOS MAIS INVASORES PARA SEREM MORTOS PELO SENHOOOOOOR!!!

O quê? – disseram Cristian e Miguel, confusos.

De repente, o portão se abriu e um homem de meia idade com um rabo-de-cavalo grisalho e um olhar cruel vestindo peles de tigre saiu por ele. As criancinhas correram até seu mestre.

— Então são vocês? Espero que ao menos me entretenham.

— AIAIAI, Eu não disse Cris…?! – exclamou Miguel, apavorado.

— Interessante, velhote. Se acha que pode nos matar… TENTE!!!! – exclamou sorrindo de confiança e interrompendo Miguel.

Notas finais
Obrigado a quem leu até aqui, até a próxima, possível discípulo