Criminoso Sedutor
31 Capítulo 31
Notas iniciais
“... Com certa dificuldade, o segurança virou a cabeça para o lado e abriu um breve sorriso, formando assim em seu rosto, as já tão conhecidas covinhas –B-Bom dia, chefinho!...”
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Com os olhos arregalados, Edward abriu um enorme sorriso –Caralho Emmett! –com um puxão, retirou a agulha e sentou-se –Há quanto tempo você ta aí cara?... Whoo! –sentindo-se meio zonzo, deitou-se atravessado na cama –Não me deixe esquecer que eu tenho que escalpelar um médico ainda hoje. –completou, fechando os olhos.
O segurança soltou uma estrondosa gargalhada –Ok chefe! –logo em seguida, começou a tossir.
Silêncio.
–Emm?
–Sim?
–Obrigado por ter me salvado.
Os olhos verdes de Emmett arregalaram-se por um momento –É para isso que sou pago Tony.
Edward levantou-se, agora vagarosamente. Seu semblante era um misto de seriedade e agradecimento –Edward. –disse e notando que o rapaz não entendera, balançou a cabeça de um lado para o outro –Ahh, qual é Emmett?... Você sacou sim o que eu quis dizer.
O segurança ficou ainda alguns segundos encarando-o –Ahh –disse por fim, abrindo um largo sorriso –Tá... E-Edward.
–Ok –Edward saltou da cama –Há quanto tempo você chegou aqui?
–Humm –pendendo a cabeça para o lado, Emmett fitou o teto pensativo –... Bom... Acordado... Eu estou aqui há dois dias.
–CACETE, CACETE –Edward atravessou o quarto e abriu a porta, dando de cara com um enfermeiro. Empurrou-o para o lado –... DAMIEN? –esperou um tempo –DAMIEEN?... CAARMEN?
Uns minutos depois, a governanta surgiu no início do corredor –Sim Tony, -disse com voz abafada pelo cansaço.
–Onde está Damien?
–Dr. Moreau... Ele saiu logo cedinho –ela olhou para o enfermeiro que a olhava e franziu a testa -... Disse que iria à clínica.
Edward olhou também para o enfermeiro –Quem é você?
–Enfermeiro Adams senhor... Scott Adams.
–Carmen... Entre em contato com Damien. Diga que preciso dele aqui e já –disse ainda olhando para o enfermeiro -... Há quanto tempo Emmett MacCarthy foi transferido para a mansão?
–Há três dias senhor.
–TRÊS DIAS? –virou-se para Emmett –MINHA MULHER SEQUESTRADA E EU DOPADO HÁ MAIS DE TRÊS DIAS? –praticamente cuspiu as últimas palavras –HALE. –gritou num impulso e imediatamente lembrou-se que não tinha mais seu fiel empregado e sobretudo amigo, mais ao seu lado –Err...
–Fica de boa Edward... Eu também estou custando a acreditar.
Ficaram os dois em silêncio por um tempo –Vou esfolar Damien vivo... Ele não podia me dopar dessa forma. A troco de quê ele me fez isso?
–Sr. Cullen?
–Vish! –Emmett murmurou –Tony, cara... Apenas Tony, beleza?
–Err… Tony –o enfermeiro se corrigiu -... Você teve uma queda brusca de pressão, chegou à zero. Em consequencia disso, teve uma parada cardiorrespiratória.
–Caralho Tony! –Emmett arregalou os olhos –Você também quase se foi .
–Falou certo Emmett... Quase, mas não fui. E vamos parar com essa ladainha toda, porque eu tenho mais o que fazer. Me fala aí Adams, como está a Denali? Ela ainda está sedada?... E a garota do Hale? Alice Brandon?... Ela já pôde ser transferida prá cá?
–A Srta. Denaly não está sedada Tony... Já a Srta. Brandon... Sim, ela foi transferida prá cá, mas... Tá toda enfaixada e sedada.
–Ok.
Edward já ia se virando em direção a porta, quando o enfermeiro tocou-lhe o braço –Mas você não pode....
–POSSO SIM... POSSO TUDO O QUE EU QUISER E NA HORA QUE EU QUISER. –ele gritou. – PONHA UMA COISA NESSA SUA CABEÇA –tocou a testa do enfermeiro com o dedo indicador -... VOCÊ É O ENFERMEIRO, MAS EU SOU O CHEFE DESSA PORRA TODA... O SEU CHEFE, SACOU?
–S-Sim... Tony.
–Agora cuida dele, que da vagabunda cuido eu. –virou-se para o amigo e sacudiu a cabeça –É cada um que me aparece viu? –completou, saindo do quarto logo em seguida.
O enfermeiro virou-se para Emmett e esse último deu largo sorriso –Bem vindo ao mundo de Tony Cullen!
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O quarto situado no subsolo da mansão estava iluminado apenas pela lâmpada fluorescente do abajur.
Edward avistou da porta do quarto, os vastos cabelos ruivos e encaracolados de Tânya que estavam esparramados pelo travesseiro. Então se aproximando mais, notou que ela estava de olhos parecendo adormecida.
Seus olhos fitaram as faces brancas feito cera para depois percorrerem o tubo preso ao seu nariz e o fio preso a ela. Um se conectava ao tubo de oxigênio e o outro a um aparelho para monitorar seus batimentos cardíacos.
Seu peito devidamente enfaixado subia e descia conforme sua respiração.
Consultou o relógio: onze e trinta e cinco da manhã –“-Então vamos ver se está dormindo mesmo.” -aproximou os lábios do ouvido esquerdo dela –Ok... Vou te dar um tempo –sussurrou -... O tempo de dar uma olhada na minha amiga. –Edward abriu um sorriso ao ver que um leve tremor trespassou o corpo de Tânya e que houve uma pequena alteração em seus batimentos cardíacos. –Está escutando né?... Sabia que não estava dormindo porra nenhuma. –continuou sussurrando em seu ouvido –Olha, eu vou voltar... E você vai me dizer onde Isabella está... Escuta muito bem o que vou lhe dizer... Eu sei ser muito, muito cruel e você sabe que não estou mentindo. –fez uma breve pausa –Volto logo Denali.
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Bella observou a janela de madeira a sua frente. Era enorme e com duas janelinhas de vidro –“-Então... Se tem vidros e estou praticamente no escuro é porque há duas janelas, uma que abre para dentro e outra que abre para fora.” –pensou, observando o cadeado –“-Vou precisar de um apoio.” –procurou por todos os lados e a única coisa que achou foi a mesa –“-Ok Bella... Mãos a obra!”
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