Criminal

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Olá meus amores, tudo bem? Desculpem a demora para responder, não esqueci de vocês. Espero que gostem desse capítulo pq meu deus, que trabalho e nem ficou grande >( Boa leitura a todos.

Eles já dirigiam a dez minutos quando Elsa abriu os olhos, a leve tontura havia passado, encarou o perfil sério de Jack sendo iluminado pelas luzes da estrada, a ligação havia arruinado o espírito alegre que rondava a família Frost, e apenas piorou quando ela e Jack saíram pela porta após se despedir rapidamente de todos, vira o olhar triste de Ângela e sabia que Jack também percebera.

— Não queria acabar minha noite assim — a voz de Jack soou baixa.

— Também não, mas foi o trabalho que escolhemos — ela suspirou — Não estou reclamando — Jack a encarou dando um leve sorriso enquanto estendia a mão segurando a de Elsa, entrelaçando-as.

— Sei que não, vou te deixar na sua casa.

— O que acha de irmos juntos?

Jack a encarou antes de voltar o olhar para a estrada, a sobrancelha erguida mostrava sua surpresa, afinal, ela quem havia dado a ideia de agirem normalmente no trabalho, tanto que, se recusara a aparecer no jantar de comemoração de Hiccup a meses atrás.

— Como desejar, doutora — ele falou sorrindo de lado e ela riu.

(...)

O carro preto estacionou em frente a pequena residência térrea, indicando a chegada da doutora Snow, mas o que chocou a todos foi o fato do detetive de homicídios Jack Frost abrira porta do motorista e descer com o semblante mais sério que o normal, antes da imagem de Elsa aparecer no outro lado do carro.

Todos permaneceram em silêncio, Hiccup apenas sorriu de lado ao ver Jack estender uma mão a Elsa a ajudando a subir a calçada escorregadia, o som emitido a seu lado o fez encarar o perfil de Merida, ela não demonstrava nenhuma surpresa, mas uma fina ruga havia se formado em sua testa.

Enquanto Elsa atravessava a fileira de policiais, estes se afastavam respeitosamente para deixá-la passar, como se estivessem diante da realeza. E como tal, ela caminhava com um distanciamento obstinado, dirigindo-se diretamente em direção ao pórtico onde Hiccup e Merida estavam parados.

— Péssimo dia para isso ocorrer, não é Doutora? — Hiccup falou enquanto sorria em direção a Elsa, ela apenas concordou com a cabeça antes de se abaixar e abrir a mala de mão retirando um par de luvas e protetores de sapatos.

— Qual a situação lá dentro? — Jack perguntou enquanto terminava de colocar o par de luvas, liberando uma camada de talco.

— Nada bonita. e digamos que vai se não fosse pelas fotos na casa, seria difícil identificar a vítima.

— Como assim? -Elsa perguntou unindo as perfeitas sobrancelhas.

— Pode ir ver com seus próprios olhos, doutora — Merida a respondeu antes de lhe dar as costas passando por debaixo da faixa amarela que separava o local de crime.

A médica não voltou o olhar para nenhum dos dois detetives, apenas se abaixou tomando cuidado para não enroscar o salto na faixa, Merida lhe mostrou o caminho até o quarto, a primeira visão que Elsa teve foi da imensa janela emoldurando a bela paisagem de inverno. E sangue, Elsa nem sabia em quantas cenas de crime já havia entrado, mas essa primeira visão de sangue sempre a chocava. Um jato de sangue arterial atingira a parede e escorrera em fios.

E a fonte desse sangue estava deitada no centro da cama, uma mulher de pele morena e cabelos incrivelmente brancos e seus olhos azuis arregalados emanava uma tranquilidade quase sobrenatural, todos os golpes haviam sido desferido no couro cabeludo, o deixando deformado.

— Isso nunca aconteceu antes — a voz de Jack soou e Elsa o encarou, percebendo que ele estava parado ao seu lado, braços cruzados e porte sério — Certeza que é o mesmo assassino?

— Olhe os cortes — respondeu Merida enquanto se aproximava do corpo levando a mão enluvada em direção ao abdômen que estava aberto -A camisola estava dobrada sobre a cama, mas não encontramos nenhum feto.

— Foi um ataque motivado por fúria total — Jack falou se aproximando mais da cama — Que outro motivo faria alguém amassar o rosto de uma pessoa? Quebrar todos os ossos do crânio, diversas vezes?

Elsa se aproximou, agachando-se para examinar a destruição. A arma do crime deixara lacerações lineares no couro cabeludo. Na pele rasgada destacavam-se fragmentos de osso e uma porção de massa cinzenta, o lado direito do rosto totalmente desfigurado pela pancada.

— Isso foi agressivo demais — ela comentou baixo, enquanto analisava mais de perto o estrago feito.

— Quem era ela? — Jack perguntou sem desviar o olhar de Elsa que permanecia em silêncio concentrada.

— Kidah Gakashi, adivinha? — perguntou Hiccup.

— Trabalhava no Atlanta Medical Center — concluiu Jack e Hiccup confirmou com a cabeça antes de lhe mostrar um pequeno crachá com a foto da vítima, onde a um canto indicava sua profissão como auxiliar de laboratório.

Jack ficou em silêncio, começando a se concentrar na cena do crime com olhos de policial. De súbito, notou detalhes que lhe haviam escapado antes. O cheiro de incenso perfumado, que pairava no ar. Duas taças de vinho a um canto, uma delas quebrada, os cacos de vidro se misturando com o sangue da vítima no chão, marcas de sapato masculino e sobre a cômoda ao lado da cama, algo que lhe chamou a atenção, a embalagem de um preservativo feminino.

Jack se aproximou novamente da mulher morta. Olhando para um rosto parcialmente destruído, observou o corpo feminino atentamente, não com olhos de um homem, mas com os olhos de um profissional.

— Eles estavam juntos — afirmou ele.

— Como pode ter tanta certeza? — a voz se seguiu com passos enquanto todos viravam em direção a Hans que se aproximava da cena, os cabelos ruivos e curtos molhados, o sobretudo preto estava revestido de pequenos flocos que começavam a derreter.

— Não tem nenhum ferimento defensivo óbvio, ou algo que demonstrou a força do nosso agressor para contê-la, qualquer mulher que estivesse sendo estrupada iria demonstrar marcas como as outras vítimas, mas não essa.

— Isso também me intrigou — disse Hiccup — Nenhum ferimento defensivo. Ela deixou o assassino entrar, passaram a noite juntos e tomaram vinho, após isso, o momento de fúria o acertou.

— Acha que ele fez isso enquanto ela dormia ? — Elsa perguntou encarando Jack diretamente, ele apenas concordou com a cabeça.

Pegou o braço de Kidah e verificou a articulação do cotovelo.

— Está flácida, não há rigor mortis.

— Menos de cinco, seis horas então? — perguntou Merida e Elsa concordou com a cabeça.

Elsa retirou um estojo de dentro da maleta, retirou uma seringa, se aproximou mais do corpo da vítima, espetou o olho esquerdo da morta recolhendo o humor vítreo, colocou a seringa dentro de uma bolsa térmica contendo uma quantidade de gelo antes de levantar o olhar para os membros que estavam na sala, todos a observando em silêncio.

— Então essa é sua conclusão? — exclamou Hans — De que eles se conheciam?

— É a única coisa que posso indicar observando a cena, mas qual seria a sua conclusão detetive Evans? — Jack perguntou enquanto desviava o olhar da vítima o parando em Hans.

Ele não o respondeu, ao invés disso caminhou em direção a saída do quarto sendo seguido por Merida. Elsa começou a guardar seu material quando Astridd colocou a cabeça para dentro do quarto avisando a Jack e Hiccup que o rebecão havia chego para buscar o corpo e ambos saíram do quarto.

— Como está, doutora? — Astridd perguntou enquanto se aproximava de Elsa.

— Ótima- ela seguiu em direção ao corredor com Astridd ao seu lado, quando saiu do quarto voltou a atenção para a mulher — fiquei sabendo do noivado, meus parabéns — ela falou sorrindo minimamente para a policial que sorriu de maneira sem graça em sua direção.

— Obrigada — Astridd a encarou antes de andar um pouco a sua frente — Sabe, Hiccup me contou sobre a senhora e o detetive Frost — ela comentou preferindo não se virar e ver o rosto de Elsa. Ouviu um ruído surdo atrás de si, voltou-se e alarmou-se ao ver Elsa sentada no chão junto a mala que havia caído de sua mão, a cabeça baixa entre os joelhos. — Doutora, a senhora está bem? — Astridd falou ajoelhando-se ao seu lado, a médica afastou-a com um movimento de mão.

— Estou ótima — ela sussurrou se apoiando na parede ao lado como precisando de forças para se levantar, Astidd se aproximou lhe estendendo a mão e dessa vez ela preferiu deixar o orgulho de lado, insegura de dar mais um passo, aceitou a mão estendida da policial.

— O que houve?

— Não sei.

— Se alimentou?

— Sim, deve ser por conta da correria, quase não ando tendo tempo para nada — quando a tontura passou ela endireitou os ombros voltando com seu olhar firme e confiança de uma rainha.

— Está melhor?

— Preciso ir ao banheiro.

— Os peritos já tiraram fotos do local e recolheram provas, fique a vontade — a voz de Astridd soou enquanto Elsa se afastava voltando em direção ao quarto.

(...)

Elsa levantou o rosto fechando a torneira, e a imagem que viu no espelho a chocou, não parecia ela mesma, a pele mais pálida que o normal, o cabelo claro estava pouco bagunçado e o batom vermelho sempre chamativo havia saído, pegou uma quantidade de papel higiênico o passando no rosto com calma, por sorte escolhera uma maquiagem leve para aquela anoite.

— O que está acontecendo comigo — sussurrou para si mesma, havia passado mal duas vezes em apenas um dia

Um surto de náusea subitamente a tomou e ela fechou os olhos, lutando contra o mal-estar, se apoiou na pia respirando fundo, levou a mão à boca e se ajoelhou á tempo ao lado do vaso o abraçando enquanto esvaziava todo conteúdo que tinha em seu estômago, mesmo depois de esvaziar o estômago, ficou ali, a cabeça curvada sobre o vaso, quando a náusea passou afinal, ela se levantou com calma. Na pia, lavou a boca para afastar o gosto amargo, pegou o papel que havia deixado sobre a pia e estava a ponto de jogá-lo no lixo quando fez uma pausa, lembrando-se da embalagem de preservativo aberta.

A lixeira estava pela metade, entre montes de papel amassadas, havia um pequeno volume embrulhado em papel higiênico. Lutando contra a repugnância, enfio a mão retirando o pequeno volume, o abrindo. O fino palitinho estava devidamente escondido no embrulho, ela o colocou sobre a pia, um leve choque estampado em seu rosto, se virou em direção a porta a abrindo, se assustando ao dar de cara com Jack.

— Você está bem?

— Precisa ver isso — ela falou o puxando para dentro do banheiro.

Jack observou o pequeno objeto para qual Elsa apontara, o teste de gravidez estava sobre a bancada, a linha solitária indicava que dera negativo.

— Onde o achou?

— Estava no lixo — ela falou enquanto parava ao seu lado lavando as mãos com maestria — Acha que ele sabia?

— Não tem como afirmar — Jack falou dando um longo suspiro, ele se aproximou e disse baixinho : — Vamos embora.

— Não pretende ir para o distrito?

Jack negou com a cabeça, ele lhe ofereceu passagem e ela aceitou lhe dando um rápido e discreto sorriso, queria se aproximar dele e segurar sua mão, mas sabia que o fato iria causar um burburinho maior ainda, e nunca gostara das pessoas falando sobre sua vida, em vez disso, manteve as mãos nos bolsos enquanto caminhava até o carro. Sentia os olhares dos policiais sobre eles. Lá vão a Rainha dos Mortos, a Dra. Snow e o detetive Frost, juntos outra vez.

(...)

A água já havia esfriado um pouco, e nem isso incomodou o casal que a ocupava, as mãos entrelaçadas repousavam na borda fina da banheira, deixando à mostra o fino anel, onde em seu centro repousava uma delicada pedra azulada, com o qual Jack a presenteara.

— No que está pensando? — perguntou Jack.

Elsa apenas se acomodou em seu peito fechando os olhos : — Em tudo — disse ela, voltou a abrir os olhos — Foi um dia e tanto.

A risada de Jack a fez se separar do seu corpo e se virar em sua direção, esse movimento fez uma quantidade de água escapar e Elsa sentiu o corpo se arrepiar por não estar mais em contato com o de Jack. Ele passou as mãos em sua coxa e ela sorriu de lado.

— O que acha de se mudar para cá?– murmurou Elsa. Jack a encarou por um segundo antes de capturar seus lábios como resposta a sua pergunta. De forma abrupta, não premeditada, ele se pôs de pé e ergueu Elsa.

— Jack – disse ela, piscando, surpresa.

Em resposta, ele a beijou. Seus lábios tomaram os dela numa explosão de paixão e desejo que confundiu sua mente até que apenas seu corpo estivesse no controle. Ele não queria pensar, não queria ser capaz de pensar. Tudo o que queria era aquele momento. Era a paz que encontrava ao lado de Elsa.

Pegou Elsa no colo e saiu com dificuldade da banheira, seguindo o caminho até a cama, deitando-a no colchão, segurou os pulsos a prendendo na cama subindo sobre seu corpo. Abaixou o olhar a encarando atentamente, como para prender cada pedaço de seu corpo em sua memória, as gotas de água escorriam pela pele clara, algumas se perdendo no caminho caindo no colchão, ele não conseguia pensar em mais nada, e ao levantar o olhar percebeu o mesmo desejo nos olhos de Elsa.

— Eu te amo — a voz de Jack soou em um sussurro baixo, carregado de verdade, por mais que as palavras estivessem sido ditas de modo suave, Elsa se assustou assim que as ouviu, esse tempo todo, nenhum dos dois havia dito em voz alta essas palavras.

— Também te amo — ela sussurrou e viu o rosto de Jack se iluminar, levou as mãos ao rosto de Frost e passou os dedos sobre a barba por fazer. Ele pegou uma das mãos dela e beijou-lhe a palma, enquanto ela fazia a outra descer pelo pescoço dele.

— Não consigo esperar – disse ele com a voz rouca.

Elsa deu um gemido febril ao agarrá-lo pelos quadris, dirigindo-o para sua abertura.

—Não precisa – arfou, sua voz saindo baixa como um sino – Não quero que você espere.

Nesse momento, as palavras cessaram. Jack soltou um gemido, primitivo, ao se lançar dentro dela, enterrando-se completamente em um longo e poderoso golpe. Elsa arregalou os olhos enquanto sua boca formava um gemido de choque pela rápida invasão.

Mas ela já estava pronta para ele – mais do que pronta. Havia algo no ritmo incansável dele ao fazer amor que despertava uma paixão profunda nela, como se ela precisasse dele, com um desespero que a deixava sem fôlego.

Eles não foram delicados, nem sutis. Estavam quentes, suados, necessitados, e seguravam um ao outro como se pudessem fazer o tempo durar para sempre só pela força de vontade.

Quando chegaram ao clímax, foi selvagem e simultâneo, ambos os corpos arqueando-se com os gritos de liberação que se misturaram à noite.

Assim que terminaram, aninharam-se nos braços um do outro, lutando para normalizar a respiração. Nesse momento, Elsa fechou os olhos, satisfeita e rendida à exaustão.

Ele a observou se acomodar ao seu lado, e então adormecer. Fitou o modo como seus olhos, às vezes, se moviam sob as pálpebras fechadas. Mediu o ritmo de sua respiração, contando quantas vezes o peito dela subia e descia. Ouviu com atenção cada suspiro, cada murmúrio e conseguiu captar um minimo sorriso se formar.

Havia certas recordações que um homem queria gravar no próprio cérebro, e aquela era uma delas.

Notas finais
Obrigada a todos vocês que leram, não esqueçam de comentar, espero que tenham gostado, de verdade ♥ Não se preocupem estou reavaliando A nova babá e 50 tons.... Obrigadaaaa Espero que vocês tenham entendido o capítulo, tem pequenos detalhes cruciais e importantes. A nova vítima já foi apresentada nos capítulos anteriores, só não foi citado seu nome. Chamam Elsa de senhora por meio de respeito, ela não é velha ok? kkkkk