Criminoso Sedutor
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Avisei algumas leitoras que iria postar amanhã... Mas como estava com o capítulo pronto, não aguentei e olhem eu aqui cedinho postando.
Boa leitura!
"... -Então -Damien mantinha o pêndulo balançando vagarosamente à frente de Edward -... Onde você está nesse momento... Edward?..."
Silêncio.
-Edward?!... Onde você está nesse momento?
-Em uma festa... Estou na sala de jogos... Meus pais estão na festa que está rolando no térreo e eu... Estou jogando videogame com uma menina. -ele respondeu com os olhos fechados.
Damien franziu a testa -Que idade você tem?
-Sete anos.
-Quem era o anfitrião ou anfitriã dessa festa?... Você sabe qual era o seu nome?
Edward tinha o semblante um tanto confuso -N-Não... Eu não sei o nome dele -franziu a testa -... Mas eu... Eu o conheço... Ele já esteve lá em casa.
" -Um homem." -o médico constatou -"-Vamos com calma Damien... É a primeira sessão dele." -Ok -aproximou o gravador ainda mais -... Me descreva o que você viu durante essa festa, Edward.
PDV EDWARD
"... -Você morreu. -Moira, a menina sardenta com quem eu jogava Alex Kid, gritou.
-Mas eu sou o campeão... Eu venci a melhor de três.
-Então -ela tomou o controle de minha mão e reiniciou o jogo -... Vamos para a revanche.
Dei uma gargalhada -Não sabe perder... -passos e vozes no corredor me chamaram atenção. Não chegava a ser uma discussão, apenas uma conversa tensa. Moira tentou retrucar -Schhh -tapei a boca dela com uma mão, enquanto punha o dedo indicador em meus lábios. Depois apontei para a porta, em direção à discussão que se seguia cada vez mais acalorada -Vamos ver quem é?
Ainda com a boca tapada, Moira apenas assentiu com a cabeça. Então, sem fazer o menor barulho, fomos até a porta -... Merda, merda! -o homem de cabelos lisos e compridos, presos em um rabo de cavalo, praguejou baixinho -Como isso foi acontecer? -um suave burburinho vindo das escadas assustou-o. Abriu a primeira que viu -Venha, vamos conversar aqui dentro..."
-Você o reconhece, Edward?
-Não... O corredor está meio escuro e ele... Bem, ele está de costas.
-Tudo bem... Continue.
"... -Porraa! -escutei um deles esbravejar -Como a polícia federal foi descobrir?... Serão milhões de dólares perdidos.
-Sem contar que o chefe terá que pagar para abafar o caso. -o outro falou.
Estiquei o pescoço na intenção de ver de quem se tratava -Edward, isso é perigoso. Se minha mãe...
-Schh. -fui esticando o pescoço mais ainda e uma vasta cabeleira negra apareceu em meu campo de visão.
-O que devemos fazer? -o outro perguntou depois de algum tempo.
-Você sabe o que tem que fazer. -uma breve pausa -Simplesmente faça. -o primeiro respondeu, quando por fim eu consegui ver o rosto de um deles..."
-O que foi? -Damien assustou-se com a repentina reação do seu paciente, que tinha arregalado os olhos subitamente -... Era alguém conhecido?
-Ele -Edward sussurrou com a mandíbula quase cerrada -... Eu conheço ele.
O psiquiatra não sabia como o amigo iria reagir às lembranças bloqueadas de seu passado. Então um pouco antes da hora marcada, havia preparado um calmante em uma seringa. Agora, com o olhar atento aos mínimos movimentos do outro e com movimentos precisos e ao mesmo tempo cautelosos, tirou a dita seringa de seu jaleco -Quem era ele?
Uma grossa camada de suor brotou-lhe, escorrendo de seu corpo e encharcando sua camiseta cinza chumbo -Quem era ele?! -Edward virou-se de súbito para Damien. Tinha os olhos vidrados e tremia como se sofresse curtos espasmos -Charlie Swan.
-Charlie Swan?! -Damien arregalou os olhos -O marido de Renné?
-Sim.
-O que ele é desse homem?
-Ele é desse homem o que o Emmet é meu... O homem de confiança, o braço direito dele.
-Edward... Como você o reconheceu?
-Pela cicatriz em seu rosto.
O suor ainda escorria em bicas pelas têmporas de Edward -Ok, ok. -guardando novamente a seringa no bolso de seu jaleco, Damien achou melhor interromper a sessão -"-Céus! Ele está muito agitado. Terei que receitá-lo um sossega leão." -conhecia muito bem o amigo e diante dessa descoberta já na primeira sessão, suas reações poderiam ser as piores possíveis -Por hoje chega. -desligou o gravador, esticou o braço, contou até três e estalou os dedos -Tudo bem, Tony? -perguntou em seguida.
-Cacete, Damien! Por que paramos?
-Calma, Tony. Essas sessões, o tratamento... Levam algum tempo. E por falar em tratamento -Damien pegou o gravador e levantou-se -... Vo receitar-lhe um tranquilizante...
-Prá que tranquilizante? -Edward esfregou o rosto com as mãos -Porra... O velho Swan hein? -levantou-se e começou a andar de um lado para o outro -Quem era o chefe dele? -levantou o olhar para o teto -Quem, caralho?
-Tony -o médico pôs ambas as mãos sobre os ombros do amigo, porém seu paciente naquele momento -... Lembre-se que você se propôs a fazer o tratamento e a segui-lo. Então... Terá que tomar tudo o que eu receitar, ok? -olharam-se nos olhos por um momento -E agora estou vendo que você precisa de um tranquilizante -"-De um sossega leão prá ser mais exato." -sentou-se em sua mesa e começou a escrever no receituário -Você está sozinho... Ou alguém está dirigindo?
-Err... To sozinho. Por que?
-Porque se estivesse com motorista, eu iia lhe aplicar um agora mesmo.
-Ahh, pára Damien. Foi apenas umas lembranças e eu não sou nenhum bunda mole não suporte tais.
O caso de Edward era sério e como psiquiatra, ele sabia que a mente humana é uma caixinha de surpresas e que uma lembrança poderia desencadear várias outras. Conhecendo o amigo como ele conhecia, não estava tranquilo o bastante quanto as sua possíveis reações -Pára você Tony -destacou o receituário por fim -Vamos, pegue-o ... Comece a tomar os remédios hoje mesmo.
Edward olhou a receita -O que tem aqui?
Damien rolou os olhos -Um calmante e um ansiolítico. O primeiro você irá tomar a metade logo que chegar em casa. Mas -ergueu o dedo indicador -... Só por hoje. E o segundo será a partir de amanhã. Sempre a metade, as oito horas da noite.
-Caralho Damien! Eu tenho os meus negócios prá cuidar... Não posso ficar por aí babando como um idiota. -se olharam por um instante -Ok, ok. -Edward dobrou a receita e colocou no bolso -Merda!
-Vou marcar a próxima consulta para -abriu sua agenda -... Humm... Sexta feira às dez horas, ok?
-Tá... Tudo bem.
-Então até lá, Tony.
-Damien -Edward colocou as das mãos sobre a mesa do médico, apoiando-se sobre ambas -... Acha mesmo que vou sair daqui sem pelo menos a fita desse gravador?
O psiquiatra olhou-o com o cenho franzido -Edward! Nos conhecemos a mais de dez anos. Não confia em mim?... Eu preciso dessa gravação para estudar o seu caso.
Edward balançou a cabeça e esticou a mão -Meu amigo... Em você eu confio. Eu não confio é em meus inimigos... Porra, sei lá! Vai que numa dessas eles invadem sua clínica?... Ou sua casa? -fez uma breve pausa -Damien, você é apenas um médico... Não conhece nada do meu mundo.
Ficaram se olhando pela segunda vez -"Ele tem razão... Já é um milagre ele aceitar, mesmo que contra a vontade, em tomar os remédios que você tá receitando." -sorriu -"-Bella... O motivo de tudo isso. Pena que os impulsos dele nunca poderão ser controlados." -Você tem razão, Edward. -pegou a fita do gravador e entregou-lhe -Mas... Preciso estudar o seu caso -franziu a testa -... Quando poderei escutar a gravação?
Edward pegou a fita e colocou-a no bolso -Quando você quiser. Meu escritório estará a sua disposição pelo tempo que for necessário. Até mais, Damien.
-Até mais, Tony.
10:45 hrs — am
-Tem certeza mesmo que está tudo bem com você? -Alice lhe perguntou pela terceira vez quase que consecutiva, enquanto andavam em direção ao estacionamento da escola -"-Porra, parece que ela fareja tudo."
-Claro Allie. Como já te disse: o problemão que eu achava que tinha me metido era o Jacob. E -Bella fez um sinal negativo com a mão -... Agora eu sei que está tudo resolvido entre nós.
Ficaram em silêncio por um momento e então elas avistaram a S10 de Emmet , que vinha ao encontro delas -Sabe Flor? -Alice lhe segurou pelo braço -Eu não quero urubuzar, mas... Tipo... Sinto que ainda não está tudo resolvido entre você e Jacob.
-E aí, Bellinha?
-Estamos a serviço? –ela perguntou, notando-lhe o ponto de comunicação.
Emmet soltou uma discreta gargalhada -Digamos que sim.
Bella rolou os olhos -Ok. -bufou contrariada -Então... Vamos até minha casa, depois quero que nos deixe na casa de Alice... Nós temos que fazer o trabalho de química prá amanhã.
Emmet virou-se para -Olá, Tamp... Alice.
-Você ia me chamar de quê? -a garota cruzou os braços, fuzilando-o com o olhar.
Emmet ergueu os braços -Eu te chamei de Alice.
-Não! Você ia me chamar de tampinha.
-Não... Eu não.
-Vamos parar com isso? -Bella tampou os ouvidos -Parecem duas crianças.
-Ok, chefa.
-Do que foi que você me chamou mesmo?
-Desculpa aí, só tava te zoando. Mas bem que eu tenho razão... Você é a mulher do chefe, então é a chefa. Whoo -Emmet espalmou a mão à sua frente ao notar a sobrancelha arqueada de Bella -... Brincadeirinha. Hã... Então... Vamos?
-Vamos.
Do outro lado do estacionamento, dentro de uma Kia Mohave fumê, um binóculo seguia os passos do trio que entrava na S10.
-Uma coisa eu digo para o senhor: -o homem que os observava coçou o cavanhaque -... Será quase impossível pegar a putinha do Tony -girou o binóculo lentamente de um lado para o outro -... Ele simplesmente a cercou de seguranças -completou ao ver vários homens vestidos com ternos pretos e seus pontos de comunicaçao, espalhados por todo o estacionamento.
-Não tenho pressa. Eu conheço Bella muito bem. Uma hora ela ficará sozinha... E então será a chance de vocês mostrarem serviço.
Notas finais
Agora vamos ao capitulo de hoje: Pois é... Agora as coisas vão começar a desenrolar e a ficar perigosas.
Com as lembranças aflorando, Edward que não é nenhum idiota, com certeza irá descobrir algo que o fará surtar. (isso eu posso já deixar bem claro).
E agora mais essa:Quem está seguindo Bella?
Alguma dica aí?
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