Criminal Monsters: One Case to Solve
6 Capítulo 5 parte 2 - Who doesn't like a blood bath?
Notas iniciais
— Meu Deus, o que vocês estão fazendo?
Os dois rapidamente se separaram e Giulia cobriu sua parte da frente com a blusa caída no chão.
— Nada... – Giulia respondeu já mais normal.
Giovanna deu um micro-sorriso malicioso, mas mesmo assim respondeu.
— Viemos avisar que vamos entrevistar as famílias. – Gio reprimiu um riso. As ações da mais velha não passaram despercebidas por ninguém do grupo. – Acho melhor você colocar alguma coisa mais decente.
— Acho melhor vocês voltarem para os quartos. – Giulia disse ainda sem-jeito. – Conversamos com vocês mais tarde.
— É uma boa ideia... – Dean recolocou a camisa e seguido de Sam, de Sebastian e dos agentes.
Giulia apenas encarou a irmã, que quase não conseguia manter o rosto sério.
— Legal, você pode, por favor, não encher o meu saco? – Giulia pediu um pouco irritada, prevendo as ações da caçula. E esta não conseguiu segurar mais a gargalhada.
— Como vocês dois estavam fofos juntos! – Giovanna falou entre risos.
— Não enche. – A mais velha resmungou.
— Sinceramente, eu esperei muito tempo para você ficar com alguém. – Gio se acalmou um pouco. – Bem, é o Dean, mas dá pro gasto.
— Ei, eu não sou a encalhada de nós duas! – Giu protestou. Mas logo seu rosto se iluminou. – E você com o Sam?
Foi a vez de Giovanna de ficar emburrada.
— O que tem?
— Eu não acredito. – Giulia arregalou os olhos e começou a rir. Giovanna bufou já sabendo o que viria. – Você e o Sam?
— Nem começa, Giulia Brooks.
— Você está na defensiva! – Giulia arregalou ainda mais os olhos, como se fosse possível. – Você gosta dele!
— Não enche. – Gio revirou os olhos, mostrando a mesma reação de Giu. – Acho melhor nos trocarmos e encontrarmos logo o pessoal. Eles já devem estar nos esperando.
— Tudo bem então... – Giu disse reprimindo um riso enquanto a irmã ia para o estacionamento. Agora os papéis estavam invertidos.
As duas foram para o Caprice conversando já mais descontraídas.
— E como você acha que vai ser esse caso? – Giovanna perguntou rapidamente. – Quer dizer, é bem incomum trabalharmos com qualquer outra pessoa além de, bem, nós.
Giulia notou a preocupação na voz da irmã e suspirou.
— Olha, eu sei que você não está gostando e eu também não concordo com o jeito que as coisas ficaram. Mas agora nós devemos engolir isso e aceitar. – Giulia disse séria, mas com gentileza.
— Eu sei, mas isso é tão diferente! – A caçula bufou. – Eu sinceramente nunca pensei que fosse chegar a esse ponto: duas caçadoras se unindo com outros caçadores e agentes do FBI. Que loucura!
O telefone de Giulia começou a tocar. Era Morgan.
— E falando no Diabo... – Giulia comentou, provocando risadas dentro do carro e quebrando a tensão do momento. – Atende pra mim? E para de fazer essas caretas afetadas!
Giovanna deu risada e atendeu ao telefone.
— Muito bem, o que querem? – Ela perguntou, colocando na viva-voz.
— Onde vocês estão? – Derek perguntou quase transparecendo impaciência.
— Na estrada. O trânsito está terrível. – Giulia respondeu enquanto fazia menção de ligar o rádio. – Devemos chegar aí em pouco tempo.
— Tentem não demorar demais, estamos esperando do lado de fora da primeira casa. – Agora era Spencer que falava.
— Relaxa, vai dar tudo certo! – Gio assegurou-lhe. – Chegaremos em um instante, não se preocupem.
— Você poderia me fazer um favor, Spencer? – Giulia perguntou, interrompendo a conversa.
— Qual?
— Ninguém foi ao beco ainda, não é? – Ela perguntou objetiva.
— Ainda não. Nós iríamos depois de conversar com os parentes de Megan.
— Ótimo, eu quero que você avise o Hotch para que separe dois grupos: Um para conversar com a mulher e outro para investigar o beco. Assim vai ser mais prático.
— Tudo bem, vou falar com ele. – O rapaz concordou e desligou.
— Você me promete uma coisa? – Giovanna perguntou após alguns instantes de silêncio.
— O que foi?
— Quando esse caso acabar... – Ela hesitou. – Nós podemos esquecer tudo isso e seguir em frente?
— É o que sempre fazemos. – Giulia suspirou novamente. – Esquecer tudo e seguir em frente.
Sem saber, as duas irmãs haviam pensado na mesma coisa:
Nada de se apaixonar.
***
Grupo 1 POV:
Giulia deixou Giovanna rapidamente na casa de Megan Jones, onde um pequeno grupo a esperava, e novamente saiu com o Caprice para ir ao beco. Parecia que a família de Megan era a única disponível no momento, enquanto as outras recusaram conversar com o grupo formado por Sam, Giovanna, Spencer, Rossi e JJ.
— Pelo menos já está aqui. – Sam falou sorrindo antes que alguém comentasse qualquer coisa inoportuna sobre o atraso da moça. – Agora não tem motivo para reclamar.
— Temos um otimista! – Giovanna retribuiu o sorriso. – Enfim, vamos começar.
O grupo parou em frente à porta da casa e tocou a campainha, esperando pacientemente alguém atender à porta. Uma moça de mais ou menos 30 anos abriu para eles. Tinha os olhos inchados e vermelhos de tanto chorar, e os cabelos estavam bagunçados.
— Como posso ajudar vocês? – Ela perguntou chorosa.
— FBI, nós estamos aqui para investigar a morte de Megan Jones, Anna Armstrong e Kat Burke– JJ falou enquanto mostrava o distintivo, sendo seguida por todos os outros. – Você seria...
— Amanda Jones. Sou irmã mais velha de Meg. – A moça iria recomeçar a chorar, mas não o fez tão cedo. – Por favor, entrem.
— Você poderia nos contar algumas coisas sobre a sua irmã? – JJ pediu, enquanto os demais procuravam por qualquer tipo de vestígio.
— Meg sempre foi muito doce e gentil com todos. Nunca puxava briga com ninguém, nunca deu motivos para que as pessoas a odiassem, ela era perfeita. – Amanda sorriu, carregando um misto de saudades e dor no olhar. – Ela gostava muito de ler, era estudiosa e sempre se interessou por desenhos e roupas. – Amanda fez uma pausa, tentando controlar o choro. – Sabe, Meg iria se casar em pouco tempo, com um ótimo rapaz. Ela teria uma família e seria feliz se isso...
A moça não conseguiu mais segurar. Começou a chorar desconsoladamente pela perda recente da irmã.
— Desculpe agente, eu não consigo. – A mulher disse entre soluços. – Por favor, prometa que vão pegar o desgraçado que fez isso com a minha irmã.
JJ olhou com pena para Amanda.
— Eu prometo. – Ela disse decidida. – Não vamos descansar até pegarmos quem fez isso.
Grupo 2 POV:
Giulia, Dean, Morgan, Hotch e Blake chegaram ao beco, que àquela altura estava interditado com a faixa da polícia. Os corpos das três mulheres haviam sido encontrados ali.
— FBI, nós estamos aqui para investigar a morte de Kat Burke, Megan Jones e Anna Armstrong. – Hotch deu um passo à frente, falando com o policial presente na cena do crime.
— Que bom que chegaram. – O homem agradeceu e os conduziu até uma área mais afastada dentro do beco.
O lugar era, no mínimo, asqueroso. Fedia a mofo e a lixo, sem falar no resquício do cheiro que os cadáveres deixaram ali. Talvez tenha sido por isso que o assassino escolheu aquele lugar como local de desova, ninguém perceberia que tinha um corpo ali.
— Elas foram encontradas atrás daquelas latas de lixo. – O policial apontou para um canto esquecido onde duas lixeiras repletas de sacos pretos e sangue seco ao redor, estavam espremidas contra uma parede. – Um contador ligou desesperado dizendo que havia encontrado três mulheres mortas em um beco. E uma coisa muito estranha, disse também que havia mais alguém junto delas, um homem quase transparente arrastando os corpos, quase como se fosse um fantasma. – Ele chacoalhou a cabeça, afastando os pensamentos. – Mas acho que não deve ter sido nada.
Giulia e Dean trocaram olhares. Aquela história recém-descoberta os fazia duvidar de que estava longe de ser um vampiro fazendo os ataques. Então o que seria?
— Se você não se importa, sabe qual era o nome desse contador? – Dean perguntou como se não quisesse nada.
— William Mitchell. – Disse o policial folheando uma pequena caderneta com nomes escritos. – Mora a três ruas daqui.
— Bom saber. – Giulia agradeceu, fazendo sinal para Dean a acompanhar de volta para o carro, mas Morgan segurou a moça pelo braço.
— Fiquem aqui até terminarmos de revistar o lugar. Talvez nós consigamos encontrar algo importante. – Ele baixou o tom de voz e Giulia fechou a cara. Não gostava que dessem ordens a ela.
— Muito bem, vou ficar aqui até encontrarmos algo importante, mas pode me soltar para eu falar com a minha irmã? – Ela pediu e o homem soltou seu braço, recebendo em seguida um olhar fulminante, porém discreto, do Winchester.
Giulia se afastou um pouco do grupo, pegando o telefone e discando o número da caçula.
— Alô, Giu? – Uma voz foi ouvida do outro lado da linha. Era Giovanna.
— Bom, sabe o suposto vampiro que estava provocando tudo isso? – Giulia olhou para trás para verificar se alguém ouvia ou não a conversa. Por sorte estavam todos concentrados revirando o beco mal-cheiroso. – Então, esqueça a ideia de um vampiro, talvez seja um fantasma.
— Como assim? – Percebia-se que a moça estava confusa. – Como não é um vampiro e sim um fantasma? Nós vimos até as marcas nos pescoços! Bom, o que sobrou deles.
— Acho que tive uma ideia de como isso pode estar acontecendo. Quero falar com todos juntos, e principalmente Sebastian. Aliá, onde ele está?
— Ele desapareceu. Provavelmente está em algum bar, ou dentro do hotel. – Era quase possível ouvir o dar de ombros da caçula. – Eu vou ligar para ele mais tarde.
— Achamos algo! – Blake avisou do fundo do beco.
— Falo com você mais tarde. – Giulia desligou a ligação. A moça voltou para onde todos estavam e encontrou-os virados para uma parede. Havia algo escrito em sangue.
— “Tarde demais.” – Hotch leu. – Mas o que isso quer dizer?
Nem bem o homem fez a pergunta e o celular de Giulia tocou novamente.
— Alô?
— VEM PRA CÁ AGORA, PRECISO DA SUA AJUDA! – Giovanna praticamente berrava ao telefone. Não como se estivesse brava, mas como se estivesse realmente em uma situação de vida ou morte. Um barulho alto de algo quebrando foi ouvido, e logo gritos foram ouvidos. – VEM O MAIS RÁPIDO QUE CONSEGUIR! FANTASMA!
E a ligação caiu.
— Vamos sair daqui logo! – A moça se desesperou. – Eles estão em perigo!
A pequena equipe agradeceu ao policial e saiu apressadamente em direção a casa de Megan, onde o resto do time estava. Arrancaram os carros e saíram dirigindo velozmente, um pouco descoordenados, porém do tipo que não provocaria nenhum acidente. Chegaram a casa e do lado de fora conseguiam escutar gritos e ver sombras de objetos sendo arremessados por todos os lados. Dean e Giulia abriram o porta-malas de seus respectivos carros e pegaram revólveres com balas de sal. Jogaram algumas das balas para os agentes e barras de ferro.
— Substituam a munição de vocês por isso aqui. Balas normais não adiantam. E acertem qualquer coisa que pareça ameaçadora. – Giulia correu em direção a porta, sendo acompanhada por Dean.
Dean arrombou a porta com um chute, encontrando uma cena digna de um massacre.
Sam estava jogado no chão, com cacos de vidro espalhados pelo seu corpo, provavelmente de uma das janelas quebradas, porém ainda estava consciente. Jennifer tinha um corte na testa e ela estava caída por cima de Spencer, que tinha um corte no abdômen. Rossi e Amanda haviam desaparecido sem ninguém ver onde os dois tinham ido.
Mas uma cena era muito bem visível: O fantasma segurava Giovanna pelo pescoço, estrangulando-a e com a outra segurava uma faca, pronto para dar o bote.
Giulia, horrorizada, mirou na direção do fantasma e atirou, fazendo-o sumir por alguns instantes e dando tempo suficiente para socorrer a irmã, que agora estava caída sobre o que restava da mesa de tampo de vidro da sala.
— Todos saiam da casa agora! – Dean mandou, ajudando a retirar os feridos dali. Antes que ele, Sam, Giulia e Giovanna conseguissem sair, o espírito voltou furioso e ameaçou atirar as facas da cozinha nos quatro caçadores. Mais que depressa, Sam conseguiu levantar e acertar uma barra de ferro na cabeça do espectro, novamente o dissipando. Giulia jogou sua irmã, no momento desacordada e toda sangrenta, nos braços de Sam e saiu rapidamente da casa, colocando sua barra de ferro bloqueando a porta e sentindo um solavanco forte.
— Essa foi tensa. – Giulia ofegava, tentando baixar os níveis de adrenalina e se acalmar um pouco. – Vamos voltar para o hotel e nos recuperar, acho que ninguém mais aguenta mais um interrogatório. – Ela deu um riso sem humor. – Espero que Gio esteja bem.
Naquele momento a irmã tossiu e cuspiu um pouco de sangue no chão, mas ainda estava inconsciente.
— Acho que esta é uma prova de que ela ainda está viva. – Sam observou e Giulia deu um suspirou aliviada.
— Vamos logo. – Ela completou exausta.
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