Criminal
18 Capítulo 18
Notas iniciais
— Temos certeza absoluta de que foi uma quarta vítima? — perguntou o Tenente Norte, enquanto encarava cada um presente na mesa redonda, antes de manter o olhar em Jack.
— Os detalhes dos crimes foram identicos, tenente — Hiccup elevou a voz, embora estivesse soado um pouco trêmula.
— Mas apenas uma coisa não se encaixa — Norte estendeu as mãos sobre a mesa juntando os dedos — Por que não foi o mesmo tipo de vítima, isso que não se encaixa.
— Estive fazendo a mesma pergunta, mas nesse caso tivemos um fato diferente — Jack voltou o olhar para as fotos sobre a mesa — Ele não esmagou o crânio de nenhuma das outras vítimas.
— Você não conseguiu mais nenhuma descoberta, Jack?
— Não.
— Ele é inteligente, não o descreveria como alguém que age sem pensar, por impulso, mas essa última, foi algo diferente — a voz suave e penetrante de Sandman soou, ele limpou os óculos calmamente antes de levantar os olhos encarando Jack — O que a diferenciou, foi não apenas seu estado, mas o ato final.
— Então acha que ele agiu por impulso?
— Provavelmente, mas mesmo assim foi cuidadoso e esperto o suficiente, a única ligação confirmada pelas três vítimas eram o fato de estarem grávidas, todas com carreiras sucedidas, mas essa última, se destacou, não havia nenhuma ligação, mas mesmo assim ele seguiu seu ritual, com uma pitada a mais de ódio gostaria de acrescentar.
— Ele vai parar quando se sentir completamente satisfeito, por um tempo — Jack murmurou — Mas depois vai encontrar outra forma criaiva de matar, está se sentindo confiante e valioso demais, não vai parar tão rápido.
— Talvez por um tempo, essas pessoas são meticulosas, a característica mais marcante da personalidade de um psicopata é sua otal falta de empatia. Ele é incapaz de amar, de se importar com alguém ou de sentir pena de qualquer pessoa além de si mesmo.
— Mas por que seguir esse padrão? — Merida se inclinou na mesa, os cabelos revoltos caindo ao redor do rosto.
— Isso é algo que não se tem explicação, nem mesmo em estudos. Alguns dizem que diversos fatores podem transformar uma pessoa em um serial Killer, estudos mostram que acontecimentos de sua infância é capaz de o transformar, um ódio pela mãe, quando se tem uma infância abusiva. Outros afirmam que uma criança pode crescer em um lar completamente normal e estável e mesmo assim possuir pensamentos psicóticos, remetem a ideia de que algumas pessoas já nascem más.
— Isso poderia acontecer ? — a pergunta de Hans pareceu surpreender até mesmo Sandman, que sempre o via com trocailhos na reunião.
— São apenas estudos — ele o respondeu com um dar de ombros — a mente humana é uma coisa magnifica, eu me arrisco em entendê-la, mas tem coisas que até estudiosos não são capazes de explicar, um serial killer pode ser moldado por diversos fatores, fantasias, livros do mal, adoção ou até mesmo pornografia. Cada um de nós possuimos um botão de inicio, mas o que nos difere deles é que somos capazes de saber a diferença entre o certo e o errado.
Quando todos se levantaram da pequena sala Jack seguiu em direção a sua mesa, o recente relatório de Sandman repousava entre as fotos do caso na pasta em sua mão, sabia tudo o que estava escrito de cor, cada palavra, se sentou na cadeira com um longo suspiro, ao lado do pequeno aparelho de telefone uma nova quantidade de documentos repousava, mais um caso para se preocupar, a foto da garota de programa o olhava de forma acusadora, mesmo sobre a máscara de morte. Sabia que tinha de se dedicar, ela merecia isso.
— Como vai o novo papai da área? — Jack levantou a cabeça encarando Hiccup.
— Cansado.
Hiccup riu enquanto se encostava na mesa, amassando um pedaço de papel.
— Como está a Elsa?
— Ótima, ansiosa para o próximo ultrassom.
— E sua mãe?
— Cada dia pior — Jack murmurou e a risada de Hiccup ecoou alta.
— O que acha de dar uma relaxada? Podemos ir para o Sj' Doyle, vou com Astridd para tomarmos algo, leva Elsa, vocês precisam de uma distração. – ele riu- e modéstia parte, nunca vi a doutora sem a máscara de gelo.
Jack o encarou atentamente, um breve sorriso se formando, essa Elsa da qual Hiccup falava não era a mesma que dividia as cobertas com ele todas as noites. Agora pareciam pessoas completamente : — Posso perguntar a ela, hoje não é a noite do jogo ?
— Atlanta contra Seattle
— Uma aposta ? – Jack sorriu enquanto estendia a mão em direção a Hiccup.
— Vinte dólares, se Seattle ganhar.
—Então prepare o bolso , pois você vai perder.
(...)
Ela esta cada dia mais sorridente, conseguia perceber os pequenos e discretos sorrisos que dava a cada segundo de distração, e embora isso me incomode, ao mesmo tempo sinto uma breve quentura em meu corpo. Como agora, enquanto a observo ao longe, remexendo a comida do prato enquanto um pequeno sorriso de lado brota em seus lábios, era a primeira vez que a vejo comer nesse lugar, me aproximo com calma, a pequena bandeija em minhas mãos, posso sentir o sangue pulsar com força a cada minuto que me aproximo, a sensação de nervosismo e ansiedade.
— Posso me sentar? — ela apenas levantou a cabeça confirmando rapidamente enquanto engolia — É raro vê-la aqui.
— Não quis sair hoje — ela me respondeu, com um rápido levantar de lábios, lindo.
— Muito trabalho?
— Não, apenas preferi almoçar aqui.
Ela ficou calada, como se a simples menção de uma conversa a incomodasse, ela sempre fora assim, fria, distante. Mais não é isso que quero, volte a dar aquele sorriso que estava em seus lábios antes de eu me aproximar doutora, levante seus olhos azuis e me encare, olhe para mim, estou a sua frente. Consigo perceber os pequenos detalhes de sua aparência Elsa, vamos lá olhe para mim, olhe bem para mim. Você consegue ver dentro da minha mente ? Ver a paisagem sombria de minhas fantasias, posso imaginar seus cabelos platinados derramados sobre um travesseiro, o suor reluzindo em sua pele clara sobre as luzes fortes. Encaro seu pescoço branco, tão branco que posso ver alguns pontos discretos, o cabelo solto me impede um pouco de visualizá-lo melhor, mas mesmo assim consigo identificar os lugares de pulsação, aquelas pequenas partes onde seu perfume deve ser ainda mais forte, aspiro o ar suavemente, para não chamar atenção, e assim como imaginei, seu cheiro vem até mim como o cheiro de uma presa chega a seu predador.
Os olhos azuis vivos me fixam e pela primeira vez sinto meu sangue gelar, uma nova sensação de surpresa e adrenalina, posso sentir meu coração acelerar e meus músculos enrijecerem.
— Posso me juntar a vocês? – ergo minha cabeça desviando o olhar, encarando a garota alegre.
— Claro, Anna – a voz de Elsa soa mais gentil.
— É estranho encontrar você aqui – ela falou encarando Elsa, que continuava sorrir, novamente esse sorriso em seus lábios.
— Todos estão me dizendo isso.
— É a verdade, Elsa.
Ela me encara, dando um rápido e discreto sorriso, e tão rápido quanto surgiu, desaparece, enquanto ela se vira para Anna iniciando uma rápida conversa, minha atenção desviou da conversa quando elas se levantaram, se despedindo rapidamente de mim, as observei se afastando enquanto Elsa prendia os cabelos em um alto coque. E percebo, mesmo ao longe, uma pequena pinta, maculando a pele branca como marfim. Ainda que ao longe consigo imaginar a maciez e quentura daquela pele. Será que os antigos povos, em pequenos sacrifícios, no instante em que sua faca afundava, será que não sentiam nem mesmo um latejamento suave na virilha. Quantos, até o fim de suas vidas, conseguiram ver a garganta de uma mulher e não sentir um impulso de cortá-la?
(...)
O bar estava mais cheio do que de costume, diversas pessoas, em sua maioria homens, conversavam animadamente sobre a expectativa do começo de jogo. As torcidas se misturavam, enquanto as apostas eram sopradas aovento com vozes altas. Elsa estava sentada ao lado de Jack, era a segunda vez que ia aquele lugar e embora as vozes altas se sobrepusessem em relação a leve batida, ela permanecia de olhos fechados, a cabeça apoiada no ombro de Jack enquanto ele acariciava suas costas distraidamente.
— Sei que não gosta desses lugares.
Elsa levantou o olhar e observou o perfil de Jack, com toda certeza, ele ficava ainda mais atraente com aquela barba, fez uma anotação mental para nunca deixá-lo tirar.
— Não me importo.
Ele sorriu aproximando o rosto e capturando seus lábios em um rápido beijo, aquilo passava de sua linha tênue sobre ser discreta, mas não queria mais isso, estavam a tanto tempo juntos, iriam começar uma família e já estava na hora de parar de se refugiar em casa com Jack, longe dos olhares de curiosos.
— Desculpe a demora – o casal se separou perante o grito, enquanto a imagem de Astridd aparecia entre a multidão, Hiccup a seguia, o sorriso nos lábios era visivel a todos enquanto seguia a suas costas – Nos atrasamos um pouco, o jogo ainda não começou, né?
— Vai começar em cinco minutos, onde estavam?
— Precisávamos passar no mercado – e então ela parou, tão rapidamente que parecia ter congelado enquanto observava Elsa, piscou duas vezes dando um sorriso constrangedor – Doutora, que surpresa.
— Não vejo o por quê – Elsa a respondeu, escondendo o sorriso enquanto tomava um longo gole da água a sua frente.
— Nunca a vi aqui antes.
— Resolvi aceitar o convite de Jack – ela lhe respondeu, dando um ar de ombros e Astridd entendeu que ela não queria continuar esse assunto.
— O que uma mulher não faz pelo seu homem – a voz de Jack soou alta, o timbre de brincadeira audível a todos enquanto ele encarava Elsa.
— Não seja tão exibido Frost – Elsa falou rápido, o nervosismo do constrangimento fazendo o sotaque Norueguês aumentar.
— Como você está, Elsa? – Hiccup perguntou enquanto a garçonete se afastava.
— Ótima.
— Jack comentou que vai fazer um novo ultrassom, já tem a data marcada?
— Acredito que semana que vem, é a melhor fase para se fazer o primeio morfológico, quando completar treze semanas.
— Não entendo nenhum desses termos médicos – Elsa encarou Astridd enquanto sorria, dentre todas as policiais era a única com que ela conversava – Mas estou feliz por vocês, já se imaginam cuidando de gêmeos?
— Ainda nem acredito que isso está acontecendo.
— Mas está – Jack falou e ela sorriu, ele se abaixou ainda mais encostando os lábios próximo a orelha de Elsa – Te amo.
E ela sentiu o corpo estremesser apenas com essas palavras, sorriu, resistindo ao impulso de puxá-lo contra si, se encostou novamente em seu ombro enquanto os gritos de todos inundavam o local, quando a televisão soou o inicio do jogo.
(...)
Odeio lugares barulhentos, prefiro o refúgio e sossego da minha casa, onde meus pensamentos fluem calmamente e minhas fantasias se tornam intensas , mas ao invés disso, estou preso aqui, rodeado de idiotas gritando a cada momento, a mulher sentada a minha frente sorria de modo provocador, fora fácil demais atrai-la, um simples sorriso, uma troca de olhares e ela se convidará para sentar na minha mesa, é esse simples acontecimento me arrastou pra cá hoje. Ela tinha um rosto em formato de coração, que era emoldurado por cachos castanhos , seios grandes que a cada inclinada para frente os fazia quase caírem do generoso decote , de modo proposital, percebi.
Não possuía nada de especial , nenhum olhar, sorriso ou uma voz graciosa, pelo contrário. Não era isso que queria, meu único desejo era acabar com a dor incomoda na minha virilha, uma boa foda e o pensamento assustadoramente prazeroso em minha mente, mas sabia que tinha de fazer meu teatro antes, de um homem respeitador e cavalheiro, antes do ato final.
— Quer beber algo? – ela se inclinou novamente sobre a mesa, seus seios próximos ao meu .
— Uma cerveja.
— É pra já, vou buscá-las – ela piscou se distanciando, a observo caminhar e tento imaginar como seriam seus gritos.
Então meus olhos se focam no casal que passou ao seu , abraçados e sorrindo, e todos pensamentos sobre minha acompanhante se evaporam, reconheci as cascatas platinadas antes mesmo de ver seu rosto, assim como reconheço o homem que a segura com força enquanto a acompanha em direção a porta, se desviando do grupo de pessoas, e o sorriso que vejo em seu rosto é um que nunca vi antes.
De repente, tão como apareceram, desaparecem entre os grupos, minha acompanhante se aproxima da mesa, as duas canecas de cerveja transbordando enquanto seus seios balançam conforme o andar, atraindo diversos olhares. Há apenas um momento atrás eu me concentrava em ter essa manequim avantajada em minhas fantasias. Agora ela apenas me parece mais um rosto bonito e fútil. Precisei apenas ver Elsa Snow por um instante para lembrar o que é realmente uma caça de valor, é esse valor aumentou quando vi que está sobre a proteção de Jack Frost. Ainda não conseguiu me pegar detetive, é essa brincadeira fica cada vez melhor enquanto você continua no escuro.
— Está tudo bem? – a voz alta de minha acompanhante soa, ela sorri para mim.
— Tudo ótimo – me levanto pegando a jaqueta jogada no banco ao lado, ela me encara curiosa e posso ver a confusão em seus olhos, dou as costas passando entre as diversas pessoas aos gritos pelo fim do jogo, não vou descansar doutora, até você ser minha.
(...)
Jack estava parado a observando enquanto Elsa passava o creme distraidamente nos braços, era como um ritual noturno, e algumas vezes ele se juntava a ela para ajudá-la. Mesmo através do breve reflexo na janela ele percebeu a discreta linha se formar em sua testa. Se aproximou, colocando os braços em torno de sua cintura, as pousando na barriga lisa, ela parou os movimentos colocando a mão sobre a dele.
— Preocupada com algo? – sua voz saiu baixa antes dele mordiscar o lóbulo se sua orelha, e ela sentiu o corpo se arrepiar .
— Em tudo e nada ao mesmo tempo.
— E como se faz isso ? – a voz de Jack soou suave enquanto a virava lhe puxando em direção a cama, onde se sentir. Puxando-a pela cintura a colocando sobre seu colo, onde ela se ajeitou com a breve ajuda de Jack – Como passou o dia? Muitos enjoos?
Ela negou com a cabeça – Estive ótima – sua voz saiu baixa antes a perspectiva do corpo de Jack junto ao seu.
— E nossos filhos? – perguntou, enquanto uma das mãos se prendia na nuca feminina a trazendo para mais perto – Acha que podemos ...?
Antes mesmo de finalizar sua pergunta, Elsa o havia calado com um beijo urgente, aprofundando-o a medida que as mãos de Jack se afundavam na pele quente, roçando os dedos sobre o pijama de seda, fazendo seu corpo queimar.
— Realmente podemos ? – ele sussurrou, quando os lábios se separaram em busca de ar. Elsa o encarou percebendo que acima do desejo em seu olhar tinha uma sombra de preocupação, sorriu em resposta.
— Não se preocupe.
Jack segurou as pontas da camisola a levantando com a ajuda de Elsa, levou uma das mãos em direção ao fecho do sutiã o abrindo com experiência, as mãos passearam pelas costas nua, desenhando a coluna feminina, Elsa manteve os olhos fechados sentindo o toque sutil de Jack, ele levantou o quadril, as intimidades cobertas se encontraram e ela gemeu excitada.
Ele a deixou empurrar na cama, a observando passar as pernas ao redor de seu corpo, os dedos abrindo sua camisa de , enquanto ele tentava desafivelar o coldre que ainda estava preso a sua cintura.
— Por que não tirou isso antes ? – ela sussurrou e Jack teve de segurar a vontade de rir , nunca vira Elsa tão desesperada por sexo, como agora.
— Não sabia que podia ser atacado desse modo – falou sorrindo e a viu revirar os olhos.
Aproximou seu rosto do dela e sentiu sua respiração quente ao tocar seus lábios uma vez, duas, até finalmente selá-los com um beijo. Segurou os cabelos dela com suas mãos e beijou-a com tudo que tinha, com tudo que queria ser. Sentiu um suave murmúrio de prazer ao deslizar seus braços ao redor dela. Abriu a boca levemente, as línguas se encontraram, e, subitamente, tudo pareceu se perder, nada mais importava, apenas estar ali com ela nos braços era o suficiente.
Os dedos de Jack passearam pelo seu corpo sentindo a pele se arrepiar em contato com a sua, os dedos contornaram a cintura, Jack a encarou, Elsa passou os dedos pelo peito de Jack e ele fechou os olhos antes de capturar seus lábios novamente.
A única peça que os separavam fora tirada, enquanto ele a puxava em direção ao encosto da cama, Elsa aprofundou o beijo sentando no colo nu de Jack que já estava rígido desejando desejando-a mais do que imaginava ser capaz, ela rebolou em seu colo timidamente enquanto apoiava as mãos em seus ombros. Ele relaxou os ombros encostando-se por completo no na cabeceira estofada da cama, as mãos se encarregavam de massageá-la nas coxas enquanto ela se mantinha ocupada distribuindo trilhas de beijos em seu pescoço. Ela o encarou sorrindo antes de morder nervosamente o lábio e ele se perguntou se ela fazia ideia de como aquilo era sensual.
Levou as mãos a cintura de Elsa que sorriu encaixando o corpo por cima do seu. Jack segurou seu próprio membro que latejava em sua mão o posicionando na entrada da mulher que gemeu baixo.
— Sente-se — ele falou autoritário e ela o obedeceu, ele gemeu ao sentir o calor de sua intimidade envolvendo seu membro, agarrando-o como um punho de veludo. Seu corpo todo se esticou, fazendo-o apertar os dentes e levantar seu torso.
— Deus – ele sussurrou meio a um gemido. Elsa se contorceu em cima dele, encontrando uma posição confortável que o acomodasse melhor. Com o suor escorrendo no controle das costas, ele relaxou as mãos nos quadris dela e afundou de volta no confortável colchão a observando enquanto ela era iluminada pela fraca luz que atravessava a janela.
Com seu adorável rosto corado, olhos arregalados e cheios de desejo, ela o encarou numa indagação silenciosa.
— Sou todo seu – ele a encorajou, desejando que ela quem tomasse a primeira atitude.
Mordendo os lábios, ela se ergueu, subindo por seu membro até deixar apenas a ponta lá dentro. Quando baixou novamente, os movimentos dela se tornaram hesitantes, desconexos, mas mesmo assim devastadores. As mãos dele se prenderam em suas coxas com força. Elsa moveu-se novamente, ofegando, e ela pode escutar um gemido quase primitivo rasgar a garganta de Jack.
A visão dela, nua, com os seios saltando, o arrebatou. Frost a observava, com olhos semicerrados num prazer entorpecido, ali estava ela, sendo sua, da maneira mais crua possível, com seus gemidos denunciando o quanto ela sentia prazer com ele.
Quando ele não podia mais aguentar, a puxou pela nuca juntando as bocas, impulsionando a língua no mesmo ritmo que impulsionava seu membro, quando o ar falto e ela chegou ao clímax separou os lábios gemendo alto, sem vergonha, ele gemeu com rouquidão enquanto os intermináveis espasmos apertavam seu membro, a estocou fundo novamente e a abraçou forte, os seios sendo amassados em seu peito enquanto chegava ao clímax.
Ficaram aninhados um no outro, ela agora deitada sobre seu corpo, com ele ainda dentro de si, ambos ofegantes, Jack puxou o rosto de Elsa contra o seu e a beijou segurando sua nuca, ela apenas retribuiu o beijo com a mesma intensidade, ele a levantou saindo dentro de si, a segurou ainda em seu colo antes de deitá-la no colchão encarando os cabelos platinadis espalhados nos travesseiros negros, um contraste impressionante, se deitou ao seu lado puxando o grosso edredom que estava ao pé da cama, cobrindo seus corpos, ambos se encararam sobre a fraca luz que vinha do banheiro e ela sorriu, ele lhe devolveu o sorriso antes de a puxar para mais perto entrelaçando as pernas, beijou sua testa agora molhada pelo suor.
— Você me leva a loucura – sussurrou enquanto a puxava para mais perto tentando aquecê-la.-
— Nunca excite uma mulher grávida – ela sussurrou e a risada de Jack preencheu o quarto escuro.
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