Crimson And Pumpkin
1 Unic
Notas iniciais
A ideia era fazer uma fic pro aniversário do Mikey, mas eu acabei me enrolando com a ideia e... É. Não rolou :/
Mas hey, parabéns Michael James Way ♥ (Apesar de ser uma Frerard que ele nem aparece, ô dó...)
Enjoy!
–Pumpkin! Volta aqui, garoto! – gritava um homem, praticamente um menino, no meio de uma ruazinha vazia de New Jersey, correndo atrás de um grande golden retriever que saltitava na frente do dono, com a língua para fora, como se estivesse sorrindo. O homem, Frank, já estava praticamente sem fôlego quando perdeu o cão de vista – Oh droga, agora é que nunca vou achá-lo...
O garoto arqueou as costas, ofegando muito e balançando a cabeça, murmurando “Por que fui comprar um cachorro tão agitado?”. Frank voltou a correr atrás do animal e, após correr alguns metros, encontrou não só um, mas dois cachorros, todos na frente de um homem ajoelhado que fazia carinho em Pumpkin.
–Uh... Eu... – tentou dizer Frank.
O tal homem era alto, com a pele de um branco puro, olhos verdes hipnotizantes, lábios cheios e vermelhos... Era simplesmente o mais perfeito ser humano que Frank já havia visto em toda sua vida.
–Hey! – disse o homem. Frank desceu o olhar e viu os dois cachorros: um era o seu Pumpkin e o outro era um labrador. O estranho afagava a orelha de Pumpkin, que latia, totalmente feliz.
–O-oi... – gaguejou Frank – O... O cachorro é meu...
–Oh! – disse o estranho – Não sabia, desculpe. Ele é muito bonito.
–Obrigado... O seu também... – Frank deu um sorrisinho sem graça.
–É fêmea. – disse ele, gargalhando – O nome dela é Crimson.
Crimson latiu e começou a cheirar Frank. O baixinho riu e afagou-a levemente.
–O meu se chama Pumpkin Pie. Por causa... Sabe... Do Smashing Pumpkins.
Gerard riu levemente e assentiu.
–Gosto de Smashing Pumpkins. É um bom nome. – ele piscou para Frank, que sorriu de um jeito engraçado – Falando em bom nome, qual é o seu?
–Meu?
–Nome. – disse ele, rindo de novo. O baixinho corou, mas murmurou “Frank” – O meu é Gerard. Muito prazer.
–O prazer é meu. – disse Frank, tentando evitar o olhar do outro, por pura timidez. Gerard sorriu e baixou o olhar, observando Crimson e Pumpkin se analisarem, aparentemente se dando bem, tanto que um encostava no focinho do outro.
–Ahn... Eu estava imaginando se você... Sei lá... Quer ir até o Starbucks comigo?
–Eu adoraria. – respondeu o baixinho, secretamente dando pulinhos de alegria.
Os dois foram andando calmamente até a cafeteria, onde amarraram os dois cachorros fora da loja e entraram.
–Então... – disse Gerard, quando já estavam instalados em uma mesa, com dois copos de café fumegantes nas mãos – Estava procurando seu cachorro?
–Eu estava passeando com ele, mas o espertinho conseguiu escapar da coleira. – Frank bufou – Já é a terceira vez que isso acontece.
–Ah, mas ele é um doce...
–Eu sei que sim. Foi um dos motivos pelos quais eu decidi ficar com ele.
–Como assim? – indagou Gerard, bebericando seu café.
–Eu o achei na rua, abandonado, quando era um filhotinho. Levei-o para casa e procurei o dono, mas não o achei... Eu ia colocá-lo em um abrigo para animais, mas acabei me apegando a ele... – Frank deu de ombros.
–Ah, que bonitinho! – disse Gerard, sorrindo – Eu ganhei Crimson de aniversário no ano passado.
–Ela é realmente fofa. – comentou Frank.
–Eu sei, ela é um doce. Meio bagunceira e atrapalhada, mas um doce.
Os dois continuaram conversando por quase uma hora e meia, e quando saíram, encontraram uma cena particularmente fofa: Crimson e Pumpkin Pie deitados juntos na calçada, Crimson com a cabeça apoiada no novo amigo. Gerard e Frank se entreolharam e sorriram ao ver a cena.
–Eu acho que Crimson gostou de Pumpkin...
–Hey, Pumpkin! Já conseguiu uma nova amiga? – disse Frank, rindo. Pumpkin latiu, alegre, o que assustou Crimson, fazendo-a ganir baixinho. Frank gargalhou e afagou a cabeça de Crimson, acalmando-a.
–Então, Frank... – disse Gerard, abaixando-se até ficar na altura de Frank – Eu... Realmente gostei de você. O que acha de nós nos encontrarmos nos fins de semana para... Você sabe... Eles brincarem juntos? – perguntou Gerard, lançando-lhe um olhar intenso. Frank corou, mas fez que sim com a cabeça.
–Eu adoraria, Gee. Adoraria mesmo.
–Então... Vejo você sábado que vem? – perguntou ele, enquanto os dois se levantavam.
–Com certeza. – respondeu o baixinho, pegando a coleira de Pumpkin Pie e puxando-o levemente para que se levantasse. Pumpkin fez uma cara triste, mas “se despediu” de Crimson –Até lá.
–Até. – disse o mais velho, sorrindo e dando meia volta, andando calmamente, com Crimson ao seu lado.
–X-
Meses depois
–Gee, Gee, Gee! Olha! São quatro fêmeas e dois machos! – dizia Frank, saltitando de alegria.
–Eu sei, eu sei! – disse Gerard, sorrindo.
Nesses meses que se passaram, várias coisas aconteceram. Gerard e Frank acabaram se tornando amigos e, mais tarde, Frank percebeu que o amava mais do que tudo e, após algumas complicações, os dois acabaram juntos, pois Gerard percebeu que sentia o mesmo.
Além disso, Crimson e Pumpkin Pie tiveram filhotes, e esse era o principal motivo de tanta alegria na casa de Gerard, onde Frank e Pumpkin estavam passando um tempo.
–Ah, são tão fofinhos... – disse Frank, sorrindo largamente ao pegar um dos pequenos filhotinhos nascidos há duas horas.
Frank colocou o filhote de volta à cesta, para que pudesse mamar junto com os outros. Crimson lambeu a mão de Frank e latiu. O baixinho sorriu de volta e fez carinho em Crimson.
–Bom trabalho, menina. – murmurou ele, rindo. Crimson deu outro latido e Pumpkin se sentou ao lado dela, olhando fixamente para os filhotes.
–Eu sei que os machos não são muito maternais, mas... Pumpkin parece querer guardar os filhotes. – comentou Gerard, dando uma risadinha. Frank riu de volta e concordou, abraçando a cintura de Gerard.
–Pois é. Pumpkin sempre foi ciumento, até mesmo com os brinquedos. – disse ele, balançando a cabeça ao se lembrar do filhotinho travesso que Pumpkin Pie era.
–Falando em ciumento... – disse Gerard, se separando de Frank.
–Lá vem...
–Com quem você estava conversando hoje mais cedo mesmo?
–Pela última vez, com a veterinária. – disse Frank, fechando os olhos para não se estressar.
–Ah sim... Aquela, né... Que te chamou de fofo... E tudo o mais?
–É, Gerard. Essa mesmo. – suspirou ele.
–Hmm. Interessante.
–Gee, por favor! Acha mesmo que eu ia querer ficar com ela?!
–Talvez você não queira. Mas bom, ela tem razão em olhar para você desse jeito, afinal, você não pertence a ninguém... – Frank abriu a boca para interromper, mas Gerard não deixou – Não me interrompa. O que eu estou querendo dizer é que... Mesmo que estejamos namorando... Você não me pertence, entende? É uma coisa meio superficial...
–Gerard, aonde está querendo chegar?
O mais velho suspirou profundamente.
–Escute, eu não tenho uma aliança nem nada porque resolvi isso hoje depois que você falou com a veterinária... E eu não quero que me entenda mal, eu não estou fazendo isso por puro ciúme, mas sim porque eu quero você para mim porque eu te amo! Portanto, Frankie, será que você casaria comigo?
Frank ficou mudo por longos segundos, que pareceram horas para Gerard, tanto que, em um ponto, ele chamou o nome de Frank baixinho.
–Eu... Meu deus, Gerard, é claro que eu me caso com você... – Frank sorriu fracamente. Porém, aos poucos, a ficha foi caindo e seu sorriso foi se alargando – Sim! Eu me caso com você! – o baixinho correu para os braços do mais velho e o abraçou fortemente, beijando-o logo em seguida.
–Ah, muito, muito, muito obrigado, Frankie...
O menor sorriu e selou os lábios deles mais uma vez.
–Espera aqui um pouco, okay, Frankie? Eu vou trocar de roupa e nós vamos comprar uma aliança. – disse Gerard, sorrindo, radiante. Frank assentiu e beijou o rosto do mais novo noivo, sentando-se no sofá e aguardando. Subitamente, seu olhar se voltou para Pumpkin Pie, que estava com uma pata apoiada em sua perna. Frank sorriu e fez carinho atrás da orelha do cão, que latiu para ele.
–Obrigado, garoto. Obrigado mesmo...
Notas finais
Bom, me livrei de uma das ideias.
Porque eu estou com trezentas ones pra escrever, mas não consigo.
Enfim. Tentei escrever alguma coisa fofinha, porque faz tempo que eu não faço isso. Escrevi também pra ver se esse sentimento de frustração passa (Resumindo a história, minha tia fez um chá de panela e tal e eu não pude ir porque moro longe, é. Eu não sei por que me importo tanto com isso, vai ver porque é a primeira vez que eu vejo ela avançar tanto em um relacionamento, porque a maioria deles ela terminava poucos meses depois... Enfim, eu realmente não sei o porquê).
Cya.
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