Criminal Ways

5 5- Nada bem


Notas iniciais
Gente, atrasei um pouco a postagem desse capítulo, mas estou voltando a atividade com novidades quentinhas pra vocês... Boa leitura!

O homem afastou os olhos do papel, batendo nervosamente uma caneta contra a mesa.

– Elena Louise Gilbert?

Acenei aflita sentindo um nó na garganta, pelo reflexo do vidro unidirecional eu via em meu pescoço as marcas dos dedos de Matt, senti meu peito apertar lembrando do medo que senti.

– Você não é a garota dos Saltzman?

– Fui adotada. O sr Saltzman foi o segundo marido da minha mãe adotiva. Isso não me faz um deles.

– Com quantos anos foi adotada?

Encarei o policial careca e de rosto enrugado, eu o via quase todas as tardes no Bar, todos se conheciam naquela droga de cidade, porque estava fazendo aquele tipo de pergunta?

– Eu já respondi o que sabia sobre o crime. Posso ir embora? Preciso ver minha família.

– Família? – Ele sorriu com desdém.

A porta da sala se abriu repentinamente e dois homens entraram. Um deles era baixo e magro, de rosto anguloso e cabelo branco bem penteado. O outro, era estonteante, era alto e de postura esguia, cabelo preto caído até quase os ombros e olhos acinzentados, como o céu nublado no inverno.

– Nós assumimos daqui – O homem de cabelo branco disse para o policial com um ar de quem queria estar em qualquer outro lugar menos ali.

– E quem diabos são vocês?

– Jason Duncan James – O homem respondeu se sentando – Delegado do estava da Louisiana. Já deve ter ouvido falar.

– Eu não... – O policial se levantou – Desculpe a pergunta senhor, mas isso cobre sua jurisdição?

– Há uma acusação federal de corrupção nos meios de açãos desta delegacia em particular, e a família Donavan parece ter bastante influência nesse meio. Isso cobre a minha jurisdição.

O policial acenou constrangido e saiu da sala, logo depois o outro homem na sala estendeu a mão pra mim, eu segurei com receio.

– Elena, eu presumo – Acenei confirmando.

– E você?

– Damon Salvatore, seu advogado a partir de agora – Sua voz soou gentil e tranquila, apesar da força que transmitia. Aquilo parecia terrivelmente errado.

– Advogado? – Me exasperei quando ele sentou ao meu lado. – Eu preciso de um advogado?

– Você está sendo acusada de tramar para matar a garota Donavan. Precisa de um advogado – James sorriu quase gentilmente.

– Bem, eu não posso pagar um.

– Não precisa. Os gastos estão sendo cobertos – Damon disse sem olhar para mim, e voltou sua atenção para pastas cheias de papéis.

– Cobertos por quem? – Minha voz soou mais irritada do que eu gostaria mas aquele não estava nem de perto sendo um dia fácil.

– Pessoas que se importam – Disse simplesmente e então pra James – Minha cliente está abrindo um processo contra Matthew Donavan.

– Estou?

Os dois me ignoraram como se eu fosse uma pulga invisível.

– Quais as acusações Sr. Salvatore?

– Negligência trabalhista, extorsão, chantagem, agressão e abuso sexual.

Senti minha visão escurecer. E tive que me apoiar na mesa para não cair da cadeira. Quem era aquele homem, como ele sabia tanto sobre mim e Matt e porque estava me defendendo? E , mais importante, quem o estava pagando?

– Tudo bem srt Glbert?

Acenei lentamente tentando desviar dos ohos do tal deleado.

– E então, porque o Sr Donavan pensa que está envolvida na morte de sua irmã? está buscando vingança Elena?

– Eu... Nunca faria algo assim – Não faria? Eu já não era capaz de saber com certeza as coisas que faria ou não.

– Minha cliennte está passando por um momento difícil, James. Ainda está em choque se pudermos adiar isso...

– Não podemos. Vocês e essa cidadezinha já me deram trabalho o suficiente.

Damon assentiu contrariado e então olhou pra mim, em seguida franziu as sombracelhas e ergueu meu queixo com os dedos observando as marcas em meu pescoço.

– Você já foi atedida? – Neguei com a cabeça e então ele assumiu uma expressão de raiva – Ora James, Eles nem mesmo seguem a droga do protocolo.

– Mas que inferno – O delegado se levantou bruscamente e saiu da sala. Olhei pra Damon assustada, mas sua feição enraivecida se desfez em dois segundos e ele abriu um sorrriso irônico piscando para mim.

– O quê...?

– Shhh.....

Eu ouvia através a porta James gritar co alguém e Damon ria do meu lado. Que dorga estava acontecendo?

Duas mulheres entraram na sala, a mais alta parecia irritada e a outra assustada. A primeira, me encarou com desprezo e indicou que a seguisse.

Olhei para Damon em dúvida e ele assentiu se levantando.

– Vamos, você precisa de cuidados médicos.

Me levantei sentindo nauséas. Eu não queria cuidados médicos!! Quase caí quando tentei ficar de pé. Damon franziu as sobrancelhas me encrando de onde estava.

– Você está bem? – Perguntou com os olhos colados aos meus,, e senti como se ele pudesse ver dentro da minha alma.

– Eu... Só estou tonta.

– Shh, vamos! Vou levar você pra fazer os exames – A mal humorada me apressou, então me pus a segui-la enquanto Damon a olhava de esguia. Ele segurou a porta quando as duas passaram e por ultimo puxou meu braço e sussurrou sem que elas vissem: "Não converse com niguém, nem responda muitas perguntas. E vá direto pra casa"

Assenti assustada seguindo elas por corredores e corredores até perder a noção de onde tinha vindo. Que droga estava acontecendo naquele lugar?

***

– Gilbert, está tudo bem? Gilbert?

– Olhei para a mullher de jaleco branco sem realmente prestar atenção ao seu rosto.

– Sim, estou... Eu preciso ir... Posso ir pra casa?

– Não acha melhor esperar alguém? Não me parece ter condições de...

– Eu estou bem. Eu posso ir?

– Sim, só precisa assinar os relatórios, seu advogado cuidará de todo o resto.

Assenti, me sentindo ainda mais tonta quando me levantei. Caminhei apressada e quando cheguei ao estacionamento o ar livre quase me fez cair, minhas pálpebras pesaram e tive de me recostar à parede para não ir ao chão. Respirei fundo três vezes antes de sentir as lágrimas quentes correrem por meu rosto.

O que eu ia fazer? Aquilo havia mudado o quadro ccompletamente. Encarei o chão tentando tomar a decisão que sabia ser necessária.

Peguei o celular no bolso traseiro do meu jeans e disquei rápido o número que sabia de cór, esperando com sofreguidão a cada bipe. E me senti quase aterrorizada quando a voz dele soou do outro lado:

– Elena?

– Matt. Nós precisamos conversar – Ouvi seu riso baixo e frio do outro lado da linha.

– Já está com saudades docinho?

Notas finais
E então? No que acham que isso vai dar?