Notas iniciais
Boa tarde meninas!
Desta vez to sendo mais rápida com a postagem :)
Valeu Tai Almeida pela recomendação... Adorei!
Capítulo contendo linguagem imprópria, violência.
Boa leitura!

“... -E você acha mesmo que irá morrer facilmente –levantou-se, segurando-a pelos cabelos -... Você –virou-se para Charlie estirado lá embaixo –... E aquele porco velho vão se arrepender do dia que nasceram. –completou levantando-se.”

02:10 -am

Damien acordou sobressaltado com o toque insistente de seu celular. Consultou o visor –“-Tony.” –Pronto. –disse apenas, fitando Renné já sentada do outro lado da cama e também o fitando.

-Procure saber onde Emmett MacCarthy está e mande agora qualquer socorro que você conseguir até o porto ... Tenho homens mortos e feridos aqui.

-O-Ok.

-Mande preparar o “local” da mansão com todos os aparatos hospitalares para fazer sobreviverem um porco velho e uma biscate viciada.

Damien fez um sinal para que Renné se acalmasse e voltasse a deitar. Depois, pegando seu bip de cima do criado, deixou o quarto -Local?! ...Que aconteceu, Tony? –perguntou já no corredor.

-O “local”... Pergunte à Carmem e ela lhe mostrará.

-Entendido.

Depois de um tempo a voz de Edward soou estranha -Damien?... Eles a sequestraram.

-Quem sequestrou quem?

-Eles... Eles a sequestraram, a tiraram de mim e eu... Ele estuprou minha... EU VOU MATÁ-LO! É ISSO –Edward alterou o tom de voz -... Sequestraram minha mulher e meu filho... Eu...

Damien sente a voz de Edward carregada de... De ódio, desespero. –“-Céus!... Bella... Ela está grávida?... E sequestrada?” –Calma Tony, respira –ele sussurrou, com a certeza gritante de que o amigo e paciente estava surtando –“-Porra!” –olhou para a porta do quarto fechada –“-Renné!” -dirigiu-se para a sala -... Quem. Sequestrou. Quem? –perguntou pausadamente, tentando ganhar algum tempo enquanto digitava um número no telefone fixo. Um terrível silêncio se fez do outro lado da linha, cortado apenas pela respiração pesada de Edward -Quem sequestrou quem, Tony? -repetiu a pergunta, colocando o aparelho no viva voz.

-Alô?

O psiquiatra tampou o celular -John? -sussurrou.

-Damien?... É você Damien?

-... Eu... Eu não sei quem a levou. -Edward disse atormentado.

Damien destampou o aparelho -Acalme-se e continue falando comigo Tony. -tampou novamente o celular -John... Não me pergunte por que, mas eu preciso urgentemente de uma ambulância com enfermeiros no porto e de sua prontidão e toda a aparelhagem médica na mansão Cullen.

-ELA ESTÁ GRÁVIDA... ESPERANDO UM FILHO MEU... TÁ ME ESCUTANDO?

-Estou sim Tony. Me conte como aconteceu isso.

-Mansão Cullen? -o médico amigo perguntou do outro lado da linha -Tony Cullen?

-Sim.

-Conte comigo.

-Ok... Até mais. -Damien desligou o telefone fixo e então desativou o viva voz do aparelho.

Enquanto pegava as chaves do carro e sua maleta médica, ouviu Edward detalhar o acontecido. Ele precisava a todo o custo manter o amigo mais ou menos equilibrado até conseguir chegar ao porto. Já na garagem lembrou-se que ainda tinha que falar com Carmen -... Então ela... Ela atirou no bosta do Swan -de repente escutou risadas, seguida de um acesso de tosse -... Do que está rindo desgraçado? Quer morrer?

Fez-se um longo silêncio -Tony?! -sussurrou enquanto abria a porta do carro -Tony?! -Damien arregalou os olhos com o estampido de um tiro -TONY!... O QUE TA ACONTECENDO AÍ? –gritou, jogando o bip e a maleta no banco carona –TONY! –ao perceber o telefone mudo, jogou-o também no banco carona –Ok Damien... Como médico e amigo, você deve socorrer primeiro Tony, depois os outros –entrou no carro e deu partida, depois de fechar o cinto de segurança –... Falarei com Carmen lá do porto.

PDV EDWARD

-Quem sequestrou quem Tony? –Damien me perguntou. Olhei para os lados... Para todos aqueles homens, alguns dos quais eram meus, mortos.

Mais adiante, localizei meu bom e fiel empregado Jasper Hale, também morto –Eu... Eu não sei quem a levou.

-Acalme-se e continue falando comigo Tony.

“... -Que merda é essa, Emmet?... Por que tá me perguntando is... -de repente a ficha caiu. -desabei sobre o sofá -Ela está...

-Não tenho certeza ainda. Estou em frente a casa dela... Ela foi fazer o teste, mas acho que você vai ser papai.”

-Eu preciso achá-la... Eu preciso achá-la, Damien. –levantei-me e comecei a andar de um lado para o outro -ELA ESTÁ GRÁVIDA... ESPERANDO UM FILHO MEU... TÁ ME ESCUTANDO?

-Estou sim Tony. Me conte como aconteceu isso.

-Com certeza ela estava escondida e eu... Eu estava desarmado e sob a mira do pai dela... Então ela... Ela atirou no bosta do Swan. –então Charlie, mesmo ferido gravemente, começou a rir –Do que está rindo desgraçado? Quer morrer? –deixei o celular cair ao chão e apontei-lhe minha Luger –Quer morrer?

Charlie arqueou as sobrancelhas de modo debochado –Claro que não... Peq-queno Edward. Mas... M-Mesmo que quizzesse... Voccê não ir-rá -tossiu algumas vezes -... Porque v-você quer d-descobrir... Quem mand-dou matar sseus p-pais.

Eu tremia violentamente, mal conseguindo controlar minha fúria. Tinha vontade de matar tanto Charlie quanto a puta da Tânya. Mas Charlie tinha razão, eu precisava deles vivos por razões óbvias.

Num esforço supremo, ergui minha Luger para o alto e disparei o tiro que desejava acertar a cabeça de Charlie que começou a gargalhar –T-Transtornado... Pequeno Edward? –tossiu algumas vezes –S-Sentindo-se sem o seu chão?

-Cala a boca, velho maldito! -eu sabia a que chão ele estava se referindo -Eu posso não te matar... Mas posso lhe calar a boca por enquanto. -dizendo isso, acertei-lhe um murro e Charlie tombou a cabeça para o lado, desmaiado.

"...Esme abriu a porta do guarda roupa e colocou-o lá dentro -Schhh! -sussurrou, colocando o dedo indicador nos próprios lábios -Meu filho, preste bem atenção: Aconteça o que acontecer, não saia daqui de dentro!

-Mas, mãe...

-Prometa, meu filho. -Esme pediu, beijando-lhe os cabelos loiros. De seus olhos azuis, caíam grossas lágrimas -A-Apenas prometa.

-Prometo. -ele murmurou e então Esme fechou a porta, deixando-o encolhido na escuridão do guarda roupa quebrada apenas pela parca luz do abajur que entrava por algumas frestas.

Edward nunca soubera precisar quanto tempo passou ali, mas o que ele nunca esqueceria eram os gritos de dor por parte de Carlisle e os gemidos e as palavras de baixo calão que os algozes proferiam em relação à sua mãe.

Um estranho silêncio reinou durante tempo e depois barulho de passos, palavrões e gemidos de dor soavam cada vez mais perto.

Edward levantou-se com o coração disparado com o barulho da porta sendo aberta com violência juntamente com pedidos de clemência que instigou-o a olhar por entre as frestas..."

Não sei precisar quanto tempo fiquei perambulando por entre aqueles corpos, mas todas as vezes que flashs de um passado vinham à minha mente, eu socava os containers imaginando ser Charlie Swan e o seu chefe, mandante do assassinato de meus pais.

Com as mãos inchadas e ensanguentadas, eu cambaleei a esmo e cai próximo ao corpo de Hale -"... –Aquela garota é do cão... Ela conseguiu machucar o rosto de Trevor de uma certa forma que ele foi parar no P.S." -lembrei do primeiro comentário dele em relação à Isabella -Isabella. -balbuciei e pela primeira vez em minha vida desde a pré adolescência, eu me senti impotente.

Me virei para o outro lado e novamente os malditos flashs voltaram me enlouquecendo ainda mais...

"... -Culen, Cullen -ambos, Charlie e o outro capanga, tinham suas escopetas miradas para Carlisle e Esme. Edward primeiro fitou o rosto desfigurado do pai para depois examinar a mãe, desde seu olho roxo e inchado, até a camisola de seda branca cheios de rasgões, os quais expunham parte de seus seios e coxas -... Por que você deixou a história das notas frias vazar para a Polícia Federal? -Charlie arqueou as sobrancelhas -Ah sim... Você queria foder o chefe... Não é mesmo?

-N-Não... Por f-favor, foi t-tudo um mal entend-dido -Carlisle mal conseguia falar, devido ao osso de seu queixo quebrado -... Me p-perdoem... P-Poupem minha m-mulher.

Charlie soltou uma gargalhada -Acha mesmo que eu vou fazer o serviço pela metade?... Você me conhece muito bem Cullen... Meus serviços sempre foram perfeitos. -dizendo isso, ambos engatilharam as escopetas -Com os cumprimentos de..."

-Tony?!

-NÃAO! -gritei sentando-me num salto e fitei Damien que estava parado à minha frente -FOI ELE... FOI ELE! –gritei novamente, levantando-me.

-Ele quem Tony?

PDV BELLA

“Jacob começou a rir baixinho –O todo poderoso Tony Cullen não tem nada haver com isso? –sua risada transformou-se em uma gargalhada debochada –E o que você me diz desse bastardo que você carrega na barriga?”

Bella sentou na cama sobressaltada –O que você disse?

Jacob soltou um longo suspiro e deu a volta, sentando-se nos pés da cama –Isabella –começou com expressão séria -... É assim que ele te chama não é mesmo?... Pois bem Isabella, eu sei tudo sobre você e Edward Anthony Cullen, vulgo Tony Cullen... Até mesmo da existência desse bastardinho que ele te fez quando você ainda namorava comigo.

“-PORRAA!” –Você está enganado Jake... Eu... Nós... Não estou grávida.

O semblante do rapaz transformou-se da água para o vinho. Em frações de segundo, ele levantou-se e a puxou pelas alças da camiseta –Não queira me fazer de idiota mais uma vez I.SA.BE.LLA.

Com o puxão, Bella fechou os olhos e fez uma careta –“-To fodida!” –Não é minha intenção –“-Ganhe tempo Bella.” –... Fazê-lo de idiota. É a mais pura verdade... Eu não estou grávida.

Por um instante Jacob ficou confuso –Não está grávida?

-Claro que não Jake –Bella respondeu convicta –... Você me conhece muito bem... Eu não iria me descuidar a esse ponto.

Desconfiado, Jacob fitou-a fundo nos olhos –Você tem razão... I.SA.BE.LLA –disse por fim -... Eu te conheço muito bem para saber que está mentindo... Você já fez e faria qualquer coisa para defender aqueles a quem ama. A prova é que matou o próprio pai para salvar o teu macho marginal.

Bella, colocou ambas as mãos nos braços de Jacob e o empurrou –Eu não matei Charlie... Caralho!

-Whoo... Finalmente a tigresa apareceu. Gostei! –Jacob pegou-a pelo pescoço e a puxou para perto, ficando com o rosto praticamente colado ao dela –Tome muito cuidado com o modo que fala comigo, porque agora quem está no comando sou eu... Entendeu, I.SA.BE.LLA? –dizendo isso, soltou-a com força e virou as costas –Tome conta dela. -ordenou ao capanga que estava do lado de fora do quarto, antes de bater a porta com força.

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Edward começou a andar de um lado para o outro com seus olhos muito azuis vidrados –Ele... O promotor Billy Black.

-E o que –Damien abaixou-se e tirou de sua maleta uma seringa e uma ampola. Rapidamente introduziu a seringa na ampola e puxou o êmbolo -... O Dr. Black fez?

Edward estacou e seu olhar foi direto para a maca onde Charlie estava. Sacou de sua Luger –Eu não preciso mais desse desgraçado.

-TOONYY... NÃAO!

Apesar de Damien tentar impedir, Edward foi decidido e o tiro, certeiro.

Ambos fitaram Charlie morto –As mortes de Carlisle e Esme Cullen começam a ser vingadas a partir de agora.

-Você quer dizer que... O promotor Black e Charlie Swan...

-Isso mesmo Damien, eu lembrei de tudo... Aquele homem que se diz ser um promotor de justiça é na verdade um traficante tanto quanto eu, mandante dos assassinatos dos meus pais, que na época trabalhavam para ele. E esse porco velho –apontou para o corpo de Charlie –... Era o seu braço direito e foi um dos executantes.

-Um dos executantes ?!... Têm outros?

-Damien, você é muito ingênuo mesmo. Por isso que é apenas um médico psiquiatra. Ponha uma coisa na tua cabeça... Capangas nunca agem sozinhos.

-E você se lembrou do outro?

-Vagamente... Mas...

-Doutor Moreau?

Damien virou-se para o enfermeiro –Sim?

-Achamos uma garota desmaiada há alguns metros daqui... Parece vítima de espancamento, pois há vários hematomas pelo corpo e o rosto... Bem o rosto está um tanto desfigurado.

-Acharam algum documento para identificação?

-Sim... Aqui está?

Tony tomou a frente, pegando os documentos antes de Damien. Franziu a testa –Alice Brandon?!