Crimson Day.
16 Capítulo 16.
October, 01st.
Geral P.O.V.
A imagem de Molly saindo de casa com Victoire e os dois filhos da ruiva estava impregnada na mente de James, junto à resposta que sua mãe lhe dera, confessando que estavam indo para longe dele. E desde então, ele estava saindo e se embebedando, afim de apagar tais memórias. Sua mão enfaixada e cortada só servia pra lembrar da maldita cena de sua Molly nos braços de outro, em sua própria casa, ao lado das crianças que eram sua mais nova paixão. Maldito era Seth! Justo quando ela havia voltado a chamá-lo de Jay? James não se conformava, nem mesmo tomado pelo álcool. Tinha a impressão de que a quantidade que ingerira não fora suficiente para que pensasse em outras coisas. Ele chegou até a ficar com uma garota naquela noite, alguns minutos antes, mas então… quando se deitou com ela, olhou para seu rosto e jurava estar vendo Molly II. Confuso com tudo isso, ele voltou para casa e deu voz à música que ecoava em sua mente. Sua voz estava tão embolada que mal dava pra se reconhecer qual era.
Quando James adentrou sua casa, deixou a porta bater com o vento atrás de si e ele continuava cantando alto sem se dar conta de que era madrugada e que seus pais provavelmente estariam dormindo. Era uma música trouxa brasileira que sabe Merlin aonde ele ouvira, mas quando viu a tradução, a letra ficou gravada em sua mente.
— Miííinha mennnnnnti nemm sempr tãaaao lúúzida e férrtil me deu a vozzzzzzzzzzzzzzzzzzz, mííínhaa mennnnnnnnti nemmm semprrr tãaaaum lúúúúzida fezzzzzzzzzzz ela se afassssssstarrrr masssss ela vai voltarrrr, MASSSSSSSS ELA VAI VOLTAAAAAAARRRRRRRRRR. — A voz do garoto arrastava-se.
Gina acordou num susto com a batida da porta e começou ouvir a voz de James completamente modificada no andar de baixo. Correu até a ponta da escada e o viu numa cena que, se não fosse para sua própria mãe, pareceria extremamente engraçada. O garoto cantava (ou tentava) num idioma diferente, e o tom que usava entregava sua embriaguez. A ruiva desceu as escadas e tomou as mãos de James, com o cenho franzido.
— Onde você esteve, James? — Perguntou tentando soar brava, mas a preocupação e angústia de vê-lo naquele estado falavam mais alto.
— Ela vai voltar — Ele repetiu no idioma diferente, e então continuou: — Sssabe o que sssig-gnifica? — A mãe negou com a cabeça e ele riu brevemente. — Que ela vai voltarrr.
Harry apareceu com uma carranca na ponta da escada e ouviu as últimas palavras do filho, bufando. Desceu os degraus um tanto bravo, e então olhou para James.
— Crie vergonha nessa cara! Eu não criei você pra ser um canalha e muito menos pra tentar esquecer as canalhices desse jeito! Nem meu pai ou Sirius eram assim, nada justifica! Não é assim que se faz, James, não é mesmo. Anda logo, vai tomar um banho que você está fedendo a álcool! — Esbravejou, e até mesmo Ginny estranhou. Jamais vira o marido tão nervoso e descontente com uma situação como naquele momento.
— Harry, ele não está em condições de tomar banho agora, ele pode se machucar.
— Então joga ele na cama! Oras, ele não é mais um bebê, Ginny. — Continuou o homem, antes de pegar um dos braços do filho e arrastá-lo para o quarto dele, no andar de cima.
A situação deixou Gina tão chateada que ela acabou chorando silenciosamente. Ajeitou uma coberta sobre James e quando voltou a seu quarto, Harry ainda estava nervoso, e piorou quando a viu chorando.
— Por que está chorando, Ginny? — Perguntou carrancudo.
— Não é nada, querido. — Respondeu baixo, e ele bufou.
— Por Merlin, pare de acobertar James! Ele já tem quase dezoito anos de idade, tem plena consciência do que está fazendo! Você acha que eu não sei o quanto ele não deve ter feito a Molly sofrer quando ela terminou com ele? Que eu não notei a semelhança do filho dela com James? Que eu não sei que ele é o pai dessas crianças, Gina? Eu sei de tudo isso, e sei também que ele é mais imaturo do que Lily, por isso ela não quis contar a ele! — Disse o moreno, e a mulher arregalou o olhos. — Não faça essa cara, eu não sou tão burro assim! Só James é tapado o suficiente para não notar a semelhança! E ainda quer ter razão sobre a menina depois de tudo o que ela passou, SOZINHA? Eu sinceramente me sinto desgostoso com o que James se tornou. — Ginny não sabia o que responder, porque no fundo sentia algo semelhante. — Ele precisa crescer, e ele vai, nem que seja forçado a isso. Vamos, Ginny, na idade dele nós já havíamos lutado contra o maior bruxo das trevas de todos os tempos e ainda tínhamos tempo pra rir! Ele precisa parar com a ideia de que o mundo gira em torno do umbigo dele. E é por isso que ele vai passar uma semana ajudando a Molly na outra casa com as crianças. Ele vai ser o pai dessas crianças saiba ele ou não!
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