Criminal

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Meus amores mil desculpas, sei que desculpas é pouco, mas eu andava desanimada, atolada de coisa, entre outras explicações. Esse capítulo não é um dos meus melhores, e esta pequeno, reconheço isso, mas tentarei melhorar nos próximos, espero que gostem, boa leitura a todos. Obrigada a todos que me mandaram mensagens perguntando da fic, me animou e muitooo. Beijoss e obrigada.

Elsa não sabia dizer se as noticias eram boas ou ruins, a Dra. Mulan inclinou-se para frente, atenta a pequena telinha do aparelho de ultrassom, o cabelo negro curto e brilhante caindo sobre seu rosto como uma cortina, impedindo que Elsa visse sua expressão.

Ela olhou para o lado, Jack estava sentado, as mãos juntas frente ao lábio, e pode perceber a mesma ansiedade em seu rosto.

— Quando descobriu a gravidez ? – a médica perguntou encarando rapidamente Elsa antes de voltar a atenção para a tela.

— Semana passada, está tudo bem? – ela perguntou apreensiva e a médica sorriu para ela, antes de virar a tela do aparelho para o lado, permitindo que Elsa estivesse a visão da tela cinza, uma mancha preta onde no centro e via um formato cinza e pequeno.

—Ouça – disse ela e aumentou o volume, ouviu-se um batimento no alto-falante, constante e vigoroso – São batimentos cardíacos fetais, estão ótimos.

Elsa sorriu, enquanto era invadida por uma sensação que nunca imaginara sentir, uma sensação de completo êxtase que transbordava, como se nada aquilo fosse real, piscou encarando a tela a sua frente, que era preenchida pela pequena forma, sem nem ao menos perceber sentiu as quentes e grossas lágrimas escorrerem pelo seu rosto, nem ela acreditava que aquilo estava acontecendo, secou as lágrimas com a palma da mão quando Jack se abaixou beijando carinhosamente sua cabeça, uma rápida olhada em Jack, e pode ver em seus um brilho que nunca vira antes enquanto ele observava a tela.

— Ainda não acabou – a médica falou de forma carinhosa, Elsa sentiu o pequeno desconforto do transdutor – Olhem com atenção – a imagem foi substituída em questão de segundos, novamente pelo pequeno formado cinza enquadrado pela forma escura – São dois, vamos ouvir o coração.

O som alto e vigoroso preencheu o local, Elsa não conseguia dizer uma palavra, sua garganta estava fechada. Só conseguia olhar, pasma, enquanto a médica retirava o zoom do segundo feto deixando a imagem da tela enquadrar os dois pequenos contornos. Gêmeos. Ela estava grávida de gêmeos. Voltou o olhar para Jack, ainda em choque o vendo com os lábios ligeiramente entreabertos, se misturando a um largo sorriso.

Jack abaixou o olhar a encarando, antes de juntar os lábios nos de Elsa, que ainda o encarava surpresa.

— Gêmeos, não acredito – ele sussurrou antes de lhe dar um beijo terno na testa voltando a atenção para a médica que observava a tela, fazendo algumas medidas, aleia ao momento do casal.

(...)

O céu pálido e sem vida transmitia calmaria, agora, sem os enfeites de natal a paisagem era dominada pelo branco de Janeiro, as lembranças me consumiam enquanto caminhava de volta pela deserta rua, o caminho contrário que havia feito para visitar a paz da casa dos mortos, devia isso a ela, uma visita para relembrar nossos momentos juntos, sabia o que eu havia feito, sabia que não era o certo, mas eu queria fazer aquilo, e aquela vontade súbita que me dominou me deixou com a melhor sensação que senti, já não era mais o ódio que me dominava, e sim o prazer, era como se eu estivesse em um mundo só meu, enquanto a breve e baixa melodia de Dream Lover ecoava pelo cômodo, aperfeiçoando meu cenário enquanto o quente de seu sague fluía em minhas mãos.

Mais tarde, as lembranças me consumiram novamente, nos conhecemos em meu primeiro dia de trabalho, um homem magro, alto e me lembro de ser um tanto desajeitado, Kidah me tratara bem no primeiro momento que nos vimos, era uma mulher formidável, exuberante de uma beleza exótica, na época eu passava despercebido, até tempos atrás, aparência comum e sem muitas mudanças. Mas sabia que ia ter de mudar, e foi o que fiz, é engraçado pensar na visão do ser humano um sobre o outro, a aparência física eleva pontos a mais do que seu interior, em um primeiro encontro, e conseguia lembrar da cara de surpresa dela quando me viu após dias.

Encontrei um restaurante e me sentei numa mesa á um canto do local, quente e aconchegante, tentando me proteger do frio assim como todos os outros, bebericando café forte. E assim, meditei sobre os acontecimentos da vida e do corpo humano, como nosso corpo possui substâncias maravilhosas e fazem coisas incríveis, lidava com a morte todos os dias, mas era a quentura do sangue que me fascinava.

Lembro-me de ter lido algum artigo de um aluno da faculdade de Havard sobre a mente humana e seus pensamentos, nesse artigo ele insinuava que todos nós temos um lado sombrio que se deleita com fantasias anárquicas, mas é quando você ultrapassa a linha do pensar e entra na ação que você deixa de ser um ‘’bom homem’’, onde se começa a alimentar nossos demônios interior, e nos transformamos em ‘’ maus homens’’ ou o termo que mais me chama a atenção serial killer. E é nesse meu mundo, continuo alimentando meus demônios com meus desejos, no qual, a maioria da população tem medo de ultrapassar a fina linha tênue do prazer real e do prazer mentalizado. O meu, reconheci há muito tempo, e nunca me senti tão bem.

(...)

— Ainda não acredito – a voz baixa de Elsa ecoou no silêncio do carro, haviam deixado o consultório médico, as fotos do ultrassom pousadas sobre seu colo enquanto observava distraidamente as casas.

— Está apavorada? – Jack perguntou dando um breve sorriso de lado e Elsa percebeu uma fina ruga a sua testa.

— Você não está?

— Mais do que apavorado – e seu sorriso aumentou quando a encarou – mas nunca estive tão feliz, amo você e já amo meus bebês.

— Vou ficar enorme, Jack.

— Isso é algum tipo de pressão psicológica? – ele perguntou desviando o olhar do farol vermelho a sua frente e a encarando, Elsa parecia apavorada, mas acima da expressão de pavor ele conseguia enxergar o brilho em seus olhos – Não me importo, desde que vocês estejam bem – ele segurou sua mão a beijando – Pronta para escuta os gritos da senhora Ângela?

Elsa riu, voltando a se encostar no banco, o sorriso ainda estampado no rosto enquanto o choque se esvaia de seu corpo, agora sua vida seguia um novo rumo, sem perceber as mãos pousaram sobre o ventre enquanto observava uma ponta de sorriso que emoldurava o perfil de Jack.

(...)

Um cheiro bom de batatas no forno e carne assada saía da cozinha da Sra. Frost, e na sala de jantar talheres e louças tilintavam, enquanto Elsa ajudava Ângela a arrumar a mesa. Jack e Dean estavam sentados na sala, uma longa discussão sobre o jogo de futebol onde os Giants haviam ganhado, levando a uma aclamada lista de Dean, sobre o ótimo desempenho de Eli Manning.

— Fico feliz por você e Jack – a voz baixa de Ângela soou e Elsa levantou a cabeça, ela lhe lançava um sorriso doce e maternal – Sempre torci para ele encontrar alguém que amasse de verdade.

Elsa sorriu, sabia que Ângela falava a verdade, e a cada minuto que passava podia sentir o nervosismo aumentar, como se uma fogueira estivesse sido acessa em seu estômago, sabia que a mulher se sentiria realizada pela novidade, mas não conseguia impedi-lo.

— Cansei de ver diversas meninas, no começo ainda tinha esperanças mais depois – ela balançou a cabeça de forma irritada – Quando ele trouxe aquela ruiva, de cabelos rebeldes, qual era mesmo o nome dela? – ela parou olhando de forma pensativa para o talher a sua frente.

— Merida? – Elsa perguntou confusa, pareceu que o estômago havia despencado, como se estivesse errado um degrau ao descer a escada.

— Sim, mas nunca os vi juntos, Jack sempre me disse que eram amigos — Ângela levantou o olhar, percebendo que Elsa olhava atentamente em direção a Jack — Ah querida, não se preocupe, estava falando besteiras.

Ela foi ajudar a mulher a trazer os pratos para a mesa, uma sucessão de iguarias cada vez mais impressionantes. Batatas ao forno crocantes. Carne assada com cenouras, e uma bela salada contendo pedaços de queijo buffalo e tomates cerejas que deixaram Elsa de água na boca. Contudo, mesmo já sentados para comer, Elsa estava relembrando as palavras de Ângela, poderia ser apenas coisa de sua cabeça, mas aquilo a havia incomodado.

— Não gostou da comida, Elsa? — perguntou Ângela

Elsa olhou para a mulher, percebendo que ela a encarava com um ar preocupado, uma rápida olhada e viu que Jack a encarava, uma das sobrancelhas levantadas, o ar igualmente preocupado da mãe.

— Está ótima – falou tentando dar um leve sorriso

— Então por que não está comendo?

— Estou.

— Você comeu um pedaço de carne e depois começou a remexer a comida no prato. Espero que não esteja de dieta, porque não precisa perder peso, querida.

— Essas histórias de dietas são ridículas – Dean falou enquanto pegava mais uma generosa porção de batatas – Você está ótima Elsa, Jack foi um homem sortudo – falou piscando pro enteado que riu segurando a mão de Elsa sobre a mesa.

— Não estou de dieta — Elsa falou sorrindo, tentando mudar o rumo daquela conversa, apenas não estava com fome.

— Elsa anda com dificuldades para comer, anda enjoada – Jack falou sorrindo abertamente, fato que não passou despercebido por Ângela que soltou os talheres rapidamente os fazendo bater com força no prato – Vamos ser pais.

O grito fino e alto de Ângela ecoou enquanto ela se levantava rapidamente derrubando a cadeira no chão, antes que pudesse pensar Elsa teve a vista tampada pelos cabelos finos e loiros da mulher, ela lhe apertava com tanta força que ficou com medo de perder o ar a qualquer minuto, Ângela balbuciava palavras de felicidades no ouvido de Elsa enquanto ela apenas sorria de maneira sem graça sobre o ombro da mulher, em direção a Dean que ainda se recuperava do breve susto que teve com o grito de Ângela.

— Não posso acreditar, Jack...- as palavras lhe faltaram, ela abraçou o filho. – Quando descobriram?

— Hoje, por isso usei a desculpa de jantarmos juntos.

— Ah minha querida – ela falou sorrindo pra Elsa – vamos brindar, Dean, levante-se dai e pegue aquele vinho que esta na geladeira.

Dean se levantou abraçando o casal, ainda atordoado, antes de seguir em direção a cozinha.

— Com quantas semanas você está?

— Oito semanas.

— Isso é uma surpresa e tanto, estou muito feliz por vocês – e Elsa percebeu pequenas lágrimas se acumulando no canto de seus olhos, e uma nova sensação de calor lhe aqueceu, Ângela estava se tornando quase uma mãe para ela nesse pouco tempo.

— Olha só – Jack se aproximava com as fotos do ultrassom em mãos, o sorriso ainda maior do que antes – São a cara do pai.

— São? – Ângela pergunta confusa, as mãos estendidas em direção as fotos e Elsa percebeu um leve tremor – Gêmeos, Jack... – e novamente ela ficou sem fala, enquanto observava as fotos borradas em preto e branco. Onde a médica circulara os dois embriões para que todos pudessem visualizar.

— Eu sei – Jack sussurrou, – É incrível – disse distraidamente alisando o ventre liso de Elsa.

(...)

Passava da meia-noite e eles ainda estavam na cama. Elsa observava Jack fazendo pequenos movimentos circulares com os dedos na barriga dela. Quando não conseguiu mais aguentar, se contorceu e riu, segurando a mão dele para que parasse.

— Isso faz cócegas — protestou

Jack beijou a mão dela e a encarou.

— O que acha que são?

— Jack – ela falou sorrindo o encarando – Vamos esperar mais um tempo, ainda é cedo, tenho medo de...

— Nem comece – ele sussurrou a encarando tão intensamente que ela se calou, não queria esses pensamentos, mas como médica tinha essa outra visão.

— O que você gostaria? Menino ou menina?

— Não me importo – ele sussurrou a puxando para mais perto – Mas se forem duas meninas, terei que deixar minha arma sempre carregada.

Elsa riu, antes da breve lembrança de sua conversa com Ângela passar a sua mente.

— Você e Merida já tiveram algo? – a pergunta saiu mais rápido do que ela gostaria, e até ela conseguiu perceber a mudança de seu tom.

Jack a encarou, se apoiando nos cotovelos.

— Nunca, por que a pergunta? – e ela percebeu uma pitada de confusão e curiosidade na resposta de Jack.

— Nada – ela deu de ombros – Sua mãe apenas comentou que já a levou para jantar.

— Ahh – Jack respondeu e Elsa percebeu o breve sorriso – A Sra. Frost e suas conversas – estendeu o braço e passou a mão sobre o braço de Elsa – Merida é como uma irmã para mim, apenas a levei duas vezes nas comemorações, por que tinha pena dela passar as datas sozinhas. Entende?

— Por quê?

— A família dela mora na Escócia, ela vive sozinha aqui no nosso País.

Elsa não o respondeu permaneceu em silêncio, Jack estendeu o braço e passou um dos dedos no rosto dela, contornando os lábios entreabertos de Elsa, carinhosamente – E sabe que eu te amo.

— Sim, eu sei.

— Bem, já que você me ama tanto, pode ir buscar algo para a gente comer? Estou morrendo de fome.

— O que desejar.

Enquanto Jack se abaixava para pegar suas calças, o telefone começou a tocar na mesinha ao lado dele.

Uma vez. Duas vezes. No terceiro toque, Jack atendeu.

— Alô? – Ele fez uma pausa. – Alô?

Elsa se sentou na cama enquanto o observava desligar o elefone.

— Estranho, ninguém disse nada. Acho que discaram o número errado ou algo assim. — Olhou para Elsa. – Você está bem?

— Estou, apenas faminta.

— Vou buscar algo – ele falou antes de se aproximar dela lhe dando um rápido beijo – Volto em um segundo mamãe.

— Estarei esperando, papai – ela o respondeu sorrindo.

— Isso soou super sexy – ele falou lhe dando um rápido beijo e ela riu.

O telefone tocou de novo quando Jack saiu do quarto, ela se esticou na cama tentando alcançá-lo, atendeu no quinto toque.

— Alô – ela falou ainda com um sorriso no rosto, ninguém a respondeu, tentou apurar os ouvidos tentando escutar alguma respiração, ou ruído mais nada. Desligou o telefone ainda encarando o aparelho. Dando de ombros, se levantou e pegou a camiseta de Jack jogada enquanto sentia o breve cheiro de algo no forno, e ela soube que Jack estava esquentando a pizza congelada que estava há tempos no freezer.

Notas finais
Olá, obrigada a todos que não me abandonaram, vou responder os comentários passados. Amo vocês, e espero mtooo que tenham gostado. Elsa sente ciúmes, apenas não diz isso claramente rsrs. REcomendacoes são sempre bem vindas : D