Criminal

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Olá meus amores eu voltei, fiz o capítulo pelo celular pois meu not está a pior coisa do mundo rsrs. Entao perdoem a formatação. Ou algum erro. Espero que gostem do cap, explicações notas finais.

A chuva os havia castigado durante todo o domingo e continuava na segunda, a tempestade fora se formando durante a madrugada e foram pegos por ela no pior momento. Elsa estava sentada na cama, o zíper do vestido ainda aberto, mas mesmo assim sabia que esse seria mais um que não lhe serviria, era o terceiro vestido que experimentava e mesmo que no fim das contas o conseguisse fechar percebia o quão justo ficara na região do abdômen, já estava em seu quarto mês, a barriga crescera pouca coisa, pouco perceptível dependendo da roupa que escolhe-se e ela sempre escolhia as que não marcavam, agora as escolhas de roupas largas e jaquetas grossas a ajudavam a disfarçar.

Tentava seguir seus dias como antes, até mesmo no serviço, onde ninguém sabia da novidade, esperava contar apenas depois do próximo ultrassom. Diferente de Jack ela era mais contida, ele já contara a toda família, Hiccup, Atridd e Mérida. E ela sabia que todos os outros que faziam parte do distrito já deveriam saber, conversas aconteciam o tempo todo. E sempre que ela aparecia em alguma cena percebia que eus olhares caiam diretamente em sua barriga.

Abriu o guarda roupa retirando um antigo macacão vermelho, á muito não o usava, retirou o vestido o jogando sobre a cama, olhou a imagem no espelho novamente, como sempre fazia quando se via diante dele, a barriga crescera cerca de centímetros e cada novo dia era uma alegria, assim como cada ultrassom era um suspiro aliviado. O tecido fino se juntou acomodou sobre sua pele, nada grudado como os outros que experimentara, colocou o sapato com cuidado. Desceu as escadas com calma, o macacão ainda aberto na parte de trás, fazendo com que a alça escorre-se por seu ombro, chegou a cozinha encontrando Jack sentado a mesa, o jornal aberto sobre a bancada enquanto lia as palavras atentamente, parou um segundo o encarando ao longe, a barba rala o deixava ainda mais lindo, e ela sempre lhe falava isso.

— Amor — ela o chamou com calma, Jack levantou a cabeça rapidamente — Preciso da sua ajuda.

Jack se levantou sorrindo enquanto se posicionava atrás de si, as mãos grandes e quentes encostaram em sua pele, um toque intimo e familiar seu hálito aquecendo-lhe o cabelo enquanto ele subia o zíper com calma.

— Não vou mais trocar de roupa — ela falou se virando e o encarando atentamente nos olhos claros.

— Não me importo de lhe ajudar com os zípers — ele falou sorrindo.

A mão direita dele pousou suavemente em sua cintura, os dedos tocaram o tecido fino da roupa e mesmo sobre o tecido Elsa sentia-se derreter em seus braços, mesmo após meses ela se sentia como uma menina que descobrira o verdadeiro significado do prazer nos braços de Jack.

— Podemos ir? Ainda tenho que ir pro Instituto — ela o viu rolar os olhos, como se estivesse entediado e ela sabia que era pelo fato dela continuar com a mesma rotina de antes, ela sorriu aproximando os lábios de ambos em um rápido encostar- vou começar a mudar minha rotina , irei conversar com Aurora hoje.

— Então vamos, que estou ansioso para saber o que nos espera – Jack se ajoelhou a sua frente, as mãos rodeando a pequena barriga, um toque recoberto de carinho – se comportem e abram as perninhas para a Doutora Fa.

Elsa sorriu lhe dando as costas indo em direção a sala onde pegou o fino blazer preto, deslizando os braços pelas manhãs. Jack abriu a porta lhe dando passagem antes de a trancar.

(...)

Já estava se acostumando com o grudento e gelado gel para ultrassom, assim como da sensação do aparelho percorrendo sua pele. Mas se tinha uma coisa que ainda não se acostumaram era ver a sua frente a imagem dos dois bebês que viviam dentro de si. A doutora permanecia ao seu lado, rosto sério e inexpressivo enquanto realizava as medições necessária. Elsa olhou para Jack que estava sentado bem ao seu lado , e leu a mesma ansiedade nos olhos dele.

Nossos bebês estão bem?

— Eles estão ótimos- a voz de Mulan soou como se ela estivesse escutado seus pensamentos- cresceram bastante e continuam agitados.

Ela conseguia deduzir isso pela imagem, onde os dois pequenos corpinhos se mexiam, embora não fosse possível vê-los simultaneamente sempre aparecia uma perninha ao lado da cabeça do outro, ou vice versa.

— Mas você já sente algo ? – Jack perguntou a encarando atentamente, ela apenas negou com a cabeça, ainda eram muito pequenos para terem força o suficiente e empurrar a placenta.

— Isso é comum, eles ainda são pequenos mas daqui pouco tempo você começará a sentir algo.

— Conseguiu descobrir os sexos Doutora?

— Consegui ver de apenas um deles, esse está cooperando – e ela tornou a mover o transdutor sobre a pele de Elsa – estão vendo? É um menino, olhem a pontinha entre as pernas.

Sentiu o toque quente da mão de Jack em seu ombro e o encarou, agora a ansiedade o dominará e estava em pé ao lado de sua cama. O sorriso nos lábios.

— Disse que teríamos um menino – a voz de Jack ecoou no silêncio e era perceptível um timbre de diversão nela.

— O outro é bem tímido, não quer se mostrar de jeito nenhum.

Jack apertou-lhe a mão antes de se aproximar pousando a mão sobre a barriga de Elsa, ao lado do transdutor.

— Alô criança- falou ele — Papai está ficando impaciente de tão ansioso , portanto deixe de moleza.

A Doutora pressionou o transdutor sobre a barriga de Elsa fazendo uma leve pressão o balançando e como resposta o bebê se virou abrindo as pernas rapidamente, a imagem foi congelada antes que ele voltasse a fecha-la.

— Estão vendo? – ela perguntou enquanto circulava a imagem entre as coxas, — Olhem aqui os dois risquinhos, como se formasse um sanduíche, é uma menina.

— Tem certeza ? – Jack perguntou sorrindo, a mão apertando ainda mais a de Elsa.

— Eu lhe garanto vem por cento. Podem começar dois enxovais. – ela sorriu – eles estão ótimos Elsa, não se preocupe com nada – Mulan deu uma quantidade generosa de papel para Elsa a ajudando a tirar o excesso de gel do abdômen — Ela parece ser mais reservada, me deu um baita trabalho.

Jack suspirou.

— Igual a mãe.

— Vou dar um tempo para se trocar Elsa – Mulan foi até a porta – eles estão ótimos, te encontro na minha sala para lhe dar as imagens – disse antes de sair do quarto.

— Um casal, isso é incrível – Jack falou enquanto a ajudava a se levantar, juntou os lábios ao de Elsa. – Parabéns.

— Parabéns para nós – ela sussurrou e ele sorriu.

— Desejei isso durante um longo tempo, minha pequena família – ele levantou a cabeça e seus olhares se encontraram – Consegui a mulher perfeita e agora dois filhos maravilhosos. Você é exatamente do que preciso Elsa, você e os bebês – ele a beijou na ponta do nariz.

— Sabe que não sou perfeita – ela falou, escutando o baixo riso de Jack.

Mas eu consegui o homem perfeito, pensou ela, olhando para os olhos sorridentes de Jack . Ainda não sei como tive tanta sorte, ao me casar com um homem que podia virar a cabeça de qualquer mulher apenas entrando na sala.

(...)

Ela chegou ao trabalho encontrando sua secretária ao telefone a voz séria e baixa, os olhos vidrados na tela do computador se voltaram para Elsa quando ela se aproximou.

— Bonjour!

— Ligo mais tarde, lembre seu irmão da lição – a voz de Aurora saiu diferente, um tom amoroso e terno, antes de desligar o telefone – Bonjour doutora , parece animada.

— E estou, podemos ir para minha sala? Preciso conversar com você.

Aurora juntou as sobrancelhas em um semblante preocupado, antes de se levantar rapidamente, quando ambas entraram e Aurora fechou a porta Elsa sentou-se em sua cadeira .

—Aconteceu algo? – perguntou Aurora.

— Nada com que deva se preocupar, apenas gostaria que arrumasse minha agenda, vou começar a ficar dois dias por semana em casa. Descansar um pouco.

Não houve resposta, ela olhou para Aurora e viu sua expressão chocada.

— Você está dizendo que vai... Diminuir a agenda? – perguntou Aurora.

— Pretendo descansar um pouco mais, agora que as coisas já estão mudando.

—Como?

— Estou grávida, sei disso há um tempo mas não quis comentar. Gêmeos, um casal.

Aurora parecia chocada demais para falar algo, a sala foi tomada por um silêncio cheio de surpresa. Aurora balançou a cabeça e riu.

— Isso é incrível – ela se levantou indo em direção a Elsa , inclinando-se e rodeando os braços ao redor de seus ombros, era um abraço desajeitado é estranho, no qual Elsa fora pega de surpresa, era a primeira vez que Aurora a abraçava. Mesmo assim, Elsa lhe deu fracos tapinhas nas costas.

— Oh – Aurora riu – Eu desconfiei , mas achei que estivesse imaginando coisas.

— Por isso quero diminuir a agenda, descansar e curtir meus bebês. Depois de madrugadas nesse lugar e finais de semanas aqui mereço alguns dias.

— Com toda certeza – Aurora levantou-se ainda sorrindo e saiu – Ainda vai na convenção semana que vem?

— Tenho de ir – respondeu em um suspiro.

Ela encarou a pilha de relatórios de autópsia que ainda tinha de reler e assinar, só de observar tanto trabalho e tanta burocracia já se sentia cansada, pousou a mão sobre a barriga acariciando-a .

(...)

A morte nunca me intimidou, esse lugar era minha casa, onde o cheiro de morte rondava pelo ar, as macas frias pelos cantos, os cadáveres para autópsia, pedaços de corpos aqui e ali, tudo isso trás uma nova sensação de liberdade, uma liberdade boa, onde posso me sentir quem eu sou.

— Você está bem Elsa ? – posso escuta minha própria voz ecoar pelo silêncio da sala , sendo interrompida apenas pelo som da pinça sendo colocada sobre a bandeja de inox, metal contra metal. Ela estava ainda mais encantadora hoje, os cabelos presos em um alto coque, a pele clara se destacando no largo avental azul, feio, mas que a deixava com uma beleza sem igual.

— Ótima, só esse cheiro – ela torceu o nariz de leve, me aproximei ainda mais, estendendo a mão para toca-la, podia sentir meus dedos tremendo ante essa possibilidade, a pulsação rápida fazendo meu coração trabalhar em um ritmo incomum. Encostei em seu braço e a sensação de choque foi inevitável, como se uma forte energia me puxasse em sua direção, ela me encarou, talvez tenha sentido a mesma sensação que eu – Está pálida, quer se sentar ?

— Vai passar – ela sorriu.

Permaneci em silêncio enquanto a observava pegar a serra e começar a cortar o esterno, pó de osso voando, encarei atentamente Gertrudes que estava sobre a mesa, tão velha, a pele enrugada e flácida, o pescoço duplo caído, me fazendo lembrar de uma velha galinha feia que costumava brincar quando criança. Ah eu me lembro dessa galinha, era chata, feia e vivia correndo atrás de mim, bastou apenas uma pedra grande para mata-la e meus problemas haviam acabado.

Inalo o ar, e sobre o cheiro de morte e carne sendo decomposta saindo o leve cheiro de floral.

— Quem veio buscar o corpo do homem encontrado no rio ? – sua voz me tira do pequeno transe, a encaro atentamente, uma pequena gota de suor está acumulada ao lado de sua testa, extremamente visível sobre a forte luz branca.

— Antony, o cara da funerária veio buscá-lo, vai ser enterrado como indigente.

Ela não emitiu nenhum som, apenas concordou com a cabeça voltando a olhar Gertrudes.

— Aqui está a bala – ela falou enquanto cortava o coração o tirando do corpo, ela fazia tudo tão cuidadosamente que chegava a ser excitante o brilho que tinha em seus olhos, ela era igual a mim, adorava ver a morte ao seu redor, viver com ela.

Segurava a pinça com calma, enquanto a introduzia na camada grossa do coração retirando o segundo projétil, que tilintou quando ela o colocou na bacia.

— Como um filho atira na própria mãe ? – pude perceber o som horrorizado em sua voz – Vou começar a costurar – ela levantou seu olhar e me encarou tão atentamente que podia ver o breve tom diferente de azul que seus olhos possuíam – Pode me ajudar?

Concordei com a cabeça me aproximando, parando ao seu lado e disfarçadamente inalando seu cheiro, coloquei a grossa li há na agulha começando a primeira sutura.

— Fiquei sabendo que diminuiu sua agenda – comentei enquanto terminava o último ponto.

— Vou ficar alguns dias em casa.

— Anda doente?

— Não, grávida – sua voz saiu baixa e adorável , e o sorriso que ela me dá cria um leque de linhas minúsculas nas laterais de cada olho. A deixando ainda mais linda, mas paro de reparar nisso quando descendo os olhos no avental, onde vejo a mudança em seu corpo que antes não reparará.

(...)

Um dos sentimentos mais puros do ser humano é o ódio, todos somos capazes de odiar mais ainda do que amar, não tememos o ódio nos agarramos a ele , como um sopro de esperança para uma vela apagada, o ódio nos transforma , na nossa pior versão e é essa versão que vejo no espelho.

Eu te avisei tantas vezes Elsa, você só pode ser minha e você só será minha, não importa as circunstâncias.

É só eu fechar os olhos que consigo imagina-la, consigo pensar em seus cabelos claros, sua pele macia, as pernas pálidas e lisas. Você me deixa louco, ela o enfurecia com seu ar superior e com seu olhar de censura, você me irrita com o jeito que me olha. Toquei meu próprio membro, mas sei que estou tocando nela, assumindo o controle sobre ela. Em meus pensamentos obrigo-a a fazer o que eu quero .

Meu corpo pede por sexo , mas sei que não é isso que eu quero, posso sentir o êxtase chegando meu coração acelerado e a sensação de prazer mas ela logo irá passar, e o que ficará será a imagem de meus dedos , ao redor de seu fino pescoço.

Se não posso tê-la agora , a terei depois, a paciência é uma virtude e posso continuar a desejar-lhe todos os dias.

(...)

Elsa entrou em casa e se jogou nos braços de Jack, fazia dez dias que não se viam, dez dias de desejo reprimido tão forte agora que ela mal podia esperar para satisfazer. Queria ter desistido da convenção e ter voltado para seus braços há dias atrás, mas isso fora impossível.

Dez dias longe, apenas se falavam por telefonema e embora os outros médicos estivessem sido simpáticos, e até feito uma ou outra amizade, assim como o assunto a interessará. Não via a hora de voltar para os braços de Jack, onde estava agora.

— Está com fome ? – Jack perguntou quando os lábios se separaram.

— Não – Jack era tudo que desejava devorar , e ela adorou cada momento enquanto se beijavam indo em direção ao quarto. Não haveria problema caso mantivessem um controle nas relações.

Nada de exageros, falara a doutora Mulan. Mas controle era a última coisa que ela queria agora, enquanto Jack preenchia seu corpo com beijos quentes.

— Vamos com calma – ele sussurrou em seu ouvido e ela quase se derreteu.

Quando ela caiu por fim com um estremecimento de satisfação , os dois ficaram deitados juntos, pernas entrelaçadas como sempre faziam.

— Parecia uma eternidade – ela sussurrou e ele riu.

— Como foi a convenção?

— Interessante, mas não via a hora de voltar pra casa.

Ele acariciou a barriga dela, um carinho sutil e delicado.

— Como eles estão? Parece que sua barriga cresceu pouco mais.

— Eles estão ótimos, não consegui colocar o vestido de semana passada.

Ele a tomou novamente nos braços , um beijo calmo enquanto juntavam os corpos, tentando saciar a vontade de ambos os corpos.

Quando despertou estava sozinha, era seu dia de ficar em casa e como imaginava Jack já havia ido para o trabalho. Ela afastou os lençóis se levantando, vestiu um robe, calçou os chinelos e foi até a cozinha preparar o café, de pé em frente a pia encarou o próprio reflexo na janela enquanto enchia a chaleira de água. Os cabelos bagunçados e o rosto amassado mostrava o quão cansada estava. Colocou a chaleira sobre o fogo e foi até a porta da frente buscar o jornal. Ao sair, uma breve corrente de ar a acertou. Recolheu o jornal que cairá na frente da casa, então deu as coisas e subiu correndo os degraus da escada da varanda. Estava a ponto de abrir a maçaneta quando parou de súbito, os olhos fixos na sacola próxima ao canto da porta. Jack devia ter esquecida a. A abriu ali mesmo observando atentamente o conteúdo dentro dela, o fino tecido e os dois pequenos objetos.

Ela olhou em torno, ansiosa, vasculhando a rua. Jack não havia deixado aquilo, disso ela sabia. Viu o sol brilhando na calçada e ouviu apenas o silêncio de uma manhã terça.

Elsa voltou correndo para casa, bateu e trancou a porta. Então, correu para o telefone é ligou para Jack.

Notas finais
Gente sei que parece viagem mas eu trabalho com medicina fetal, vejo diversos tipos de mulher grávidas de gêmeos e realmente tem algumas que a barriga só começa a crescer mesmo depois do 5 mês , tudo depende muito do biotipo da mulher. E eu pesquisei muito então prometo,, isso pode acontecer. Não matem kkkkk E aí o que acharam do capítulo,? Sentiram saudades ? Deixem os comentários . Eu estava com saudades kkk beijos meus amores. Nos vemos nos comentários