Criminal

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Olá, eu gostaria de me desculpar pelo meu sumiço, eu estava em época final na faculdade, provas, tempo final para entrega de trabalho, todas essas coisas, estudando muito para as provas e tudo mais.... Esse foi o motivo de desaparecer, mas estou retomando com as fanfics e as próximas fanfics Jelsa irão sair não se preocupem rsrsrs.... Gostaria de agradecer muito ao Jackson Antony cullen por ter recomendado a fanfic eu fiquei super feliz minha primeira recomendação nessa fic *0* Muito obrigada e Obrigada a todos que comentaram nos capítulos passados, bem vindos leitores novos e sim eu vou responder a todos, esse capítulo está bem light, mas para mostrar a relação dos personagens .....

— Rachel? — ela perguntou ainda chocada.

A morena a encarou de cima a baixo, um tanto confusa.

— O que está fazendo aqui? — Rachel perguntou

— Como? — ela estava pronta para continuar a falar quando a porta se abriu por inteira e a imagem de Joshua apareceu atrás de Rachel.

— Elsa?- ele perguntou e ela o encarou, pelo modo que estava vestido havia acabado de acordar, ela voltou o olhar para Rachel antes de encarar o rosto inexpressivo de Joshua.

— Vejo que conseguiu encontrar seu amigo no aeroporto — ela falou dando um leve sorriso de lado, um tanto irônico, enquanto cruzava os braços — Suponho que não deva me surpreender, afinal parece que voltei ao passado e nem sabia que poderia fazer isso — e uma risada nervosa escapou de seus lábios.

— Elsa — a voz de Joshua saiu séria como um aviso — O que você veio fazer aqui?

— Você se encontrou com ela? — a voz de Rachel se elevou.

Ela o encarou um tanto perplexa, diversos sentimentos se misturando, não sabia se estava irritada consigo mesma ou com o homem a sua frente.

— O que eu vim fazer aqui? — ela perguntou, a voz subindo a cada palavra, ela respirou fundo, deu um passo a frente se aproximando ainda mais do homem, com os olhos apertados e o queixo erguido o encarou com raiva — Qual foi a satisfação de ir na minha casa? De me procurar no meu trabalho? Isso tudo foi para provar a si mesmo que pode me ter novamente? Você é um cretino Joshua Greene, e eu me deixei enganar novamente com suas palavras, estragou nosso casamento por conta de uma vagabunda, mas não vai conseguir estragar minha vida novamente — cada palavra saia fria como gelo, céus por que nem nessas horas conseguia se exaltar, gritar, xingar a todos, conseguir extravasar toda a raiva que sentia.

— Eu não sou nenhuma vagabunda, não sabia que ele era casado — a voz de Rachel soou e ela virou o rosto a encarando — Não tenho culpa se ele me preferiu ao continuar com você — a voz soou sarcástica, Elsa a encarou com superioridade, não iria se rebaixar, não fora essa educação que recebera.

— Se está tentando me provocar perdeu seu tempo, não foi a mim que ele traiu dessa vez, não tínhamos nada.

Ela se voltou para Joshua, precisava sair daquele lugar o mais rápido possível antes que não conseguisse se controlar mais.

— Faça um favor a si mesmo e nunca mais me ligue — ela falou antes de dar as costas ao casal.

Uma risada sem humor ecoou, a fazendo parar e se virar em direção a eles.

— Você me chama de vagabunda, tudo bem posso ter agido como uma como você mesma diz, mas não sou ingenua como você, afinal de contas quem cai na mesma conversa duas vezes, você é tão obcecada por ser tão perfeita que nem olha o que está fazendo? Céus quem se encontra em uma situação dessa e continua agindo como você — a voz de Rachel soava cada vez mais alta.

— Já chega Rachel — Joshua falou anto enquanto segurava o braço feminino.

— Você cala a boca — ela gritou irritada — Você — ela apontou o dedo em direção a Elsa que a encarava remexendo a cabeça — Você é uma songa monga, não consegue entende que foi você quem acabou com seu próprio casamento? Ele vivia falando que você era obcecada pelo trabalho, fria, seca. Não é a toa que veio atrás de mim eu sou muito melhor que você, ou acha que....

O tapa a atingiu com força, Elsa permaneceu parada a sua frente, a mão agora caída ao lado do corpo doía com o impacto, respirou fundo colocando uma mecha de cabelo — que havia escapado — atrás da orelha enquanto observava rosto do casal a sua frente, ambos perplexos, Rachel tinha uma das mãos sobre a bochecha e era possível ver o edema avermelhado que se formara, nem ela sabia que possuía tanta força.

— Vocês dois se merecem — ela cuspiu as palavras, antes de dar as costas aos dois indo em direção ao elevador, assim que as portas se fecharam respirou aliviada, uma parte sua estava aliviada por ter passado por cima de sua educação e reagido as ofensa.

(...)

Elsa podia ouvir o telefone tocando dentro de casa enquanto remexia as chaves, tentando abrir a porta. Quando entrou na sala de estar, o telefone parou de tocar. Quem quer que tenha ligado não deixou mensagem. Ela verificou os números mais recentes no identificador de chamadas, reconheceu o nome da última pessoa que ligou.

Ela suspirou enquanto ia em direção a cozinha, tudo o que precisava agora era de uma bebida bem forte e um remédio para dor de cabeça, não iria mais se importar com o que acontecera, Joshua era um passado morto e intocado que ela permitiu que retornasse e agora não iria se lamentar pelas consequências, iria deixá-lo novamente ao passado, abriu a geladeira retirando a garrafa de vinho, pegou uma taça e voltou em direção a sala, se sentou no sofá retirando os saltos que usava, encheu a taça dando o primeiro gole.

Seu celular começou a tocar dentro da bolsa, ela gemeu irritada enquanto se levantava, remexeu a pequena bolsa o encontrando, ali estava a pessoa que havia ligado em sua casa.

— Alô

— Elsa, eu liguei na sua casa, ainda está no trabalho? — a voz feminina soou.

— Acabei de chegar em casa. Aconteceu alguma coisa? — ela perguntou preocupada.

— Não, eu estou bem — e uma risada tímida ecoou — Bunny está de plantão e eu não queria ficar sozinha, o que acha de vir para minha casa? Podemos conversar, uma noite das garotas.

— Tipo festa do pijama? — Elsa perguntou e riu com a própria frase – Não acha que estamos velhas para isso?

— Eu não diria velhas e sim maduras — Thooty falou rindo.

Elsa suspirou : — Não sou uma das melhores companhias essa noite.

— O que houve?

— Podemos remarcar? A última coisa que quero é ter de repassar toda a história novamente, só preciso de um belo banho.

— Elsa — a voz saiu abafada e com um timbre preocupado.

— Você estava certa, foi um erro ter tido mais do que apenas uma conversa com Joshua.

— O que aconteceu?

— Podemos conversar amanhã? Quando Bunny sai do plantão? — ela perguntou enquanto enchia mais uma vez a taça.

— Ele pegou um plantão de 48 horas, provavelmente volta no outro dia, amanhã a tarde vou receber a agência de decoração, estamos terminando o quarto do pequeno Noah.

— Noah? Quando decidiram pelo nome?

— Essa semana, estávamos em dúvida entre Noah e Harry, mas a mãe de Bunny começou a perguntar tanto pelo pequeno Noah que decidimos deixar esse mesmo — ela falou e Elsa riu divertida.

— Então o mama Eastery a convenceu. É um nome muito bonito.

— Amo minha sogra mas estou me sentindo sufocada, ela disse que quer passar duas semanas conosco quando o bebê nascer — ela falou e Elsa riu, conhecera a mãe de Bunny em uma reunião na qual fora convidada, era uma mulher elegante e gentil, mas vivia implicando com os mínimos detalhes — Eu sou uma pediatra, sei cuidar de crianças, vou saber cuidar do meu próprio filho.

— Ela só está preocupada Thooty.

— Quando você tiver uma sogra como a minha conversamos melhor — ela falou e Elsa riu, quase se esquecendo do por quê estava tão irritada antes, só não sabia dizer se era pela conversa com a amiga ou por já ter esvaziado a segunda taça de vinho.

— Sem sogras, vou dar um tempo em homens.

— Bom, não vou entrar nesse assunto. Nos vemos depois de amanhã? No Stanly Coffee? Estou morrendo de vontade de comer aqueles muffins de morango.

— Será que alguma vez as grávidas vão deixar de pensar em comida? — Elsa perguntou e Thooty riu divertida.

— Não esta grávida meu amor, passei os seis meses da minha gestação comendo corretamente, acho que nem lembro o gosto de um chocolate mais, sinto falta de açúcar e cafeina no meu sangue.

— Então está marcado, nos vemos depois de amanhã — antes que ela desligasse escutou a amiga lhe chamando.

— Elsa, como você está?

Ela suspirou.

— Bem, de verdade, irritada comigo mesma mas apenas isso, não sentia mais nada por ele, todo o encanto se acabou quando assinei o papel do divórcio.

—Pelo menos isso — ela sussurrou e Elsa fez um leve som com a boca confirmando — Está combinado e por favor não cancele comigo por causa dos mortos — e ela riu.

— Tchau, se cuida.

Assim que encerrou a ligação colocou o celular sobre a mesinha, colocou a taça ao lado do aparelho, sem mais bebidas para essa noite. Se levantou com calma ativando o alarme de segurança, subiu as escadas indo em direção ao próprio quarto, tudo o que queria era um banho.

Foi diretamente para o banheiro, tirou as roupas e entrou no chuveiro. Ali ficou, sob o fluxo de água quente, olhos fechados enquanto a água caia em seu rosto, se esfregou com calma. Tentava esquecer as breves lembranças que havia conseguido com a entrada dele novamente em sua vida, tinha de conseguir. Abriu os olhos e desligou o chuveiro. O corpo estremeceu com um breve vento e ela se enrolou na toalha, apenas uma semana e entrariam no começo do outono e ela ansiava por isso.

Entrou no quarto e pegou a camisola que havia usado durante todos esses dias em que estivera com Joshua, a enrolou e jogou no pequeno lixo que havia ao lado de sua penteadeira, abriu o guarda-roupa retirando um conjunto de seda, o colocou com calma, o shorts largo roçando na pele quente.

Retirou os lençóis que estavam na cama o enrolando, não queria ter de dormir com o perfume dele ao seu lado. Fez a cama com lençóis limpos. Se deitou com calma, a única luz era do abajur ao lado da cama, se virou encarando o abajur atentamente, perdida em pensamentos, ela teve a escolha de evitar tudo isso, e foi com esses pensamentos que adormeceu.

(...)

Durante a noite uma tempestade se aproximara vindo do oeste, e Elsa despertada ao som da chuva tamborilando em seu telhado. Ela fizera o café, lera o jornal e arrumara as pequenas e imperceptíveis desordens que ela encontrava. Havia acordado e seguido sua manhã como um dia comum.

Ela virava a esquina, havia parado em uma cafeteria, e agora ao seu lado repousava dois copos de café e quatro rosquinhas, estacionou o carro com calma em frente ao prédio onde trabalhava, assim que desceu, um volvo com algumas batidas parou ao seu lado, a garota que desceu estava incrivelmente sorridente para a hora que se encontravam.

— Aceita? — ela perguntou enquanto estendia um dos cafés para Anna — Está puro.

— Obrigada — a ruivinha falou enquanto pegava o copo que era estendido em sua direção — Conseguiu conversar com seu, digamos, amigo ontem?

Elsa levou o copo aos lábios tomando alguns segundos antes de responde-la.

— Infelizmente não.

— Sinto muito doutora.

Elsa abriu a porta de metal a segurando para que Anna entrasse, assim que a porta se fechou ela voltou a atenção para a menina, com um leve sorriso.

— Não se preocupe com isso, se preocupe com a quantidade de trabalho que teremos hoje — ela falou e Anna riu divertida.

— Podemos tirar uma hora para o almoço? Se quiser podemos ir para um restaurante aqui perto — Anna falava animada, era uma das primeiras vezes que Elsa se mostrava receptível para conversa e era a primeira vez que conversavam mais do que poucas palavras, assim que percebeu o silêncio da loira desfez o sorriso imediatamente achando que havia ido longe demais — Bom se a senhora não tiver mais nada para fazer claro — ela completou sem graça.

Elsa a encarou, já estava na hora de começar a conhecer as pessoas que trabalhavam consigo e deixar um pouco de lado a parede de gelo.

— Adoraria — ela sussurrou e Anna lhe lançou um sorriso tão amplo que a fez sorrir de lado — Mas com uma condição, pare de me chamar de senhora e doutora, pode me chamar de Elsa.

— Claro — a garota falou alegre e Elsa pode jurar que Anna estava prestes a dar pulos de alegria.

(...)

Elas estavam sentadas em um reservado no Sj' Doyle , bar muito frequentado por todos a pelo menos três quarteirões, normalmente se encontrava apenas policiais naquele local, a comida era boa e barata o que fez Anna preferir aquele pequeno lugar do que o restaurante no qual Elsa frequentava.

Certamente se fosse as cinco da tarde aquele local estaria lotado, mas as três da tarde era a melhor hora em qualquer restaurante, nesse dia apenas outros dois reservados se achavam ocupados. Embora Anna já estivesse almoçado inúmeras vezes no SJ, aquela era a primeira vez de Elsa.

Enquanto a garçonete esperava junto à mesa, Elsa corria os olhos pelo cardápio com uma expressão de " Qual é a coisa menos nojenta que posso pedir?"

— As tiras de carne com batata é uma das melhores coisas — Anna sugeriu um tanto envergonhada, devia saber que Elsa não iria gostar daquele local simples.

— Vou querer a salada Caesar — decidiu Elsa depois de alguns minutos.

A garçonete se afastou e Elsa pode observar o lugar, era um tanto escuro, diversas manchetes de jornais espalhados, alguns enfeites que ela considerou altamente chamativos e os reservados tinham os estofados gastos e alguns até rasgados, só se perguntava se não poderia ter algum tipo de intoxicação com aquela comida, até já imaginava como seria a cozinha, um homem sem higiene nenhuma fazendo os alimentos com as próprias mãos.

— Desculpe ter lhe arrastado até aqui — a voz de Anna soou baixa e ela a encarou.

— Não se preocupe, só não conhecia esse lugar.

Estavam no meio do almoço, Elsa tentava continuar uma conversa equilibrada com Anna, descobrira que a assistente morava com o namorado e que estavam juntos a cinco anos, a morena era quem mais fazia as perguntas, embora algumas Elsa tentava não respondê-las. O bipe de seu celular atrapalhou uma frase se Anna, ela se desculpou rapidamente antes de ler a mensagem.

(...)

— Como vai doutora — disse Hiccup, ele a cumprimentou brevemente, sem muito contato , de maneira profissional. Ele a guiou ao londo do salão do distrito policial até o guichê de segurança, onde um outro policial deu a Elsa um crachá de visitante depois de a revistar, fato que não agradou nada a mulher — Me desculpe por isso, temos de revistar a todos que entram — ele comentou um tanto encabulado.

— Por quê me chamou aqui? — ela perguntou curiosa, nunca havia sido chamada para comparecer ao distrito policial e essa seria sua primeira visita ao local.

— O tenente Norte pediu para chamá-la — ele começou a falar e sua voz diminuiu em um sussurro — Ficou sabendo do policial que foi assassinado em Decatur?

— Escutei algo no jornal, você o conhecia? — ela perguntou baixo, de forma respeitosa.

— Não, mas sabe como é, foi um dos nossos — ele comentou e ela afirmou com a cabeça. A regra dos policiais era clara, mexeu com um, mexeu com todos,

— O que o tenente quer comigo?

— O corpo será transferido para Atlanta, ele era amigo do tenente e ele quer que a senhora faça a autópsia.

Elsa o encarou surpresa.

— O assassinato não foi em nossa área, não posso realizar a autópsia.

— Já conversaram com o Instituto, eles permitiram, tivemos de assinar um termo — ele deu uma risada baixa — Norte quer que façam o melhor trabalho — ele virou o rosto para Elsa enquanto passavam entre diversos cubículos, todos apertados e lotados — e a senhora é uma das melhores — ele falou e ela confirmou com a cabeça se sentindo lisonjeada. Hiccup bateu na porta de madeira e uma voz ecoou alta como um trovão, Elsa foi a primeira a entrar.

(...)

Após uma breve conversa com o tenente Norte, ela prometera fazer a autópsia atenta a cada detalhe, se sentia grata por estar sendo reconhecida até entre os policiais, fechou a porta com calma, andou a passos calmos em meio aos diversos policiais quando teve a leve impressão de escutar seu nome, parou espiando sobre o ombro.

Jack andava em sua direção, o terno cinza e a expressão séria, poderia muito bem se passar por um agente do FBI ao invés de um detetive de Atlanta, ela sentiu a sensação de atração a golpear novamente quando ele parou a sua frente.

— Não esperava lhe ver aqui — ele comentou sorrindo de lado e ela o encarou.

— Seu tenente quem me chamou — ela comentou e ele concordou com a cabeça.

— Tem alguns minutos? — ele perguntou e ela levantou uma das sobrancelhas — Será rápido — ele falou e ela concordou.

Começaram a passar por diversos policiais digitando em teclados, atendendo a telefones e lendo alguns papéis. Ela andava ao seu lado, ambos em silêncio e ela estava ciente de que ele a observava. Que estava incomodamente próximo e ela conseguia sentir seu cheiro de menta e sabonete sobre o cheiro de café.

Chegaram em uma escrivaninha onde cada centímetro quadrado de superfície horizontal estava tomado de arquivos e bilhetes adesivos. Elsa os encarou e viu a foto de suas antigas autópsias sobre ele. Nenhuma fotos de criança, mulher ou cão. Aquele espaço era dedicado inteiramente ao trabalho dele, embora Elsa se perguntasse como ele podia trabalhar cercado por tal bagunça.

Ele rodou uma cadeira extra da escrivaninha do colega e a trouxe para Elsa. A cadeira rangeu de leve quando ela se sentou.

— O que houve? — ela perguntou e ele pegou um dos envelopes.

— Aquele fio que foi encontrado não adianta de nada, descobrimos que ele caiu de um dos homens que vieram pegar o corpo — ele comentou e ela abriu o envelope retirando o laudo, não que fosse adiantar de algo aquele simples fio de cabelo, mas era uma leve esperança.

Ficaram em silêncio. Em outras escrivaninhas, os telefones tocavam e os teclados estralavam, mas Elsa e Jack apenas se olhavam, o ar entre eles carregado de cumplicidade e algo a mais, algo que ela tentava negar. Um forte indicio de atração mútua. Céus acabei de me decepcionar ontem e hoje estou aqui, completamente atraída.

— Estamos sem nada então — ela falou e ele concordou com a cabeça.

— Você está bem doutora? — ele perguntou de súbito e ela o encarou.

— Por quê a pergunta?

— Não nos vemos a dias — ele comentou com um sorriso casto de lado.

— Estou indo, com a saída de Breu o serviço acumulou — ela comentou enquanto pousava o envelope sobre a mesa.

Jack deu um suspiro um tanto derrotado.

— Sem tempo para sair? — ele perguntou e ela o encarou desconfiada.

— Por quê a pergunta? — ela perguntou sorrindo de lado.

— Esperava conseguir um jantar? Um coquetel? Uma segunda dança?

Ela o encarou sorrindo, soltou um riso pelo nariz enquanto remexia na bolsa onde o celular apitava.

— Está falando sério ? — ela perguntou levantando o olhar de uma forma divertida em direção a ele.

Ele a respondeu com um dar tímido de ombros.

— Não custa tentar — ele a respondeu com um sorriso, ela se levantou da cadeira que rangeu, o celular nas mãos enquanto encerrava uma segunda tentativa de ligação de sua secretária.

Ela não o respondeu, ao invés disso apenas sorriu em sua direção antes de lhe dar as costas com um leve aceno, Jack se encostou na cadeira ainda tentando adivinhar o que aquele sorriso significara enquanto via a imagem da loira se distanciando.

Notas finais
Okkk, explicação: minha decisão para a Elsa não causar e fazer o super barraco é : Ela não o amava, eu não iria me rebaixar e me descabelar por um homem que não amo, então... Espero que tenham gostado de verdade, e não esqueçam de comentar por favor, estou tentando dar o meu melhor nas fanfics e comentários ajudam muito rsrs.... BJS meus amoes