Criminal

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Olá meus amores Caralho eu passei muito tempo sem postar como pude fazer isto com vocês? Estou me sentindo um monstro mas bem estou estudando feito uma condenada para os vestibulares fora que Partiu São Paulo está tomando grande parte do meu tempo livre e quando não me dedico a Abatedouro, a minha fanfic de terror-suspense que irá aparecer por aqui em 2016, espero que todos vocês acompanhem. Mas falando do capítulo de hoje...um dos meus favoritos da história inteira, amei muito escreve-lo e já vou avisando para se preparem. O circo está se fechando e o final está cada vez mais próximo. "But no one keeps a secret. No one keeps a secret. Why when we do our darkest deeds. Do we tell?" Boa leitura e nos vemos lá embaixo.

POV Lucy

Depois de responder uma série de perguntas chatas que já havíamos respondido tantas vezes que eu tinha até perdido a conta fomos liberadas,mas não liberadas de toda aquela confusão,liberadas para voltarmos ao apertamento cercado por policiais é claro.Mas de qualquer forma nunca estaríamos livres daquela confusão,fazíamos parte dela e de certa forma éramos umas das responsáveis por ela existir

–Eu não aguento mais mentir tanto -Emma diz assim que entramos no apartamento e Nina tranca a porta

–E você acha que eu aguento? -Pergunto me atirando no sofá

–De qualquer forma é melhor mentir do que ser presa -Anna diz se sentando ao meu lado

–Vocês acham que um dia tudo isto vai acabar? -Nina pergunta

–Me chame de idiota mas eu ainda tenho esperanças -Digo

–Será que este perseguidor pode ser a Caroline? -Anna pergunta

–Impossível,a Caroline está morta,nós fomos ao enterro lembram? -Emma diz

–Sim mas o caixão estava lacrado,o que te garante que ali dentro realmente estava a Caroline? -Anna insiste

–Nós vimos ela rolando morro abaixo,esta é a prova -Nina diz

–Sabe o que eu nunca vou entender?Como aquelas meninas aceitaram tudo sem questionar nada -Digo

–Algo deve ter acontecido mas eu não acho que elas também estão sendo perseguidas,esta pessoa tem problemas conosco,apenas conosco,os outros são apenas marionetes que ele usa para distrair e dificultar a vida das suas bonecas -Emma diz

–Sabe o que mais me assusta?Ele afirmou saber de tudo,será que ele realmente sabe de tudo? -Nina pergunta

–Pelo nosso bem,eu espero que não -Anna diz

(...)

Resolvemos passar a tarde assistindo algum filme na televisão como fazíamos nos velhos tempos,apesar de todos os problemas e todas as pessoas perdidas nos permitimos esquecer um pouco tudo isto e desfrutar de um momento de relaxamento,com risadas e brincadeiras lembramos os tempos antigos,os tempos em que éramos apenas as adolescentes maldosas do colégio.Daquelas que todo nerd tinha medo e todo menino do time de futebol se apaixonava,fazíamos de todos gato e sapato sem nos importarmos com os sentimentos ou consequências,espalhávamos segredos,inventávamos mentiras e prejudicávamos as pessoas apenas por diversão,era divertido ver a dor em seus olhos,o horror e as lágrimas escorrendo compulsivamente.

Nós só não contávamos que anos depois os brinquedos seríamos nós,nós que sentiríamos dor,nós que seríamos horror,nós que derramaríamos lágrimas.Antes éramos nós que controlávamos,nós que tínhamos o poder.Hoje nós éramos as controladas e o poder estava nas mãos de um desconhecido que havia acabado com as nossas vidas,e talvez este desconhecido fosse justamente uma das pessoas que humilhamos.

Eu deveria me arrepender dos meus atos,mas não me arrependia,este era o problema.Apesar de tudo eu não sentia um pingo de arrependimento,pelo contrário,as vezes até pensava que tudo havia valido a pena,porque afinal de contas foi divertido,eu não poderia me arrepender de algo que foi divertido.Pena que as consequências desta diversão não foram tão divertidas assim.

Batidas na porta acabaram me tirando dos meus pensamentos,Emma se levantou e foi abrir a porta

–Vamos -Oliver nos chama

–Como? -Anna pergunta sem entender

Nós nos levantamos do sofá e vamos até ele e Emma

–Recebemos uma ligação na delegacia dizendo que algo havia acontecido,vamos ir verificar se é verdade -Ele explica já saindo do apartamento

Nós o seguimos e logo estávamos dentro do seu carro enquanto ele dirigia para o tal lugar,no meio do caminho o seu telefone tocou e por estar dirigindo ele teve que colocar no viva voz

–Noel?Aconteceu alguma coisa? -Pergunta

–Bem chefe sim -Noel,que se não me engano era um dos policiais,respondeu

–O que foi? -Oliver pergunta

–A coisa pode ser pior do que imaginamos,a primeira ligação relatou tiros mas uma segunda informou que alguém foi morto lá dentro -Ele explica

–Eu estou indo para o lugar com as garotas,convoque mais alguns policiais e Lexi -Oliver diz

–Não se preocupe,já estamos a caminho -Noel diz e então desliga

–Me digam,vocês conheciam mais alguém que poderia ser alvo? -O detetive pergunta e nós negamos

–Como pode ter certeza que este incidente tem haver com o nosso caso -Pergunto

–Aquela bola de golfe deixava bem claro que aquele maníaco vai fazer pior,bem pior -Ele responde

–Sim mas pode ser apenas uma coincidência -Nina diz

–Eu espero que seja,espero muito que seja -Oliver responde

Assim que ele estaciona o carro saímos do mesmo e esperamos do lado de fora até Noel,Lexi e os outros chegarem

–Espere,esta uma loja de artigos esportivos? -Noel pergunta e só então reparamos nisto

–A bola de golfe,com toda certeza ela tem uma ligação com tudo isto,isto é sim obra do perseguidor de vocês -Oliver diz se virando para nós

Ele e Lexi decidem entrar no lugar e depois de muita insistência da nossa parte aceitam a nossa companhia na tarefa,Noel e os policiais iriam rondar o perímetro e ver se encontravam algo ou alguém.

Entramos na loja fazendo o sino que ficava acima da porta soar,mas ninguém vem nos atender,uma porta que ficava logo atrás do balcão estava aberta e nós seguimos até ela.Um homem de cerca de sessenta anos estava morto encima da mesa do que parecia ser o escritório

–Sete tiros -Oliver diz depois de chegar mais perto

–Pessoal,olhem isto -Lexi diz afastando a porta da parede

–Cuidado,não deixe ela encostada,não sabemos se estamos sozinhos e não quero ficar trancadas aqui -Emma diz

–Bem lembrado -Digo

–Certo,agora olhem para a parede -Ela diz e o fizemos

"As vezes é preciso dar uma peça ao adversário para vencer o jogo. Porque não brincamos de caça ao tesouro?" -C

–Uma peça?Jogo? -Nina pergunta

–A bola a bola de golfe,ele não a usou apenas para mandar a mensagem ele usou para nos atrair para cá -Oliver diz

–Mas porque? -Pergunto

–Porque ele queria que encontrássemos algo -Lexi diz

–Então vamos procurar -Oliver diz

Saímos da sala e nos espalhamos pela loja a procura de qualquer mensagem ou pista mas tudo parecia estar em sua perfeita ordem

–Isto é uma porta? -Nina pergunta

–Onde? -Lexi pergunta

–Aqui,atrás deste armário -Nina diz apontando para o armário

Oliver vai até lá e o empurra para longe,descobrimos então que sim,aquilo era uma porta.Ele girou a maçaneta e a abriu,o lugar estava escuro mas Oliver encontrou o interruptor próximo ao batente da porta,as luzes se acenderam e iluminaram a sala que estava fazia,apenas com uma espécie de varal e um grande lençol branco estendido nele,no meio do lençol as inscrições "Você venceu" estavam gravadas em preto.

Caminhamos até lá e nos juntamos para puxar o pano do varal,mas assim que a tarefa foi concluída eu me arrependi.Lexi arfou e seu corpo pendeu para trás,se seu colega não tivesse a segurado ela teria ido ao chão.Nós nos entre olhamos,sabendo que tínhamos uma parcela de culpa naquilo porque afinal de contas isto havia acontecido por causa do nosso perseguidor.Oliver soltou Lexi que saiu do quarto correndo,ele caminhou então até o corpo que estava transpassado em um cano de ferro que possuía uma grande base de madeira,mas a coisa não parava por ai,outras barras ainda haviam sido transpassadas pelo corpo da vítima a deixando como uma espécie de corpo-espinho.A pior nelas havia entrado pela boca e perfurado o crânio,mas se a cena em si já era um show de horrores,com sangue para todos os lados mostrando que o ato havia sido feito com muita crueldade,ainda havia um fato que deixa tudo pior.

Aquela não era qualquer vitima,aquela pessoa nem ao menos realmente nos conhecia,ela apenas havia ido procurar por pistas e acabou entrando na toca do leão.Ela havia seguido a peça e então permitido ao assassino vencer o jogo,ela era o tesouro,era a mostra do que ele podia fazer,com qualquer um de nós

–Noel -Oliver diz assim que atende o telefone

–Ligue para a família de Gary e informe que ele está morto -Ele completa

Notas finais
GARY IS DEAD! E eu deixo aqui o meu adeus ao nosso legista. Acho que a maioria não deu muita importância para o fato dele ter ido atrás de mais informações sobre a bola de golf né? Todos estavam atordoados demais com os segredos das meninas e C mas bem...isto lhes serve como uma lição, é sempre importante prestar atenção em todos os detalhes. Creio que alguns ficaram tristes com a morte dele e outros nem tanto mas sabiam que ela não foi por nada, Gary morreu para mostrar que este maníaco não está para brincadeira e pode lidar com policiais perfeitamente bem, que a impressão de segurança que as garotas tem quando estão na delegacia é falsa e principalmente para marcar a nossa reta final. Comentem, recomendem, favoritem e não se esqueçam que quanto mais comentários mais rápido o próximo capítulo será postado. Espero não demorar mais tanto assim, aliás me perdoem por isto eu realmente não fiz de propósito. Faltam três capítulos para fim! Beijos e até o próximo