Criminal Love

3 What are you doing here?


Notas iniciais
Relou pipou fabulosa ♥

Após deixar o "porco-imundo" na delegacia, que descobri que se chama Sandy Gale, volto para casa ainda com a imagem de Vincent Keller em minha mente. Seus olhos verdes não me saem da cabeça, nem o som de sua voz. Ele é tão lindo, daria um ótimo detetive, como disse antes. Aquela cicatriz em seu rosto o deixa ainda mais lindo, se é que isso é possível. E tem algo tão misterioso nele, isso é completamente fascinante.

Ah, por favor Catherine, você já é bem crescida pra ficar fascinada por um carinha misterioso? Tá bom, há quem eu quero enganar? Ele não é um carinha, ele é O Cara.

Ok, parei.

Entro em meu apartamento e sento na cadeira de frente para o meu laptop. Digito o nome Vincent Keller e o que aparece me deixa meio zonza.

"Vanessa Keller é brutalmente assassinada aos dezesseis anos. A jovem Keller foi sequestrada e mantida em cativeiro por três dias, nesses três dias foi violenta sexualmente e torturada. Depois de pedirem o resgate, os sequestradores a mataram e penduraram seu corpo em uma árvore de frente a casa da família. Quem encontrou o corpo foi o irmão, Vincent Keller, de vinte e cinco anos, de manhã quando estava indo buscar a irmã no local combinado. O principal suspeito é Alexander Miles, procurado na Alemanha e EUA há seis anos."

Wow.

Respiro fundo e baixo a tela do laptop lentamente. Então é esse o motivo. É por esse motivo que Vincent busca justiça. Não posso nem imaginar como deve ter sido para ele encontrar a irmã morta de uma forma tão... horrível. Vejo no relógio pendurado na parede que já são quatro horas. Levanto e vou em direção ao meu quarto, no final do corredor. Antes de ir para a cama tomo um banho quente, para relaxar os músculos. Termino o banho e coloco uma calça moletom cinza e uma camiseta de flanela branca. Me jogo na cama e durmo rapidamente com a imagem de uma garota de dezesseis anos violentada e torturada pendurada em uma árvore.

Acordo com o som de buzinas de carro, olho para o despertador e vejo que estou atrasada. Pulo da cama e corro em direção ao banheiro. Faço minhas higienes e tomo um banho rápido. Visto uma calça jeans escura, uma camiseta roxa com decote em U e uma jaqueta marrom de couro. Nos pés uma bota da mesma cor. Deixo meus cabelos soltos. Pego meu distintivo, meu celular e a chave do carro.

Já na delegacia não deixo de pensar no que vem me atormentando desde ontem a noite. A morte de Vanessa Keller. De repente uma sede por justiça me abate como um tijolo caindo em minha cabeça. Não é justo o que fizeram com ela, que mal ela fez para ter um fim tão trágico como esse? Digito furiosamente no computador sobre Alexander Miles.

- Cat? Está tudo bem? — Tess pergunta ao meu lado, olhando para mim com o cenho franzido.

- Não Tess, eu tenho que encontrar esse cara — aponto para a foto de Alexander Miles.

- Os EUA e a Alemanha estão à procura dele — Tess puxa uma cadeira e senta ao meu lado. — Alguma pista do paradeiro dele?

- Não, mas eu vi ontem á noite um susposto assassinato que ele cometeu há um ano. — Mostro para ela a matéria do assassinato de Vanessa. — Ele matou essa garota que tinha apenas dezesseis anos Tess. Dezesseis! Ele torturou essa menina, ele acabou com o futuro dela.

- Ei, ei calma — Tess segura meus ombros. — Você mesma disse, esse é um susposto assassinato que ele cometeu. Suposto.

- Mas ele é o principal suspeito e...

- Catherine — ela fala firme -, aconteceu alguma coisa?

Pondero sobre contar que descobri a identidade do Jusiticeiro e que, inclusive, estive em sua presença ontem á noite, mas acho melhor não.

- Nada. — É o que digo. — Eu só quero prender esse homem. Eu tenho certeza que foi ele quem assassinou essa garota. E eu não posso deixar que ele saia impuni disso.

- Ok Cat, eu vou te ajudar nessa investigação, mas calma. — Tess diz, ela olha para o copo de café ao meu lado e brinca. — Acho que você tem que maneirar na cafeína. — Sorrio de lado. — Vou até a sala do Joe, já volto.

Tess e Joe mantêm um caso há alguns meses, o que deveria ser um segredo até mesmo para mim, mas eu os vi na sala de arquivos, então... bom, vi o que não devia. Pesquiso mais um pouco sobre Alexander Miles e Vincent Keller e descubro um endereço. A casa de Vincent. Junto minhas coisas rapidamente e saio praticamente correndo da delegacia.

Entro em meu carro e piso fundo no acelerador, a caminho da casa de Vincent Keller. Sinto os músculos de meu estômago se contraírem em expectativa e, meu coração disparar de modo significativo. É, estou ansiosa para encontrar um assassino. As ruas vão passando como flashs, mas tenho uma certa intuição de que não vou encontrá-lo lá. Mas não custa nada tentar.

Qual não é minha surpresa ao chegar no endereço e encontrá-lo vazio. Ele saiu daqui. De alguma maneira ele sabia que eu viria procurar por ele. E não é como se ele tivesse errado. Ele deve ter ido se esconder em um lugar distante, mas não tão longe da cidade para que ele possa continuar com sua "justiça". Pense Cat, pense. Que lugar fica longe da cidade e ao mesmo tempo perto? Uma lâmpada se acende em minha cabeça. A fábrica de tecido abandonada. Volto para o carro e ligo a cirene e parto para lá com toda velocidade.

Chego e encontro o lugar quase em ruínas. Saio do carro e dou a volta no lugar, encontro uma moto na parte de trás da fábrica. Ele está aqui. Sorrio despercebidamente. Ando silenciosamente no terreno da fábrica e entro na mesma. Tudo é muito silencioso e é quase inútil o cuidado que tenho ao pisar no chão com minhas botas de salto baixo.

- O que você está fazendo aqui? — Ouço uma voz meio rouca falar atrás de mim. Viro-me e encontro Vincent olhando para mim com uma sobrancelha arqueada.

- Vim te procurar, não é óbvio? — Pergunto. Encaro-o e ele está ainda mais lindo que na noite anterior. Está usando uma camiseta preta, uma calça jeans e um coturno também preto. Os cabelos bagunçados dão um ar rebelde e o deixa ainda mais lindo. Céus, como isso é possível?

- Veio para me prender? — Ele pergunta desconfiado, rio levemente.

- Não — respondo e fico séria. — Eu vim porque... porque eu quero te ajudar a encontrar o assassino de sua irmã.

Ele me olha como se eu estivesse pegando fogo e dançando macarena ao mesmo tempo. Depois do que parece muito tempo ele responde com a voz confusa.

- Você o que? — Ele pergunta incrédulo.

- Eu. Quero. Encontrar. Alexander. Miles. — Respondo pausadamente.

- Por quê? — Ele pergunta desconfiado.

- Bom, qualquer policial que se preze quer prender esse... homem — digo olhando-o nos olhos. — E o que ele fez com sua irmã... foi horrível.

- Sim, foi. — Ele vira de costas para mim. — Mas eu não preciso da sua ajuda.

Sinto como se tivesse levado um tapa na cara.

- Precisa sim, eu sou uma policial e tenho acesso a coisas que você não tem. — Respondo de maneira óbvia. — Me deixa te ajudar Vincent.

- Você acha que eu sou idiota de acreditar em você? Como você mesma disse, você é uma policial e eu sei que vocês estão atrás de mim.

- Eu poderia muito bem estar com vinte viaturas lá fora para te prender, mas eu não estou. Eu quero te ajudar Vincent, por favor. — Peço baixinho.

Ele continua de costas para mim e meu coração bate ainda mais rápido com a ansiosidade e expectativa. E um calor desconhecido emana de meu corpo e um magnetismo me atrai para ainda mais perto do corpo de Vincent.

- Está bem, eu deixo você me ajudar. — Ele vira de frente para mim e me encara com os olhos verdes de maneira intensa. — Nos meus termos.

Notas finais
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