Crimson Day.

23 Capítulo 23.


October, 2nd.

Geral’s P.O.V.

O moreno despediu-se da prima e então encostou a porta do quarto, dirigindo-se para a suíte afim de tomar um banho apressado, afinal era a sua responsabilidade tomar conta dos três naquela noite. Voltou para o quarto só com o calção de pijama que se encarregara de trazer, já que estava realmente intencionado a dormir lá, com Molly. Quando pôs os olhos na prima, viu que estava descoberta e então deu um sorriso que nem se dera conta de que havia dado e foi lá, cobrí-la. Beijou-lhe a testa carinhosamente e ficou a olhando por alguns segundos. Merlin, quando ele a observava, tinha certeza do por que de ter se apaixonado por ela. Mesmo com a beleza agora cansada e até um pouco triste, a serenidade nunca deixava a face de Molly II. Talvez ele estivesse imaginando coisas, mas James podia jurar que viu um pequeno sorriso repuxar-se nos lábios da ruiva enquanto ela dormia. Então ele se lembrou de quando ela caiu na escada de sua casa e foi levada às pressas ao St.Mungus por ele. Recordou a sensação de engolir o orgulho para salvar o amor de sua vida, mesmo que nem ele soubesse disso direito. Em sua mente, um flash da imagem de Molly chorando quando ele a humilhou fez seu coração apertar, assim como lembrar-se da sensação de quase perdê-la, em seguida. E só aí entendeu. O que ele passara por minutos, esperando o médico vir dizer-lhe sobre sua ex-namorada, ela passara desde o dia em que terminaram o namoro até os dias atuais.

Um resmungo infantil o tirou de seus pensamentos, e ele suspirou antes de se afastar da garota e ir até o berço. Hector tinha os grandes olhos verdes atentos procurando por algo. James riu, e pegou o menino no colo.

— Hey, garotão. — Sussurrou. Foi até o canto do quarto, na poltrona, e assentou-se lá carregando o pequeno.

Depois de acomodado, o Potter voltou os olhos para o bebê em seu colo e franziu o cenho. Num milésimo de segundo, ele viu suas fotos de bebê nos olhos do menino. Intrigado, James balançou a cabeça. E aí, seus pensamentos foram à Meghara, que dormia profundamente no berço. A ruivinha era a cara de Molly, mas Hector não se parecia nada com ela. Deve se parecer com o pai, pensou. E engasgou. Mesmo assim, podia ser só coincidência. Havia casos em que primos se pareciam com primos… vejam Lucy e Roxy, por exemplo. É. Até porque, o pai deles era Seth Von Russ… E engasgou outra vez. Tossiu alto, o suficiente para acordar Molly sem querer. A ruiva levantou o tronco forçando a visão para o canto mais escuro do quarto.

— James? Está tudo bem? — Perguntou, um tom preocupado e sonolento.

— S… sim, tá sim. Volte a dormir, Molls. — Dissera, num modo meio automático. A ruiva assentiu, um tanto cansada, e o obedeceu.

Mais uma vez sozinho com seus pensamentos, James procurava em sua memória possíveis pais para as crianças. O cenho franzido, e ele quase se esquecia do garoto em seus braços, que involuntariamente ninava enquanto tinha a mente pra lá de Bagdá. Estava completamente confuso, afinal se convencera de que Molly o havia traído com o rapaz loiro da Corvinal. Seria possível que ela tivesse feito isso com outro menino, também? Nah, Molls não era assim. A não ser que… que seu primeiro pensamento sobre a paternidade dos gêmeos naquela noite estivesse certo. Engoliu em seco, levantando-se. Não fazia sentido, fazia? Afinal, ela é quem havia terminado com ele. Por que terminaria se os filhos fossem seus?

Um bocejo escapou dos lábios carnudos de James, tão sonolento quanto o filho em seus braços fortes. Ele ousou então deitar-se ao lado de Molly, deixando Hector no meio deles. Contudo, não deitou totalmente, apenas inclinou-se: se ficasse muito a vontade, provavelmente esmagaria a ambos. Quando dormia, James esparramava-se na cama e durante toda a noite, rolava e chutava para todos os lados. Se ele tivesse que dormir, naquela noite, seriam apenas cochilos. Havia se comprometido.



Os olhos verdes abriram-se de sopetão quando um resmungo alto ecoou no quarto, porém ele encontrou, a seu lado, sua prima amamentando a filha. Suspirou aliviado, contudo arregalou os olhos. Será que ela tinha chorado, e ele teria falhado ao tomar conta dos três? Molly riu e então balançou a cabeça negativamente, como se tivesse lido os pensamentos do ex-namorado.

— Ela não chorou, eu acordei porque era hora de ela mamar. — Explicou, com um sorriso divertido nos lábios.

— Ufa, então não foi minha culpa. — Comentou o rapaz, e a ruiva negou com a cabeça.

James olhou para o menino que dormia entre eles e lembrou-se de sonhar com o dia em que Molls terminou o namoro deles. Franzindo o cenho depois que a prima parou de olhá-lo, Potter pensou na cena. Havia descido para a Comunal da Grifinória e encontrou a Weasley chorando bastante e sozinha na madrugada. Ele ainda não entendia. Algo estava muito mal explicado naquilo tudo, mas James não estava em direito de exigir nada da prima, reconhecia isso. Entretanto, esse fato não foi nem de longe suficiente para que aquelas possibilidades parassem de latejar em sua mente. Vicky! É isso. Ela saberia.